sábado, outubro 31, 2009

Land of the Brave and the Free

Foi hoje levantada uma proibição nos Estados Unidos. Uma proibição da qual nunca tinha ouvido falar, nunca tinha imaginado, e nunca supus ser possível. O Estados Unidos da América, esse farol da liberdade e da justiça mundial, é um dos pouquíssimos países que simplesmente proíbem a entrada no seu território de pessoas, não americanas, comprovadamente infectadas com o vírus HIV. Proibição efectivada em 1987 quando ainda se pensava que a SIDA era transmissível através de mero contacto físico ou através da respiração. Por causa desta proibição nunca se realizou nos EUA uma conferência internacional sobre a SIDA, embora desde cedo a ciência tenha frisado que não havia razão de ser para a proibição.
Não sei porque diabos isto me há-de surpreender. Para sempre ingénuo está bem de ver. Há sempre um nível extra de arrogância e desumanidade que pode ser atingido. O facto de tal nível ser atingido pelo suposto "líder do mundo ocidental" não me deveria causar perplexidade. Não agora, e muito menos com a idade que tenho. Já se deve saber que ninguém deve ser tido como exemplo. Mas pelo menos ninguém se arroga qualidades superiores e de guardião. Hmm. Não, há um país que o faz. Deveríamos esperar mais? Não sei. Mas porra. Existirá maior cinismo? Um país que fez seu apanágio a capacidade de receber os perseguidos e oprimidos, persegue e oprime agora. Sob a capa de uma imensa liberdade the home of the brave and the free é a ditadura democrática mais encapotada de sempre, completamente roída por um pudor despudorado. A placa que está colocada na Estátua da Liberdade é cada vez mais irónica...nem sei porque não a retiram, ou a cobrem vergonhosamente com um panito...

Give me your tired, your poor,
Your huddled masses yearning to breathe free,
The wretched refuse of your teeming shore.
Send these, the homeless, tempest-tost to me,
I lift my lamp beside the golden door!

Talvez a melhor solução seria alterar o texto inserindo as competentes negativas, mais adequadas aos dias de hoje. Do not give me your tired, your poor, and so on....
Enfim.

Where Death Is Most Alive




Mim quer tb. Mim querer muitas coisas. Melhor mim ter juízo! A primeira vez que vi os Dark Tranquillity foi no saudoso Seixal Attack. Poucas semanas depois vi-os novamente em Wacken. Em 2001. O vocalista Michael Stanne passeava-se pelo público e mostrou ser um dos tipos mais simpáticos, ao prestar-se a tirar fotografias com todos e mais alguns que lhe apareciam à frente.
Depois perdi-lhes o rasto...só este ano é que, curiosamente, voltei a vê-los duas vezes, curiosamente também, com semanas de intervalo, em Saragoça e depois em Vagos. E em Saragoça, o gajo fez o favor de repetir a simpatia e deixar-se fotografar com quem quer que lhe pedisse. Realmente dos gajos mais simpáticos e bem dispostos. Mesmo em palco enquanto debita os grunhidos que lhe são característicos, não deixa de sorrir e rir "parvamente" par o público. Muito bem.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Staffan...

...you nailed it, once again. Thanks.

Life is too short to care about all the incoherent idiots out there, who play their theater & don't say what they really think.

Staffan Eklund

quinta-feira, outubro 29, 2009

2009!!!


Descobri este video por acaso há tempos. Esqueci-me momentaneamente, mas finalmente dei com ele nos Favoritos. Revê-lo trouxe-me boas memórias. Este ano tem mesmo sido realmente agitado. Nunca pensei voltar ao Festival (sim com "F" grande), e muito menos imaginei que ainda teria estaleca física e mental para abarcar e aguentar aquilo tudo, especialmente nas quantidade e qualidade quase megalómana que encontrei este ano. Se aquilo já era enorme, desta vez foi um "atropelo". Para sempre na memória o concerto da Doro Pesch às 2 da manhã em que quase literalmente fiquei 'offline' ou melhor, em 'standby' enquanto conscientemente poupava as energias para o habitual soco que são os Amon Amarth. Pois que tive estaleca sim senhor. E se houve (sim, confesso, houve.) momentos em que...pronto...apetecia-me estar no sofázinho, a verdade é que em geral a experiência continua a compensar pelo sentimento de comunidade que ali se cria. É regime militar sim senhor, mas que concertos, que bandas, que pessoal fixe. Bela maneira de regressar ao evento, no seu XX aniversário.
Sim, um ponto alto do ano sem dúvida. Muito longe estava eu de saber que mesmo assim, estava ainda por encontrar o ponto alto do ano. É bom saber que apesar de, como o Brian Wilson canta, i just wasn't made for these days, ainda vai havendo oportunidade para provar que um pouco de fé e confiança em nós próprios, nos nossos princípios, ideais e opções, continuam ainda a valer e a compensar. E que é possível. Ainda bem.

terça-feira, outubro 27, 2009

I can see clearly now

13th Moon



Não vou repetir a ladainha toda que já escrevi sobre os Heavenwood, que pode ser vista aqui. Mas que são das bandas de heavy metal mais interessantes de Portugal, são. Ok, venham de lá com as etiquetas melancólicas ou góticas do costume....pessoalmente gosto e já tenho saudades de um concerto. Pena não os poder ter visto no Ermal. Espero que continuem em força. O video é fixe, e assim se vê como se pode fazer um videoclip porreiro com poucos meios.

This video was recorded last May, the 30th at Braga, Portugal, and the production has handled by Carlos Barros, Rui Correia and Ricardo Coutinho (NOMEdeCENA.COM), a team of young talented Portuguese Video/ Filmmakers, Designers and Photographers. The " 13th Moon " Video Concept is based on the Zodiac Signs It will have subliminal messages through images in the amazing style of Alchemy interpretation. 13thMoon its one of the songs taken from the 2008 highly acclaimed HEAVENWOOD comeback album, Redemption .

segunda-feira, outubro 26, 2009

W.E.T.



