terça-feira, janeiro 29, 2013

quarta-feira, janeiro 23, 2013

O Primeiro Dia

Podia postar isto "retroactivamente" no dia 10 de Janeiro de 2013, mas a verdade é que assim se perderia uma parte importante da história. A de que, de facto, só hoje tive tempo e disponibilidade mental para uma coisa que pode parecer algo supérflua, mas que mantém o seu cariz organizativo! Por isso, dia 10 foi, realmente, o primeiro dia do resto da minha vida. E qual não é o meu espanto quando, hoje, vejo que já passaram 13 dias. E é mesmo verdade que o tempo passa a correr, mesmo com todas as peripécias, chatices e confusões que estes dias me e nos trouxeram. Mas tudo se encaminha, tudo se encarrila, tudo melhora! E o desafio desejado será saboreado e superado, com a coragem encontrada ou inventada! :) Nem de propósito, nesse dia, por volta das horas mais calmas da noite, esta canção veio-me à memória...




Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


quarta-feira, janeiro 09, 2013

ÁLBUM DO ANO

01. THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - "Internal Affairs"



Não será surpresa nenhuma o lugar cimeiro deste disco. Quando o descobri intrigou-me ter o Bjorn Strid dos Soilwork a cantar, e o Sharlee D’Angelo no baixo (os restantes são dos Mean Streak). Intrigou-me pois as reviews falavam em classic rock puro e duro, sacado dos anos 70, mas ainda assim com um som bastante fresco e actualizado. Ainda assim suspeitei tanto que a primeira vez que ouvi o disco foi em stream no Youtube. Mas fiquei logo apanhado. É altamente viciante o raio do disco. Tenho-o no computador do trabalho, no leitor de mp3 portátil, na pen de mp3 que está no carro e até no telemóvel para “matar o bicho” quando não tinha outra fonte. Canções belíssimas, como Siberian Queen, West Ruth Avenue, California Morning, 1998, Miami 5:02, Green Hills of Grumslöv…podia mencioná-las a todas, não há uma canção má, e quase todas soam a clássicos instantâneos que podiam ter origem nos Led Zeppelin, Deep Purple, Rainbow, KISS, etc etc. Um álbum com um grande feeling. A ouvir sempre que possível.

02. EUROPE - "Bag of Bones"



Desde que voltaram os Europe só fizeram grandes discos. E irrita um pouco que ainda sejam vistos como os efeminados do video da "The Final Countdown" (grande música por sinal). É impressionante a qualidade musical destes tipos. Quanto mais velhos melhores. E que grandes concertões! Já tenho saudades. Este disco, em comum com o que se segue, tem o facto de estar profundamente enraizado nos anos 70, nos anos dos Purple, Zeppelin, UFo. Classic Rock, ou lá como queiram chamar, da melhor qualidade. Foi, curiosamente, um disco que me custou a entrar à primeira. Achei-o menos bom que os anteriores, mas isso rapidamente mudou com as audições repetidas que, de repente, me vi com vontade de fazer. Brilhante mesmo, e só não fica em primeiro lugar, pois o topo do pertence a um álbum que me surpreendeu 
brutalmente. 

03. THRESHOLD - "March of Progress" 
 


Sou grande fã dos Threshold, mas confesso que com a saída do anterior vocalista (e posterior falecimento, RIP), não augurei grande coisa à banda. O regresso do vocalista original (Damian Wilson), nem sempre dá bom resultado para mim (basta ver o que os Royal Hunt fizeram, ao chutarem o Boals para trazerem o DC Cooper), pelo que aguardei para julgar. Era complicado seguir um disco tão extraordinário como o “Dead Reckoning”, álbum do ano para mim no ano respectivo, e fazia-me confusão não ter a voz tão peculiar do MacDermott a cantar as canções de Threshold. Pois estava bem enganado. O disco é uma surpresa de uma ponta à outra, grande voz sobre grandes canções.

04. MOONSPELL - "Alpha Noir/Omega White" 



Olhando para a discografia dos Moonspell é com grande satisfação que vejo que tem sido desenvolvida num crescendo impressionante. Escorregaram valentemente com a seca do The Butterfly Effect, mas a partir daí recuperaram o que deviam ser e, tem sido álbum excelente atrás de álbum extraordinário. É uma grande banda. E sinceramente alcançaram, a meu ver, um pináculo criativo com este disco, dividido em duas partes, coisa que nem sempre resulta, mas que aqui, resultou e de que maneira! E ainda se deram ao trabalho de o provar, tocando ambos os tomos na íntegra ao vivo, num dos grandes concertos que vi este ano. O single inicial, o Lickanthrope acabou por ser a canção menos boa do disco.

