quinta-feira, setembro 30, 2010

Barbeiradas

Ir ao barbeiro é tarefa que me aborrece de morte. Infelizmente, diga-se, porque saio de lá sempre mais leve e fresco, um homem novo. Nada como deixar a trunfa lãzuda para trás de facto. Mas toda a rotina de, primeiro concluir que é necessário ir lá (nãããããooo!!!), depois ir e ter de esperar (se bem que agora já é tudo com marcação prévia, vivó luxo!), e depois ter de colocar o couro cabeludo nas mãos de outrem....sei lá, tudo isso me aborrece. Mas é por uma boa causa. O ideal, ideal mesmo, seria passar logo para o final, sem ter de passar por tudo isto. É mais um caso em que a viagem é mais chata do que o chegar ao destino. Mas hèlas, tal não é possível. Gostava sinceramente de poder cortar o cabelo em casa. Seria o mais próximo daquele ideal a que eu conseguiria chegar. Mas infelizmente, experiências horrendas e atrozes do passado, causadoras de grandes tumultos e levantamentos populares, levaram-me a optar por não ser eu a executar tal tarefa. E, nunca conheci ninguém que o pudesse fazer satisfatoriamente, nem sempre por culpa dessas pessoas, mas muito por culpa da minha irregular cabeçorra. Mas já lá vamos.
Mudei de barbeiro recentemente. Durante anos utilizei os serviços dum casal de barbeiros que, por sua vez, compraram o negócio ao anterior barbeiro, que também foi o meu durante anos. Um tipo sisudo, mal encarado, pouco simpático e pouco falador, mas eficaz e competente q.b.
O casal que tomou conta do negócio não podia ser mais o oposto. Barulhentos, faladores até mais não, quezilentos e birrentos um com o outro, apreciadores de música pimba a um volume por mim já considerado doloroso, enfim... O estilo "popularucho" no mau sentido. Burgesso, pronto. "Gostava" especialmente do senhor que toda a santa vez que lá punha os pés me sugeria madeixas, franjas, cabelo espetado, patilhas fininhas à "Figo", cabelos à "malga", gel aqui, gel ali, etc, etc. Sempre encontrou o meu "não" frontal. Mas, irritantemente, perguntava sempre. Até ao dia em que tive de responder "ouça, já lhe disse que quero o cabelo curto todo por igual e sem mariquices de qualquer espécie". Já para não falar da menção recorrente "ah, tem aqui uma marca no couro cabeludo". "Sim, sim", dizia eu, sempre, "já lhe disse que é de nascença e aparece quando corto o cabelo no pescoço, certo?". Argh! A exasperação! De todas as vezes que saía de lá jurava que seria a última vez. Mas não. Para chegar a isso foi preciso entrar, um belo dia, no estabelecimento e ver o dito casal mais uns quantos presumíveis familiares (os lá da chanta terrinha), nas traseiras a cortaram chouriço e pão e queijo e a agarrarem no belo garrafão de tintol enquanto me diziam, por meio de sinalefas e bocas cheias, para esperar que já me atendiam....inaudito. Foi a chamada gota de água.
