segunda-feira, maio 31, 2010

domingo, maio 30, 2010

season opener

Mais uma vez, VOU. E mais uma vez sem estar à espera. Infelizmente, este ano, não é à borlex. Seja como for, obrigado Dani pelo desconto de 50%! O RiR assusta-me um pouco, devo dizer. É uma autêntica Feira Popular (mais ainda este ano, com rodas gigantes e montanhas russas). Parece um sítio de todo improvável para assistir a concertos musicais. Especialmente com a verdadeira enchente e histeria que se verifica ali para os lados da Bela Vista. Mais de 80 mil ontem a ver Muse, o concerto que realmente queria ver. Mas hèlas, não foi possível. Hoje deverá (ou poderá) ser mais calminho. Uma série de guedelhudos com cara de mau atraem menos gente. Ou talvez não. Enfim. Motorhead+Rammstein+Hail!+Megadeth+RAMP, merecem a pena. Embora, em bom rigor, sejam os Megadeth que me levam lá. O "cromo" que já não vejo há mais tempo. Vamos lá a ver como corre o solarengo Domingo na Feira Popular.



quinta-feira, maio 27, 2010

For The Last In Line - Ronnie James Dio Fundraiser


Vocalist Blade of the Swedish hard rock band FATAL SMILE has issued the following update:
"Two days ago Y [guitar] sent me a piano ballad he wrote while saddened by the horrile tradegy of Ronnie's passing due to cancer. That night I wrote the lyrics and melody to the song 'For The Last In Line'.
"We decided to have it recorded and released in the name of Ronnie's new fund, Ronnie James Dio Stand Up And Shout Cancer Fund. In the morning we recorded it and today it was mastered and released.
"We have decided not to release the full version on Spotify, but it can be heard on YouTube as of tonight!
"I guess it's some kind of record, getting a song released a day after it's written...
"Ronnie James Dio Stand Up And Shout Cancer Fund is registered as owner of this song, and gets 100% of all sales!
"Buy it to support his cause, the fight against cancer."
For The Last In Line - Ronnie James Dio Fundraiser and tribute

terça-feira, maio 25, 2010

segunda-feira, maio 24, 2010

domingo, maio 23, 2010

sábado, maio 22, 2010

Líbano

Eis um filme que talvez passe um pouco despercebido. Filme israelita (com co-produção alemã e francesa) de Samuel Maoz, retrata, novamente, a Guerra do Líbano de 1982 e baseia-se nas experiências do próprio realizador enquanto soldado naquela guerra. É o acompanhamento perfeito de "Waltz with Bashir" de Ari Folman, que também versa sobre aquele conflito. Ainda assim, são duas abordagens diferentes. Enquanto "Bashir" mergulha profundamente no conflito entre o aspecto político e o humano, dando-nos uma visão alargada, ainda que submetida às memórias dos veteranos envolvidos, "Lebanon" restringe-nos (literalmente quase) os movimentos, a visão e a percepção das coisas. De forma silmilar ao que os tripulantes de um tanque sentem.
Junho de 1982. Um tanque de guerra, durante as operações que levaram à invasão do Líbano por Israel, é enviado para uma cidade hostil numa missão aparentemente simples que acaba por ficar fora de controlo. Shmulik, Assi, Hertzel e Yigal são quatro jovens soldados, a poucas semanas do fim do destacamento, que assistem às atrocidades da guerra através da mira de um tanque blindado, sem nada poderem fazer senão obedecer cegamente a ordens. E, a meio de uma situação dramática em que são abandonados ao seu destino, acabam por ter como guia apenas o próprio instinto de sobrevivência, esforçando-se por salvaguardar a sua humanidade e sanidade mental.
Algo de verdadeiramente original e perturbante neste filme é que, mais do que nos mostrar a guerra, mais do que falar da guerra, mais do que nos fazer reflectir sobre a tragédia da guerra, "Lebanon" põe-nos efectivamente NA guerra, sem apelo nem agravo. Consegue fazer-nos sentir a guerra, o mais aproximadamente possível.
É que passamos efectivamente grande parte do filme no espaço confinado do tanque com aqueles 4 soldados. Vemos o que eles vêem, e da mesma forma que eles vêem (pela mira telescópica do canhão), sentimos o mesmo calor, humidade, cheiro a suor, sangue, pólvora e óleo que ensopam tudo na apertada torre de metal. É precisamente nisso que o filme se supera: quase que sentimos a apertada claustrofobia, o terrível sufoco de partilhar um espaço exíguo em condições de stress absoluto.
E mais, a experiência é total, uma vez que nós acabamos por saber apenas o que os tripulantes do tanque sabem, perdidos numa aldeola onde, afinal, não deveriam estar, sem saber bem o que é suposto fazerem e sendo os únicos soldados, em particular o artilheiro que, numa guerra moderna, ainda consegue olhar para os olhos dos antagonistas, para as suas caras e expressões, com todo o peso que isso traz a quem tem de 'carregar no gatilho'. Sentimos na primeira pessoa o conflito essencial entre o dever e o instinto, entre o dever militar e o dever moral.
Aliás, em bom rigor, de tal forma "Lebanon" é despido de floreados e informação, que se poderia situar em qualquer guerra, em qualquer parte do Mundo.


