quinta-feira, maio 31, 2012

O Absurdo Incongruente



PELO FIM DA RUA 28 DE MAIO

Tendo em conta que:
1. O dia 28 de Maio assinala, desde 1926, o golpe militar que levou à queda da Primeira República e deu origem a 48 anos de ditadura fascista em Portugal;

2. O golpe militar de 1926 deu origem ao Estado Novo, plasmado na constituição de 1933;

3. Essa “longa noite” ficou marcada pelo desrespeito das mais básicas liberdades individuais, proibição do divórcio, falta de liberdade das mulheres, falta de proteção social, fraquíssimo serviço de educação, guerra colonial, etc.;

4. A ausência de democracia e a falta de liberdade de expressão foram impostas e reforçadas por uma brutal repressão protagonizada pela polícia política;

5. A memória histórica desse período deve ser preservada e divulgada, tendo como objetivo evitar que se repita um regime deste género;

6. Em Lavedios existe uma rua chamada 28 de Maio, a qual, pelo simbolismo referido no início desta recomendação, evoca, comemora e, de certa forma, enaltece um acontecimento histórico que em nada dignifica os valores da liberdade e democracia do nosso estado;

A Assembleia Municipal de Lavedios reunida em plenário no dia 28 de Maio de 2012 delibera:

1. Condenar veementemente o regime saído do golpe militar de 28 de Maio de 1926.

2. Recomendar a alteração do nome da Rua 28 de Maio, na freguesia de Lavedios, para outro nome que seja discutido pelos órgãos da Freguesia na base de propostas que sejam consensuais.

Lavedios, 28 de Maio de 2012.

O Presidente da Assembleia Municipal



De facto estamos perante toda uma nova palete de, enfim, parvoíce, com várias nuances e degradès. Já nem falo do absurdo que é estar hoje a "condenar veementemente" um golpe militar ocorrido há 86 anos, como se não houvesse outros assuntos mais meritórios de debate por parte dos ilustres eleitos locais. Real e totalmente obtuso é a declaração, de louvar, da necessidade de preservar a memória de tal período histórico, para depois se concluir que a melhor maneira de o fazer é, pasme-se, acabar com as referências, ainda que meramente toponímicas, ao dito evento. Enfim, é o que temos.

with arms wide open



Well i just heard the news today
It seems my life is going to change
I close my eyes, begin to pray
Then tears of joy stream down my face

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

Well i don't know if i'm ready
To be the man i have to be
I'll take a breath, i'll take her by my side
We stand in awe, we've created life

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

I'll show you everything
Oh yeah
With arms wide open
Wide open

If i had just one wish
Only one demand
I hope he's not like me
I hope he understands
That he can take this life
And hold it by the hand
And he can greet the world
With arms wide open

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything
With arms wide open

With arms wide open
I'll show you everything oh yeah
With arms wide open
Wide open

quarta-feira, maio 30, 2012

O Inaudito ou Anda Tudo Doido!

Recebi uma carta do Banco a lembrar-me que Junho é o mês do meu aniversário e que, para celebrar tal facto, o Sr. Banqueiro tinha escolhido um "presente especial" para mim! Só teria de me deslocar a um qualquer balcão, apresentar a referida carta e escolher um de quatro modelos de relógio da colecção X, da prestigiada marca Y.
Até aqui tudo bem, não fosse o caso de a seguir dizerem que poderia "adquirir" tal prenda com recurso ao Crédito Pessoal, "com isenção dos custos inerentes à abertura do crédito"!

Ora, obrigadinho por nada, hem? lol

terça-feira, maio 29, 2012

segunda-feira, maio 28, 2012

sábado, maio 26, 2012

sexta-feira, maio 25, 2012

Southbound

E nas imortais palavras do Sr. Phill Lynott,



Tonight after sundown
I'm going to pack my case
I leave without a sound
Disappear without a trace

I'm going southbound

quinta-feira, maio 24, 2012

terça-feira, maio 22, 2012

M E G A C H I N A


Diabo! Aquilo é que vai ser a loja do chinês para acabar com todas as lojas do chinês! Vão ser precisos dias para percorrer todos aqueles corredores repletos de bric-a-bracs, bugigangas e bandeiras de portugal do pagode!

quinta-feira, maio 17, 2012

Moonspell @ Campo Pequeno - Vids Bis

Estes não são meus, mas são bem representativos do magnífico concerto do Campo pequeno. O clássico dos clássicos "Alma Mater", cantado por todos a plenos pulmões, e duas das novas: "Em Nome do Medo", extraordinária canção, agressiva e pesada, mas muito memorável. Um clássico para o futuro. E a última do "Omega White", "A Greater Darkness", que é de uma beleza apaixonante.





quarta-feira, maio 16, 2012

terça-feira, maio 15, 2012

segunda-feira, maio 14, 2012

domingo, maio 13, 2012

Como é?