Mudei para outro. Mais fashion, mais caro e acessível apenas por marcação. Sugeriu-me um corte diferente. Quando lhe disse que costumava cortar todo com máquina arregalou os olhos e disse "Amigo, não se meta nisso! A sua cabeça e cabelo não dão para isso!". E cortar em casa? "Ainda menos! Isso não dá para essas aventuras, não se meta nisso, não se meta nisso!"
Bom, acedi, e estou satisfeito. Tenho um corte de cabelo que, pelos vistos, já não me faz parecer um foragido de Treblinka e não tenho de aturar as palhaçadas daquele em circo que, em boa hora, resolvi não entrar mais. E fiquei a saber que tenho uma caixa craneana irregular, cheia de mossas e um tapete capilar difícil de domar e caprichoso. Siga pr'a bingo portanto!
Mas seja como for, e onde for, há sempre a mesma problemática. Excepto o sisudão que me cortava o cabelo quando era mais petiz, a verdade é que todos, mas todos, gostam de falar pelos cotovelos e comentar o que quer que seja. Ah, e falar também. Se no caso anterior a situação era grave, ao ponto de me dar vontade de espetar a máquina (ligada à electricidade, claro) pela boca de um, e encher a boca da outra com o máximo de toalhas, neste novo estabelecimento a coisa melhorou. Mas ainda assim fala-se. E aqui reside o busílis da questão. Há quem caia no sono quando se senta em frente a uma TV. Quem adormeça, qual drogado, assim que entra num carro. Eu apenas me dá um sono terrível enquanto me cortam o cabelo. O que, convenhamos, dificulta a manutenção de uma conversa. Se a vontade já não é muita, que eu não sou uma "picareta falante", nem nada que se pareça, experimentem quando começam a ser atacados pela sonolência extrema. E é pior quando ligam a "máquina-zero" ou lá como se chama aquilo. O bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz contínuo é dos melhores soporíferos. Podia bem ser o zumbido de um enxame de moscas tzé-tzé, acabadas de chegar de África e com extrema e urgente necessidade de picar algum incauto. Mas esforço-me, lá isso sim. Pelo que, desta vez tentei ser coerente numa discussão sobre os "sacanas da MEO que marcam serviços e depois não aparecem, porque está mal, porque um gajo trabalha e não pode estar disponível, porque eles é que se deviam sujeitar, etc e tal!" A vida é difícil para todos, portanto.
Qual a relevância disto tudo? Nenhuma. Mas apeteceu-me. Só para ver.
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terça-feira, setembro 28, 2010