Caneco. Video de baixíssimo orçamento e, em certos momentos, de gosto duvidoso! Nem sequer se deram ao trabalho de caracterizar os músicos. Co'a breca, mesmo já tendo visto o Soto ao vivo, nunca me pareceu tão sardento!!! LOLOL Mas pronto, that goes to say que quando a música é boa, os videos são irrelevantes. Espécie de super banda formada por Robert Sall dos Work of Art, Erik Mastensson dos Eclipse e Jeff Scott Soto dos Talisman (e de mil e uma outras bandas).
Só por contar com a voz do Jeff Scott Soto já vale a pena. Melodic rock ou o que lhe queiram chamar, não sei. Mas sei que gosto. Ya, lamechas ok. Deve ser da idade. :P



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domingo, outubro 25, 2009

define me in music

Ainda a propósito do Define Me de há dias, achei piada ouvir as músicas específicas que alguns escolheram. Ouvi-las com outros ouvidos, se assim se pode dizer. É uma experiência diferente. Gostei. Claro que são três das minhas bandas preferidas. Curiosamente também foram trÊs bandas que vi este Verão por esse Mundo fora. Life's good.

Raimas - Savatage, "Gutter Ballet"




Betty - UFO, "Doctor, Doctor"




Rita & Mário - Blind Guardian, "Mirror Mirror"



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sexta-feira, outubro 23, 2009

doin' my bit...

...avoiding madness!

Se bem que devo confessar que ando a pensar reduzir. Dois cafés por dia são mais que suficientes acho eu. E já agora o tabaquinho também voltava a estar na rédea. Não caio na ilusão de dizer que vou deixar, mas controlar, disciplinar, reduzir....isso lá terá de ser. Desculpa lá ó camelo. :D
Bom, isto foi o que eu encontrei hoje enquanto tomava o belo do café "pós almoçal". Não pude deixar de me rir. O lobby do café é um lobby poderoso de facto. Mas será que alguém vai nisto? Hum? Lembro-me de aqui há uns meses (anos talvez) um qualquer jornal ter trazido um suplemento dedicado precisamente a esta bebida noctívaga. Havia toda uma série de artigos sobre o belo do grão castanho (!!!ehehehehe!!!) e inclusivamente um texto de foro científico-medicinal que elogiava as propriedades medicinais do café, as vantagens do mesmo para a saúde e até, imagine-se, a ideia de que se deviam beber, pelo menos, cinco ou seis cafés por dia, uma vez que o café é extremamente eficaz em estimular a inteligência, avivar a alma e espevitar o espírito. Ora convenhamos meus senhores!!! Apesar de eu não fazer parte daqueles que fogem do café a sete pés, como se se tratasse da bebida destilada pelo próprio Diabo em toda a sua demoníaca pessoa, também não sou propriamente ceguinho. Cinco ou seis cafés por dia? E dormir? Já agora também dá jeito. E poder ter diálogos coerentes e inteligíveis para o comum dos mortais? Hum, também me parece agradável e útil. Basicamente poder andar sem ser aos saltos e sobressaltos? Também é algo essencial se pensarmos bem. Pois. Não me parece que consigamos atingir estes belos e sadios objectivos com SEIS CAFÉS POR DIA!
Pronto. Tende um bom fim de semana e não abuseis!
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Magnum @ Santiago Alquimista




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quinta-feira, outubro 22, 2009

unconditional faith




I have often dreamed about “escaped reality”
See me riding on the clouds of mystery
With a suitcase full of hope and one of wasted time
Hear me knocking on the gates of destiny

Take me where believe is free to fly
Cuz i’m willing to try
Take me where my thoughts don’t need to hide,
Unconditional faith

I have walked across the bridges of insanity
Struggled for my balance on the globe
And the deeper i keep diggin’ oh, to know myself
The more i realize the truth within

Take me where believe is free to fly
Cuz i’m willing to try
Take me where my thoughts don’t need to hide,
Unconditional faith

Once you open that door
There’ll be no turning back
All your inner fears will be floating away

Like an innocent dream
Unconditional faith
I’ve stept outside the darkness of eternity
I opened up my mind and i can see
And i’m looking for a star that guides me through the night
A road that leads me nowhere’s not for me

Take me where believe is free to fly
Cuz i’m willing to try
Take me where my thoughts don’t need to hide,
Unconditional faith


