terça-feira, novembro 26, 2013

segunda-feira, novembro 25, 2013

segunda-feira, novembro 18, 2013

sexta-feira, novembro 15, 2013

Amorphis



 


 Finlândia – a Terra dos Mil Lagos e um dos países europeus com maior taxa de exportação de música pesada. Apesar de ser atualmente uma das “potências” com mais força no que toca à produção de heavy metal em todas as suas vertentes, as coisas nem sempre foram assim e, durante a primeira metade dos anos 90, os AMORPHIS foram cruciais na tarefa de levar ao mundo o metal finlandês com discos incontornáveis como «Tales From The Thousand Lakes» ou «Elegy». Antes dos Nightwish, dos Children of Bodom ou dos HIM, já os AMORPHIS estavam lá e, ao longo de uma carreira que por esta altura já ultrapassou a marca das duas décadas, o coletivo oriundo de Helsínquia conseguiu conquistar o seu lugar de destaque no panteão do som de peso. 
Agora, depois de um regresso apoteótico aos palcos nacionais para uma atuação marcante na edição de 2010 do Vagos Open Air e de dois concertos em nome próprio no ano seguinte, o quinteto vai estar novamente de volta a Portugal, desta vez para um espetáculo único integrado na Circle World Tour. Depois de terem comemorado o vigésimo aniversário há três anos e entrado na segunda década de carreira com o pé direito e uma vitalidade impressionante, bem espelhada no muito aclamado «The Beginning of Times», os AMORPHIS estão de regresso aos discos e aos concertos com o 11º registo de estúdio. 
Gravado pelo reputado Peter Tägtgren, «Circle» é já o quinto disco com Tomi Joutsen no lugar de vocalista e mais uma excelente prova de que, hoje em dia, o sexteto – que fica completo com Esa Holopainen e Tomi Koivusaari nas guitarras, Niclas Etelävuori no baixo, Santeri Kallio nos teclados e Jan Rechberger na bateria – ainda soa tão relevante como quando saiu do underground para conquistar o mundo com a sua abordagem muito sui generis ao death metal. 
Com a regularidade que já se lhes conhece, os finlandeses não perderam tempo depois de terminarem a sua muito bem-sucedida última digressão mundial e fecharam-se na sala de ensaios a compor novo material. Saíram de lá com nove temas bem compactos e refrescantes debaixo do braço, com a figura de um homem entre o abismo e a salvação, que usa a sabedoria dos deuses finlandeses para encontrar o seu rumo, a servir-lhes de inspiração. Com o seu híbrido de elementos obscuros, étnicos e progressivos há muito cimentado, o grupo saca um coelho da cartola e continua a surpreender muito graças à sua capacidade de reinvenção dentro do nicho que criaram para si próprios nos idos da década de 90 – «Circle» é o primeiro disco desde «Far From The Sun», de 2003, a não ser produzido por Marco Hietala (dos Nightwish e Tarot) ou baseado no “Kalevala”, o épico nacional finlandês. 
O resultado mostra um ligeiro incremento de peso em termos gerais e, simultaneamente, prova que a banda não perdeu nem um grama do espírito experimental que sempre a caracterizou. Longe de marcarem um retorno às raízes mais agrestes, até porque este é um daqueles grupos que nunca se deixou prender demasiado pela nostalgia, canções como a imprevisível «Hopeless» ou a épica «Enchanted By The Moon» misturam com uma classe considerável ingredientes já conhecidos com outros novos, numa muito inteligente e progressiva combinação do que fizeram de melhor nos anteriores «Skyforger» e «The Beginning of Times». Infalíveis na qualidade da composição, dos arranjos, da execução e do sentimento que imprimem a tudo aquilo que fazem, os AMORPHIS são um caso raro de talento e longevidade criativa. 