Em bom zézécamarinhês:

there is no ass to take it!

domingo, setembro 26, 2010

sábado, setembro 25, 2010

11th Planet



Savage times in the cosmic game
We all know we've reach the end
Our Sun's dying in a blaze
And the chance to flee's at hand
For fifty years we have been prepared
To evacuate mankind
We set course to a foreign place
In the wave of Magellan

We are descendents from far...
We set our course to the stars
And mankind will always prevail
Always prevail
THE 11th PLANET

We're all set to ignite the gate
Of acceleration warp
New explorers of a mature space
Our race proudly becomes
Few were those who were bold enough
And preferred to face the end
Like the words that a madman said
"We were born to live and die in this land"

We are descendents from far...
We set our course to the stars
And mankind will always prevail
Always prevail
THE 11th PLANET

We are descendents from far...
We set our course to the stars
And mankind will always prevail
Always prevail
THE 11th PLANET

sexta-feira, setembro 24, 2010

Stronghold

E mais um. Estou em crer que, nos idos de 2004, numa qualquer entrevista ou artigo sobre o lançamento do disco, a banda referiu que esta música era sobre a Guerra Colonial. Uma espécie de reconhecimento e homenagem aos combatentes. Porém, confesso que não tenho a certeza disso. Posso bem estar enganado. Seja como for, a letra é suficientemente ampla para abranger praticamente qualquer conflito armado, pelo que optei pela mais matricial Segunda Guerra Mundial.



The hill is guarded by a nest
Six machine guns blazing all around
In a ray of a thousand yards
The sound of corpses hits the ground
The battle rages
"Charlie" company is crumbling down
A bloodbath under the sun

No glory in our eyes
Only guilt
We're lost forever
Praying the end is near

We've heard it all before
We've come to save the world
But still we're insecure
About the coming storm
We feel like we're all stay
Is there a chance to save the day?
For men will die this way
With the coming storm

We took over the hill at dawn
Suffered losses but
The airfield's overrunned
There's no will
The job is done

The trees that breed the air
Smell our blood
We're lost forever
Praying the end is near

We've heard it all before
We've come to save the world
But still we're unsecured
About the coming storm
We feel like we're all stay
Is there a chance to save the day?
For men will die this way
With the coming storm

We've heard it all...

