sábado, dezembro 31, 2011

2011

Caríssimo 2011, agora que chegou a tua hora e te preparas para a tua última hora, aproveito para agradecer tudo o que de bom, ainda assim, trouxeste. Ou o menos mau, pois pode ser sempre pior, como já vai sendo cada vez mais apanágio da filosofia desta Portugalândia. Há sempre pior. Portanto, há que agradecer o facto de o "pior", fosse ele qual pudesse ter sido, ter ficado bem guardado. Porém, e apesar de tudo, perdoarás um singelo e pequeno desabafo, que não levarás a mal, estou certo. Os preparativos da reforma devem estar a ocupar-te o tempo e terás mais em que pensar. Portanto, bom descanso e nas imortais palavras de Johnny Cash:


quarta-feira, dezembro 28, 2011

Porém!

Porém, nem tudo foi mau. No canal mais óbvio e adequado a ter passado completa e criminosamente despercebido, e no horário ainda mais propício a que tal acontecesse, a melhor coisa que vi na neste Natal foi este belíssimo e brilhante documentário de Stephen Walker:



E confesso que o vi, apenas porque não tinha já saco para o resto. E afinal revelou-se uma grande e boa surpresa. O documentário é sobre o coro "Young @ Heart", cujos membros andam pela bela média de idade dos 80 anos. Sim, 80 anos. E como se isso por si só não bastasse e fosse já um feito digno de nota, estes senhores e senhoras de tão vetusta idade cantam, à sua maneira, claro, versões de música pop e rock modernas.Modernas no sentido Jimi Hendrix, The Clash, Talking Heads, James Brown, Radiohead, Sonic Youth, etc etc. Enfim, tudo aquilo que NÃO esperariamos ver os nossos avós trautearem, quanto mais cantarem e em público.
Depois de ver o coro ao vivo em Londres, Stephen Walker decidiu realizar o documentário e seguiu os Young@Heart, sediados em Northampton, no Massachusetts, durante 6 semanas, durante as quais o coro preparou a digressão "Alive & Well".
Um dos momentos mais fortes e comoventes do documentário é a actuação do coro numa prisão pouco depois de saberem da morte de um dos membros do grupo na noite anterior, dedicando-lhe a canção "Forever Young". É absolutamente demolidor e é preciso ter um coração de pedra revestido a aço para não ficarmos comovidos com a prestação do coro. E também com a força, energia, humor e imensa boa disposição que cada um deles demonstra. Caso para dizer, "quem me dera poder chegar lá assim...". Embora a idade avançada não seja encarada como uma limitação por estes cantores séniores, a morte está mesmo ao virar da esquina – o facto é incontornável para todos pois, só para ali estarem, têm de ultrapassar um conjunto assinalável de adversidades clínicas. No entanto, aconteça o que acontecer, the show must go on.
Absolutamente brilhante, divertido, triste e muito comovedor.





Fix You (Coldplay):
Fred Knittle canta uma poderosa, se bem que simples, versão da canção de Coldplay. Dedicada a Joe Benoit, com quem era suposto ter cantado em dueto, mas que entretanto faleceu, vítima de cancro, apenas uma semana antes...

http://youtu.be/W_n0zvoHlVk


Road To Nowhere (Talking Heads)

http://youtu.be/-wgrM-R6yfY



terça-feira, dezembro 27, 2011

(in)Feliz Natal

Um Natal passado numa casa com um núcleo familiar pequeno e cristalizado há já alguns anos e sem crianças é, por força, um Natal onde ainda se vê alguma televisão. Quando esse Natal se passa numa casa onde haja apenas os 4 canais básicos, pouca escolha há na verdade.
Ao que parece, este ano, o Natal foi consagrado ao Circo. Não sei quantos Circos o raio da TV passou naquele fim de semana, porra. Cada vez que se ligava o aparelho lá estava um raio de equilibrista, os sacanas dos camelos e o raio que os parta dos palhaços. Já para não falar da omnipresente Catarina a ser desenrolada num lençol gigante ou lá o que era. Fora isso, foram os gordos do costume, os mongolóides habituais do segredo e as notícias que tiveram uns dias em grande com a tragédia dos incêndios urbanos, com os almoços de caridade e com o Natal da Crise. De resto enfardem lá com as telenovelas e os inenarráveis filmes de Natal que, este ano, primaram pela total desinspiração e adormecimento (literal!).
Para alegrar a coisa ainda tivémos o PM (Primeiro-Mongolóide) a debitar uma críptica e labiríntica mensagem de Natal, na qual se referiu às "estruturas económicas e outras que impedem os portugueses de realizar os seus sonhos" (devia querer referir-se a ele próprio e à sua verdadeira corja de mal feitores), e ainda ao necessário "apoio aos jovens e restante população activa de Portugal" (mas não era suposto emigrarem daqui para fora??). De repente percebo a necessidade de passarem tantos circos na TV...a temática "camelos, palhaços e equilibristas" repete-se na vida real. Enfim.

domingo, dezembro 25, 2011

sábado, dezembro 24, 2011

lol

sexta-feira, dezembro 23, 2011

hell yeah!

