quinta-feira, abril 29, 2010

Colours



Nelson Silva - Drakkar - Reincarnation Fest 2010

quarta-feira, abril 28, 2010

the real clash of titans

Clash of the Titans


"Clash of the Titans", o original é um filme de 1981. E, já na altura, foi considerado um prodígio de efeitos especiais, graças ao mestre Ray Harryhausen e à técnica de animação "stop-motion". Foi graças a ele que, numa era em que os computadores ocupavam dois andares, em que os efeitos especiais digitais eram pura ficção científica, pudemos ver as mais variadas figuras mitológicas ganharem vida: a Medusa, Pégaso o cavalo-alado, os escorpiões gigantes, etc etc. A interacção entre estes "monstros" e os actores reais não era perfeita claro, mas tudo considerado não deixava de ser excitante ver um punhado de guerreiros lutarem contra escorpiões enormes. Ou seja, é um daqueles filmes em que se pensa sobre como ficaria se fosse feito nos dias de hoje.
E eis que tal aconteceu. Mais um dos cada vez mais frequentes remakes viu a luz do dia. O filme anterior padecia de alguns problemas, a começar logo pelo algo canastrão Harry Hamlin no papel principal, mas, de alguma forma, tudo acabou por funcionar na perfeição, mesmo a irritante mascote robótica de Perseu, Bubo a coruja metálica (wtf!?).
Do remake só podia esperar um upgrade, algo melhor. Algo que suplantasse o original (exigia-se aliás, pois para quê fazer remakes se não se faz melhor do que já está feito?).
Infelizmente esse objectivo não foi conseguido. Não é que o filme seja mau, mas é inevitável a comparação com o anterior. Esse aliava os efeitos especiais a uma história complexa, cujo motor narrativo era tão simplesmente o amor: Perseu parte para as suas aventuras em busca de uma forma de salvar Andrómeda, por quem se apaixonou. Agora tudo se resume a uma forma de encontrar vingança contra o deus que matou a sua família. No anterior temos um muitíssimo maior desenvolvimento de personagens, maior participação de algumas, já para não falar que se "perde tempo" a explicar mais detalhadamente a história de Perseu. No remake tenho a impressão que tudo é feito mais a "despachar", numa pressa algo desmedida de chegar à próxima cena de acção, ao próximo efeito especial digital extraordinário (que o são, que o são). Porém, como já estou careca de dizer, só acção e efeitos especiais não chegam. Neste caso chegariam se, mais uma vez, não tivéssemos termo de comparação. Mas, hèlas, temos. Teria sido interessante ver uma maior participação dos deuses do Olimpo (o Neeson e o Fiennes fazem um bom trabalho, especialmente Fiennes como Hades, mas os restantes deuses nem nomeados são). Teria sido também interessante desenvolver mais a caracterização do pequeno grupo de homens que acompanha Perseu na sua demanda (o Mads Mikkelsen consegue dar algum carisma à sua personagem, mas é apenas ele, os restantes permanecem semi-anónimos). No fundo o problema é que não criamos grande empatia com Perseu ou com estes homens, o que quer dizer que não nos importamos muito com o seu destino. E isso não é exactamente bom para um filme épico de aventuras.
Mas pronto, em geral é um filme que se vê bem, distrai pela acção e efeitos, é divertido e tal, mas não é tão bom como o original.


terça-feira, abril 27, 2010

segunda-feira, abril 26, 2010

domingo, abril 25, 2010

sábado, abril 24, 2010

sexta-feira, abril 23, 2010

olhó mérchandising!


Ehehehe. Não resisti à chalaça fácil, como já é, aliás, meu apanágio. Obrigado pelo 'caxuxo' Miss T.