We've heard it all before
We've come to save the world
But still we're unsecured about...

quinta-feira, setembro 23, 2010

quarta-feira, setembro 22, 2010

Realm of a 1000 Spears

Um pequeno tributo que fiz nos tempos livres a uma excelente banda de heavy metal portuguesa, actualmente desaparecida em combate. Pode ser que ainda voltem, quem sabe? Imagens tiradas do Google, todas referentes a Aljubarrota. A letra não é suficientemente específica, mas, pessoalmente, sempre me lembrei da História de Portugal quando ouvia esta canção. E que feito mais épico que a batalha de Aljubarrota?



The sunset and the cold twilight
Have descend to give us cloak
Just like a legion of dark ghosts
We approach the sultan's hordes

We've come to free this land from tyranny
Our fury is unleashed from deep within

We are from the realm
Where a thousand spears will rise
To overcome the guards
Let the hatred fill our eyes

Making our way through the palace gates
We unleash our taste of hell
Assassins with scimitars blazing
Take the life of countless men

My dagger was foretold to end this reign
We take no prisoners in our campaign

We are from the realm
Where a thousand spears will rise
To overcome the guards
Let the hatred fill our eyes
We shall free this land

Where the stronger will survive
We fight until the last man stands in the sand
THE REALM OF A THOUSAND SPEARS

If the challenge that we face ahead
Is too hard for our warriors to take
We shall fall in the battle today
And tomorrow we'll meet in the sky

We are from the realm
Where a thousand spears will rise
To overcome the guards
Let the hatred fill our eyes
We shall free this land
Where the stronger will survive
We fight until the last man stands in the sand
THE REALM OF A THOUSAND SPEARS


segunda-feira, setembro 20, 2010

\m/

sexta-feira, setembro 17, 2010

quinta-feira, setembro 16, 2010

The Ghost Writer

Depois de uns quantos filmes vistos a Contra Luz e outros perfeitamente Dispensáveis, nada sabe melhor do que voltar a ver Cinema propriamente dito, exactamente como se quer e manda a Lei. Cinema bem feito, bem escrito, bem interpretado e com uma história a sério que nos prende desde o intrigante primeiro minuto até ao extraordinário e, acima de tudo, desconcertante final. Assim vale a pena ir ao cinema. Quero um filme que me "puxe" para dentro da história, que me mantenha interessado e intrigado, ao invés de me provocar um indulgente encolher de ombros e a proverbial opinião "até se vê bem". Quero um filme em que tudo, desde as interpretações, a banda sonora, os silêncios, a imagem, a tensão crescente, tudo concorra e convirga numa obra digna de mérito e interesse. E sem recorrer a grandes artifícios, efeitos especiais, dramas complexos e ideias mirabolantes. Comedido, mas bastante "à frente". "The Ghost Writer" é tudo isto em pleno. Finalmente.
Ewan Macgregor é o "escritor-fantasma", um escritor especializado em escrever auto-biografias, contratado para polir e reescrever as memórias de Adam Lang, o ex-primeiro ministro britânico. E "fantasma" é apropriado, pois é um tipo apagado, aparentemente desinteressante edesinteressado compeltamente inopinativo, sem família, sem qualquer laço que o prenda, sem nome sequer.
O timing não podia ser o pior, pois o seu trabalho é perturbado por acusações de crimes de guerra contra o ex-primeiro ministro. Rapidamente se vê envolvido numa complexa teia e intriga. Uma intriga internacional. E esta expressão não é em nada despropositada pois "The Ghost Writer" respira e transpira Hitchcock por todos os poros. Não só na utilização eficiente do típico personagem de Hitchcock, inocente, ingénuo, um tipo normal, arrastado para uma situação de grande tensão, como também pelo uso eficaz de imagens e paisagens algo desoladoras que, sim, fazem lembrar esse magnífico "Intriga Internacional" de Hitchcock. Não há paisagens desérticas, mas as andanças do escritor pela ilha de Martha's Vineyard, debaixo da chuva torrencial, canalizam perfeitamente o mesmo ambiente. Um novelo que se vai desenrolando devagar, sem pressas, mas num crescendo quase opressivo de tensão, até ao grand finale, sem expedientes desnecessários ou distractivos. Não há diálogos a mais, não há cenas sem sentido ou utilidade, mesmo que algumas sejam simbólicas (excelente a cena do empregado chinês a tentar varrer a palha do pátio debaixo de uma grande ventania, até finalmente desistir de tentar "resolver" esse problema, numa espécie de paralelismo com o problema enfrentado pelo escritor). Directamente ao ponto e extraordinariamente meticuloso. Um thriller político sem qualquer falha. E qualquer semelhança com a realidade, nomeadamente as supostas ligações demasiado promíscuas entre o governo Blair e a presidência Bush, não é uma mera coincidência. O final tem a reviravolta algo esperada e a solução para todo o enigma, conforme é de esperar. Mas ainda assim tem a virtude de nos deixar perplexos e siderados por minutos a olhar para um ecrã onde já passam os créditos finais. Brilhante.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Expendables

