terça-feira, julho 28, 2009

WOA

Quem me ouça falar nestes últimos meses deve julgar que estou a preparar uma grande mudança de vida para o ano que vem. Mas não. Determinadas mudanças seriam bem vindas claro, mas não dependem exclusivamente da minha vontade. Nem sequer as espero quanto mais prevejo. Não, a dada altura deste ano que passou, (e não falo do ano civil, mas desde Junho de 2008 altura em que finalmente reuni os pedacinhos todos, segui com a vidinha e decidi que ia fazer o que me desse na real gana, só porque sim) achei que era melhor viver sem pensar muito no dia de amanhã. Acho que já o merecia. Sempre fui demasiado certinho. E ainda assim podia ser pior...podia largar tudo e ir viver para a Antárctida estudar os pinguins.
Portanto, 2009 foi eleito, não oficialmente, o ano para fazer estas maluqueiras ditas não próprias da minha vetusta idade. E que se lixe.
Sendo assim, está na hora de regressar a Wacken ver como está aquilo depois de 3 anos consecutivos de visita e 6 de ausência. Talvez a última oportunidade, talvez não. Para já é mesmo a última vez. Mas na sequência do que acima ficou escrito: logo se vê como param as modas. Seja como for, tinha de regressar pelo menos uma última vez. A meca.


domingo, julho 26, 2009

Ethereal


Finalmente meti as mãos ávidas nestes dois belos álbuns. Os mp3 já cá moravam confesso, mas ainda tenho a mania de comprar Cds, álbuns inteiros, completos com tudo o que faz parte da obra. E quis comprar estes definitivamente.
Tenho pena de só os ter descoberto praticamente ao mesmo tempo em que cessaram as actividades. Mas mais vale tarde que nunca suponho.
Segui as 'migalhas' e pistas lançadas pelos Artworx para descobrir a banda anterior do vocalista, Hugo Soares. O que descobri, gostei imenso, como se pode calcular.
Por sua vez o Hugo seguiu as 'migalhas cibernéticas' da Internet (e quem diria que a world wide web pudesse ser, afinal, tão pequenina?) e deu com este singelo post, onde, palavra puxa palavra, e to cut a long story short, me conseguiu arranjar os dois álbuns a um belíssimo preço. Entregues simpaticamente em mão pela Cristina Lopes, a outra voz dos Ethereal. Obrigado a ambos pelo trabalho que tiveram.
Agora...fazer uma review e ser imparcial...é complicado, principalmente depois de conhecer e falar com as pessoas. Ninguém gosta de parecer um fanboy, eheheh.
Bom, o facto de eu querer ter o "produto completo" e não meros mp3 é mais do que suficiente para atestar a minha opinião sobre estes álbuns.
É uma pena que tenham encontrado aparentemente os obstáculos que encontraram e que os levaram a acabar. O salto evolutivo do Dreams of Yearning para o quase perfeito Towers of Isolation é enorme. Só podemos (por enquanto...?) imaginar o que se seguiria a seguir a este álbum.
O que encontrei de interessante nesta banda e em ambos os discos, especialmente no segundo, foi a dificuldade de a "categorizar" categoricamente, passe o pleonasmo. Sim, ouço toda uma série de influências, mas nenhuma delas suficientemente forte para dizer que se parecem definitivamente com esta ou aquela banda. É algo que gosto também nos Moonspell, por exemplo. O todo é algo mais que a mera soma das partes. Tem isto, aquilo e aqueloutro, mas o resultado final é algo de bastante próprio, característico e com uma identidade própria.
Metal progressivo? Seja. O primeiro álbum é talvez o mais melancólico, melódico e atmosférico. Daí compreender que a etiqueta "metal gótico" surja mais frequentemente. Mas ainda assim acho-a extremamente redutora. É um álbum que começa de forma suave e que progressivamente (pun intended...) se vai insinuando no ouvido. Uma ligeira predominância de teclas fazem com que, aparentemente, se encontrem mais pontos de contacto com outras bandas, ou determinado estilo. Não significa isto que faltem guitarras e momentos mais agressivos. Não, nada disso, mas o feeling genérico com que se fica é de um álbum muito introspectivo, não só liricamente como musicalmente. É um álbum que exige uma maior atenção do ouvinte.
Já o mesmo não acontece com o "Towers..." e não, isso não é mau, antes pelo contrário. Tudo neste álbum é um upgrade, um aperfeiçoamento do que ficou para trás. As canções não deixam de ser complexas e exigir atenção, mas são ao mesmo tempo mais directas e memoráveis. O velho cliché do segundo álbum ser tramado foi mais que superado. E, felizmente, são ainda mais difíceis de categorizar. Heavy metal melódico (com um dos poucos usos de voz masculina vs voz feminina que realmente apreciei), com elementos sinfónicos e progressivos, melancólico e atmosférico aqui e ali, mas em geral cheio de dinamismo, energia e poder. Podia enumerar aqui uma ou outra banda que me fizeram lembrar em certos momentos, mas é desnecessário: claramente os Ethereal estão a fazer a sua própria música. E, para álbum com canções tão grandes e, consequentemente, tão longo, possui uma qualidade apreciável: no fim da hora e tal de música, continuo a ter vontade de o voltar a pôr a rodar. Isto é do melhor.