sexta-feira, maio 21, 2010

tribute

Heavy Metal Britannia

Black Sabbath's Tony Iommi, Judas Priest's Rob Halford and Glenn Tipton, Iron Maiden's Bruce Dickinson, Deep Purple's Ian Gillan and Jon Lord, Motorhead's Ian "Lemmy" Kilmister, Diamond Head's Brian Tatler and the Edgar Broughton Band's Edgar Broughton are among the musicians who were interviewed for "Heavy Metal Britannia", a new documentary which premiered on U.K.'s BBC Four channel on March 5.
Voiced by Nigel Planer, "Heavy Metal Britannia" traces the emergence of the genre in Britain in the late Sixties and Seventies.
Metal began life in the mid-Sixties underground rock scene — a fledging style spearheaded by the likes of Judas Priest, Black Sabbath, Deep Purple and Led Zeppelin.
This early metal was dominated by paranoia and darkness, albeit often tongue-in-cheek. The players were male, mostly working-class — a uniquely Seventies British style — spawning their own long-haired, headbanging audience with their own dress codes and world view.
While this generation still defines classic British metal, it was nearly overtaken by British punk in the late Seventies. Then back came a new generation such as Iron Maiden, Def Leppard and Saxon, dubbed "The New Wave of British Metal" by the press.
As the Eighties dawned, the best of these two metal generations were ready for the long haul — to make their genre the key force in music it remains today.

Part 1:



Part 2:



Part 3:



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quinta-feira, maio 20, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

terça-feira, maio 18, 2010

Ronnie

Não param de chegar. As declarações de pesar e condolências, recordações ou memórias de e sobre Ronnie James Dio. É brutal e comovente. Não só porque aqui está um homem que realmente chegou a tantas e tantas pessoas, mas também, e principalmente, porque o que agora é dito com a sua morte, já era dito e repetido durante a sua vida. Muito bem.

'The world has lost an irreplaceable talent and, first and foremost, one of the finest human beings you could ever wish to meet' (Iron Maiden)

'Ronnie was one of the nicest people you could ever meet. We had some fantastic times together. I've been in total shock. I just can't believe he's gone' (Tony Iommi, Black Sabbath)

'This is one of the saddest days in Metal ever' (Mike Portnoy, Dream Theater)

'Our hero is gone but his voice and music will live forever' (Mats Léven, Ex-Therion)

'There is a massive hole in my heart' (Michael Akerfeldt, Opeth)

'We mourn the loss of one of the most amazing talents in heavy metal' (Arch Enemy)

'Dio was one of the creators of the genre of heavy metal' (Brian May, Queen)

'Dio was one of the good guys in music and will be greatly missed' (John Tardy, Obituary)

'We have lost a great human being and the best singer of rock in the world' (Tim Owens)

'Surely one of the greatest singers of all time' (Ross The Boss, ex-Manowar)

'Dio was one of the strongest and most consistent singers of all time' (Corey Taylor, Slipknot)

'Dio was one of the nicest guys in the business, without a doubt. He will be hugely missed' (Kerry King, Slayer)

'Us rockers owe a bit of reverence to this great man' (Duff McKagan, ex-Guns n Roses)

'Dio was a shining light Of Rock/Metal authenticity' (Steve Vai)

'I'm saddened beyond words' (Rudy Sarzo)

'Dio's music will continue to inspire and his legacy will live on forever' (Gus G, Firewind)

'Beginning May 16th 2010 my world will never be the same' (Darrel Roberts, ex-WASP)

'I've been able to meet many heroes of mine in my life, but few have made impression on me like Ronnie James' (Matt Heafy, Trivium)

'I'm devastated' (Lemmy Kilmister, Motorhead)

'I was very saddened to hear of the passing of Ronnie James Dio. Metal has truly lost one of its greatest voices' (Ozzy Osbourne)

'I'm gonna miss Ronnie in ways I've never missed anyone else' (Jeff Pilson, Foreigner)

'Not only was he a true gentleman, but he also never hit a bad note the whole tour' (Fireball Ministry)

'Dio and his voice and music will carry on' (Tony Harnell)

'What a voice, What a loss' (Henry Rollins)

'No other artist's passing could have affected me in the way as his did' (Stefan Weinerhall, Falconer)