quinta-feira, abril 22, 2010

The Imaginarium of Dr. Parnassus

Um filme fascinante! Mas antes de mais há que afastar um "pré-conceito". Muito se falou deste filme por um motivo que lhe é alheio, e muita gente o irá ver por esse mesmo motivo. É o último filme em que participou Heath Ledger. Mas, em boa verdade, o filme merece ser visto para além desse motivo. Seria mesmo injusto para Gilliam e para esta obra se assim não fosse. Sim, a prestação do Ledger é, objectivamente excelente, como já o tinha sido em Dark Knight, uma pena a perda dum actor que estava agora a "fazer-se". Mas o filme merece ser visto como uma obra cinematográfiga de fôlego e fascinante, capaz de suscitar o interesse de per si, e não apenas por um mero facto colateral, ainda que trágico.
Dito isto adiante com a....com o que raio costumo fazer aqui.
É de facto um filme fascinante. Aliás, é bem capaz de ser a melhor obra cinematográfica de Gilliam desde "Brazil". Gilliam, o Monty Python americano, responsável pelas alucinantes animações do genial "Monty Python's Flying Circus", tem uma carreira de realizador com muitos altos e baixos e, definitivamente, repleta de filmes algo suis generis de, vá lá, "difícil absorção" (excepção feita ao "Brothers Grimm", uma "concessão" à indústria talvez).
Este "Dr. Parnassus", em certa medida, não é diferente. O trailer é...não direi enganador, mas passível de nos levar a uma opinião mais desconfiada. Fiquei à espera de mais um filme alucinado e alucinante, mais uma "trip de LSD". E em certa medida é-o. A diferença é que Gilliam conseguiu aqui criar um filme mais linear, mais consistente em termos narrativos. Mas ainda assim, é um filme que dependerá muito do estado de espírito do espectador. Contos de fadas requerem alguma paciência neste Mundo super sónico.
E é isso mesmo que o filme é: um verdadeiro conto de fadas, uma história complexa mas belíssima, que exige algo mais do público que o simples "recostar na cadeira com pipocas". Um filme que ganhará inclusivamente, com mais do que um visionamento, com tantos pormenores e detalhes deliciosos (sem faltar uma enorme piscadela aos fãs de Python) que nos passam à frente dos olhos.
E mesmo o recrutamento de Depp, Law e Farrell à última da hora para representarem o papel de Ledger sempre que a sua personagem entra na imaginação do Dr. Parnassus (don't ask, complicado...só vendo mesmo), parece ter sido premeditado, de tal forma funciona tão bem.
De resto, o "duelo" entre Parnassus e o Diabo (Tom Waits fantástico) é o motor narrativo do filme, cujo fim senão é brilhante, em todo o seu carácter pouco hollywoodesco, então não sei que mais possa ser. Uma fábula, alegoria, whatever. Em 2010. Quem diria? E funciona, oh se funciona. Um dos filmes do ano, de certeza. E se mais não escrevo é apenas porque não sei que mais escrever que faça jus ao filme. Só visto mesmo.



quarta-feira, abril 21, 2010

Living III

John hung up the phone and smiled at it in a sad way. "So that was it...is this really the only way?" he thought out loud. He had spent the last few minutes on the phone with Carl, his long time friend, catching up a bit, after so many time being away. In a way he was happy with his friend's news. "Everything is fine" he heard on the other side of the line. And even if he consciously recognized that it was something to be happy for Carl, he simply couldn't manage to do it. Something in his tone. "Everything's fine? Great, but 'fine' is not 'good', and he deserves 'good'...not some half spoken lame 'fine'...i mean, is this really the only way?" His friend sounded contempted, resigned, somewhat tired of fighting. He seemed filled with the "if you can't fight'em, join'em" kinda feeling. The phone reeked of disappointment "it gets tougher as one gets older i guess", thought John.
He, as an 'average Joe', 'everyday man', didn't ask much, but he did ask for something and he tried hard not give up on what he thought and believed was best for him. He couldn't settle for less. There was no compromise here. He had to have it like he wanted it. Even realizing by now that much of 'what he wanted' had fallen of the wagon along the rocky road he treaded. Even realizing that some amount of 'compromises' had been taken. "Well, maybe not compromises" he tried to reason "but...err...let's say small adjustments, one or two upgrades (or downgrades?) brought by all the learning that the simple act of living usually brings to everyone". But changes nonetheless. And there's a fine line between 'compromises' and 'changes'. "It's hard to keep staying true to oneself, and i suspect it won't get any easier. I have my way, my chosen way. It's a leap of faith yes, but one has to hold on. Unless..."
Everyone has its moments of weakness....what if Carl was right?

