quinta-feira, dezembro 31, 2009

2009

Previsões para 2009

Este ano marca o início de uma profunda mudança que decorrerá ao longo dos próximos anos, quer em termos das suas necessidades profundas, quer em termos dos seus relacionamentos com outros a nível íntimo, quer a nível daquilo em que acreditava sobre si mesmo.
Nos próximos tempos, dará por si em conflitos abertos entre o que acredita estar certo e o que acaba por dizer e fazer, e provavelmente o grande palco do crescimento este ano é a esfera dos relacionamentos amorosos. Você está a atrair para a sua vida pessoas poderosas e marcantes, por quem você se sente tão irresistivelmente atraíd@ como dominad@ e assustad@.
Neste cenário e ao longo deste processo, a sexualidade vai desempenhar um papel muito importante, e vai dar por si a questionar profundamente os seus valores – quem sabe, este é o ano em que descobre que é possível ser verdadeiro e quebrar regras com que não concorda sem trair o seu próprio senso ético.
Reconheça que há muito tempo não se sentia assim arrebatad@. Isso fará da viagem às profundezas das emoções e dos sentimentos pessoais um ritual de transição de consciência, purificador e iniciático. Daqui por uns anos, quando regressar a si mesm@, descobrirá que já não é a mesma pessoa.


2010...cá te espero. A ver vamos.


quarta-feira, dezembro 30, 2009

Sherlock Holmes

Antes de mais, a word of advice. Para ver e usufruir deste filme totalmente é absolutamente necessário libertarmo-nos das "correntes" instituídas pela série de televisão dos anos 80 da Granada Television e, acima de tudo, da interpretação carismática e considerada perfeita, de Jeremy Brett.
Sim, esta continuará, certamente, a ser a versão definitiva e mais consensual de Sherlock Holmes de sempre. Não tenho dúvidas. No entanto...o filme de Guy Ritchie é, realmente um bom filme, ao pegar nas premissas básicas estabelecidas por Arthur Conan Doyle nas várias histórias e contos do detective, e apresentá-lo de uma forma diferente, mas nada contrária ao espírito da obra.
A verdade é que as histórias escritas por Conan Doyle são-no quase ao estilo de um diário (de facto é o Dr. Watson que as "escreve", de acordo com a narrativa, para algum desagrado de Holmes, sempre cioso da sua discrição)e, como tal, não se alongam muito em pormenores da vida de Sherlock Holmes. Não que não estejam repletos desses pormenores, mas mais do que ditos, são sugeridos.
Serve isto para dizer que o Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. pode ter pouco a ver com o Sherlock unanimemente aceite, mas, em bom rigor, há espaço suficiente na obra original para encontrarmos aquele Holmes também.
Apesar da imagem que prevaleceu, Sherlock Holmes é uma personagem excêntrica, mecanicamente lógica e fria, um misantropo. Viciado nas mais variadas substâncias e capaz de ser encontrado quer vestido elegantemente quer como um maltrapilho qualquer. E é esta característica que o filme de Ritchie entende acentuar. E muito bem. O Downey Jr. sai-se muito bem a desempenhar esta faceta mais excêntrica da personagem.
Aliás, se se pensar bem, dois dos elementos mais comummente associados a Holmes, não encontram qualquer eco na obra original, a saber: nunca as palavras "elementar meu caro Watson" foram proferidas e não encontramos nenhuma descrição daquele chapelito algo absurdo que nos habituamos quase a chamar de "chapéu à Sherlock Holmes".
Até a cidade de Londres é vista de maneira diferente. A Londres Vitoriana não era só coches e caleches cheios de gente elegante a subirem e a descerem o Strand e Whitehall. Era também uma cidade suja, enlameada repleta de pobreza e criminalidade. Eis outro aspecto que o filme acentua bem. Aliás, a própria cidade funciona ela própria como uma personagem importante. E vale bem a pena ver o cuidado pormenorizado na reconstituição que lhe foi dedicado, bem como as panorâmicas gerais do que era Londres naquela época.
Portanto, o que temos aqui é um Sherlock Holmes diferente, mas dentro do espírito.
No entanto...é um filme do Ritchie...e isso significa que há uma certa dose de upgrade ou update. Há muito mais acção, "tiros e porrada", que numa habitual aventura de Holmes. E é aqui que também se deve aceitar o filme como uma interpretação um pouco diferente da habitual. Algo que, sim, de certeza foi feito para apelar a mais público. Porém, visto que foi feito com conta peso e medida, nada há a apontar. Mais do que isso: todo o ambiente do filme fez-me pensar que, se calhar, porventura, quiçá, a graphic novel de Alan Moore, League of Extraordinary Gentlemen, passada na Londres Vitoriana, teve alguma influência no ambiente geral do filme. Se calhar...Um filme interessante e divertido vá.