BIOGRAFIA AMORPHIS: 

A dar cartas, primeiro a nível underground e, poucos anos depois da formação em 1990, na cidade de Helsínquia, em massa, os Amorphis são um nome incontornável do boom do metal europeu da década de 90. O grupo inicialmente formado por Tomi Koivusaari (guitarra e voz), Esa Holopainen (guitarra), Olli-Pekka Laine (baixo) e Jan Rechberger (bateria) tomou de assalto a cena com a maqueta «Disment Of Soul» e assinou rapidamente contrato com a Relapse, que disponibilizou «The Karelian Isthmus» em 1993. Apenas um ano depois, com a edição do magnânimo «Tales From The Thousand Lakes», a banda transformou-se num verdadeiro fenómeno. Mais embrenhados no seu death metal progressivo em que os teclados começavam a ter um papel cada vez mais preponderante e utilizando pela primeira vez o épico nacional “Kalevala” como fonte de inspiração lírica, os músicos gravaram aquele que é um dos mais revolucionários e inovadores discos de death metal da década de 90. As digressões tornaram-se mais frequentes, várias passagens pela Europa e a primeira incursão pelo território norte-americano permitiram-lhes espalhar a mensagem para fora do seu país. O álbum seguinte, «Elegy», sucedeu a alguns ajustes a nível de formação e direção musical. O novo vocalista, Pasi Koskinen, adaptava-se na perfeição à música progressivamente mais centrada nas teclas, nos sons psicadélicos de guitarra e em belíssimos arranjos vocais. Três anos depois, «Tuonela» aproximou esta nova abordagem musical da perfeição – uma mistura contagiante de heavy, death e doom condimentada por diversas influências exteriores ao metal, incluindo folk, prog e psicadelia. «Am Universum» viu-os mergulharem de cabeça nas suas tendências progressivas e «Far From The Sun», de 2003, mostrou-os a explorar influências étnicas e a canalizar um espírito muito Pink Floydesco. Durante a segunda metade de 2004, o carismático Koskinen decidiu abandonar o projeto e foi rapidamente substituído pelo desconhecido Tomi Joutsen. «Eclipse» o primeiro fruto desta nova formação, surpreendeu muita gente, sobretudo pela forma como apresentou uma banda revigorada e a mostrar que ainda tinha muito para dar. O disco entrou para a tabela de vendas finlandesa e tocaram-no ao vivo por toda a Europa frente a plateias rendidas. Tomi, por seu lado, parecia ter injetado energia renovada nos Amorphis e «Silent Waters» (de 2007) revelou-se o disco mais bem-sucedido de sempre na carreira dos finlandeses. O grupo não só tocou em todos os grandes festivais de Verão como ainda fez digressões em toda a Europa, Rússia, Estados Unidos, Canadá e Japão. Pode parecer incrível, mas «Skyforger» (de 2009) levou-os ainda mais longe. O álbum, assim como o single «Silver Bride», entrou diretamente para o primeiro lugar da tabela de vendas finlandesa e o sexteto foi pela primeira à América Latina, seguindo-se a Forging Europe Tour no Outono. Comprovando a vitalidade de que goza desde a mudança de vocalista, os músicos focaram-se na gravação de temas do seu fundo de catálogo para a coletânea «Magic & Mayhem – Tales From The Early Years» e, sem perder tempo, gravaram o sucessor do muito bem-sucedido «Skyforger». «The Beginning Of Times» foi gravado por Marco Hietala (dos Nightwish e Tarot) no seu estúdio caseiro em Kuopio e, posteriormente, misturado pelo reputado Mikko Karmila. O disco chegou aos escaparates em Maio de 2011 e, no mês seguinte, a banda embarca na extensa The Beginning Of Times Tour. Muitos concertos, aplausos, salas esgotadas e dois anos depois, os Amorphis lançam finalmente «Circle», o 11º álbum numa carreira brilhante.

quarta-feira, novembro 13, 2013

terça-feira, novembro 12, 2013

Muitos dizem que a lei é "chinês". E, em boa verdade, depois de tantos anos a lidar com a dita, devo dizer que está cada vez pior. Mas era escusado ser tão figurativo!

sexta-feira, novembro 08, 2013

The Power of Words

"It's not what you say that matters...sometimes it's how you say it"...for the better and for the worse.

quarta-feira, novembro 06, 2013

segunda-feira, novembro 04, 2013

...

...back to your ordinary life....everything has an ending.

domingo, novembro 03, 2013

Orphaned Land @ Santiago Alquimista


Grande, grande concerto de uma banda que cada vez soa e está melhor e mais interessante. Venham mais!

sexta-feira, novembro 01, 2013