'Dio was a big inspiration, influence and dear friend of mine' (Joey Belladonna, Anthrax)

'Dio was a master of his trade, a true original' (Lizzie Borden)

'Dio will forever have his music playing in my home' (King Diamond)

'Dio's name and his incredible work will live forever' (Nige Rockett, Onslaught)

'It was a horrible day yesterday...I want to thank him for being a good friend' (Graham Bonnet)

'Dio's name shall be part of the very definition of the term heavy metal' (Joey Vera, Armored Saint)

'Dio was a true professional and a model human being' (John Perez, Solitude Aeternus)

'Ronnie's voice was like a tank; I never heard him have a bad day' (Jens Johansson, Stratovarius)

'The world has lost a true legend and pioneer' (Joe Di Taranto, Warmachine)

'Dio's impact on me won't ever be forgotten' (Gary Holt, Exodus)

'Dio was undoubtedly one of heavy metal's greatest performers' (Queensryche)

'Dio was one Of The Kindest Souls I Have Ever Met' (Nikki Sixx, Motley Crue)

'Dio's amazing talent, charisma and power combined were nothing short off Magic!' (Brian Tichy, Ex-Foreiner)

'Ronnie James was the Greatest Rock Singer of all time' (Danko Jones)

'Dio had heart, soul and an aggressive energy that no singer could touch' (Michael Eden, Eden's Curse)

'Ronnie James Dio's music will live on forever' (Marten Anderson, Lizzie Borden)

'Dio was one of the best rock singers there will ever be' (Billy Corgan, Smashing Pumpkins)

'We have lost the greatest, most powerful and biggest voice in Hard Rock and Metal' (Wolf)

'Dio influenced thousands and thousands of musicians' (Stu Block, Into Eternity)

'He was a true gentleman' (Rob Flynn, Machine Head)

'Dio was truly one of the good guys in this business' (David Ellefsson, Megadeth)

'Ronnie, your voice impacted and empowered me, your music inspired and influenced me, and your kindness touched and moved me. Thank you' (Lars Ulrich, Metallica)

Dio had a unique and wonderful voice' (Ritchie Blackmore)

'We mourn the tragic passing of the great Ronnie James Dio' (KISS)

'I am privileged to have been a part of Ronnie James Dio's life and music. His closest ones are in my thoughts' (Rowan Robertson, Ex-Dio)

'Ronnie James Dio was one of the best-loved people in music' (Danny Vaughn, ex-Tyketto)

'Bidding a respectful farewell to our fallen father of heavy metal' (Bob Mitchell, ex-Attacker)

'Ronnie was a wonderful man and will be sorely missed' (Judas Priest)

'Ronnie James Dio music will live for eternity' (Slash)

'Dio is the inspiration for myself and millions of other singers' (Ronny Munroe, ex-Metal Church)
'There's not a person in metal today that doesn't owe something to Dio' (Ralph Santolla)

'Dio always had a kind word and a smile' (Scott Ian, Anthrax)

"I'm very sad to hear about Dio's passing' (David Coverdale, Whitesnake)

'The Earth Lost A Very Important Soul Today' (White Wizzard)

'Our Mentor And Friend Has Left Us' (Lion's Share)

'Dio was the nicest and warmest human being I met in the music business' (Janne Jarvis, Warrior Soul)

'He will be sadly missed, but his voice shall live on' (The Quireboys)

'Dio's voice was amazing and magic' (Andrea Ferro, Lacuna Coil)

'The Metal world will never be the same' (Al Ravage, Ravage)

'Dio was one of the nicest human beings I have ever met' (Shawn Drover, Megadeth)

'Crying right now in remembrance of my hero and friend' (Sebastian Bach)

'The world lost one of the Greatest Vocalists' (Al Atkins, ex-Judas Priest)

'The world of Heavy Metal has lost its voice' (Nicolas Van Dyk, Redemption)

'Dio was a true leader of Heavy Metal... an icon and a visionary' (Glenn Hughes)

'Ronnie James brought so much happiness through his music' (Doug Aldrich, Whitesnake)

'Dio was a uniquely talented', super-nice person' (Jeff Waters, Annihilator)