quarta-feira, outubro 21, 2009

write

Aprecio particularmente o acto de escrever. Cada vez mais. Mesmo quando não estou a "dizer" nada de especial, aprecio escrever sobre isso mesmo. Como agora por exemplo. Talvez seja defeito de profissão. Ossos do ofício. Mas reconheço que foi uma das mais valias que o meu malfadado curso me deu (a outra foi a...bem, não posso dizer para não revelar o segredo do meu sucesso lol). Admiro quem consegue escrever numa catadupa contínua e fluída de palavras, frases ideias e raciocínios. Escrever com um fio narrativo lógico, uma ideia condutora, um princípio, meio e fim. Admiro quem escreve livros portanto (mas nem todos, há que dizê-lo, e isso dá pano para mangas). Escrever assim não sou capaz, confesso.
Li há tempos, não sei onde, que a profusão de blogues tem tido o efeito de pôr muita gente a escrever, o que é bom. Mas quantidade nem sempre significa qualidade. E o mesmo artigo dizia que não é por se escrever umas coisas que se está a escrever bem e como deve ser. Nem todos os que escrevem se podem ou devem arrogar qualidades literárias criativas. Mais que não seja pela aberrante quantidade de atentados ao português, alguns já quase "oficiais".
Eu cá não me arrogo tal qualidade, aliás, reafirmo a minha incapacidade de ser escriba. Lá porque um miúdo é bom a construir coisas de Lego, não quer dizer automaticamente que vai ser um bom arquitecto!! E lá está. Quando era miúdo gostava de brincar com o raio do Lego. Gostava de construir o que estava pré-determinado, mas gostava de inventar também. Dava-me prazer pôr peça a peça para construir uma ideia que tinha tido (nem sempre saía bem...fartei-me de pedir mais peças nos Natais, mas enfim...chuif) e depois poder apreciar o conjunto. Hoje é a mesma coisa com o escrever (e evito propositadamente o substantivo "escrita", mais aplicável a escritores de verdade): gosto de pôr palavra após palavra, construir pequenos textos e apreciar o conjunto. Poderá ser pouco e não tenho pretensões, mas é o pouco que consegui criar. E criar dá sempre algum prazer. Sejam naves espaciais de Lego, ou pequenos textos. Escrever como sucedâneo do Lego. Raio de ideia, mas pareceu-me fazer algum sentido. Naturalmente, e como tem vindo a acontecer, daqui a uns meses quando, e se, reler isto vou ficar constrangido, mas para já deu-me gozo!
Bom, não ser capaz não quer dizer que não quisesse. Sinceramente não compreendo como se consegue escrever um livro. É preciso muito neurónio, muitos axónios e muitas dendrites para conseguir organizar e ligar tudo. Muitas vezes não me sai nada, ou falta-me a inspiração, ou a paciência. Será que se toma a decisão de "vou escrever sobre isto" e depois se abre a torneira? Não sei.
Isto vem a propósito de várias coisas, mas mais especificamente da canção "Wither" do último álbum dos Dream Theater. Li uma entrevista na internet com o John Petrucci, guitarrista e um dos principais compositores, em que ele lançava alguma luz sobre o significado das letras das canções; uma coisa de que não sou fã em absoluto...perde-se metade da magia. É tão mais interessante pegar na canção e fazê-la "nossa". Isso é difícil quando se sabe concretamente sobre o que é a dita canção. Mas adiante, isso aconteceu com a "Wither", porém, a explicação dada para a letra foi suficientemente interessante. Pelo menos objectivamente interessante! Quem diria? Uma música e uma letra sobre o não conseguir escrever um poema para uma canção. Sobre o estar a olhar para uma página em branco sem qualquer inspiração.

Q:I heard that Wither is about "writer's blockage"?

Petrucci - Kind of… You know, it's a funny thing, before I wrote any lyrics, and that was the first one I started, I was talking to my wife and she had the great idea of telling stories, so I have to thank her for that, she has always interesting stories but when I was writing with her, I started writing about something else and it wasn't really working and then we were talking and we started joking about: wouldn't it be funny if we write a song about nothing, you know, remember like Seinfeld, the whole thing was a show about nothing. So we were laughing and wrote a song about nothing.
So, in a way, Wither isn't really about anything, it's kind like when you try to write lyrics and you're staring at a blank piece of paper and you're like: oh, what should I write about? You know, if you look deeper into it, then you can say it's about trying to let the creative process happen, but in some ways it's kind of not deep at all, it's just about writing.

Yup, i know the feeling John. Mas felizmente tu sais-te bem melhor do que eu. E pronto. É só isto. Achei piada. Mais uma "nave espacial".


UPDATE: por édito e notificação real procede-se à substituição do video anterior. Porque diabo uns são "caçados" e outros não é algo que escapa à minha sabedoria. Seja como for, eis um novo video da "Wither". Repleto de fotos belas, daquelas que costumamos receber em powerpoints por email geralmente subordinadas ao título "Mundo Maravilhoso" ou "As Melhores Fotos de [insert year here]". Mas o que interessa é a musiqueta.

:)

terça-feira, outubro 20, 2009

Magnum


A primeira vez que tomei contacto com os Magnum foi há muito muito tempo numa daquelas colectâneas de rock, comprada por tuta e meia na Virgin Megastore. Mais pela curiosidade de conhecer bandas que nunca tinha ouvido que por lá pululavam entre as canções e bandas mais 'batidas'. Os Magnum eram a banda que encerrava a colectânea. Sim, a associação com o gelado é inevitável e tal. Bom, mas a ser o gelado é definitivamente Magnum clássico, nada de amêndoas ou chocolate preto. Podia ser Magnum branco, tendo em conta o cariz mais delicodoce da banda, mas seria enganador, pois os Magnum são mais uma daquelas bandas de rock que já vai havendo em pouco número. Rock, classic rock, melodic rock, Adult Orientated Rock (das etiquetas mais estranhas que há...) e a última que vi, pomp rock. Demasiadas etiquetas para um banda só, mas, no fundo, reconduzem todas ao mesmo, mais ou menos. Seja como for, não há pachorra para etiquetas. Bom, mas desde aquela colectânea até hoje passou muuuito tempo. E os Magnum foram "armazenados" na minha base de dados. Isto até o Pedro me emprestar os discos e me dar a ouvir o Bob Catley a solo (e, Pedro, podes não ter noção, mas mudaste os hábitos de audição de muita gente, os meus inclusive!). Sim, é rock mais ligeiro, mais soft, mas gostei, sabe-me bem ouvir a cascata de melodias...e quem haveria de dizer que iria ver os "velhotes" em Lisboa?


Then:




Now:




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segunda-feira, outubro 19, 2009

Abraços Desfeitos, escangalhados, escarrapachados no chão! :D

Ok, confesso que se fosse pelo trailer exclusivamente não teria ido ver este filme. Raio de trailer chato! Mas pronto. É o Almodovar. Nos últimos 10 anos vá (sim, sou um apreciador recente)não houve filme que me desiludisse. Portanto, "ignorei" o trailer e pronto.
E mais uma vez não fui defraudado. Não há como ele para conseguir meter todos os ingredientes e mais alguns dentro da panela sem sair uma salganhada desgraçada. Comédia, muito drama e tristeza, flashbacks, histórias que se entrecruzam, relacionamentos complexos, etc etc. Tudo se vai desenrolando à nossa frente com uma graça e ligeireza surpreendentes, tendo em conta a quantidade de coisas que são metidas ao barulho. O que ao princípio parece complexo e relativamente enganador, acaba por se ir conjungando belíssimamente, quais peças de um puzzle. Só no fim se consegue ver a imagem completa e reveladora. E o que se tem de admirar é o processo, a forma, como o Almodovar nos guia até ela. Certo, reconheço que o homem desenvolveu uma "fórmula" ou uma receita muito própria e aplica-a consistentemente aos seus filmes. Mas se a dita receita resulta tão bem, porquê criticá-lo por isso? Parece-me que há uma espécie de exigência acrescida em relação a cada novo filme do Almodovar. Talvez ele tenha realmente acalmado na intensidade, mas não na emoção. E é injusto tomar este filme como um filme menor. Que não é.