Few moments passed and I heard the approaching steps
A gentle breeze whispered in my ear
"You're safe now...
You're safe now..."
...Am I?


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sábado, julho 25, 2009

Amália


Segundo disse o inefável, inenarrável e, infelizmente, omnipresente Mário Augusto, este é o filme português mais visto de sempre. E isto abre a eterna discussão de saber se a quantidade é sinónimo de qualidade. Não é. Nem sempre é. E não é, definitivamente, aqui. Não sou grande 'cliente' de filmes portugueses, confesso. Mas já vi bastantes ainda assim. E não sou de todo apologista do cliché "filmes portugueses são chatos". Porém, desta vez terei de cair nesse cliché.
Este filme não é nada de especial. Reconheço, sim, a existência de grandes meios e tecnologias para a feitura do mesmo. Nota-se um maior cuidado em todos os aspectos e pormenores envolventes do filme. Mas isso não chega. Prefiro um filme com poucos meios mas que me prenda, do que um filme cheio de "efeitos" que me aborreça e me deixe com vontade de sair.
A música é obviamente excelente. Mesmo não sendo grande apreciador de fado acho que é preciso ser uma pessoa muito dura para não apreciar ou ser tocado pela voz da Amália e pelos fados que ela cantava. Mas estamos ali para ver um filme e não uma qualquer espécie de videoclip.
A suposta biografia da cantora está, afinal, cheia de liberdades artísticas, de uma dose de "ficção" para tornar a história mais "filmável".
Mas até aí tudo bem...não conheço assim tanto a vida da Amália para saber destrinçar facto de ficção. E muitas vezes estas pequenas adaptações ajudam realmente a narrativa de um filme. Mas não desta vez.
O que me incomodou realmente foi exactamente o mesmo que me aborreceu em filmes supostamente biográficos como o "Klimt" e o "Modigliani". Tentam escapar ao "biopic" puro e duro (será que não é cool?) e perdem-se em pormenores esotéricos e exóticos que em nada contribuem para o meu conhecimento ou felicidade.
Há um abuso desmesurado uma verdadeira orgia de flashbacks (não tenho nada contra, mas num minuto ter a Amália criança, a Amália jovem, a Amália em Nova York, é, convenhamos, demais. Ok, ficamos a conhecer um pouco da sua vida e percurso, mas a tónica do filme está colocada na sua vida amorosa e sentimental, nas ligações e casamentos que teve ao longo da vida. Ora tudo isso me deixou um sabor a "telenovela de luxo". Não, não é de todo o melhor filme português de sempre. É o filme que teve mais gente a vê-lo. Ponto final. E obviamente que assim é. As pessoas têm curiosidade em conhecer mais da vida da Amália, a qual teve realmente uma carreira fulgorante e uma vida interessantíssima. Pena que o filme não tenha mostrado isso. Paciência. O filme mostrou uma Amália como uma pessoa simples e algo atormentada, penso que acertou, pelo menos do que conheço. Por isso acho que ela teria gostado do filme. Eu, nem por isso.