Apeteceu-me, há uns meses largos, escrever ali ao lado que não tinha dado qualquer acordo ao acordo e que, portanto, daí se inferiria que escreveria sempre de acordo com o português que me ensinaram na escola. Porém...
Porém, em boa verdade, acho que aquele pequeno texto ou frase já deixou de fazer sentido. Continuo a achar, em grande parte, que este Acordo Ortográfico é uma grande palermice, que não se justifica, que complica ainda mais uma língua que já é considerada demasiado críptica e complicada pelos incautos estrangeiros que têm a (in)felicidade de a estudarem e aprenderem e que, no fundo é uma vénia a interesses superiores aos nossos (haverá, hoje em dia, algum interesse em que o nosso país possa ditar o que quer que seja?).
Porém, todavia e contudo, a verdade é que nunca escrevi "pharmácia" ou "portuguez", ou outras palavras que foram alteradas pelo anterior Acordo Ortográfico ou como raio se chamou. É facto assente, não usamos essa ortografia e consideramo-la esquisita e anacrónica. O mesmo vai ocorrer agora. É a evolução, pronto.
E no dia a dia laboral, onde já sou "obrigado" a escrever certos documentos oficiais de acordo com as novas regras, dispondo para o efeito de um corretor (cá está!) instalado no Word, já dou comigo a escrever omitindo alguns "c" e "p", para aquilo não dar "erro".
Mas a verdade é que o que me leva cada vez mais a "desvalorizar" a importância e impacto deste Acordo Ortográfico é o facto, cada vez mais notório, de o verdadeiro ataque à Língua Portuguesa não provir desse documento formal e burocratizado.
Muito mais que o Acordo, contra o qual muitos se insurgem, a verdadeira deterioração da língua portuguesa está a acontecer no dia a dia, e de forma muito mais corrosiva e destrutiva, do que uma mera alteração cosmética como é, quase, este Acordo.
As pessoas falam mal. Escrevem mal. E lêem pouco. Mas também, diga-se em abono da verdade, não bastaria ler muito para se escrever bem. Pois se há tanta gente que decerto lê e comete erros e calinadas de alto calibre. Falta ter espírito crítico, saber identificar os erros, saber que assim está mal, que basicamente "soa mal". Falta ter interesse. É o que falta. E nem é preciso saber muito de gramática e respectivas regras para obter este espírito, pois, por mim falo, de gramática percebo pouco. Mas foi-me incutido o "chip" necessário. "Chip" esse que tenho ainda prazer em manter alerta e activo. E saber o que está mal quando está mal. E é das poucas coisas que gosto que me sejam apontadas, nas ocasiões em que as calinadas são de minha lavra.
Para quê criticar o Acordo Ortográfico quando a maioria nem sabe distinguir os velhinhos "à" e "há"? Quando não sabem sequer conjugar o modo subjuntivo do pretérito imperfeito? Cada vez mais se vê o raio do hífen onde ele não deveria existir, o "entra-se" em vez do "entrasse", o "canta-se" em vez do "cantasse", etc etc. Mas será possível que nem sequer o mero som das palavras não indicia o erro a esta gente? Não perceberão eles a dado momento, que estão a confundir formas verbais e modos?
Confesso que tive de procurar para saber dizer o palavrão "Modo Subjuntivo do Pretérito Imperfeito". Como disse, regras gramaticais não são o meu forte, mas co'a breca, é algo básico que devia fazer parte do sistema de qualquer um. Saber que está errado, mesmo não sabendo o nome da regra gramatical correspondente. E, pior ainda, o "chegá-mos", em vez do "chegámos" e, aquele que bateu todos os recordes e me inspirou este desabafo, o cómico "arrogam-te" em vez de.... "arrogante" (socorro!)
Enfim, e já nem falo do inenarrável "deve de", o qual já foi aqui abordado nos idos de 2006. Esse já está tão instalado no quotidiano que já ninguém repara. Aliás, a quantidade de gente, jornalistas, figuras públicas e outros que tais, que usam tal "expressão" na televisão têm apenas contribuído para oficializar a coisa. Porque, como se sabe, se "tá na TV é porque é verdade" e eu "devo de pensar que sou muita esperto". Valha-nos Santa Edite e São Diogo.
O Acordo Ortográfico é um ataque despudorado à Língua Portuguesa? Sê-lo-á, mas é o que merecemos, quando não sabemos escrever e defender a nossa Língua.