domingo, outubro 18, 2009

Still Unbroken



Broken bones, broken hearts
Stripped down and torn apart
A little bit of rust - I'm still runnin'

Countin' miles, countin' tears
Twisted roads, shiftin' gears
Year after year - it's all or nothin'

But I'm not home, I'm not lost
Still holdin' on to what I got
Ain't much left
No there's so much that's been stolen
I guess I've lost everything I've had
But I'm not dead, at least not yet
Still alone, still alive, Still unbroken
I'm still alone, still alive,
I'M STILL UNBROKEN

Never captured, never tamed
Wild horses on the plains
You can call me lost - I call it freedom

I feel the spirit in my soul
It's something Lord I can't control
I'M NEVER GIVIN UP WHILE I'M STILL BREATHIN'!

I'm not home, I'm not lost
Still holdin' on to what I got
Ain't much left
Lord there's so much that's been stolen
I guess I've lost everything I've had
I'm not dead, at least not yet
Still alone, still alive, Still unbroken
I'm still alone, still alive,
Still unbroken
I'm still unbroken

Like the wind, like the rain
It's all runnin through my veins
Like a river pouring down into the ocean

I'm out here on the streets
But I'm standing on my feet
Still alive, still alone, still unbroken

I'm not home, I'm not lost
Still holdin' on to what I got
Ain't much left
Lord there's so much that's been stolen
Guess I've lost everything I've had
But I'm not dead, at least not yet
Still alive, still alone, Still Unbroken
I'm still alone, still alive,
I'm still unbroken
I ain't never going down!
I'm still unbroken!

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Lisboa, a Magnífica





Bem sei que já por demais expus a minha perplexidade por estarmos em pleno Outono e o tempo se apresentar como se apresenta, mas que diabos, até um "encalorado" como eu [ao contrário do que os boatos reais propalam não sou friorento! ;-)], não pode deixar de apreciar o belo do sol enquanto se deleita com a vista do miradouro da Graça (acho q o nome oficial é Miradouro Sophia de Mello Breyner, mas não confirmei). Vista mais que batida é certo, mas é como aqueles puzzles de centenas de peças...encontra-se sempre algo de novo, uma peça nova. Vista batida, mas de todas as vezes que se deita o olhar para fora do muro, parece sempre a primeira vez. E é sempre bom encontrar alguém naquela esplanada do caraças. Bom sítio para uma conversa de fim de tarde com um amigalhaço. Here's to friendship!

O Sol nasce
No sítio do costume
E crescem prédios
Em lugares sem nome
No Bloco C
Na Rua H
No 2º andar
Dizemos adeus
Até ao jantar
Adeus
Lá vou eu
Já o sol vai alto
Eu vivo em Lisboa
A Magnífica
Sem me lembrar
De ti eu vivo
Em Lisboa
A Magnífica
Lisboa, a Magnífica



sábado, outubro 17, 2009

Be Happy....

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The Hurt Locker

Da Kathryn Bigelow, "ex-Sra. James Cameron" vi poucos filmes. Mas os que vi: "Point Break" (talvez o melhor filme com o Patrick Swayze, "Strange Days" e "K19", foram todos amplamente satisfatórios. Muito bons. E este "The Hurt Locker" não defrauda as expectativas. É bem capaz de ser o melhor filme de guerra (ou melhor sobre a guerra) dos últimos tempos. E sobre a Guerra do Iraque, tão recente ainda e actual.
Segundo sei, o argumento foi escrito por um jornalista de guerra que esteve no terreno, pelo que deve saber do que fala.
O filme basicamente acompanha o dia-a-dia de uma brigada de desmantelamento de explosivos, e as diferentes perspectivas que esse trabalho assume para os seus membros. Felizmente não é um filme moralista, psicológico ou que coloque as costumeiras questões políticas. É um filme essencialmente humano, sobre humanos, colocados em situações de tensão brutal e para quem essa tensão acaba por funcionar como uma droga. Aliás a frase de abertura é, sintomaticamente, "war is a drug". Já o "Point Break" lidava precisamente com a premissa da adrenalina enquanto droga. E o "Strange Days", enfim, é um filme sobre vícios declaradamente.
E aí está o aspecto humano da história, especialmente centrado na personagem de Jeremy Renner, o sargento que chefia a equipa quem nem mulher, nem filho, nem casa conseguem impedi-lo de mostrar um cada vez maior desprezo pelo risco. Muito interessante esta visão da guerra. Simples e directa, cerebral q.b., mas sem descurar o lado de "acção". Vale a pena. É um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Realmente interessante, forte e apelativo. Merecedor dum Óscar de Melhor Filme sem qualquer dúvida. Mas duvido que chegue lá. É pena, pois é um filmão!

létsselukátedatrailâ:

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sexta-feira, outubro 16, 2009

Breathe

Na foto: dois respiradores bem visíveis. Arte real conceptual de vanguarda!

