quarta-feira, novembro 30, 2011

Midnight in Paris


Se, actualmente, há filmes que vou ver automaticamente, sem querer saber da história, das críticas, dos trailers, ou dos actores, são os filmes do Woody Allen. E a máxima "Woody não erra" é, sempre complementada pela "Mesmo o menos bom de Allen é muito bom". E eis um bom exemplo disto mesmo. "Midnight in Paris" não irá conquistar fãs novos. Quem não gosta da obra de Allen não passará a gostar agora. Woody Allen é, actualmente, um realizador instituído, com traços e manis bem vincadas já. 99% dos filmes dele são imediatamente reconhecíveis como material Woody Allen. E Allen está-se, pura e simplesmente, a borrifar para isso. Tal como, aparentemente, se está a borrifar para o ambiente americano nos últimos filmes. Espelho quiçá do cansaço de ser visto de forma menos "reverente" pelos seus compatriotas, ao contrário dos europeus, que o adoram. Como tal, porque não filmar onde o querem? Há uma certa lógica. Tal como há já uma lógica inelutável nos trademarks de cada um dos seus filmes.
E este não é excepção. A abertura é um verdadeiro "postal com movimento" de Paris. A música, a luz, o ambiente, os locais filmados, tudo aponta para uma Paris idealizada, pelo Mundo, mas principalmente, pelos americanos, com Hemigway à cabeça.
Cabe a Qwen Wilson, desta feita, fazer as vezes de Woody Allen na acção, mais um alter ego carregado com todos os traços, neuroses, fobias e manias que habitualmente se reconheciam nos personagens desempenhados por Allen.
Wilson é um escritor americano, de férias em Paris com a sua mulher. O seu drama chama-se bloqueio criativo e o anseio por descobrir a PAris menos turística, e mais "antiga". É assim que, por um passo inexplicável e inexplicado, de magia, volta atrás no tempo e conhece uma série de escritores e artistas que pululavam pela Paris dos anos 20/30. E à medida que se vai perdendo por esses meandros, aliena-se cada vez mais do seu presente, que vê, cada vez mais como um tempo perdido e inútil.
Contar mais seria estragar o filme, mas há que dizer que, em boa verdade so consegui apreciar verdadeiramente o filme, depois de sair da sala, e depois de reparar que, várias vezes, sem razão aparente, o mesmo me vinha à memória.
Uma obra interessante sobre o recorrente sentimento de suposto desajustamento ou desfasamento com a realidade presente, a insatisfação crónica e a nostalgia obsessiva com o "antes"....


terça-feira, novembro 29, 2011

segunda-feira, novembro 28, 2011

domingo, novembro 27, 2011

sábado, novembro 26, 2011

sexta-feira, novembro 25, 2011

The Thing

"The Thing" não é, como aparenta, um remake do filme do mesmo nome, realizado pelo grande John Carpenter nos longínquos anos 80. É que, defacto, o poster, o título e a ideia, em tudo remetem para a ideia de um remake. Mas (felizmente) não é o caso. "The Thing 2011" é uma prequela ao famoso filme de Carpenter. E feito em tom de homenagem completamente babada ao filme original. O que, só por isso, o desculpa, e consegue-se perdoar mais um "reaproveitamenteo" de ideias passadas.
Mas a verdade é que o tom de homenagem é tal que o realizador nem quis colocar um subtítulo ao novo filme, para vincar intesamente o seu débito para com aquele. Aliás, segundo li, os produtores sugeriram que fosse feito um verdadeiro remake, coisa que o realizador recusou pelo simples facto de "o filme do Carpenter já ser perfeito como é".
Portanto, a ideia foi criar uma prequela. E, em boa verdade, é uma boa ideia. Ou então não é...
É uma boa ideia porque a história com que tomamos contacto no filme de 1982 deixa uma série de pontas soltas, ou não explicadas. Aquele começava com uma situação não explicadana qual dois noruegueses perseguem, de helicóptero, um cão, disparando a eito sobre el, sem sucesso. Acabam por morrer e o cão é "adoptado" pela base americana onde foram ter. Os eventos inexplicáveis levam os americanos a visitar a vizinha base norueguesa, completamente destruída, com vestígios de luta e repleta de cadáveres, mas o que realmente lá aconteceu nunca é explicado, fica para a imaginação de cada um.
Aqui reside o aspecto "mau" da coisa. O que antes era deixado à imaginação de cada um é, agora, explicado ao pormenor, com uma imensa atenção aos detalhes que tínhamos vislumbrado mpelo canto do olho no filme de 1982. Ou seja, o filme de 2011 relata e explica o que virá a acontecer na narrativa.
Pronto, tanta explicação tira aquela aura de mistério sombrio e assustador que tinha ficado do outro filme.
Porém, o "bom" é que a coisa é feita com tanta dedicação e atenção ao mínimo detalhe e pormenor, como se se tratasse de um gigantesco "piscar de olhos" aos fãs do filme de 1982. Estes dirão coisas como "ah, então era por isso que o machado estava cravado na parede!", etc, etc. E não se pode deixar de, em certo sentido, apreciar a dedicação e homenagem feita a um filme tão interessante e excelente como é o filme de Carpenter. O filme de 2011 termina, assim, com as mesmíssimas imagens do de 1982. O que talvez seja algo frustrante para quem não tenha visto o outro....mas isso não é problema meu. lol
Portanto, e desta vez, vamos deixar passar e considerar que, sim senhor, é um belíssimo filme.