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sexta-feira, julho 24, 2009

Eagles @ Pavilhão Atlântico





Apesar de estar no Balcão 2, lá em cima (embora houvesse lugares bem piores!) a NYTech portou-se muito bem.

quinta-feira, julho 23, 2009

Eagles

É assim a vida. A minha vida. Pelo menos ultimamente. Não consigo planear as coisas com muita antecedência porque, realmente, não sei. Não sei se na altura posso, quero ou me apetece. De modo que é ir improvisando ao longo do caminho. Adaptar e adequar a agenda e o espírito à medida que as coisas vão acontecendo e eu vou andando em frente.
O concerto dos Eagles estava bem presente no fundo da minha mente, mas adiei e procrastinei literalmente até ao último minuto. Era caro, não sei se valia a pena, não me apetecia ir sozinho, etc etc. Toda uma série de argumentos.
Fui para casa a reflectir sobre isso. Sobre se não seria uma oportunidade a aproveitar, visto que era o último concerto de uma rara tour europeia. Adormeci no sofá a reflectir, qual verdadeiro Deputado da Assembleia da República, os quais também "reflectem” muito, como se sabe. Acordei ao som da "New Kid In Town", na telefonia. E pronto decidi ir até ao Atlântico e ver o que o destino me apresentaria. Nas bilheteiras um simpático senhor de Aveiro tinha um bilhete a mais; um amigo tinha-se cortado à última, mas ele não ia perder o concerto por nada. Vendeu-me o bilhete. Dos mais baratos e ainda fez um desconto de 5 €. Assim se decidiu.
I just went with the flow.
Acabei por encontrar o Rui e a Cláudia e até companhia tive para ver o concerto. "Porque não ligaste a combinar connosco?" Pois...na verdade nem eu sabia que ia. LOL Decisões de última hora sempre compensam por vezes. :)
E que belo concerto. Melhor do que estava à espera. Nada de “celebrações nostálgicas à M80”. Não, dá sempre gosto ver que uma banda com tantos anos ainda tem alguma coisa para dar e não se limita a arrastar os ossos de canções velhinhas debitadas ou despejadas para gáudio da populaça. Não senhor. Os ‘velhinhos’ (mais uma vez…) deram-lhe com força e mostraram como se faz a um Pavilhão Atlântico surpreendentemente cheio. Muitos clássicos e muitas canções novas, do novo álbum "Long Way Out Of Eden", cujo tema título me fez cair o queixo. E sim, vi e ouvi esta finalmente:

E o que mais me surpreendeu não foi a qualidade musical da banda, foi sim, a impressionante capacidade vocal. Ajuda ter uma banda onde todos cantam sim, mas nunca pensei que ao vivo conseguissem atingir o mesmo nível de excelência a nível de meldias e harmonias vocais. Nunca tinha visto nada assim.







Music is my drug
Live music is my obssession


"Eagles conquistam Lisboa" - IOL

”Despedida dos Eagles em Lisboa" - Diário de Notícias

”12.000 no Atlântico” - Correio da Manhã

quarta-feira, julho 22, 2009

Que bem que...

...se está no campo ó Adelaide!


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terça-feira, julho 21, 2009

Allen & David??

Será possível? Isto vai valer OURO!




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segunda-feira, julho 20, 2009

rock the night

I've gone through changes
I've gone through pain
But there's not enough reason for me to go insane
I know the feeling, when it grows
I'm in a rage up from my head down to my toes.

You know it ain't easy
Running out of thrills
You know it ain't easy
When you don't know what you want.

Rock now, rock the night
til' early in the morning light
Rock now, rock the night
You'd better believe its right.

I know my limit
Just what it takes
When things ain't good enough
I just pull the brake
Sometimes it's easy
Sometimes so tough
But just have one thing clear
I cant get enough.

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Dead Snow


Eis um filme norueguês que nem sequer deve estrear por cá. É daqueles que deve deixar o Tarantino ou o Rodriguez a arrancarem os cabelos por não se terem lembrado primeiro. Zombies nazis! Sim, ZOMBIES NAZIS. Uma comédia? Um filme de terror? Ambos!