'His voice was always powerful and soaring. A great loss to us all' (Biff Byford, Saxon)

segunda-feira, maio 17, 2010

DIO

É assim a vida. Triste, mas real. O Ronnie James Dio era dos poucos motivos musicais que me faziam percorrer milhares de km para o ver. Não só pela suprema excelência e classe, mas por saber que, infelizmente, não ia durar para sempre (se bem que, em boa verdade, esperava uma reforma e não este desfecho trágico).
Foi assim que o vi pela primeira vez no Verão de 2005. Depois de um concerto de Iron Maiden na longínqua Lorca, foi uma corrida contra-relógio, através de Espanha e Portugal, para chegar a tempo do primeiro concerto em solo nacional dos DIO, a banda solo de Ronnie James. Uma carrinha com 7 marmanjos só não levantou vôo por acaso. Mas conseguimos. Um concerto memorável, um verdadeiro Senhor em palco, simpático, carismático e dono de uma das melhores vozes no Mundo, senão A melhor.
Quase dois anos depois Dio reune-se com os restantes membros de Black Sabbath, banda onde cantou em dois magníficos álbuns nos anos 80 e outro nos anos 90. Três novas canções são editadas juntamente com um greates hits. Pouco tempo depois a notícia mais esperada é formalizada: a reunião é para continuar numa digressão mundial. As datas não nos foram favoráveis, como de costume. Depois de muita espera e debate, lá fomos à Holanda, ao Fields of Rock. Iron Maiden e Heaven & Hell. A combinação perfeita. E, pela primeira vez houve uma banda que igualou ou superou os Iron Maiden em palco. A classe daqueles "velhinhos" era demolidora. Para sempre a memória de ficar de queixo caído enquanto via e ouvia incrédulo a "Die Young".
Um momento inesquecível que cedo tentei preservar em documento, ao adquirir o mais cedo possível o DVD do concerto da banda em Nova Iorque.
Mas ainda assim foi insuficiente... de modo que em finais de Novembro, lá saiu nova expedição, desta vez para Londres A hora e um quarto na Holanda tinha sido insuficiente. Precisávamos de mais. E que concertão foi.
Voltei a ter o privilégio de rever a banda solo de Ronnie James no Festival Kobetasonik em Bilbao no ano de 2008. Um concerto a abarrotar de gente.
No ano seguinte duas oportunidades surgiram de rever os Heaven & Hell. A primeira foi no Festival Metalway em Saragoça. Infelizmente o guitarrista Tony Iommi lesionou as costas já no local e o concerto teve de ser cancelado. Os restantes membros, numa demonstração (mais uma) de uma indesmentível classe subiram ao palco, tendo Ronnie James pedido pessoalmente desculpa aos presentes. Poucos o conseguiriam fazer.
Felizmente a segunda oportunidade veio meses depois, no Festival Wacken 2009. Mal sabia eu que seria a última vez. Em Novembro passado chegou a notícia choque com diagnóstico de cancro estomacal. Terrível sem dúvida mas a esperança é sempre a última a morrer. A banda esteve escalada para actuar este ano no Optimus Alive, mas, devido às condições de saúde de Dio, tiveram de cancelar. Esperavam-se melhorias, mas o destino não quis assim. 67 anos de idade sempre pesam, especialmente quando se está sujeito à violência da quimioterapia.
E assim se perde uma das figuras mais carismáticas do mundo da música, do hard-rock e do heavy metal. Um Senhor que transpirava classe e simpatia por todos os poros, dono de uma das melhores vozes que jamais se ouviu à face deste planeta. Um pequeno (grande) exemplo do seu legado, para além das bandas em que passou (DIO, Black Sabbath, Rainbow, Elf), foi o projecto Hear n' Aid, destinado a angariar fundos para combater a fome africana, do qual ele foi um dos mentores, e ao qual emprestou a sua voz na fantástica "We're Stars". Uma verdadeira estrela ele próprio, no bom sentido da palavra. Deixa um vazio no mundo da música, mas sempre será recordado. Que descanse em paz. WE ROCK!

domingo, maio 16, 2010

Triste dia...

Wendy Dio, wife/manager of legendary heavy metal singer Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, BLACK SABBATH, RAINBOW), has released the following statement to BLABBERMOUTH.NET:

"Today my heart is broken, Ronnie passed away at 7:45 a.m. [on Sunday] 16th May. Many, many friends and family were able to say their private goodbyes before he peacefully passed away.

"Ronnie knew how much he was loved by all.

"We so appreciate the love and support that you have all given us.

"Please give us a few days of privacy to deal with this terrible loss.

"Please know he loved you all and his music will live on forever."

It was only a month ago that Dio, 67, spoke about his battle with cancer with the Artisan News Service on the "black carpet" of the Revolver Golden Gods Awards, which took place on April 8 at Club Nokia in downtown Los Angeles. When asked about how he had been feeling since he was diagnosed with the disease late last year, Dio said, "Well, I feel good and bad at times. It's a long process. Chemotherapy is a... I never realized what a difficult thing it was to go through. It's a real cumulative effect — the more you have, the more it piles up on top and it takes longer and longer to get over it. I find it very difficult to eat. I don't like to eat anyway, so I guess that's OK. But I know I have to. But this makes it very, very hard. But if you're determined to beat it, then you have to go with what you believe is going to beat it for you, and in this case it's that. I go to a great hospital in Houston called M.D. Anderson, which I think is the best hospital in the world, I have the best doctor in the world, Dr. Ajani, who I really trust and I really believe in, so I think I've done all the right things. It makes me feel positive about my life and positive that there is a lot more of it to live."