sábado, dezembro 26, 2009

Foi Deus

Foi Deus...

sexta-feira, dezembro 25, 2009

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Seasons Greetings from Fonseca

Como já é costume, o David Fonseca gravou uma música (e respectivo video) imbuído do espírito da época. E como é costume também, fez um excelente trabalho. Desta vez a escolha recaiu numa das canções mais óbvias da época, todavia, é isto uma versão: pegar numa música sobejamente conhecida e carismática e fazê-la sua. Já o tinha feito, aliás, com a "Rocket Man" do Elton John, versão essa que até prefiro à original, e voltou a fazê-lo agora. E, mais uma vez também, o video, ainda que simples é de qualidade acima da média.
Há qualquer coisa neste tipo que, mesmo não sendo eu fã completo da música dele, me faz respeitá-lo. Um tipo inteligente.



Feliz Natal a todos.

terça-feira, dezembro 22, 2009

10000


Para memória futura e para que se saiba que há (ou houve...) mais alguma coisa para além de meras favas, chouriços e bananas.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

17:47


Briol. Grizo. Frio do c*r*lho, entre outras expressões mais ou menos vernaculares (embora me queira parecer que sejam mais para o "mais" do que para o "menos"). Hoje, às 17:47 acaba-se o bom tempo, o sol e o calor. Entra o General Inverno em todo o seu esplendor, glória e vigor. Se bem que já se pode dizer que o velho General já mandou uma guarda avançada bem poderosa. Porém, como diz o anónimo pai do Calvin, "o frio fortalece o carácter!"
Mas enfim, reconheço os muitos incómodos que o frio traz. Mas 40º ao sol também é puxado, ok? Seja como for, feliz solstício de Inverno (post adequado a quem não celebra o Natal, ou que, pura e simplesmente, está-se a marimbar!) :P

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Coitado do avôzinho!

A praga dos Pais Natal pendurados (ou "dependurados" como agora se diz...) pelas janelas, varandas e omnipresentes marquises deste Portugal afora, está este ano a ser combatida através do uso duns chamativos estandartes avermelhados com a efígie do Menino Jesus, ora deitado, ora esticado nas proverbiais palhas de estábulo. Pais inconscientes! Em pleno Dezembro, não só deitam o menino semi despido, sem sequer uma manta, como ainda o fazem nas palhas pisadas (e sabe-se lá mais o quê!) dum estábulo. Pisadas certamente pelo jumento e pelo bovino que se escondem lá atrás. Ah pois. A gente tá-vos a ver! Seja como for, a ideia é trazer de volta ao lar natalício português os valores cristãos do Natal e a celebração do nascimento do JC.
Segundo vi no Facebook, foi já criado uma movimento contra-cultura, os Estandartes Trash de Natal nos quais a efígie é substituída por um cachorro quente. Enfim, está tudo muito bem, não tenho nada contra, nem contra as bandeirolas com o Menino, nem contra os cachorros. Mas por este andar, daqui a uns anos ainda se vai criar um movimento qualquer (no Facebook, claro está, pois se é aí que agora tudo se passa...) de defesa do Pai Natal que é, afinal, o senhor São Nicolau. É que o futuro para o bonacheirão senhor de barbas brancas e roupa incrivelmente vermelha afigura-se assim:

O drama, a tragédia o horror...