"Expendable":

adj.
1.Subject to use or consumption: an expendable source.
2.Not worth salvaging or reusing: expendable rocket boosters.
3.Not strictly necessary; dispensable: an expendable budget item; expendable personnel.

n.
Something expendable.


Eis um título que cai como uma luva ao filme a que pertence. O título original, claro. Não que o português não seja suficientemente descritivo mas, convenhamos, não é, de todo, tão eficaz como o título original.
Há uns posts atrás escrevia-se que já chegava de remakes e aproveitamento das ideias dos idos dos anos 80. E, pelo menos, neste filme houve um verdadeiro esforço de criar algo novo, personagens novas, histórias novas. Ou não? Século XXI, meet o filme-chunga. Filme-chunga, meet o século XXI.
A ideia de Stallone é, aqui, pegar no feeling dos filmes de acção dos anos 80 e trazê-lo para o novo século. Para isso até se deu ao trabalho de ir buscar uns quantos actores "esquecidos", embora, na realidade, só Stallone, Dolph Lundgren e Eric Roberts caibam nessa categoria, e, também, já agora, o Arnaldo Xuárzeneger. O Mickey Rourke nunca foi conhecido como actor de filmes de acção e o Bruce Willis foi, quanto a mim, o responsável pelo surgimento dos primeiros filmes de acção realmente bons e interessantes (Die Hard forever). De resto rodeou-se com a nova geração de filmes de acção, nomeadamente o Steve Austin, Jet Li e Jason Statham. Foi realmente pena não ter conseguido apanhar o Chuck Norris, o Steven Seagal e o Van Damme. Aí sim, o feeling chunga seria completo. Consta que o último recusou participar por achar a sua personagem muito pobre. Anda muito fino o amigo belga. E enganado, certamente. Esperar aqui um argumento inovador e relevante ou personagens com profunidade interessante e bem desenvolvidas é o mesmo que esperar um argumento intrincado num filme pornográfico. Não, em "Expendables" não há nada disso. É o típico filme de acção chunga dos anos 80, com os heróis típicos, os amigos-que-viram-inimigos-e-acabam-amigos, os vilões do costume, sejam os omnipresentes ditadores sul-americanos ou os executivos americanos gananciosos (neste caso temos os dois, para obter um efeito ainda maior, supõe-se). O típico grupo reduzidíssimo de comandos de alto nível que invade um país e simplesmetne dá cabo do exército inteiro com apenas uma dúzia de balas, mal sofrendo um arranhão, claro. Há uma espécie de história paralela amorosa cuja relevância ou interesse não se percebe muito bem, a não ser como justificação para mais cenas de pancadaria. E há a consciencialização do personagem principal de que a sua vida de mercenário não lhe tem feito bem à alma, yadda yadda yadda.
Mas tudo isto era expectável, dado o filme que é, e a ideia que lhe subjaz. Porém, o filme não deixou de me desiludir. Stallone perdeu realmente a oportunidade de fazer aqui um grande filme. Teria sido tão, mas tão melhor, se tivesse apostado mais no humor, se tivesse jogado muito mais com a vertente caricatural e estereotipada das personagens e situações. Teria sido muito mais interessante se houvesse no filme mais momentos como os breves minutos em que se junta Stallone, Schwarzenneger e Willis ao mesmo tempo no ecrã. Esse sim, um grande momento do filme, servido por um humor mais ou menos fino e pelas trocas de galhardetes a três a que se assiste então. Ou quando Statham, num momento de tensão, recebe uma SMS no telemóvel. E houve mais oportunidades que se foram desperdiçando, preferindo Stallone fazer um filme de acção que se leva a sério e se pretende que seja levado a sério. É aí que o filme perde interesse para mim. Sinceramente esperava uma maior aposta na caricatura (sem ser alarve, claro), uma espécie de auto-citação e auto-referências ao estilo. Como o Arnaldo fez em "Last Action Hero", ou mesmo o Stallone em "Demolition Man". Mas não. É um filme de porrada normalíssimo. E, dentro deste estilo, é competente e tal. Mas, como agora está muito em voga dizer: os meus gostos mudaram decerto. lol Tivesse sido como eu esperava e gostaria, provavelmente estaria aqui a dizer outras coisas. Assim sendo...mais um filme do Stallone, felizmente muito superior ao absurdo e apalermado "Rambo 4".
Um dos momentos mais cómicos do filme, não intencional, é quando um inchado Mickey Rourke saúda um ainda mais inchado Stallone com um quase imperceptível, com tanto botox à mistura, "You're looking good man!" Sinal dos tempos.