Dark Knight Rises

Quais Capitões Amaricanos, Tóres, Vinga-Dores ou Aranhiços de dois pés! Por mais agradáveis e fixes que estes filmes tenham sido (ou venham a ser), não chegam aos pés deste! ESTE é que é O filme.


quinta-feira, dezembro 22, 2011

Braian Admans

Parece que esteve cá o nosso canadiano preferido, o Bryan Adams, e que encheu o Pavilhão Atlântico. Outra vez. Ainda bem para ele. E para quem foi. Pessoalmente, há já muitos, MUITOS anos que lamento a xaropada bexigosa em que o jovem se tornou, com baladinhas melosas atrás de baladinhas azeiteiras. Confesso que, apesar de tudo, ouvir Bryan Adams de antigamente sempre foi um "guilty pleasure". Todavia o Mr. Chiclete dos idos anos de oitentas e tais era muito mais interessante que o actual e algo xéxé "Tony Carreira canadiano". Nem é preciso mencionar as do costume que, apesar de passarem na rádio até à exaustão, ainda se ouvem com agrado.
Porém, tenho pena que a minha música preferida de sempre do tipo nunca ou raramente se tenha ouvido. Ouvi-a o outro dia por acaso na rádio (105.4 Cascais) e que bem que soube. Do álbum "Into The Fire" de 1987, o que se seguiu ao êxito do "Reckless".



For our king and our country and the promise of glory
We came from Kingston and Brighton to fight on the front line
Just lads from the farms and boys from the cities
Not meant to be soldiers we lay in the trenches
We'd face the fighting with a smile - or so we said
If only we had known what danger lay ahead
The sky turned to grey as we went into battle
On the fields of Europe young men were fallin'
I'll be back for you someday - it won't be long
If I can just hold on 'til this bloody war is over
The guns will be silent on Remembrance Day
There'll be no more fighting on Remembrance Day
By October of 18 Cambrai had fallen
Soon the war would be over and we'd be returnin'
Don't forget me while I'm gone far away
Well it won't be long 'till I'm back there in your arms again
One day soon - I don't know when
You know we'll all be free and the bells of peace will ring again
The time will come for you and me
We'll be goin' home when this bloody war is ended
The guns will be silent on Remembrance Day
We'll all say a prayer on Remembrance Day
On Remembrance Day - say a little prayer
On Remembrance Day
Well the guns will be silent
oh There'll be no more fighting
we'll lay down our weapons
On Remembrance Day

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Go The Fuck To Sleep

"Go The Fuck To Sleep" foi, ao que parece, um dos livros de culto e promotor de polémicas variadas do outro lado do Atlântico neste ano. Sob a capa de um aparente livro infantil esconde-se um livro para adultos, para ser lido por crianças, a "children's book for adults", numa rara ocasião em que o 'bifês' serve melhor. Porém, todavia e contudo, tal opção, a de pôr a miudagem a ler isto, deverá ser pesada cuidadosamente por pais que não pretendam iniciar tão cedo os seus rebentos na vetusta arte da profanidade vernacular.
Qualquer pai está careca de saber o quão difícil e exasperante pode ser a tarefa de pôr o rebento a dormir, pelo que acredito que seja um livro que diga algo aos progenitores (com sentido de humor e capacidade de encaixe desenvolvida sff).
O raio do livro, por cá, foi traduzido e convertido em audiobook com a voz do Nuno Markl. Nos Estados Unidos o mesmo foi feito por Samuel L. Jackson...e, serei só eu, ou mais alguém nota aqui um grande erro de casting? Nada contra o Sr. Markl, de cujo trabalho, aliás, até sou apreciador, porém neste caso...não, não não! Ora comparem-se as prestações.