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Sort of homecoming




Coming home. Not always as easy as it seems.



terça-feira, dezembro 15, 2009

Ágora


O filme é um bom filme, verdade seja dita. Mas podia ser bem melhor. Egipto, ano 391, mais propriamente a cidade de Alexandria, parte integrante dum Império Romano já em declínio, onde o Cristianismo, finalmente, se torna a religião dominante. No meio dos conflitos religiosos entre cristãos, judeus e pagãos, move-se Hipátia, guardiã da biblioteca de Alexandria, professora, estudiosa, matemática, astrónoma e filósofa. Uma mulher num Mundo de Homens, um Mundo em transição violenta. Apesar de pagã (ou ateia, como é representada no filme) os seus ensinamentos são respeitados por todos, independentemente dos respectivos credos. Até ao dia em que esses credos se chocam irrevogavelmente.
Para quem pouco sabe deste período, ou especialmente para quem desconhecia a figura de Hipátia, trata-se de um filme inegavelmente interessante. Uma superprodução espanhola que tenta seguir os passos dos grandes clássicos como "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", ou, mais recentemente, "Tróia", "Gladiador", "Alexandre o Grande", etc.
Porém, e apesar de ser um filme irrepreensivelmente bem feito (o cuidado na apresentação, os cenários de tirar o fôlego, centenas de extras e as panorâmicas gerais estilo "Google Earth")a verdade é que fica algo aquém daqueles filmes. Falta algo que é difícil de precisar. Talvez falte carisma na representação. Normalmente não sou pelo uso de grandes actores como condição da excelência dum filme, mas acho mesmo que este teria benficiado com outros "pesos pesados" da representação. A Rachel Weisz está excelente, mas carrega nitidamente o filme às costas. O suposto triângulo amoroso entre ela, Orestes e Davus não passa dum esboço e a parte mais interessante do filme é, sem dúvida, a perseverança de Hipácia na busca da explicação do movimento dos corpos celestes, mesmo no meio do caos que se vai instalando à volta dela. Perseverança que acabará por ser a sua perdição.
Historicamente mostra uma época confusa e pouco documentada (quando foi a destruição da Biblioteca de Alexandria afinal?) e, quer-me parecer, que certos pormenores foram "actualizados" para os dias de hoje. Nomeadamente o facto de mostrarem Hipátia como uma ateia quando na verdade era politeísta (torna-se uma figura mais 'aceitável' nos dias de hoje se calhar) e, acima de tudo, o facto de mostrarem os cristãos existentes como uma espécie de Mafia que atormenta uma cidade e seus habitantes. Sim, é certo e sabido que os cristãos não eram flor que se cheirasse, mas sinceramente que o Bispo Cyril, líder cristão em Alexandria, tem mais de Padrinho da Mafia, do que outra coisa. Duas "pequenas" liberdades históricas para efeitos de argumento e modernização? Talvez, mas é por demais tendencioso e indutor de falácia. E este é o principal defeito do filme. Mas é a ver, com as devidas reservas.


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sexta-feira, dezembro 11, 2009

drool #2



25 de Janeiro.....finalmente.
Orphaned Land
The Never Ending Way of ORWarriOR

Os Orphaned Land são a banda israelita considerada pioneira em misturar eficazmente sons tradicionais do Médio Oriente com os ocidentais. O terceiro álbum "Mabool: The Story of the Three Sons of Seven" (sendo Mabool o nome hebraico para o Grande Dilúvio), foi lançado no longínquo ano de 2004 e é um dos melhores álbuns de sempre. Daqueles de levar para uma ilha deserta. Não se espera menos deste novo....