Uma pequena nota à parte, que nada tem que ver com o filme: não reparei quem traduziu o filme, mas em tantos e tantos anos de filmes, nunca vi uma tradução tão má, tão horrivelmente feita, tão constrangedora, como a que fizeram neste filme. Deviam ter vergonha, sinceramente. Eu sei que perceber o inglês falado através de bocas colocadas em caras inchadas como a de Rourke ou carras derretidas e paralisadas como a de Stallone, é difícil...mas que diabos, li ali coisas, traduções de bradar aos céus!!

terça-feira, setembro 14, 2010

Blue


segunda-feira, setembro 13, 2010

Contraluz

A sério que gostava de poder dizer muito bem deste filme. Aparentemente havia toda uma série de coisas a seu favor e que achei apelativas. O cartaz, as imagética, até o trailer (que só vi depois, mas que facilmente concluí que, a tê-lo visto antes, continuaria a ter interesse em vê-lo), enfim, toda uma série de coisas que pareciam indicar um bom filme, o tal primeiro filme português rodado em Hollywood, e "à amaricana". Hèlas, não é esse o caso.
O filme tenta de facto capturar a estrutura do filme americano, com um argumento, à partida interessante, com várias linhas narrativas e personagens que se cruzam, numa espécie de desenvolvimento em mosaico, ou em puzzle. O problema é que falha redondamente. A ideia que dá é que, sim senhor, a premissa base é gira e com potencial, mas depois falta estaleca, fôlego, para a levar a bom porto, para finalizar naquele mosaico certinho que se pretende mostrar.
A verdade é que o filme abusa do esoterismo e das coincidências forçadas, apresenta personagens pouco ou nada desenvolvidas e, sinceramente, parece-me que é um filme por demais convencido de que é um grande filme. E sim, tem os ingredientes todos para a populaça gostar, para dizerem que é um filme majestoso, que fala das grandes questões da vida, que é reconfortante , inspirador, whatever. A mim pareceu-me que os senhores que o fizeram estiveram sempre conscientes deste efeito e quiseram-no.
Porém, no meio de tantas "lições de vida", "exemplos paradigmáticos", "morais da história" metidas a martelo (pneumático),, no fim...não há nada. Não tem sumo, não tem alma. A boa ideia ficou pelo caminho, perdida e algo inalcançável. Falha, quanto a mim, em apresentar de forma realmente interessante essas grandes questões da vida, o desespero de alguns, as opções erradas de outros. Falha porque acaba por tentar resolver todas as linhas narrativas de forma muito limpinha e certinha, deixando pouco ou nenhum espaço para a imaginação. Sim, o filme vai-se adivinhando, e a partir de certa altura a piada é ver para confirmar se temos ou não razão. O final é, de facto, inesperado, mas, infelizmente, destoa tanto do resto do filme que acaba por funcionar pessimamente, e ficamos sem perceber para que diabos o filme foi feito.
A única coisa que realmente se pode elogiar neste filme é o tratamento das imagens, a cinematografia, a luz. As imagens e cenários são realmente bonitas e um regalo para os olhos. De tal forma que me deu a ideia que certos cenários naturais foram usado apenas porque "pareciam bem", porque "ficavam bem visualmente", pois, em bom rigor, são indiferentes para a história. De facto são planos aéreos e enquadramentos muito bonitos, mas, para isso, mais valia terem feito um documentário sobre as paisagens americanas. Muito pouco conteúdo para tenta forma. O António Feio que me desculpe. Next.






sábado, setembro 11, 2010

Neutron Star Collision

(Love is Forever)

Excelente canção de uma excelente banda. Pena é que faça parte da banda sonora de um filme tão hediondo.



I was searching
You were on a mission
Then our hearts combined like
A neutron star collision

I have nothing left to lose
You took your time to choose
Then we told each other
With no trace of fear that...

Our love would be forever
And if we die We die together
And lie, I said never
'Cause our love would be forever

The world is broken
Halos fail to glisten
You try to make a difference
But no one wants to listen

Hail, the preachers, fake and proud
Their doctrines will be cloud
Then they'll dissipate
Like snowflakes in an ocean

Love is forever
And we'll die, we'll die together
And lie, I say never
'Cause our love could be forever

Now I've got nothing left to lose
You take your time to choose
I can tell you now without a trace of fear
That my love will be forever
And we'll die we'll die together
Lie, I will never
'Cause our love will be forever

for someone out there

sexta-feira, setembro 10, 2010

The Story of Anvil



Uma banda menor e as várias maneiras como conseguem falhar e ridicularizarem-se. Não não é um mockumentary, mas quase parece. Estes tipos existem mesmo e, infelizmente, o renovado interesse que têm vindo a ter ultimamente prende-se mais com este documentário do que com a música deles que, convenhamos, é muito, muito fraquinha. Fica o documentário!