sábado, maio 12, 2012

terça-feira, maio 08, 2012

Supermoon

segunda-feira, maio 07, 2012

dreyelands

Para começar a semana.



domingo, maio 06, 2012

Sinal dos tempos

Mais um ritual que se cumpriu este ano. A ida à Feira do Livro. Cada vez mais complicado dispor de dinheiro para comprar tudo o que se quer. Este ano foi ainda pior. Enfim. Se bem que, em abono da verdade, deva dizer que notei um certo abaixamento geral de preços, aqui e ali. Nada de mega promoções de 50%, infelizmente. Trata-se de cultura afinal, e não de fraldas e cereais!
Mas pronto, sempre é, ou ainda é, um passeio agradável e que me dá gosto. Porém, continuo sem perceber o porquê de anteciparem o evento. Não seria muito mais interessante e producente voltarem a marcar a Feira para fins de Maio/princípios de Junho? É que a probabilidade de estar assim, tipo, como dizer...MELHOR TEMPO, deverá ser um factor que ajudará nas compras. Frio, chuva e vento ciclónico não "abre o apetite" para comprar livros. Acho eu.
Infelizmente a moda dos "currais" veio para ficar e quer a Leya, quer a Porto Editora têm o seu cercado, com os necessários pastores às portas. São espaços que, ou evito, ou onde procuro demorar-me pouco tempo. Que ideia mais estapafúrdia. Mas enfim, adiante.
Sinal dos tempos difíceis foi sair de lá com um livro para o dia da mãe, outro para o aniversário do irmão e outro para a namorada. Já não sobrou para mim. lol
Mas, sinal dos tempos difíceis mesmo, foi ver que um dos stands com maior afluência tinha por cima os dizeres "livros de auto ajuda", "anti-depressão", "espiritualidades", etc etc. Teria fotografado mas os olhares esgazeados de alguns inibiram-me. Enfim, parte 3.

sábado, maio 05, 2012

Choque!


Mas o que é realmente chocante, mesmo chocante chocante, é isto. Porque diabos ninguém fala disto nos jornais, na televisão, no rádio?? Os Cinco foram presos, decerto graças a uma armadilha tecida malevolamente por algum dos seus inimigos do mundo do crime, e ninguém faz nada! Confesso que até a mim esta faixa me ia passando despercebida, obrigado pela chamada de atinção!
Que dirá Enid Blyton perante esta notícia infeliz? Provavelmente nada, porque já morreu. Mas não deixa de ser triste ver o destino terrível de tão correctos e garbosos jovens, que tanto fizeram pelo mundo da legalidade. Que prendessem o Noddy, ainda vá, que o sacana do boneco passa a vida a desrespeitar alarvemente os limites de velocidade, e anda metido com bicharada do mais variado género. Um libertino que merecia o calabouço! Mas Os Cinco? Tenebroso Mundo este!
São notórios os maus tratos inflingidos, torturas variadas decerto, uma autêntica vergonha! O cão foi o que mais sofreu, pois está para ali transformado em ser humano, certamente fruto de experiências científicas imorais e proibidas.... E as meninas também....feitas verdadeiros travecas. Uma tragédia. E ninguém faz nada, nada. Fica a memória de tempos idos, de salutar convívio e moral sã. LIBERDADE PARA OS CINCO JÁ!

sexta-feira, maio 04, 2012

Nem sei que diga...