Earlier this month, HEAVEN & HELL canceled its summer tour plans in Europe due to Dio's treatment for stomach cancer. The band said in a statement that Dio wasn't "well enough to tour this summer. We hope that everyone understands and want to thank fans and industry colleagues for their continuing support at this time."

Ronnie James Dio had performed with ELF, RAINBOW, BLACK SABBATH, and his own band DIO. Other musical projects included the collective fundraiser "Hear 'n Aid". He is widely hailed as one of the most powerful singers in heavy metal, renowned for his consistently powerful voice and for popularizing the "devil's horns" hand gesture in metal culture. He was most recently involved with HEAVEN & HELL, a project which also included former BLACK SABBATH bandmates Tony Iommi, Geezer Butler and Vinny Appice. Their first and only studio album, "The Devil You Know", was released on April 28, 2009.

:(

sábado, maio 15, 2010

Feira do Livro

Ir à feira do livro, li algures, é um "dever cívico". Portanto, como bom cidadão, mais uma vez cumpri o meu dever. Já não me lembro quando comecei a ir, embora tenha presente que as primeiras vezes ainda era suficientemente gaiato para ir com os meus pais. Acho que lhes tenho de agradecer por isso. Por me terem levado à Feira do livro e a tantos outros sítios, de facto. Este ano, talvez devido a um misto de andar com menos tempo para ler e ainda ter uma tonelada de livros por ler em casa (alguns comprados em edições anteriores do evento), já para não falar da crónica falta de pilim, "feirei" pouco. Ou seja, contribui para a desgraça, também ela crónica, dos livreiros, que todos os anos se queixam do estado catastrófico do sector, e choram copiosamente a falta de clientes compradores. Parece que este ano foi pior, com o mau tempo, o Benfica e o Papa, consta até que a vão prolongar mais uma semana. Seja como for, a verdade é que vão longe os tempos em que realmente compensava comprar livros na Feira. E se os compro é apenas porque, ou encontro uma grande pechincha, ou porque sempre aprecio o mero acto de comprar na Feira. Não este ano, hélas, mas sinda assim, lá fui ver a coisa. Sempre se encontram motivos de interesse...


Decidi não comer nenhuma fartura, não fosse dar-se o caso de ser confundido...



A actualidade política dos gregos é sempre impressionante. E como dizia um email que recebi na semana passada, já que é para seguir o exemplo dos gregos...



É o "Planeta dos Macacos" a tornar-se realidade!



Quem diabos é o Gui? Quem é o "amigo especial"? O que raio está o puto benfiquista a fazer com as mãos?? Parece magia negra. Se bem que, em boa verdade, os restantes amiguinhos também não parecem estar a fazer das boas. Feitiçaria, vodu.....um tanto ou quanto assustador para crianças, ou é só impressão minha?

Enfim, como se vê, vale sempre a pena ir à Feira do Livro!