Pois.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Myrath - Merciless Times



Somehow I came to realize
That life was more than just a game
Unconsciousness have ruled my life
'Til now I never had to care

It's time to grow time to react

Dreaming while my life carries on and I stay behind
يــاليلـي يــاعيــن
Stay behind
يــاليلـي يــاعيــن
I know now
That the time is not on my side and it runs I know
يــاليلـي يــاعيــن
Yes it runs
يــاليلـي يــاعيــن

Some things for sure will come to change
I came across with too much pain
I pulled myself together again
I can't believe I cannot fail
I can't delay its time to start

Dreaming while my life carries on and I stay behind
يــاليلـي يــاعيــن
Stay behind
يــاليلـي يــاعيــن
I know now
That the time is not on my side and it runs I know
يــاليلـي يــاعيــن
Yes it runs
يــاليلـي يــاعيــن
Dreaming

domingo, dezembro 18, 2011

sábado, dezembro 17, 2011

sexta-feira, dezembro 16, 2011

quinta-feira, dezembro 15, 2011

VIrginia Woolf:Medo?

Dilemas

22. Conversa com Richard Stengel

STENGEL: As pessoas dizem: "O grande problema de Nelson Mandela é que ele está sempre à procura de ver o que de bom existe nos outros". O que responderia a isto?
MANDELA: Bem, isso é o que muitas pessoas dizem. Dizem-me isso desde a adolescência e eu não sei... Deve haver algo de verdade nisso. Mas (...) devemos aceitar a integridade dos outros até prova em contrário. E quando não temos prova do contrário, e as pessoas fazem coisas que parecem ser boas, por que razão havemos de suspeitar delas? Dizer que estão a praticar o bem porque têm intenções ocultas? Só quando essas provas surgirem é que lidamos com isso, com a infidelidade, depois esquecemos. Porque é assim que nos devemos relacionar com os outros. Temos de reconhecer que as pessoas são o resultado da lama da sociedade em que vivemos e que são seres humanos. Têm pontos fortes e têm fraquezas. O nosso dever é lidar com seres humanos enquanto seres humanos, e não como se fossem anjos. Por conseguinte, uma vez que reconhecemos que uma pessoa tem virtudes e tem fraquezas, lidamos com elas e aceitamos as fraquezas e procuramos ajudar essa pessoa a ultrapassar essas fraquezas. Não quero deixar-me assustar pelo facto de uma pessoa ter cometido certos erros e possuir fraquezas que são humanas. Não posso permitir-me ser influenciado por isso. E é isso que muitas pessoas criticam (...)
As pessoas devem sentir que eu vejo o que elas têm de bom. por isso essa crítica é algo que eu tenho de aceitar e tenho procurado ajustar-me a ela, porque, seja ou não assim, é algo que eu considero proveitoso. E é positivo assumir, agir partindo do pressuposto de que...os outros são pessoas íntegras e honradas...porque tendemos a atrair a integridade e a honra se encararmos desta forma as pessoas com quem lidamos. E faremos grandes progressos no relacionamento com os outros se partirmos do pressuposto...de que aqueles com quem lidamos são pessoas íntegras. Acredito nisso".

(in: Nelson Mandela "Arquivo Íntimo")

OU

"I'm gonna do a song from an album called "Euphoria Morning", and the song is called "Can't Change Me". I guess it was the first single from that record which came out in 1999, but it was the last song i wrote, and it's just a song where, you know, anyone, it could be man, woman, whatever, at some point try to be a better person, change your ways, and make everyone happy. And then that goes on for a while and you get to the point where it's "Fuck it, i'm me!" and then you write a song called "Can't Change Me"(laughs).

(in: "Songbook")

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Fósseis

terça-feira, dezembro 13, 2011

segunda-feira, dezembro 12, 2011

sábado, dezembro 10, 2011

sexta-feira, dezembro 09, 2011

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Cid





"Um tema do álbum 10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte que queremos dedicar às novas gerações que não gostam só de favas com chouriço e de macacos..."

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Killer Elite


Filme engraçado que, em certa medida, promete mais do que oferece. Especialmente a quem o v ai ver à espera de mais screen time de Robert DeNiro. De resto é um verdadeiro duelo de titãs entre o Statham e o Owen. Supostamente trata-se de uma história verídica, o que por um lado justificaria a principal crítica que se pode fazer a este filme: a elevada complexidade labiríntica do argumento. Realmente, coisas assim não se podem inventar, de tão complexas... Seja como for, em termos de filme a narrativa é por demais complexa e prejudica uma boa apreensão do filme. Há demasiadas personagens e, principalmente, demasiadas facções ou grupos e nem sempre é fácil identificar os objectivos de cada um deles. Ainda assim, não é um mau filme e não é de todo tempo perdido.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Eurólicos Anónimos

Da maneira como isto anda brevemente será recomendável a esta confeitaria reverter para o nome original....que isto da Europa continental não tarda rebenta...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

quinta-feira, dezembro 01, 2011

...

One down...three to go.