Se bem me lembro, em 2001, aquando do ataque às Torres Gémeas de Nova Iorque, houve uma pequena corrida aos talhos e supermercados. Se foi geral, ou apenas localizado aqui, não sei, mas sei o que me relataram e contaram. As pessoas, estranhamente receosas que a Terceira Guerra Mundial se aproximava a passos largos, trataram imediatamente de constituir provisões para os tempos difíceis que se seguiriam após a hecatombe. Como nos filmes catástrofe "amaricanos" e tal.
Fiquei, confesso, abismado com tamanho histerismo e preocupado com a facilidade com que as massas se motivam pelos motivos mais desproporcionados.
Estranhos tempos são estes quando uns meros 11 anos depois, aquele comportamento observado então, me parece tão estranhamente "normal" agora...
O que se passou no Pingo Doce por esse país fora neste 1 de Maio é um verdadeiro caso de estudo sociológico, psicológico, mesmo antropológico. Desse ponto de vista imparcial, afastado e científico, acredito que seja um fenómeno extremamente interessante e digno de ser estudado nas universidades.
Mas, saindo desse ponto de vista mais racional, a verdade é que foi um episódio triste, humilhante, chocante, degradante, embaraçoso e quase vergonhoso. Para o Pingo Doce, para as pessoas, para todos.
"Para o Pingo Doce e em força!" Foi o que a mole humana gritou desenfreadamente naquele dia. A massa humana sim, porque será impossível, e estou certo que a ciência explicará e corroborará isto, falar de pessoas singulares e isoladas. Aquilo foi a verdadeira manipulação de massas através do aproveitamento sem escrúpulos da situação deplorável em que se encontra o país e, pior, a carteira dos portugueses.
É demasiado fácil apontar o dedo ao povinho que se submeteu a isto. Eu não sabia deste "evento", e, como se viu, fui para outras "manifestações", mas se soubesse teria ido lá. Claro que duvido muito da minha capacidade de ficar mais que uma hora numa fila, naquelas condições, mas que diabos, compreendem-se as pessoas que, perante um desconto de tal ordem se tenham sujeito àquela "indignidade". Na minha última incursão a um supermercado larguei quase 100 € e teria ficado satisfeito se tivesse trazido o mesmo para casa por metade do preço. Obviamente, acho eu, o outro "preço" é demasiado caro. Relatos de desacatos e espancamentos entre clientes lembram-me filmes catástrofe ou de zombies, em que os humanos, ditos normais, perante uma situação extrema e catastrófica deixam vir ao de cima a sua verdadeira natureza bestial e do "salve-se quem puder". O "monstro", na maior parte das vezes está em nós, e não no zombie que se arrasta pateticamente. E foi no que muitas daquelas pessoas se tornaram, monstros assustados, perdidos numa espiral frenética de desespero consumista. Têm motivos para se envergonhar, mas, em bom rigor, não as censuro. É assim que a massa humana funciona. Cada vez mais quando apelam ao respectivo bolso. A culpa será deles ou de quem levou isto a um estado de coisas tal que qualquer um se sujeita de bom grado e com um sorriso nos lábios a tamanha desconsideração?
Mas isto não deveria constituir uma surpresa tão grande...afinal, a única coisa que o Pingo Doce fez foi elevar e potenciar ao máximo esta característica que, infelizmente, está cada vez mais vincada. As pessoas fazem de tudo para obter um benefício, seja material ou não. Daí a profusão de reality shows onde as gentinhas fazem figuras tristes, dos concursos mais variados onde se prometem mundos e fundos....Lembro-me da existência, há uns anos, de um destes concursos, apresentados pela inenarrável Teresa Guilherme, onde os concorrentes eram desafiados a fazer as coisas mais absurdas e, degradantes, para levarem algum dinheiro para casa. E clientes não faltavam. E acediam a fazê-las. É isto o que temos. Mas há que fazer pela vida, pagando o preço que é pedido.
Agora, que dizer dos senhores do Pingo Doce, um estabelecimento que, até agora, até me merecia alguma consideração? Consta que havia uma movimentação virtual para realizar um boicote às compras no Pingo Doce, precisamente nesse dia, pelo facto de o Sr. Jerónimo querer "forçar" os trabalhadores a comparecerem em dia feriado. Ora, não houve melhor contra ataque que fazer isto, e ter a maior afluência de sempre. Como se explica que um estabelecimento, num único dia, se permita ter margens de lucro reduzidas a metade? Qual é afinal a margem de lucro desses senhores do Pingo Doce? Como vai agora ser possível entrar num supermercado desses, pagar X por um artigo e não pensar que, afinal, podia-se, perfeitamente, estar a pagar X-50%?

Enfim, deplorável é a única palavra que surge.

quinta-feira, maio 03, 2012

Mayday!!!

Spot the differences: May Day Vs Mayday! Ao que isto chegou....

quarta-feira, maio 02, 2012