quinta-feira, maio 13, 2010

9

Não tenho dúvidas que muita gente será atraída para este filme apenas pelo facto de o mesmo ter um nome de peso associado: Tim Burton. Todavia, e ao contrário de alguns locais onde li isso, este não se trata de um filme de Tim Burton. O filme é realizado por Shane Acker, baseado numa curta-metragem de sua autoria também (e que esteve nomeada para um Óscar, em 2005), sendo Tim Burton apenas o seu produtor. É claro que não é difícil ver alguns elementos de marca de Burton, nem que seja pela utilização de Danny Elfman como compositor. No entanto o filme é suficientemente brilhante para ser visto como uma obra autónoma. Isto é, seria brilhante mesmo não tendo o nome Burton acoplado. Pelo menos, este facto é, imediatamente indiciador de um facto: é uma animação não destinada a um público infantil ou juvenil. É, até, um pouco assustador e violento num ou noutro momento.
Num futuro algo longínquo, o planeta Terra foi destruído por uma guerra colossal entre homens e máquinas que acabou por conduzir ao quase total extermínio do género humano. Nesse cenário de devastação, um cientista concebeu nove pequenos bonecos de serapilheira aos quais concedeu vida própria. Agora, esses pequeníssimos seres, incapazes de se oporem às poderosas máquinas, tentam sobreviver ao dia-a-dia. Mas o número 9 (Elijah Wood), o último a chegar ao grupo, compreende que as suas existências não se poderão reduzir apenas à sobrevivência e decide resistir, convencendo os seus companheiros a lutar numa guerra contra as máquinas e contra o objectivo destas de acabar com qualquer réstia de vida no planeta. Depois de grandes aventuras e muitos perigos, eles vão tornar-se na última esperança para toda a Humanidade.
Há algo de "Wall.E" aqui, realmente, mas a pedra de toque que o destrinça é aquele carácter mais negro e assustador, que aproxima o filme mais de um "Matrix" (primeiro filme obviamente) e da ficção científica distópica ou apocalíptica. Material adulto sem dúvida, e, em certa medida, mais negro que "Matrix", pois se neste a guerra entre as máquinas e o Homem existe, em "9", essa guerra acabou e as máquinas venceram, conseguindo erradicar toda a vida do planeta. Toda, excepto 9 bonecos de serapilheira.
A animação é fantástica, inteiramente meritória de ser vista em ecrã digital gigante. A banda sonora é de fôlego e as interpretações são acima da média: Christopher Plummer, Martin Landau, John C. Reilly, Jennifer Connelly, Elijah Wood, etc.
Ainda assim, reconheço que devia ter havido um maior cuidado no desenvolvimento das personagens. Afinal de contas, cada um dos 9 bonecos são expressões da alma do cientista que os criou (arrependido da criação, também dele, da maléfica Máquina), expressões, no fundo, da Humanidade. A esperança da desaparecida Humanidade reside neles, pois são eles que carregam os últimos traços do espírito humano. Infelizmente isso é mais sugerido que explicado. As "personalidades" de cada um dos bonecos deiam ter sido mais vincadas. Aspecto delicioso é o facto de o N.º 1, o mais velho, ser o mais dogmático, o mais resignado e acobardado. Criou um refúgio numa velha catedral e veste-se como se de um Papa se tratasse. O imobilismo da Igreja? Fica ao critério de cada um. Seja como for, um grande filme de animação, sem dúvida.





"Original "9" short film.

quarta-feira, maio 12, 2010

Iron Man 2

Bom. Mais uma adaptação dos comics da Marvel, mais um blockbuster americano. Que dizer? Basicamente que sim, é um típico blockbuster americano, mas, felizmente, é um bom filme do género. Aliás, já o anterior o era. Naturalmente, as sequelas têm sempre uma tarefa difícil que é a de suplantar o filme anterior. Raríssimas vezes isso é conseguido. Porém, já é um sucesso quando a sequela mantém o espírito e se peca por alguma coisa é apenas por já não possuir o efeito surpresa que o primeiro teve. Mas isso é sempre impossível de conseguir. A surpresa de ver uma adaptação de um super-herói ao cinema tão bem feita como foi o primeiro "Iron Man", já não se pode repetir. Já conhecemos as personagens, já sabemos o que esperar, ou pelo menos, o que não esperar. E esperava-se um filme de acção, com humor q.b. e uma história decente. E é isso que tivémos. Aposta ganha portanto.
Há algumas "imprecisões" ou "readaptações" de eventos e/ou personagens, mas o espírito de fundo permanece intocável. As adaptações ao cinema têm destas coisas: muito tem de ser cortado, e quando, ainda assim, se consegue manter o ambiente e espírito da série em geral, já é uma mais valia.
Neste "Iron Man 2" temos um argumento baseado livremente na saga clássica "Demon in a bottle", de John Romita Jr. na qual se retrata a depressão de Tony Stark, e a sua descida aos infernos numa garrafa de whiskey. Temáticas complicadas de integrar em duas horas de filme, mas fizeram-no eficazmente. A dose certa de acção, efeitos especiais, humor e uma história razoavelmente sólida. E o Universo Marvel continua a ser criado, com referências mais ou menos escondidas ao que o futuro reserva. Bom filme.







terça-feira, maio 11, 2010

Ei-lo que chega!

Pelo menos ele sabe onde pôr o guito. Guito esse que é muito.


F16, juntamente com uma esquadrilha de Tie-Fighters patrulham os céus para proteger sua eminência o Imperador. Darth Vader chegará mais tarde para esmagar os rebeldes. Que a Força esteja connosco. Que todos os planetas e sistemas solares saúdem o magnânimo Imperador.