Gunther Dünn

terça-feira, abril 20, 2010

It's Complicated

E eis uma variação. Um filme que é...bom, exactamente aquilo que o cartaz e o trailer prometem. Bom filme para ver num Domingo chuvoso à tarde? Sim, mas de vez em quando é bom espairecer, desopilar, descontrair. O filme é agradável, simpático, nada memorável, mesmo tendo a Meryl Streep no papel principal, e até a ler a lista telfónica a Meryl Streep conseguiria fazer um belíssimo e interessante trabalho. O Alec Baldwin faz um papel semi-simpático, algo gordo e "oleoso" (ahahah é um advogado, pois então), o que está de acordo com a ideia que faço do tipo na vida real. E o Steve Martin...enfim, está passável, mas não muito credível. Já nos habituámos a ver o Steve Martin em comédias mais ou menos parvas e, aqui, surge surpreendentemente contido e normal. O papel assim o exigia claro: uma pessoa equilibrada e adulta no tal "triângulo", mas não consigo vê-lo como tal. Adiante.
Jane, mulher de meia idade, de sucesso, filhos criados, divorciada há 10 anos. Envolve-se com o ex-marido, tornado-se, a "outra". Entretanto conhece Adam, o arquitecto que lhe vai renovar a casa: um homem sólido, responsável, maduro e divorciado. A verdadeira questão é: com quem acabará ela no fim?
É um filme divertido, especialmente nas cenas em que entra o genro de Jane, que acidentalmente descobre o "affaire". Mais que isto...só Jesus Cristo. Uma sucessão de estereótipos, de peripécies e diálogos previsíveis, mas pronto: vê-se e cumpriu o objectivo de entreter!

Adeus

E que não faças bom proveito onde quer que estejas e para quem quer que te te tenha levado. Filhos da p**a cabr**s de m**da! Também não há-de ser dificíl com a quantidade manias e tiques irritantes que já tinhas. Good riddance. :-(

segunda-feira, abril 19, 2010

sexta-feira, abril 16, 2010

quarta-feira, abril 14, 2010

terça-feira, abril 13, 2010

Green Zone


E eis que a dupla Greengrass/Damon se volta a juntar numa aparente continuação do estilo Bourne que tanto revolucionou o género dos filmes de acção/thriller/espionagem (tanto que até o James Bond foi atrás, e ainda bem). Mas é de facto uma mera aparência. O Roy Miller de "Green Zone" não tem nada a ver com o Jason Bourne da "Bourne Trilogy", a não ser...a mesma cara. Pelos vistos gostam de trabalhar um com o outro, tanto que Damon já disse que só fará um 4º Bourne se for com Greengrass.... O objectivo aqui parece realmente ser o de juntar uma dupla de sucesso, remeter para os filmes anteriores numa espécie de "garantia" e fazer algo, ao mesmo tempo diferente. Tê-lo-ão conseguido? Talvez não. Isto porque a história de "Green Zone" é apenas e só um tanto ou quanto mais fracota.
Em bom rigor, é um bom filme. Muitíssimo bem feito e que consegue prender o espectador. Tem menos acção espectacular que os "Bourne", aliás o Sargento Miller é um tipo normal, um soldado como outro qualquer, não um super-espião. Em comum com Bourne tem a vontade de descobrir a verdade, uma grande conspiração que levou os EUA a entrearem em guerra com o Iraque.
E é aqui que a porca torce o rabo. Basicamente o filme oferece uma teoria de conspiração, segundo a qual a existência das afamadas "armas de destruição maciça" foram apenas uma desculpa esfarrapada para provocar uma guerra que pusesse o Saddam dali para fora. É essa a teoria que o Sargento Miller descobre e é à volta dela que o filme gira, numa construção bastante elaborada, nada complexa e interessante q.b. Mas a questão é precisamente esta: haverá necessidade de fazer um filme cujo motor narrativo é algo que, senão está provado, está dado mais que certo, isto é, que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que os EUA sabiam-no e que mesmo assim foram para a guerra movidos por outros interesses? O interesse geral do filme esbate-se um pouco assim.
Certo, é um filme bem feito (se bem que filmagens de perseguições nocturnas com câmara ao ombro à la documentário já cansem um pouco), e com excelentes interpretações, mas não posso deixar de pensar que Greengrass e Cia tiveram à sua disposição muitos meios para fazer uma história mais apelativa, ou mais inovadora. Sim, não havia WMD no Iraque....já sabemos. É vergonhoso, mas já passou, pronto.
Seja como for, é um filme que se vê bem. Créditos ainda assim para o realizador e actores que conseguiram dar alguma profundidade à coisa.

segunda-feira, abril 12, 2010