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domingo, julho 19, 2009

The Old Road

They say the best is yet to come
But i can't be the only one
To seek out ways of days gone by
To shape the ways we live our lives
That's why we're taking the old rad
To rediscover things we've taken for granted
Losing a heavy load
Trying to make the most of everyday
We're taking the old road
Back to where the seeds of wisdom were planted

Martin Orford

sábado, julho 18, 2009

State of Play


Resumir uma série da BBC num filme de pouco mais de duas horas é, convenhamos, uma tarefa complicada. E mais propícia a falhanços do que a sucessos. Porém, há que reconhecer que "State of Play", o filme, está muito bem conseguido e adaptado. Obviamente que não vi a mini-série inglesa e, se calhar, esta é melhor e isto e aquilo, etc e tal. No entanto, enquanto filme acho que não se lhe pode apontar rigorosamente nada.
É um thriller, sem apelo nem agravo, passado nos meandros da política de Washington e das suas relações perniciosas com a indústria de armamentos (nada de novo aqui). Dois jornalistas, um veterano (Crowe) e uma novata (McAdams) investigam cada um a sua história até ao momento em que, surpreendentemente, as histórias se cruzam numa só. Sim, it's a Watergate kinda thing all the way again.
A coisa destes filmes é que, enfim, vão sendo difíceis de surpreender. Especialmente depois de já ter visto tantos. É um filme cheio de plot twists e surpresas, conduzindo ao mega plot twist final. Não, não adivinhei nada do que se iria passar, pelo menos no que realmente importa, MAS sabia que iria haver um plot twist final desconcertante.
Seja como for, é um bom e sólido filme, que se vê muito bem e nos deixa, ainda assim, interessados em saber como se vai desenrolar aquele "novelo".
É claro que ajuda sentir alguma empatia pelas personagens, e o jornalista veterano desempenhado pelo Russell Crowe é realmente o personagem fulcral e o elo de ligação com todas as personagens. A dupla formada com a jornalista novata é credível e damos por nós a torcer pelo sucesso de ambos. E claro, a Helen Mirren que, por pouco tempo de ecrã que tenha, brilha desmesuradamente no também facilmente redutor papel de "editora de jornal dura como uma pedra". Quanto ao Ben Affleck...enfim...sou capaz de conceder que, sim, é capaz de ser um dos melhores papéis da sua carreira dos últimos anos. Mas ainda assim não consigo afastar o manto de canastrão que lhe tenho reconhecido ultimamente.
Nada de novo portanto, mas muito bem feito, o que, nos dias que correm, já não é nada, mas nada mau!


Trailer da série da BBC:



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sexta-feira, julho 17, 2009

Palma

Foi o encerramento oficial das Festas de Lisboa, mas foi também o mote para celebrar os 30 anos do lançamento de "Qualquer Coisa Pá Música". Convidados de peso a ajudar a celebração: Rui Reininho, Mariza, Cristina Branco, Sérgio Godinho, Tocá Rufar, Gaiteiros de Lisboa, Fausto, Laurent Filipe e Cia, Adolfo Luxúria Canibal, JP Simões (enfim...) entre outros. Uma verdadeira constelação e entrada livre. Lá acabei por ir.
O homem estava com a "broa" do costume, provocando as risadas habituais. Mas tudo é festa! E apesar de uma ou outra confusão, um ou outro esquecimento, foi um belíssimo concerto. Palma rules.
Estava a ver que não apareciam videos disto. Caraças, nem videos, nem fotos, nem nada! Tenho de ser eu a fazer tudo sempre? Ai ai ai. Bom, estes foram os melhores que se arranjaram. Outros videos da noite podem ser vistos aqui: http://www.youtube.com/user/peixe60


"Frágil" com Rui Reininho



"Estrela do Mar" com Cristina Branco



"Dá-me Lume" com Fausto



"Deixa-me Rir"



"Jeremias, O Fora da Lei" com Sérgio Godinho



"Encosta-te A Mim" com os Gaiteiros de Lisboa



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quinta-feira, julho 16, 2009

quarta-feira, julho 15, 2009

Às vezes...