ehehehe
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District 9

"District 9", um filme do (pelo menos para mim) desconhecido Neill Blomkamp. Grande, mas grande surpresa. Um gajo sai do trabalho numa qualquer Segunda-Feira e está-lhe a apetecer ver um filme para espairecer. O "District 9", mesmo trazendo o peso pesado (agora já menos, parece que fez dieta lol) do Peter Jackson, pareceu-me ser um bom filme para descansar as meninges. Com bichos a calcorrearem a Terra, violência, tiros e porrada em geral! Mas e esta hem? É isso tudo e MUITO mais!
Um filme surpreendentemente inteligente, que prende imediatamente o pessoal ao ecrã. Muito bem imaginado o argumento que, parte duma premissa conhecida e batida: a presença de alienígenas na Terra, mas dá-lhe uma reviravolta completa. Assim, os alienígenas desta história não querem conquistar o planeta, ou destruir a raça humana. São meros náufragos com um aspecto nojento que recebidos pelos humanos, acabam por ser relegados para bairros de lata, verdadeiros ghettos e campos de concentração, visando retirá-los do convívio com os seres humanos. São considerados seres inferiores dignos, no mínimo, de pena e dó. E o mais ironicamente interesante de tudo: o filme deixa as paisagens urbanas dos EUA (já farta) e centra o filme em Joanesburgo, África do Sul, outrora a capital do...pois, Apartheid. "Ah, pois, isso é tão óbvio e o camandro a sete". Pois, será óbvio, mas nunca ninguém o fez, nem se lembrou. Portanto, a ideia é, a todos os níveis, brilhante.
A estrutura de documentário que apresenta o filme também não será original, mas diabos me levem se não é a maneira de apresentação mais eficaz. A história desenvolve-se por meio de entrevistas a pessoas, e bocados de reportagens, entrecortadas com a narrativa que o tal suposto documentário pretende reportar. Complicado? Parece mas não é. A ironia de ver africanos a falarem de forma insultuosa e derrogatória em relação aos "aliens" continua a ser pouco subtil, mas, ainda assim, original. E se há coisas que me fazem tilintar as sinapses são ideias originais bem feitas.
Por fim, a ironia da desumanidade da humanidade também já foi por demais explorada, mas nunca levada até este extremo: o protagonista só encontra a sua humanidade espiritual ou interior, quando começa a perder a sua humanidade exterior e a transformar-se num monstro. Qual o maior monstro, aquele que o aparenta, ou aquele que disfarça, etc e tal. Tudo isto bem regado com uma boa dose de efeitos especiais, acção, violência e emoção a rodos. Em suma: um filme quase perfeito.

Como curiosidade acrescida, eis algo que deve constar dum extra dum futuro DVD: o filme foi baseado numa curta feita pelo mesmo realizador, onde as premissas básicas do filme foram pela primeira vez apresentadas:



Trailer

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quinta-feira, outubro 15, 2009

Find Wally IV


LOL Jesus.... Ok, aqui é preciso olho atento, é verdade.

terça-feira, outubro 13, 2009

define me

Os eternos quizzes do Facebook são uma coisa estranha e intrigante. A aparente necessidade de os fazer, uns atrás dos outros, parece decorrer duma vontade de cada um se encontrar e rever nos resultados. Sejam eles mais apalermados ou supostamente sérios, espera-se o resultado com alguma dose de antecipação. Quase como que o mesmo fosse uma espécie de cartão de visita, uma forma de uma pessoa se dar a conhecer neste Mundo frio cibernético, já que é cada vez mais difícil as pessoas se darem a conhecer. Não me excluo, obviamente. No entanto, desta vez a ideia, ainda que mais ou menos liceal, teve alguma piada. E em vez de deixarmos que seja um qualquer quiz automático feito por um tipo qualquer a definir-nos, pareceu ser mais interessante deixar os amigos dizer algo de sua justiça. Tem o seu interesse.
Pelos vistos sou "verde" e "azul" ainda mais do que "preto", o que me surpreende. Não fiquei reduzido ao nicho heavy metal, o que sempre revela conhecimento. Sou variado gastronomicamente e calmo, ponderado e sensato. Talvez seja até demais...daí deixar que me ponham o pé em cima, embora ache que já foi mais assim do que é agora. A idade vai sendo um posto. E pelos vistos desenrascava-me bem perdido e esfomeado, embora ache que a "qualidade" de paparazzi não me ajudasse muito LOL

1. Primeira coisa em que pensas quando ouves o meu nome?
Fernando: gajo bacano
Raimas: amigão
Tânia: Sr. Presidente
Betty: Exmo. Sr. Presidente
Maria: amigo
Sofia: o sorriso a meio gás
Cris: amigo
Sílvia: leis
Rita: minuins
Mário: A confiança. A qualidade. O know how. Gonçalo Fino, consultor jurídico

2. Que cor te faz pensar em mim?
Fernando: verde
Raimas: verde tropa
Tânia: branco
Betty: verde
Maria: azul
Sofia: antracite
Cris: preto
Sílvia: preto
Rita: azul
Mário: lilás

3. Que musica te faz pensar em mim?
Fernando: Oh...heavy metal em geral, mas não temos a “nossa” música! Lol
Raimas: ultimamente o “Gutter Ballet” (Savatage)
Tânia: qq uma dos Duran Duran
Betty: “Doctor Doctor” dos UFO. Não sei bem pq mas acontece.
Maria: qualquer uma dos Midnight Oil
Sofia: o Homem do Leme, Xutos
Cris: heavy metal
Sílvia: metal
Rita: “Mirror Mirror” Blind Guardian
Mário: “Mirror Mirror” Blind Guardian

4. Que comida seria eu?
Fernando: queijo da serra
Raimas: aquelas espetadas de Wacken.
Tânia: bife
Betty: uma bela salada com um belo peixe assado. Comida saudável e agradável.
Maria: bitoque
Sofia: uma fatia de salmão fumado em cima de queijo ricotta
Cris: comida italiana muito bem confeccionada
Sílvia: vol au vent
Rita: bacalhau com natas
Mário: caviar

5. Melhor coisa sobre mim?
Fernando: és um bom amigo
Raimas: amigo de seu amigo
Tânia: uma pessoa em quem se pode confiar
Betty: sensato
Maria: carácter
Sofia: a calma
Cris: seres tão queridooooooo!
Sílvia: humor negro
Rita: sorrisos
Mário: A confiança. A qual…nah :P Sempre pronto para a festarola

6. Como é que eu me desenrascava se fosse abandonado numa ilha deserta durante um ano?
Fernando: na primeira semana fixe, o restante do ano um cadáver morto de fome
Raimas: até troncos comias
Tânia: com uma máquina fotográfica :D
Betty: lias um livro e tinhas uma ideia brilhante para escapar!
Maria: aprendias a pescar e a fazer bricolage com ramos
Sofia: aprendias a fazer macramé e domesticavas animais
Cris: bebias muita água de coco e aprendias a caçar pequenos répteis
Sílvia: a fazer pilates o dia todo
Rita: desenrascavas-te bem.
Mário: Não sei se conheço alguém que se desenrascasse melhor.