05. THE ROCKFORD HEROES - White EP+Light Scares"



Gostei da descrição que li sobre esta banda, e nada arrependido fiquei em ouvi-la. Em bom rigor, não é um álbum, mas antes dois EPs, mas tomo aqui alguma liberdade e encaro-o como um disco, pois se até "adquiri" ambos duma vez só. São suecos, se bem me lembro, e a música deles tem referências óbvias a muita gente, desde Rainbow, Deep Purple, Edguy, Queen, etc. Uma salganhada que, estranhamente, resulta muito bem, e com a devida personalidade e carisma q.b. O Light Scares EP é mais virado para o hard rock dos anos 70, tipo Uriah Heep e afins. O outro Ep, mais recente, continua nessa onda, mas adiciona mais peso às guitarras e às canções. Surpreendentemente viciante.

06. ANATHEMA - "Weather Systems" 



Longe vai o heavy metal dos Anathema, já se sabe, mas o que aprecio muito na música deles é que, de certa forma, a intensidade do metal ainda existe nas suas canções. A abertura deste disco com a Untouchables Pt. 1 é qualquer coisa parente da perfeição. Não será do agrado de todos, tendo em conta as alterações e evoluções que foram sofrendo ao longo dos anos, mas, pessoalmente acho que é mesmo um dos melhores discos do ano e, talvez, um dos melhores dos Anathema.

07. JOE BONAMASSA - "Driving Towards the Daylight"



Se o álbum de Black Country Communion é menos interessante, Bonamassa não deixou os créditos por mãos alheias, no que concerne à sua carreira a solo. Eis para onde foi, desta vez, todo o input criativo genial do homem. Enfim, este tipo não falha uma. É quase incompreensível como um gajo que toca e canta uma coisa tão, enfim, tão cantada e tocada por tantos e tantos, consegue fazê-lo de forma totalmente original e inovadora. Todos os discos que ouvi do Bonamassa estão carregados de carisma e musicalidade extrema. Muitíssimo bom! 
 
08. UNISONIC - "Unisonic"



Mais uma vez um disco altamente aguardado e que, aparentemente, defraudou alguns. Sinceramente achei o disco muitíssimo bom. Talvez a dupla Kiske/Hansen já não faça a mesma faísca que fez no passado. Talvez Place Vendome seja um projecto onde prefira ver o Kiske a concentrar os seus esforços futuros (e já agora que o Hansen volte a fazer álbuns mais interessantes com Gamma Ray), mas a verdade é que este disco está pleno de musicalidade e melodia. Não traz nada de novo sim, mas o que traz é de excelente qualidade. Um disco que trago ainda comigo para ouvir. E que também me acompanhou muitas vezes ao longo do ano!

09. ACCEPT - "Stalingrad" 



Muitos não apreciam, outros acham que não é Accept sem o Pato Donald na voz, outros acham que são sobras, refugo do álbum anterior. Opiniões. A minha é que é um grande álbum. Talvez sejam, de facto, canções que sobraram do anterior, e sim, é um disco menos imediato e que talvez custe mais a ouvir. Porém, assim que se entranha é uma maravilha. Foi a minha banda sonora de muitas manhãs a caminho do emprego. Bem alto como convém! A música tem destas coisas, vá-se lá perceber porquê, mas foi com estes dois álbuns que Accept entrou nos meus ouvidos com muito agrado. Nada tenho contra os clássicos, mas prefiro estes. 

10. DAMNATION ANGELS - "Bringer of Light"



Este disco surpreendeu-me muito. São ingleses, o que é uma novidade pois não é uma sonoridade muito típica dessas paragens. Mas o que li foi suficiente para ficar curioso, pelo que saquei. NÃO TEM NADA DE NOVO, atenção! Não inventa a roda ou traz o fogo à humanidade (apesar do nome!). Cheguei a recomendá-lo aqui, chamando a atenção do Raimas em especial. Trata-se daquilo a que se convencionou chamar Heavy Metal Sinfónico. Exceptuando uma ou outra banda, a verdade é que já nada me surpreende neste estilo, mas a verdade é que estes tipos conseguiram-no. Gostei muito do disco. Belas canções, e a parte orquestral/sinfónica apesar de ser obviamente feita com recurso a máquinas, resultou muitíssimo bem. A parte orquestral não é um mero acompanhamento das guitarras e afins, está extraordinariamente bem integrada na fluidez das canções. A comparação óbvia será com os Kamelot misturados com algumas pitadas de Nightwish. E fazem uma versão duma canção de outra banda que desencoraja muita gente, mas que merece referência. Estava eu a ouvir o disco, sem ter olhado com atenção para os títulos, quando ouço uma canção que me parecia familiar, mas não identifiquei logo. Gostei muito e qual não é o meu espanto quando vejo que é uma cover da No Leaf Clover dos Metallica, uma das originais do disco sinfónico dos gajos. O certo é que estes Damnation Angels conseguiram pegar numa canção a qual nunca me interessou por aí além, e torna-la numa excelente canção.