...faz bem largar a pressão com uma descarga directa de electricidade. Tipo assim:

domingo, julho 12, 2009

Bus Stop

It was now the sixth day in a row that David saw her. Always at the same hour, at the same place. He had been doing the same routine for almost two years now: leaving his home at 6:45, walk down his narrow street filled with small gardens and small alley ways, reaching Main Street and arriving at the bus stop 5 minutes later. Then, since the bus was only due at 7:00 he would fill his time with something, a book, a magazine, a newspaper....in the early days he'd pass time observing the traffic, the people and the remaining persons at the bus stop. Always the same people. There was the usually over concerned and worried-like business man or executive heading downtown to some big corporation (David never figured out which one), always with the Finantial Times under his arm, altough he never read it. The nice lady with the little boy by her hand, both more asleep than awake and Mr. Johnson the beat cop, a widower of years, with no sons, always ready for early duty.
But, except with one or two conversations he had with Mr. Johnson (after all he lived three doors up his own house), there was usually silence among them. All had been said in one way or another. And strangers they all have remained. There's something about the early hours of the morning that didn't make people that talkative. God knows David rarely felt the need to communicate at that hour. He, like the others probably, just needed a few hours to get his bearings right and in order. A coffee always helped of course, but he had to wait until his stop.
So, that goes to say that, by now, David was already set in that routine, the routine of the clock, the same steps, the same people, and nothing much changed. Until SHE came along, changing the usual business.
She was different. Sometimes she would already be there, other times she would appear later and one time she actually came late, and it was David who asked the driver to wait a few seconds. He did. She got on the bus, but she never knew it was David who held the bus. And he never told her of course...it would be a bit awkward.
She always looked lost within herself, shielded by the ever present walkman and some book. She read all the time. Different kind of books. Novels, romances, detective stories, History books, one or two scientific volumes, you name it. She puzzled him.
She dressed casually most of the times, confortable, but with a distinguished class. Nothing too fancy, but with that type of class that she seemed to achieve almost with no effort at all.
She wasn't exactly an astonishing woman. She was a bit skinny, and had proeminent cheek bones, giving her face a bit of a "square-ish" feel. But, she was really beatiful in her own way and she definitely had something that made her very, very interesting and appealing. At least to David. Her eyes were hazel nut brown, the same colour of her hair that cascaded over her small shoulders in the sexiest ways possible. She smiled a lot, to herself, maybe because of something she heard in her music, something she read or something she saw through the window. And that smile was simply enchanting.
She always sat in the back with her book and music and got out of the bus one stop before David's.
With time he found himself always looking for her as soon as he got to the bus stop. He did his best not to stare at her face. But it was difficult, because he felt mesmerized by her. But while doing his best not to stare, he also strived to provoke some kind of eye contact, in order to...God knows what...He always sort of expected that she would drop something that allowed him to strike up a conversation with her. But then again, maybe not. Anyway, it was pointless to think about those "ifs". The fact was that she never seemed to leave her own world, and no, she never dropped a thing, not even the bus ticket.
The bus ticket. That should had been enough to kick start him in any direction. But, as usual, he failed to grasp the meaning of it. Not that it would have done any difference, but then again, one never knows. David, as a regular user, never used those tickets. He had an all purpose general ticket, for the entire transportation system.
She hadn't one of those. She was there temporarily. Unfortunately David realized that too late. And while he mentally scratched his head with: A) the subject of acting upon the right moment, B) waiting for that right moment, and mostly, with C) how the hell would he recognize the right moment, she was gone.
One day,just after three weeks, she just didn't show up. Simply gone, vanished in the haze where she came from.
Gone, the bus stop being the only place in time and space they had, in a way, shared. Their weird common ground. At least it was common ground for David, who was painfully aware of the misuse of the word "common" here. He didn't even know if she had ever noticed him at all.

He kept going to the bus stop to take his bus, but she had already taken another bus out of his life.



Gunther Dünn

sábado, julho 11, 2009

Metallica @ Alive 2009



Não foi nada mau. Já se sabe que actualmente esta afirmação é sempre polémica. Aliás, talvez seja a mais polémica de todos, uma vez que não é suficientemente elogiosa para os fanáticos nem suficientemente derrogatória para os detractores da banda. Mas é assim. Gostei do concerto. Dos três que já vi (não, não vi o de Alvalade), este foi o melhor. Já pareciam uma banda novamente. Boa presença, boa interacção e boas canções. Uma ou outra das novas são apenas mais ou menos, mas em geral até funcionam bem ao vivo. E, mais uma vez, é sempre bom ver uma banda rendida ao público que a aplaude. 40.000 pessoas aparentemente, segundo os jornais. Valeu. Obrigado Raimas, mais uma vez.