7. O que achas da minha personalidade?
Fernando: Calmo e ponderado.
Raimas: ponderado e um paz de alma.
Tânia: incrivelmente ponderado equilibrado, Sr. Presidente dá sempre o exemplo!
Betty: rapaz meigo, simpático, q valoriza os princípios de uma boa amizade.
Maria: boa pessoa
Sofia: tranquila q.b e com uma certa dose de malícia
Cris: adoro
Sílvia: forte
Rita: fixolas! Ganda humor!
Mário: Tá no ponto

8. O que é que temos em comum?
Fernando: heterosexualidade
Raimas: gosto por música, cinema entre outras coisas
Tânia: gostarmos da música “Hey Boy Hey Girl” dos Chemical Brothers
Betty: Iron Maiden
Maria: gostamos de passeatas
Sofia: sermos FP inadaptados (FP não é insulto às nossas mães)
Cris: a amizade e ainda acreditarmos no Amor
Sílvia: um blog
Rita: a parvoíce incontrolavelmente insana
Mário: Gostos musicais e cervejais. Algumas perspectivas de vida.

9. Alguma vez discutimos?
Fernando: mas bués de vezes. Assim à porrada não.
Raimas: penso que nunca tivemos nenhum atrito
Tânia: não
Betty: não
Maria: não
Sofia: não, mas estive tentada a bater-te aquando do episódio Lúcia.
Cris: nunca
Sílvia: nunca na vida
Rita: sim, por causa dos bonecos do canal Panda
Mário: De vez em quando, mas é sempre salutar.

10. O que é que gostavas de fazer comigo?
Fernando: agora agora era ir beber uns copos
Raimas: de Lisboa a Moscovo de carro!
Tânia: Ir a Wacken!!!! Viajar em geral!
Betty: ir a mais concertos
Maria: passeatas
Sofia: Gostaria de ter feito uma viagem a Itália contigo, Fernando, Maria, Paula, as Anas, Cris, Alberto e António. Mas isso foi noutra vida.
Cris: conversar muito
Sílvia: oh meu amigo...isso é pergunta que se faça?
Rita: beber hoegaardens, viajar, rir para caraças!
Mário: copofonia

11. Melhor memória que partilhamos?
Fernando: ui...tantas. talvez a Agência Heil.
Raimas: grandes noites em Portugal e no estrangeiro. Grandes conselhos numa certa noite após sairmos do Castelo S.Jorge
Tânia: a “Carvalhesa”, Auditório 1º de Maio Avante 2009
Betty: Iron Maiden, SBSR 2008.
Maria: Gerês
Sofia: eu, tu, a Paula, Maria e Fernando a cantarmos KISS
Cris: as jantaradas no Bairro Alto
Sílvia: não posso dizer. É maldosa!
Rita: Bruxelas e saída com o Raimas
Mário: xiii…vou-me lá lembrar de uma agora…

12. O pior que há em mim?
Fernando: Aparte os ocasionais acessos de insanidade, nada
Raimas: Aquele boné à Fidel....
Tânia: nadica de nada
Betty: ser do Sporting....
Maria: sinusite
Sofia: a reserva
Cris: talvez, por vezes, deixes que te ponham o pé por cima OU Rires sadicamente de velhotes que recebem cartas para se dirigirem ao crematório, sem que comam feijoada para evitar qualquer tipo de explosão, quando existem assuntos muito mais divertidos, como a extracção de rins contra a vontade no decorrer de uma saída nocturna".
Sílvia: a música que ouves
Rita: às vezes deixas-te ficar
Mário: tentas disfarçar quando tas com os copos

segunda-feira, outubro 12, 2009

Good Vibrations




I, I love the colorful clothes she wears
And the way the sunlight plays upon her hair
I hear the sound of a gentle word
On the wind that lifts her perfume through the air

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domingo, outubro 11, 2009

Diving for Pearls

"Gimme Your Good Loving"

Confesso que tenho ouvido menos a SuperFm do que seria de esparar. No entanto, nestas últimas noites tenho me tentado redimir. A programação noctívaga é absolutamente automática. Não há cá DJ's de serviço, e os anúncios são poucos e curtos. Como tal, dá para ouvir imensa música. Coisas antigas, outras nem tanto, coisas que não ouvia há algum tempo, coisas que nunca tinha ouvido até. Esta é um bom exemplo. Tive de decorar parte da letra para conseguir procurar a banda hoje. Ficou-me na memória, não foi difícil...não sei quanto tempo estive a ouvir, mas deu para apreciar a canção pelo menos umas duas vezes (três talvez). E que bela pérola de finais dos 80, princípio dos 90. Banda condenada a desaparecer, claro está, com o advento dos Nirvanas e grunges em geral. É a "evolução". Mas que fazem falta bandas assim hoje em dia, ai fazem. Bandas de rock puro, sem grande pretensiosismo. E o video então...MTV, no tempo em que era um canal em cujo acrónimo o "M" significava realmente "música". Música para todos os gostos e pessoas. E no meu caso específico, era o "Headbanger's Ball". Enfim, não sou assim tão revivalista, nem quero parecer o personagem do Mickey Rourke no "The Wrestler" (belo filme), pelo que...over and out!

sábado, outubro 10, 2009

yup

I like the simple life
The way it used to be
We left our doors wide open
We didn't need no key
I've been around the world
Seen all there is to see
I'd trade all those memories for one more day
How it used to be
I like the Simple Life




Everything's going by so fast
I swear sometimes we just can't see
So caught up in where we're TRYING to get
Life as we know it, could be gone in a minute

....

sexta-feira, outubro 09, 2009

Rasga o Passado...