quinta-feira, dezembro 10, 2009

drool

Irra! Demoram que se fartam, mas pelo menos há sempre a certeza de que vem aí coisa boa (e mesmo o "menos bom" destes tipos é excelente quando comparado com muitas). Pelo menos se forem todas da qualidade desta "Sacred" será caso para babar e muito. Uma banda interessante os Blind Guardian. Cheguei à conclusão que das bandas mais "novas" é a que definitivamente me levará a viajar para os ver. Um concerto que vale a pena ser visto realmente.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Luís

Pêndulo



Ele há coisas a acabar
Mas há tantas a começar
Ficar atento
Saber usar
Saber dar tempo
Tempo que não há p'ra dar

Ter ideias e sentir
Estar atento ao que vai vir
Se não perder a esperança
se souber aguentar
Se não perder
Serei eu capaz de dar

Só sei que amar é querer-me a mim
E querer-me a mim dá-me o poder
De inventar, de conseguir
Atravessar um grande rio
Entre o voltar e o partir
Estranha vontade de amar

Serei um estranho
Em terra estranha
Serei capaz
De vontade tamanha

terça-feira, dezembro 08, 2009

Rammstein Vs Cookie Monster

É Feriado!! - A Sequela

segunda-feira, dezembro 07, 2009

COP15


É um problema, mas será assim tão grave? Mas lá está, juntar cabeças para, pelo menos, mitigar o problema, não deve ser mau.

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sábado, dezembro 05, 2009

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Bonecada

Tanto músculo e heroísmo desperdiçados. É notório o desconsolo, a desolação e o desânimo deste grupo de super-heróis que se vêem reduzidos a olhar pela janela dum qualquer prédio, incapazes e impotentes para fazerem o que quer que seja contra a onda de crimes que atravessa a cidade. É tristeza meus senhores, verdadeira tristeza e mágoa que se pode observar nas faces imóveis de PVC daqueles garbosos heróis, reduzidos a olharem sem nada poderem fazer, perdidos na sua jaula de vidro e concreto. O Poderoso Thor sem poder brandir o seu martelo Mjolnir, o Wolverine sem ter onde espetar as suas garras de adamantium, o Incrível Hulk sem ter nada para partir e quase com uma lágrima ao canto do olho e o Homem Aranha...enfim, de tanto estar pendurado viu os seus músculos aracnídeos transformados na mais reles pelúcia.
E isto passa-se agora senhoras e senhores, agora, nesta época em que o crime grassa especialmente, sem qualquer vergonha, à frente de quem quiser ver. A quantidade de larápios disfarçados de Pai Natal que escorregam pelas fachadas dos prédios, com sacos cheios de material roubado é impressionante. Uns sobem para perpetrar o acto maldoso e condenável e não são impedidos, nem sequer apontados pelo povo, os que descem já depois de cometido o acto não são parados nem pela população embevecida nem pelas autoridades. É um verdadeiro flagelo. Um sem número cada vez maior de energúmenos aproveita-se desta época festiva e, usando o fato vermelho da Coca-Co...ops...do Pai Natal, dedica-se a desapossar incautas famílias dos seus bens. Uma verdadeira tragédia. Drama. Horror. A culpa é, sem sombra de dúvidas, do Sócrates.
Mas maior drama é ver que enquanto uns são poupados e saem incólumes e sem castigo, outros há que não se percebe realmente o que fizeram para merecer certos castigos. É o caso gritante do amigo Mickey, esse rato amigo da pequenada e de alguns graúdos também. Esse simpático rato que assim deixa uma viúva chorosa, a rata Minnie (que, mais cedo ou mais tarde cairá nas garras da ratazana Ranulfo), desamparada e só neste Mundo cheio de empresas de desratização. O que terá cometido o amigo Mickey senhoras e senhores, para sofrer tamanho castigo, tamanha indignidade. Empalado numa antena de um automóvel, a servir, quiçá, de exemplo para outros. Infelizmente isto não tem refreado as hordas de Pais Natal gatunos, que continuam a infestar as paredes de tantos prédios por este país fora.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

terça-feira, dezembro 01, 2009

Ode to Joy

E na sequência do já mundialmente famoso post "É Sexta-Feira!", eis o não menos relevante "É Feriado!!"