Porém, não posso deixar de reconhecer que estou a ficar velho para este tipo de festivais. É muita confusão, muita gente, muita miudagem e, acima de tudo, muito barulho. Quando entrámos no recinto os Lamb of God estavam a meio da sua actuação. E aquilo provocava DORES nos ouvidos. Ok, ok, podem ser a nova coqueluche...mas para mim bem que se podiam meter num buraco a ser alcatroado posteriormente. Os Machine Head não ajudaram muito, nem sequer os Slipknot. Este tipo de exposição a tanta confusão visual e sonora tem o condão de me deixar cansado. E o que eu vaticinei de início revelou-se certo: fiquei tão ou mais cansado com estas horas de Alive do que com duas viagens a Saragoça e quatro dias de Metalway.
É claro que, para o main event, arranja-se sempre uma dose extra de energia e vivacidade. Mas não posso deixar de reparar que, para o povo comum, os não conhecedores ou pouco habituais, o heavy metal é aquilo. Quem me conhece e sabe que eu gosto de metal pensará certamente que é aquilo que eiu ouço. Pois se são estas bandas que estão cá sempre batidas. Enfim...variem pelo menos. E outra coisa que já anda a irritar...qual é a dos festivais portugueses de há uns anos para cá? Eu sei que têm de ter patrocinadores, mas aquilo parece a Feirta Popular, da Ladra e do Relógio tudo junto numa só. Dassssssssssse!










sexta-feira, julho 10, 2009

Recuerdos de Zaragoza #4 - Calamares

Motörhead - The Ace of Spades live @ Metalway 2009



Tarja Turunen - Nemo live @ Metalway 2009



Riot - Narita & Fight or Fall live @ Metalway 2009



Amon Amarth - Guardians of Asgaard live @ Metalway 2009



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quinta-feira, julho 09, 2009

e do pé prá mão...

Perdi a conta às vezes em que me perguntaram: "Então vais a Metallica?" A resposta foi sempre a mesma: "Não. Vi há pouco tempo e só veria outra vez em certas condições". Ei-las. Obrigado Raimas.

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Recuerdos de Zaragoza #3 - Paella

WASP - I Wanna Be Somebody live @ Metalway 2009



Saxon - Princess Of The Night live @ Metalway 2009



Queensryche - Jet City Woman live @ Metalway 2009



Paradise Lost - Enemy live @ Metalway 2009



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quarta-feira, julho 08, 2009

Recuerdos de Zaragoza #2 - Huevos con azeite

Warlock - All We Are live @ Metalway 2009



Twisted Sister - We're Not Gonna Take It live @Metalway 2009


Manowar - Heart of Steel live @ Metalway 2009



Blind Guardian - Mirror, Mirror live @ Metalway 2009

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terça-feira, julho 07, 2009

Recuerdos de Zaragoza #1 - Caramielos

Europe - The Final Countdown live @ Metalway 2009



Pretty Maids - Please Don't Leave Me live @ Metalway 2009



Gotthard - The Oscar Goes To You live @ Metalway 2009



Jon Oliva's Pain - Hall Of The Mountain King live @ Metalway 2009



E o Wally em primeiro plano again. lol

segunda-feira, julho 06, 2009

Handicaps

1. Não sei ler nos lábios. Por favor não insistam e, acima de tudo, não me transmitam informações importantes por esse meio;
2. Em ambientes muito ruidosos e com eco tenho dificuldade em separar sons, pelo que é natural que não ouça convenientemente uma conversa. Ler nos lábios não é opção;
3. Sou um tipo calado e calmo. Não tenho por hábito explodir histérica ou histrionicamente. O que não quero dizer que não esteja feliz.
4. Gosto de parar por vezes e ficar a "coçar o umbigo". O que não quer dizer que esteja infeliz.
5. Sou tímido como um morcego fora da gruta. O que não quer dizer que não faça o possível para combater isso;
6. Sou lamechas e ingénuo. O que não quer dizer que não possa ser mauzinho de quando em vez;
7. Procrastino e adio, penso e repenso...o que não quer dizer que não sofra, por vezes, de "loucura temporária";
8. Não tenho um GPS na cabeça. Custa-me a decorar caminhos.
9. E às vezes até a decorar nomes das pessoas;
10. Preocupo-me demasiado com tudo e todos.