Predators

E eis que Robert Rodriguez pega na franchise do "Predator". Só como produtor, mas vá, deve ter metido a colher, certamente. Seja como for, para além da presença de Danny Trejo e de uma ou outra cena mais sangrenta, as trademarks costumeiras de Rodriguez nem sequer são assim muito visíveis. Mas pelo menos foi inteligente o suficiente para se desmarcar imediatamente das inenarráveis sequelas crossover "Alien Vs. Predator", que eram, em bom rigor, estrume cinematográfico. E que dizer deste? É um bom filme de ficção científica, competente e um bom entretenimento. A ideia base é simples: uma série de humanos sacanas e maus como as cobras, são lançados num planeta qualquer, para serem caçados deportivamente pelos nossos já conhecidos aliens de serviço, também eles sacanas e maus como as cobras. O título no plural não é de todo desprovido de lógica, pois mais uma vez se coloca a questão, já batida, mas sempre eficaz, de saber quem são os verdadeiros monstros, se os que parecem e são, se os que não parecem, mas se calhar são ainda piores. Adicionam-se ainda umas pitadas q.b. de conflitos morais e éticos, próprios da (des)humanidade, e eis que temos um filme de ficção científica, violento, mas que se preocupa em jogar ao vento algumas questões interessantes, pretendendo ser mais que um mero filme de porrada e sangria. Mas, seja como for, são meras pitadas, e em geral, é um filme de acção com altas doses de violência. O ponto mais interessante é o casting de Adrien Brody para o papel de soldado/mercenário duro como cornos e pronto para a acção. Não é um papel muito normal de se esperar dele, mas cumpre-o bem definitivamente. O Brody como "herói de acção"? Estranho, mas resultou.
Fora isso...enfim...o primeiro "Predator" será sempre o filme a reter. O segundo manteve (para mim) o interesse, pois retirou a acção da selva e transportou-a para a "selva urbana", o que sempre era algo novo. Neste "Predators", que parece ser uma directa continuação do primeiro (as referências são mais que muitas), voltamos à selva e ao grupo de pessoas que vai sendo eliminada/caçada uma a uma, o que faz tudo parecer muito déja-vu.
Bottom line: não é nada mau o filme, mas já o vimos. Solicita-se encarecidamente aos escritores e argumentistas que tenham mais ideias originais, e deixem os filmes dos anos 80 para trás, definitivamente. A gerência agradece.



quinta-feira, setembro 09, 2010

quarta-feira, setembro 08, 2010

When The Wild Wind Blows




Have you heard what they said on the news today?
Have you heard what is coming to us all?
That the world as we know it will be coming to an end
Have you heard, have you heard?

He sees them in the distance when the darkened clouds roll
He could feel tension in the atmosphere
He would look in the mirror, see an old man now
Does it matter they survive somehow?

They said there's nothing can be done about the situation
They said there's nothing you can do at all
To sit and wait around for something to occur
did you know, did you know?

As he stares across the garden looking at the meadows
wonders if they'll ever grow again
The desperation of the situation getting graver
getting ready when the wild wind blows

Have you seen what they said on the news today?
Have you heard what they said about us all?
Do you know what is happening to just every one of us
have you heard, have you heard?

There will be a catastrophe the like we've never seen
There will be something that will light the sky
that the world as we know it, it will never be the same
did you know, did you know?

He carries everything into the shelter not a fuss
getting ready when the moment comes
He has enough supplies to last them for a year or two
good to have because you never know

They tell us nothing that we don't already know about
They tell us nothing that is real at all
They only fill us with the stuff that they want
did you know, did you know?

He's nearly finished with the preparations for the day
He's getting tired that'll do for now
They are preparing for the very worst to come to them
getting ready when the wild wind blows

He sees the picture on the wall, it's falling down upside down
He sees a teardrop from his wife roll down her face, saying grace
Remember times they had, they flash right through his mind left behind
of a lifetime spent together long ago will be gone

They've been preparing for some weeks now
For when the crucial moment comes
To take their refuge in the shelter
Let them prepare for what will come

They make a tea and sit there waiting
They're in the shelter feeling snug
Not long to wait for absolution
Don't make a fuss; just sit and wait

Can't believe all the lying,
All the screams are denying
That the moments of truth have begun

Can't you see it on the t.v.?
Don't believe them in the least bit
Now the days of our ending have begun

Say a prayer when it's all over
Survivors unite, all as one
Got to try and help each other
Got the will to overcome

I can't believe all the lying,
all the screens are denying
that the moments of truth have begun

Can't you see it on the TV?
Don't believe them in the least bit
Now the days of our ending have begun

When they found them, [they] had their arms wrapped around each other
Their tins of poison laying near by their clothes
The day they both mistook an earthquake for the fallout,
Just another when the wild wind blows...

terça-feira, setembro 07, 2010

layers...

...so many, it seems you won't be able to cope with them all. But you can.