segunda-feira, maio 10, 2010

Kick-Ass


"Kick-Ass" o filme (e mais ainda, suponho, a graphic novel em que se baseia, de Mark Millar e John Romita Jr.) faz algo que não esperava ser ainda possível depois de "Watchmen". A desconstrução do mito do super-herói, convenhamos, nunca foi tão bem efectuada como nessa obra. E "Watchmen" é a obra definitiva nesse campo, sem dúvida. Mas enquanto "Watchmen" opta por colocar o "super-herói" no mundo real, num contexto assumidamente geo-político, abordando a questão de uma forma consequentemente mais séria, "Kick-Ass", por sua vez pega na mesma temática mas eleva a fasquia do "realismo" ao nível máximo.
Se "Watchmen" coloca o "super-herói", conforme o conhecemos no mundo real, "Kick-Ass" pare desse mundo real e coloca a simples questão de saber o que aconteceria se, no mundo real, uma pessoa normal decidisse vestir um fato absurdo e dedicar-se a combater o crime, armado apenas de uma grande dose de altruísmo e boa vontade?
Eis a premissa base deste filme que, em boa verdade, me surpreendeu mais do que esperava, por ser, de facto, muito mais do que aquilo que o colorido cartaz e o movimentado trailer prometiam.
Seja como for, admito que não seja um filme para todos. Um nerd da BD (exactamente como os mostrados no filme), ou um apreciador da 9ª Arte, mais facilmente entra no universo do filme e consegue apreciar o dito, para além do mero filme de acção.
A perspectiva sociológica é aqui mais vincada que em "Watchmen". Os ditos "super-heróis" são pessoas inadaptadas, com dificuldades de integração social e que vêem no "uniforme" uma forma de compensar essa inadequação social, contribuindo para o bem do próximo de forma a granjearem alguma aceitação, ainda que anónima. "That's right, we're super-heroes. You love us.", diz a certa altura Red Mist, numa das cenas mais cómicas do filme. Heróis inadaptados que compensam a falta de poderes sobre-humanos com uma grande dose de engenho, ingenuidade e obsessão, bem como o uso de poder de fogo. Já para não falar de uma arreigada capacidade de suportar porrada de meia noite.!
E é isso que torna "Kick-Ass" tão interessante: mais do que desconstruir o mito, subverte-o a níveis nunca antes vistos, e de certeza que a extrema violência gráfica ("Kill Bill" anyone?) deve incomodar muito boa gente que não entenderá certamente que essa violência faz parte intrínseca dessa subversão.
Boa realização, boa dose de humor e, finalmente, o Nicholas Cage a fazer um papel diferente dos do costume. Seja como for, o filme é "roubado" pela "Hit Girl". :D