quinta-feira, novembro 24, 2011

quarta-feira, novembro 23, 2011

Pain of Salvation @ Incrível Almadense



Tintin




Confesso que nunca fui "aquele" fã do Tintin. Gosto dos desenhos, das personagens, de algumas histórias e tal, mas sempre faltou ali qualquer coisa para fazer o clic. Talvez para isso tenha contribuído o primeiro livro que li como deve ser do Tintin, "As Jóias de Castafiore", onde, basicamente, não acontece nada, o que me aborreceu imenso. Só tempos depois, e graças ao Independente, que ofereceu uma série de volumes, em fascículos, que eu, depois, competenetemente mandei encadernar, tomei contacto com as histórias que realmente importavam. Ou algumas pelo menos. E, felizmente, o Spielberg também achou o mesmo e o seu filme abrange, precisamente alguns dos livros que eu aprecio do Tintin ("O Tesouro de Rakham o Terrível" e "O Segredo do Licorne"). Há referências a outros livros e a outras personagens (infelizmente o português Oliveira de Figueira ficou de fora). O próximo filme continuará a história onde este parou e, decerto, já andam a maquinar mais formas de adaptar outros livros. O manancial é, afinal, vasto.
Consta que o próprio Hergé afirmou que se havia realizador capaz de levar Tintin ao cinema, era Steven Spielberg, que, segundo li, já tinha adquirido os respectivos direitos desde que o seu "Raiders of the Lost Ark" foi comparado às Aventuras de Tintin. É uma comparação legítima, pois ambas as obras são pródigas na aventura pura.
Porém, a meu ver há coisas que não vale a pena adaptar ao cinema...já estão bem assim como estão. Não que o filme seja, em si, mau. Não, é bastante agradável e repleto de aventura e entretenimento puro. Há, naturalmente, algumas, poucas, diferenças em relação aos livros, mas, em geral, funcionam bem para o efeito. MAs, na verdade...enfim....que dizer...prefiro ler os livros. O que atrai nos livros do Tintin é também o traço carismático de Hergé, de uma bidimensionalidade realista que, a transposição para as imagens falantes não acrescenta nada. Não deixa de ser curioso e irónico a meu ver que, para filme feito em 3D, perde muito para o velho papel 2D ou 1D ou lá o que seja.
Por acaso vi a versão 2D (e em francês, o que é uma ideia digna de louvor dos promotores portugueses) e, estou certo que não vale a pena ver em 3D, essa praga monumental que se espalha pelas salas actualmente. É...demasiado, qdo pensamos nos desenhos simples, mas eficazes de Hergé. E vá lá que, felizmente o peter Jackson (produtor e realizador do próximo) conseguiu convencer Spielberg a abandonar a ideia de fazer um filme com actores reais....seria ainda mais constrangedor....
Enfim, seja como for, vale a pena ver, são momentos bem passados.