TOP 10 2012


1) INTRO
Bom, este ano, apesar de tudo, o Top lá se fez, quase sem dar por isso. Os primeiros 5 ficaram logo atribuídos, pois foram mesmo os meus preferidos. Os restantes 5 foram escolhidos dum grupo, móvel mas sólido, de 10 discos, dos quais 5 tiveram de ficar para trás. Curiosamente foi um ano que começou muito fraco, mas que se foi compondo bastante bem. Mas ainda assim, foi relativamente mais fácil escolher os 10 eleitos. Por um lado, e em geral, achei 2012 um ano mais fraco. Algumas desilusões e discos que ficaram aquém, mas também é preciso não esquecer que muitos ficaram por ouvir, não só os que não saquei e não conheço, e que, provavelmente, quando conhecer até acharei que seriam dignos de figurar nesta lista, mas também os que saquei sim senhor, mas não tive tempo de ouvir. Este ano foi ano de “limpeza étnica” da colecção, num esforço de emagrecimento de material, quer digital, quer em formato físico, pelo que muitas audições foram sendo adiadas.

2) DESILUSÕES...
Em termos de desilusões, aponto os de Royal Hunt, Grave Digger, Black Country Communion e, ainda assim, apesar de não ter grande expectativa, o do Steve Harris.  Royal Hunt foi uma grande desilusão, especialmente depois de dois álbuns fantásticos com o Mark Boals. Gosto muito do DC Cooper, mas a verdade é que Royal Hunt nunca fizeram click comigo, até ao "Collision Course" (e com o "X"). Este novo disco é a “volta ao normal” e, se para uns isso foi saudado como uma boa notícia, a mim deixou-me indiferente novamente.
Grave Digger é um disco engraçado, mas muito inferior aos anteriores.  Acontece a todas as bandas. O próximo será melhor.
O do Steve Harris, enfim, já foi mais que debatido, mas tenho de dizer que o acho um disco muito fraco, onde apenas o baixo do Steve brilha, ofuscando os restantes. Um disco de que não rezará a história. Não esperava grande coisa, mas confesso que não esperava também, tão pouco.
Já quanto a Black Country Communion…também tentei, bastante, especialmente depois dos dois brilhantes discos que ficaram para trás, mas não consegui. Acho que tem demasiado input do Glenn Hughes, do qual não sou grande fã. Os outros devem-se ter distraído e o o gajo tomou a ponta do pelotão…
Quanto a Manowar, não será desilusão porque, na verdade, para esses tipos “já dei”. Aliás, encerrei o meu interesse por Manowar naquele concerto que vimos em Saragoça. Obrigado, fico por aqui, boa noite.

3) OUTROS DISCOS
De resto, outras bandas que lançaram bons discos: Eclipse, Flying Colors, Gypsyhawk, Hartmann, Katana, Neal Morse, Paradise Lost, Be’Lakor, Circus Maximus, Docker’s Guild, Grand Magus, Tomorrow’s Outlook, Overkill, Ensiferum, Magnum, Jeff Scott Soto, Candlemass e Running Wild. Tudo muito bom, mas que, por uma razão ou por outra não ouvi tantas vezes, ou apenas porque foram ultrapassados.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

quarta-feira, janeiro 02, 2013

terça-feira, janeiro 01, 2013

2013

Jovem 2013! Agora que o teu pai já se finou - que descanse em paz - aproveito para te desejar as boas vindas a esta terra. A opinião geral é que trarás caos e destruição geral para os seus habitantes. Faz o que puderes, mas aviso desde já: temos recebido e dado cabo dos anos anteriores, pelo que cá estaremos para te receber e dar cabo de ti, caso não te portes adequada e convenientemente. Ah, e talvez seja importante, e justo, avisar-te: desta vez seremos TRÊS!