There you have it.
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bored

domingo, julho 05, 2009

Shotgun Stories


Warning: não ver este filme quando se tem sono! Eheheh. O filme é bom sim senhor. A ideia é interessante e apelativa, mas não me pareceu muito bem conseguida. Muito porque é um filme muito contemplativo, algo parado, embora seja possível sentir um crescendo de tensão e violência desde o princípio até à "explosão" final.
No fundo, bem vistas as coisas, é um western. Não lhe faltam paisagens americanas, great wide opens, tingidas por imagens do Séc XX. Mas o feeling geral é exactamente o mesmo que se sente nos velhinhos filmes de "cáubois", passados nas degradadas e perdidas cidades de fronteira. E, mais ainda, a tensão que surge entre os dois clãs de irmãos, filhos do mesmo pai, é tipicamente um motivo western.
Dum lado Son, Boy e Kid Hayes, filhos dum pai alcoólico (e não só, aparentemente) que não quis saber deles ao ponto de nem lhes dar nomes decentes, abandonando depois a família. Do outro, Mark, Cleaman, John e Stephen Hayes, fruto da mudança de vida do pai e da nova família constituída sob uma égide cristã e temente a Deus.
Palavras azedas ditas por Son no funeral do pai desencadeiam uma espiral de tensão e violência com...muitos paralelos na vida e no Mundo actual.
Michael Shannon (Son Hayes) é, sem dúvida, a personagem (e o actor) a reter aqui. É a personagem mais bem delineada e apofundada. Das restantes pouco sabemos, embora este seja um daqueles filmes que deixa muito a adivinhar ao espectador deixando um ou outro indício pelo caminho para ser apanhado por quem quiser e souber.
Excelente banda sonora também. Lembrou-me....pois, um filme western. :D




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sábado, julho 04, 2009

Rudo y Cursi

Eis um filme piroso. E não digo isto de forma pejorativa. O filme é propositadamente piroso, sobre pessoas pirosas! "Rudo Y Cursi" junta novamente Gael Garcia Bernal e Diego Luna, depois do excelente "Y Tu Maman También" realizado por Alfonso Cuarón e escrito por Carlos Cuarón.
O que me surpreendeu foram os nomes dos produtores: para além de Alfonso Cuarón ainda Alejandro González Iñarritu e Guillermo del Toro! Um filme apadrinhado por estes nomes não pode ser mau e, sim, é completamente diferente dos filmes a que estes senhores nos habituaram. Dá-me a impressão que achram piada à história e que queriam variar um pouco dos habituais temas mais sérios/dramáticos/fantásticos.
"Rudo y Cursi" é uma comédia de costumes, sobre dois irmãos pobres, oriundos de uma família pobre mexicana e que trabalham numa plantação de bananas. Ah, e jogam na equipa local de futebol, onde são descobertos por um "olheiro" meio trafulha que, eventualmente, leva os dois para a Cidade do México, para clubes rivais. É mais complexo e elaborado que isto, claro, mas não tenho tempo ou paciência para debitar aqui a história do filme.
No fundo trata-se de uma comédia social ou de costumes com o habitual pano de fundo do "zé-ninguém" que ascende à fama e glória e tem de lidar com os problemas inerentes a essa situação. Torna-se ainda mais complicado quando o verdadeiro sonho de Cursi é singrar no mundo da música. O problema é que joga futebol muito melhor do que canta.
Vale a pena ver o filme só pela ineracção Luna/Garcia Bernal. No fim as costumeiras lições de vida são aprendidas.
Ou não. :D


E uma coisa seja em dita em abono da verdade. O futuro do Gael Garcia Bernal nunca passará pela música, porra! Felizmente é um dos excelentes actores da actualidade. Don't quit your day job dude!



sexta-feira, julho 03, 2009

Metalway 2009 26, 27 Junho




Amon Amarth - Pretty Maids
Gotthard - Candlemass
Tesla - Epica
Primal Fear - Tarja Turunen
Moonspell - Dark Tranquillity
Queensryche - Motörhead
Stratovarius - Immortal
Manowar

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quinta-feira, julho 02, 2009

...

it's your cross to bear

quarta-feira, julho 01, 2009

Metalway 2009 20, 21 Junho






Sodom - Duff McKagen
Riot - Europe
WASP - Blind Guardian
Lita Ford - Paradise Lost
Jon Oliva's Pain - Opeth
Warcry - Saxon
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