terça-feira, novembro 22, 2011

Amorphis



Este sim, um dos eventos do ano! Primeira vez que vejo os Amorphis em concerto próprio (aqueles 45 minutos no WOA 2010 não bastaram definitivamente). Mais uma daquelas bandas em que o "menos bom" ainda assim, é mais interessante que o "melhor" de outras.
Finlândia – a Terra dos Mil Lagos e um dos países europeus com maior taxa de exportação de música pesada. Apesar de ser actualmente uma das "potências" com mais força no que toca à produção de heavy metal em todas as suas vertentes, as coisas nem sempre foram assim e, durante a primeira metade dos anos 90, os Amorphis foram essenciais na tarefa de levar ao mundo o metal finlandês com discos incontornáveis como "Tales From The Thousand Lakes" ou "Elegy".
Antes dos Nightwish, dos Children Of Bodom, até dos HIM e, porque não?!, dos Lordi, já os Amorphis estavam lá e, ao longo de uma carreira que, por esta altura, já ultrapassou a marca das duas décadas, a banda oriunda de Helsínquia, conseguiu conquistar o seu lugar de destaque no panteão do som de peso.
Agora, depois de uma ausência de 15 anos dos palcos nacionais e consequente regresso apoteótico para uma actuação marcante na edição de 2010 do Vagos Open Air, o quinteto vai estar de volta a Portugal para dois espectáculos em nome próprio, integrados na "Beginning Of Times Tour". Com duas bandas convidadas a servir de suporte, ainda não anunciadas, os autores de temas como "Black Winter Day" e "My Kantele" vão estar no Hard Club e na Incrível Almadense, nos dias 20 e 22 de Novembro, respectivamente.
«Skyforger», o último disco dos AMORPHIS, editado há dois anos, valeu-lhes um disco de ouro na Finlândia numa altura em que as bandas ainda tinham de vender 15,000 cópias para o receberem. Ao nono registo de longa-duração recolheram também um galardão para “álbum metal do ano” na Emma Gaala (a cerimónia finlandesa correspondente aos Emmys), sendo que também estavam nomeados na categoria de “artista nacional do ano”. Assim, no ano em que comemoraram o seu vigésimo aniversário, viram finalmente todos os anos de trabalho reconhecidos pela indústria, além da sua base de fãs. Aparentemente isso pouco ou nada alterou a banda e a sua dedicação. 2010 foi um ano em grande para o grupo formado pelo vocalista Tomi Joutsen, pelos guitarristas Esa Holopainen e Tomi Koivusaari, pelo baixista Niclas Etelävuori, pelo teclista Santeri Kallio e pelo baterista Jan Rechberger. Desde que pisaram solo nacional pela última vez, assinaram o DVD «Forging The Land Of Thousand Lakes» e a colectânea «Magic & Mayhem – Tales From The Early Years», composta por vários temas “clássicos” regravados pela actual formação. Amostra perfeita de que estão mais confortáveis que nunca em relação ao que fizeram no início da sua carreira, mas nada interessados em ficar presos ao passado, neste regresso a Portugal os AMORPHIS trazem na bagagem um novo registo de originais. «The Beginning Of Times» é descrito como sendo “o álbum mais desafiante da banda até à data em termos de músicas e letras” e promete mostrar mais uma vez que o sexteto continua a soar tão relevante como quando saiu do underground para conquistar o mundo.
(in Prime Artists)









segunda-feira, novembro 21, 2011

In Time

Não sei como ainda não fizeram esta alusão, mas este filme é a expressão visual do velho adágio "tempo é dinheiro". Ou se calhar já o fizeram, não sei. Em boa verdade tento não perder muito tempo a ler críticas e afins. MAs se o fizeram já, espero sinceramente que não tenha sido o inefável Mário Augusto, essa sumidade da Sétima Arte. Mas adiante.
"In Time" é re4alizado por Andrew Niccol e, uma rápida consulta ao IMDB mostra-me que, sem saber, vi todos os filmes realizados por ele. "Gattaca", "Simone" e "Lord of War". Todos são filmes bastante bons e interessantes. Em "Lord of War" desviou-se da orientação sci-fi, mas voltou a ela com "In Time". Aliás, é um filme que lembra imenso o seu primeiro, "Gattaca", com Ethan Hawke e Jude Law, filme que também andava à volta de manipulação genética e afins. Mas o interessante e diferente na 'ficção científica' de Niccol é que é extraordinariamente comedida. O elemento 'sci-fi' é determinante e serve de motor do filme, mas de resto é tudo facilmente reconhecível. Ou seja, não há naves, aliens, raios laser ou quaisquer efeitos especiais de encher o olho.
Neste "In Time" a premissa é simples: o ser humano foi geneticamente modificado para parar de envelhecer aos 25 anos. Mas o senão é que só têm mais 365 dias de vida. Caberá a cada um, nesse ano, ganhar o máximo de créditos em tempo para ir prolongando a vida. Tudo contabilizadonum conspícuo relógio digital inserido no ante-braço (como, não explicam...) que faz a contagem decrescente. Como conseguir tempo? Ganhando-o. os segundos, minutos, horas, dias, etc, ganham-se, roubam-se, etc, sendo a nova unidade monetária. Os ricos têm muito tempoe, consequentemente, vivem dezenas e centenas de anos. Os pobres têm de o ganhar dia-a-dia.
Não está mal engendrado. De resto, junta-se uma situação de "tipo acusado de crime que não cometeu", miúda rica desencantada com a vida vazia de ócio e aí temos um belo filme. O sacana do Timberlake safa-se bem. O Cillian Murphy ainda melhor. Não muda o mundo do Cinema, mas conta uma boa história. O que, mais uma vez, é o que se quer.

domingo, novembro 20, 2011

Opeth - Incrível Almadense


Vamos lá a ver o que sai daqui. Bilhete comprado desde Setembro, com receio do que se veio a verificar: esgotadíssimo. Prevejo uma enchente na Incrível... E tudo para ver se este novo "tiro" dos Opeth não lhes "sai pela culatra". De Heavy Metal já pouco ou nada aqui existe. Prog rock que, provavelmente, estaria melhor nos anos 70, isso sim. Seja como for, até agora, nunca desiludiram... Poderá ser o canto do cisne...ou talvez não.

quarta-feira, novembro 16, 2011

M:I

terça-feira, novembro 15, 2011