TRAILER



HIT GIRL



sábado, maio 08, 2010

enclave

sexta-feira, maio 07, 2010

quinta-feira, maio 06, 2010

quarta-feira, maio 05, 2010

Living IV

John took a small sip of his pint, aware of the band playing in the back of the bar. It seemed that they were playing some cover of a Pink Floyd song. “Wish You Were Here” apparently. The band wasn’t that good and he was seating with Carl in the farthest room of the bar, where the sound wasn’t that good either. Anyway, it was his choice, as he needed to talk to Carl, trying to understand him, after that disturbing phone call. They drank a few pints, remembered old times, and old adventures. John felt happy for his friend, but he couldn’t avoid expressing his reflections from the other day. He wanted to grasp the meaning of it all, to understand, if not for Carl, for him too. Learning.
“Well John i understand what you are saying, always the idealistic one right?” said Carl with a prosaic smile, “What can i say? Despite the fact that i don't regret any decisions i made in the past, it became fairly obvious that i've made the wrong ones. Or one, since it takes but one bad decision or one less good to give you an entirely different direction in life. Just a small one. A tiny glitch in the system. A small pebble in the machine. It’s not an easy conclusion, but life forced it into me! Yeah, i know, i'm being somewhat a drama-queen, and maybe exaggerating, but it's only to put things in a different perspective, a new radical one in order to give me support for a new level of sorts!” Carl smiled again and drank his beer all of a sudden. John couldn’t figure out if it was a sad smile, or a simple down to earth, practical smile.
“And”, Carl went on, “despite the fact that i've always strangely believed that my way of life, my way of perceiving the world and the people in it was the correct one (even with several identifiable flaws, here and there), i couldn't help but feeling that it wasn't so and that there are, for sure, other flaws that i wasn't able to identify correctly or even at all. I dunno if i’m getting the point across to you…maybe i need another beer!” They ordered a new round while the band in the back struggled with U2’s ‘Where the Streets Have No Name’.
“Jesus, John”, said Carl laughing, “what a terrible band! Even we sounded better in that old garage in Lombard Street, remember?” He laughed even more.
“Yeah, that’s true” John laughed too, but he was still thinking hard on what he just heard. “Those were great times! We couldn’t play jackshit, not even for our lives, but we did have fun, didn’t we? Where is it all gone?”
“Yes, we did have fun. Where is it all gone? Well, you answered it my friend: it’s gone. As simple as that. We changed, we moved on. It had its time, and eventually things, we as well, moved on. It’s all part of the process remember? We move on, we evolve, some thing are bound to be left behind. It’s called ‘learning’. Knowing ‘we can’t always get what we want’, if you know what i mean…”
“Yeah, yeah”, John replied, “’but if we try we might just find what we need’, i know the song as well!”
“So, that’s more or less it, i’ve decided to let go of all i ‘wanted’ and focused on what i ‘need’. I've clearly realized somewhere along the way what my main goal in life was to be, and fought for it, but it seems now somewhat obvious that this seemingly simple, almost corny, goal was harder to achieve than it looked, maybe i should doubt that it was ever achievable, or maybe i’ve lost the momentum, i dunno. Or most probably, the weapons i had to fight for it were the wrong or inadequate ones. Or maybe i chose the wrong ones. Anyway, i’d say that there was a great deal of naivety in all of that. Again, it’s part of the process to leave that naivety behind. Choices, decisions my friend. They scar you for life, for the good and for the bad.”
John looked to his friend in a moody pensive way. “Yes, that’s true, but do you actually think that you’ve made the wrong ones?”
Carl scratched his head. “Maybe not actually wrong choices per se, but maladjusted, inadequate, not suitable for this world, its people and expectations. A most definitive mistake or failure to perceive life that had the permanet effect of making me somewhat ill prepared to cope with this system. A small glitch like i said. A tiny pebble...something of the likes of the famous butterfly effect...” Carl looked beyond John, trying to find the right words. “So that is it Johnny boy, it’s a ‘adapt and get on with it World’ we live in, so i adapted and moved on. Get with the program. Deal with the cards we have!”
I need another beer damnit”, said John.
“You go ahead and and i’ll join you!”, cheered Carl, “you see, saying i just wasn't made for this world, like Wilson sang – i seem to remember that you used to quote that a lot back in the day, right? -, just doesn't cut it anymore. It runs deeper than this. That essential flaw of perception would get me anytime, anywhere. Once it's here, it's forever it seems. God almighty, they’re butchering ‘Free Bird’ now…we should get up on stage and teach them!
Anyway, that somewhat hidden conviction that i was right and in the good path has somehow fallen off. The golden assurance that i'm worthy, that i deserve what i aimed and strove for is now different somehow. I should've known better. The fact that everyone is heading one way was enough to tip me of my wrong way. I felt kinda out of focus. I’m trying to focus myself back in. I didn't lose sight of that main goal i talked earlier, i just decided to try and get there in a different way, a different path.”
“Very well Carl, a toast then. To us, life and learning. It seems it will never stop. The learning i mean. But i see your logic, i see where you’re trying to get. I was afraid that you were giving something up. I see now i was wrong. Anyway, these are all things that have been floating in my mind for some time now. Funny, how a simple song from Metallica started all of this in me”.
“Metallica John? No my friend. Listen to the Stones. The Stones. So, for old times sake, are we gonna get up on that stage or what? The kids will thank us in the end.”
“Sure Carl, i even know what song we’ll do first.”

Gunther Dünn


You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You get what you need

terça-feira, maio 04, 2010

The Path Part 1 – Treading Through Darkness

Este é meu. Obrigado ao sr. fotógrafo que fez o favor de sair da minha frente, possibilitando-me chegar à primeira fila. \m/



Darkness, I believe thee not
Thy empty words shall avail thee naught
A fire in this heart of mine
To gaze again upon these walls of thine
Desire to soar once more
Upon these broken wings on which I have flown before
Tongues of flame shall paint the canvas red
As once told, I shall part the rising sea

Seeds from the blood that I shed
Feet sink deeper into grains of golden sand knee deep
Every step I take is a drop in this sea of sleep
In which I have swam and drowned
The wind whispers death, as temptation drips from her song
Tears run dry - will I survive?
Hear my cry - will I arrive?
Heading home forever more
All past grief is now gone
The gift of life to me

They bequest mine is the sight in the blindness
As I'm treading through the path, in darkness

Thee Orakle @ Santiago Alquimista ft Yossi Sa'Aron (Orphaned Land)




segunda-feira, maio 03, 2010

stranded

domingo, maio 02, 2010

Orphaned Land @ Santiago Alquimista 2010











"I know we're not a typical metal band. But are you having fun so far? We come from a different place, from the Middle East and that is why we dress like this and play these tunes...but we know that Portugal is also a country of great ancient history so probably you can understand us, right?"

Um concerto soberbo e fantástico a todos os níveis. Livres de qualquer problema técnico que os assolou em 2007, da primeira vez que cá vieram, os Orphaned Land encantaram todos os presentes do Alquimista com o seu heavy metal com fortes traços étnicos da sua cultura e do Médio Oriente em geral. Excelentes músicos, nitidamente felizes por poderem mostrar a sua música em países tão longínquos...Inspirador.

sábado, maio 01, 2010