O passado não deve nunca ser guardado
quer em cada momento
se viva um lamento
ou um sorriso fugaz

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quinta-feira, outubro 08, 2009

Amália:Hoje @ Coliseu II


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Amália:Hoje @ Coliseu



Concerto fantástico. Em boa hora deixei o bichinho morder a fundo e a tentação Real motivar.me. Foi daqueles concertos irrepetíveis, únicos mesmo, capazes de provocar um sentimento inigualável de especialidade, de excepção, de grande celebração e comunhão. Ão ão! FOi bonito de se ver e, principalmente, ouvir. Sinceramente não estava à espera que funcionasse tão bem ao vivo, nem, muito menos, que o Fernando Ribeiro ficasse tão à vontade no papel de 'mestre-de-cerimónias'. Vemo-nos em Moonspell pá!
De resto, a Orquestra Sinfónica de Praga foi a cereja no topo. Completou os arranjos orquestrais/electrónicos do Nuno Gonçalves. Uma grande noite.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Amália Hoje



Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.


O raio do "bichinho" fartou-se de roer. E a tentação real também ajudou e muito!!! Portanto, vamos lá ver isto! Consta que é memorável. O disco é muito bom.

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terça-feira, outubro 06, 2009

Estranha forma de vida



Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
pára, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

RIP

Public Enemies


Um bom filme. O Michael Mann não engana (dito isto tenho de ver se ponho para trás das costas o preconceito contra o "Miami Vice" e contra o Colin Farrel [se bem que este já foi pior] e a ver se me predisponho a ver aquele filme). Um realizador que tem no currículo filmes como "Heat", "The Last of the Mohicans" e "Collateral" já conquistou um lugar merecedor de atenção.
Nunca fui grande fã de filmes de gangsters, mas gostei imenso do "The Untouchables" de Brian DePalma. E poucos mais vi, portanto esse filme acaba sempre por funcionar como a 'bitola' máxima. Mesmo sabendo agora que a real importância de Elliot Ness na captura do famigerado Al Capone não foi assim TÃO grande, é um bom filme que adaptou à realidade cinematográfica uma história se calhar mais...vá lá, "burocrática".
"Public Enemies" também se presta a algumas liberdades históricas e cronológicas ao que parece, mas em muito menor número. O resultado é que ficamos com um filme mais realista, e algo mais duro. Parece que o objectivo foi, mesmo tendo aquelas liberdades, fazer um filme quase documentário que acompanha os últimos tempos da vida de John Dillinger, um assaltante de bancos dos anos 30, espécie de Robin dos Bosques ("That's your money, mister? Put it away, we're here for the bank's money, not yours") moderno que, como tal, granjeou alguma simpatia junto da opinião pública que assistia à perseguição monumental montada pelo recém criado FBI de J.Edgar Hoover.
Como tal, o filme coloca a pedra de toque nesse carácter romântico e quase heróico do criminoso que foi, a dada altura, declarado como o "mais procurado" do país.
Surpresa das surpresas (not), o filme É do Johnny Depp. Por mais que goste do Christian Bale, não pude deixar de achar que o homem teve uma representação digna de um espantalho, aborrecido, entediado e praticamente sem expressividade, tipo o cara de pau do Keanu Reeves. Não sei se o papel pedia essa contenção. Talvez, mas se assim for...credo, que homem tão formal e aborrecido era aquele agente especial do FBI.
No entanto, penso que também não houve grande espaço para dar uma maior profundidade às personagens. Com especial acuidade no que diz respeito ao "bando" de Dillinger e restantes "colegas". Sinceramente passaram-me despercebidos e achei que mereciam um pouco mais de atenção. Estavam a cumprir calendário. O Bale também se calhar.
Mesmo o Depp, que tem A representação do filme parece ter tido pouco espaço para definir melhor a sua personagem. Algo que DeNiro fez brilhantemente com o Capone no "The Untouchables" ou que, mais recentemente, Denzel Washington em "American Gangster". Mas seja como for, cumpre brilhantemente o que lhe foi pedido.
Interessantes as cenas que ele partilha com Marion Cottillard (a amante, Billie Frechette), pois parecem, em toda a sua simplicidade e ingenuidade, como cenas de outro filme, sem que isso prejudique a coerência e integridade deste filme.
De resto, muito bem filmado e um cuidado extremo em criar a época não deixam dúvidas que, pelo menos, nomeações para o Óscar estão no horizonte.
Bom filme, mas podia ser um pouco melhor.
E um aparte: nada como escrever depois do filme ter "assentado".




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segunda-feira, outubro 05, 2009

Slow Time Love


As colagens aos Pearl Jam e ao Eddie Vedder (verdadeiras ou imaginárias, não importa) já ficaram lá bem atrás felizmente. 15 anos mais propriamente, se a memória não me falha. Já vi estes tipos duas vezes ao vivo no Avante. Mas não me importava de ver noutro sítio. E como deve ser. Para já, este "Slow Down Love" é uma pérola de música pop, orelhuda e viciante como se quer. Espero sinceramente que as estações de rádio não a "matem". Para já, gosto. E felizmente não sou o único.