Greeks & Trojans

And here's something interesting in this world we live in: some people think that they are always entitled to something, sometimes everything, from others. They seem to forget that they owe something as well, in order for this "social contract" to work. They seem to expect, ask, demand everything from others, but forget that there should be some giving from their side as well. Making ends meet is not an easy task, but it's made harder this way. Does it really have to be like this? Should it really be always the same ones who need to give (in)? Why is it that this so called "social debt" seems to fall time again upon the "others" for some people? Awkward but true. And this state of affairs spreads from the small act of waiting, expecting, demanding, a simple phone call from others, while never considering the option of doing it themselves. From the also quite interesting act of counting with the, apparently, always present good will of the "others", almost as if it was some kind of duty from those "others", and a God given right to the ones who ask for it. And it ends in the far more complicated case of not being able at all of making a simple concession, to simply give in sometimes, of not being able to shut down all the aggressive defenses, unwilling to act, always preferring to wait for the others to act. Some think they are in the possession of the "truth", denying it completely to the "others", the "wrong others". They live a "black or white" life, a "whether you're with me, or you're against me" philosophy. They are "entitled", they have a sort of "sacred right", which they demand. The greater grey areas of life are thus left behind. In the surface it's such an easy way to live. So simple. But the World, life itself, isn't that simple, and in the end, who loses more?
As for the "others", they live trapped in between these black and white walls, set upon them by some. It's hard to break free. Impossible sometimes. But it's a war worth fighting for, as much as it costs. It's a hard life, and you're bound to disappoint and be disappointed. It's part of it, apparently. Can't avoid it. Like the "greek and trojans" affair. You can't please them both. Live your life according to your plan. Live carefree, but worry here and there. Life is easy, no need to complicate it even further. Owe nothing to anyone. Demand the same. Be sure of your beliefs, but be open to accept they must be wrong, if proven so. If sometimes this isn't what you find in your path, then, the kitten has a point there.


Gunther Dünn

segunda-feira, setembro 06, 2010

Dazkarieh

E este ano "trouxe" isto. Aliás, na verdade, as aspas não se justificam assim tanto, uma vez que trouxe efectivamente o CD. De resto "trouxe" uma grande surpresa e vontade de rever. O nome era-me bastamente conhecido, e já de há alguns anos. Mas nunca tive a força de vontade/curiosidade para investigar. Supus, pré-concebi. Mas nunca fechei a porta. Portanto fui ver por mera curiosidade e porque, diga-se em boa verdade, não tinha nada melhor para ver/fazer. E aqui está, como em certa medida, foi a banda que "veio até mim". Fui ver, porque estava ali e porque me foi recomendado (thx Júnior). E em boa hora o fiz. E eis a surpresa de deixar qualquer um boquiaberto. Grande concerto, excelente mesmo. Músicos de primeira água. Grandes canções, originais ou retiradas do acervo tradicional português. Grande atitude e presença em palco. Acabado o concerto, fui comprar o disco. Pois que o mereciam. Oportunidade de o autografar incluída, numa sessão marcada pela simpatia da banda. E assim esgotaram o stock disponível. Muito bom mesmo. Isto sim. Porque não se ouve falar mais deles por cá já vai sendo a situação normal. Mais uma banda portuguesa que dá mais concertos no estrangeiro do que cá. Enfim.








sábado, setembro 04, 2010

sexta-feira, setembro 03, 2010

Angra


E mais um dos grandes lançamentos esperados e antecipados deste ano. Boa colheita, a de 2010. E, tamém este, mais um disco diferente, excepcional sim, como não poderia deixar de ser, tendo em conta a banda que é, mas bastante diferente. Muito mais calmo e compassado...quasi bucólico. Grande top10 realmente!


quinta-feira, setembro 02, 2010

quarta-feira, setembro 01, 2010

A Voice In The Dark


Num ano excepcionalmente bom, eis mais um candidato a melhor de 2010. Orphaned Land e Iron Maiden, porém, fazem-lhe concorrência...a ver vamos!