Tomorrow we'll kiss
Tomorrow we'll go
Feeding this slow time love
Videogame

ghosts in a shell

domingo, outubro 04, 2009

Graham Chapman: 8 de Janeiro de 1941 - 4 de Outubro de 1989


From Wikipedia:
Mais tarde, nas suas digressões por universidades, Chapman disse que quando anunciou publicamente a sua homossexualidade, uma espectadora escreveu para os Monty Python a queixar-se que tinha ouvido dizer que um dos membros do grupo, que segundo ela não se tinha dignado a revelar a identidade, era gay. Juntamente com a carta, a espectadora enviou cerca de 20 páginas de orações que, se fossem repetidas todos os dias, poderiam salvar o membro em questão do Inferno. Eric Idle, ciente da orientação sexual do amigo, enviou uma carta à espectadora onde dizia “Descobrimos quem era e matámo-lo.” Mais tarde, no seu livro, A Liar’s Autobiography, Chapman escreveu, em tom de brincadeira que como John Cleese não entrou na temporada seguinte de Flying Circus, a mulher deve ter levado a carta a sério.

Uma das minhas memórias mais antigas: a de ver o Graham Chapman a ser atormentado por um cruel e gozão John Cleese no sketch "Silly Job Interview":

RIP

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sábado, outubro 03, 2009

sexta-feira, outubro 02, 2009

2010

2010 parece-me ser um bom ano para reconhecer finalmente o meu estado etário de, vá lá, cota, e começar a pensar não só em várias idas ao Sr. Doutor, para ver se começo a ser remendado (sim, não deve dar para mais), como também em fazer o belo do PPR que é para ver se tenho guito para mais Sr. Doutor quando for super-cota.
Ai ai a vida desregrada.
Entretanto, a ver se compro uma coisa destas para me ir entretendo nalgum jardim qualquer.



Dar de comer aos pombos é que, lamento, nunca o farei. Ratos voadores nojentos.

Inglourious Basterds


Ok. Tive de deixar o pó assentar um pouco quanto a este. Não queria cair no mesmo erro em que caí aquando da primeira parte do "Kill Bill", que estranhei fortemente ao início, mas que depois se entranhou bastante, especialmente depois de ver a segunda parte. E hoje considero-o um excelente filme.
Convenhamos. O Quentin Tarantino do "Reservoir Dogs", "Pulp Fiction" e "Jackie Brown" mudou um pouco. Todos filmes fantásticos sim, mas que, à sua maneira formam uma trilogia encerrada a meu ver. O Tarantino do "Kill Bill", "Death Proof" e "Inglourious Basterds" é um realizador diferente. Mais refinado talvez (sem qualquer desprimor para os três brilhantes filmes iniciais), Mais "escritor" que "realizador" ou, pelo menos com o enfâse colocado em igual peso nesses dois elementos.
Todos os filmes primam pelos diálogos brilhantemente construídos, mas acho que é fácil notar uma maior preocupação em criar longos e significativos diálogos nos últimos três. A começar pelo longo diálogo que antecipa a confrontação final entre a Noiva e Bill, o desavergonhado girl-trash talking em Death Proof e, acima de tudo, os longos, contidos e tensos diálogos em "Inglourious Basterds". A cena inicial entre o agricultor membro da Resistência e o fabuloso Coronel Hansa e, acima de tudo, a cena, aparentemente longa e insuportável de tensão, na cave do café, são disso indício mesmo.
Resultado: uma pessoa é apanhada desprevenida. O trailer dava a ideia de ser um filme de acção desbragada com tiroteios e sangrias constantes, perpetradas por um grupo de soldados sanguinários. Nada disso. Quer dizer, sim, isso, mas é uma parte tão pequena do filme.
E sim, só o Tarantino consegue pegar em géneros emblemáticos do cinema, apropriar-se deles e não ser acusado de copiar descaradamente. Continua a ser um fã de cinema completamente nerd que quer prestar tributo aos filmes que viu na vida. E aqui não contente em pegar num género, pega em dois e mistura-os de forma perfeita. Realmente só o QT para conseguir dar um feeling western-spaghetti a um filme passado na França ocupada pelos Nazis. A própria música, os planos iniciais, tudo nos transporta imediatamente para uma qualquer planície árida do oeste americano (ou espanhol na verdade). Quase que se espera ver o Clint Eastwood a cavalgar no horizonte quando o que acaba por aparecer é uma coluna de soldados nazis.
Consigo perceber as sobrancelhas levantadas que o filme provocou. Eu próprio começei por levantá-las. Mas a verdadeira experiência cinéfila que é este filme só começa realmente a produzir efeito após se ter visto. As memórias e imagens e situações que deixa são, realmente, muito fortes.
E o que é que "engana" neste filme. Nós próprios. Vamos à espera de ver um alucinante filme de acção, repleto de tiros e selvajaria, a um ritmo rápido e incansável, com cenas repletas de guerra e tropas, um típico filme da WWII. Mas não. Não é disso que se trata. Ao invés temos um filme que é, em determinados momentos, algo lento, compassado, fazendo uso dos diálogos longos, que crescem em tensão até uma violenta e rápida explosão de energia, fazendo encaminhar progressivamente todos os personagens para o local onde o filme culmina, uma sala de cinema, curiosamente (ou nem tanto quanto isso).
Uma fantasia desvairada e inteligente, repleta de humor negro qb, onde o grupo de personagens que dá o nome ao filme, nem tem assim um papel tão importante. O que provocou ainda maior confusão.
Mas até ver, posso continuar a dizer que o Tarantino não desilude.












quinta-feira, outubro 01, 2009

Lamechas II

Que bom ouvir este senhor novamente na rádio. Na Super Fm claro. O John Waite tem das vozes mais melódicas e delico doces de que tenho memória. Mas é um prazer real ouvi-lo. A solo, nos The Babys ou nos Bad English. A ver se desenterro um cd dele. E sim, a lamechice continua. Temos pena. :P

In Dreams

In my life I've seen such things
That I wish I had not seen
But through your eyes
I can let it go
When you're lying here with me
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream
(we dream)
Cause baby
anywhere the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
I still believe in dreams
Where you are is where I'll be
It's all that really matters to me
The world out there
Hey can kiss my ass
As long as I've got you I'm free
Free
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream (we dream)
Cause baby anywhere the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
I still believe in dreams
The world out there can kiss my ass
As long as Ive got you I'm free
Free
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream (we dream)
Cause I don't care which way the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
Cause in your life
You believe
In dreams