domingo, maio 31, 2009

Wilco

Graças à Antena 3 e ao Indiegente do Nuno Calado, hoje estarei aqui. Most excellent!







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sábado, maio 30, 2009

Coisas#2

Se eu meter o pin errado no meu telemóvel, aquilo dá logo sinal. Não me deixa fazer mais nada. Então porque diabo o multibanco não é igual? Quem foi a mente sádica que se lembrou de deixar o incauto utilizador que, inadvertidamente, introduziu o código errado, fazer uma série de selecções, escolher montantes, solicitar levantamentos, etc e tal, para só aí e então o bonequinho aparecer com um ar desolado no ecrã a informar, finalmente, que o código pessoal está errado? Mais do que nunca ALI o tempo deveria querer significar dinheiro. Mas não, parecem contentar-se em atrasar um gajo que digitou o pin errado. Ora poça, informem logo de início caraças!
E por falar em bonequinho...não é que eu seja contra a mudança, mas sou só eu ou o outro "coiso" tinha muito mais personalidade e piada. Parecia mais bem disposto também e com cores mais festivas. Deve ser reflexo da crise económico-financeira.


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sexta-feira, maio 29, 2009

Friday


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Angels & Demons


O filme não é nada mau, devo dizer. Não, não li o livro, ou qualquer livro do Dan Brown, a bem dizer. E só vi o "Código da Vinci" na televisão há pouco tempo. Gostei do filme, pelo que me predispus a ir ver este. Também não ia com grandes expectativas. Já sei que os livros são muito mais teóricos, mas já se sabe que isso seria difícil de pôr num filme. O que fica? Tanto num como noutro, fica um filme que se baseia nas teorias da conspiração que se tornaram apanágio do Brown e muita acção. Cumpre bem o seu papel de entretenimento. E fica no ar a mensagem óbvia: "Querem saber mais? Leiam o livro". Ou leiam outros livros se quiserem saber ainda mais. O tema é, sem dúvida, interessante, mas em termos de filme, basta o que ali está. Cumpre bem o seu papel de puro entretenimento.
Quanto ao Tom Hanks...parece que não teria sido a escolha óbvia da maioria das pessoas que leram o livro. Não sei, não posso opinar.
Uma coisa posso dizer acerca dele: é um gajo esforçado. Pode não ser um grande actor, brilhante, interessante, apelativo ou carismático. Mas acho que tem sabido compensar bem esse handicap com muito trabalho. É a imagem do "1% de inspiração e 99%de transpiração" talvez. Tal como o filme, também ele cumpre.
Não, não é de todo um filme mau e nada merecedor das críticas arrasadoras que se têm lido por aí. And these are my two cents about it.





quinta-feira, maio 28, 2009

Coisas #1

Numa livraria um destes dias:
- "Boa tarde. Posso ajudar?"
- "Boa tarde. Sim, já agora agradecia. Procuro o Código dos Contratos Públicos Comentado e Anotado. Qualquer edição me serve."

Depois de uma breve busca no computador:
- "Não vejo. Mas pode ser que esteja sob outro nome".
- "Errrrr. Não....é mesmo esse o nome".
- "Pois, realmente não tenho esse, mas tenho aqui o Código do Processo Civil e o Código Civil" e outros.
- "....err....não é bem a mesma coisa, mas obrigado......"

"A mania deste pessoal de Direito" deve ter ficado a pensar o expedito vendedor. "Sempre com manias e esquisitices. Não há um Código, há muitos outros por onde escolher, ora!"


Enfim...

Star Trek


AHAHAHA
O que eu adoro, ADORO e me divirto quando alguém pega numa obra, numa personagem ou numa franchise com o objectivo de lhe dar um novo começo, um novo fôlego, uma nova vida, e consegue-o, a meu ver, brilhantemente. Mas depois surge a onda de ódio e desprezo dos fanáticos acérrimos, verdadeiros geeks e nerds do [insert name here], a bradar aos céus, a espumar de ódio, a convocar uma intifada contra o autor ou autores de tamanho desrespeito. É que adoro mesmo. Ultimamente aconteceu isso com o James Bond. E agora, e num nível muito, mas muito maior, com o Star Trek. "Meu Deus! Isto não é o 'Star Trek'! Isto não pode ser assim! Este não é o Spock, aquela não é a Uhura! Meu Deus! Anátema! À forca! À forca!". Adoro, porque tanto no caso do 007, como neste caso o resultado supera em muito as expectativas. E aquela gente não consegue ver isso, cegos pela sua devoção fanática. Ah pois é.
Nunca fui gande fã do Star Trek. A série não é do meu tempo e os filmes são porreiros e tal, mas nada de especial. Na verdade, nunca apreciei o carácter desenxabido do conceito e da ideia por trás (isto sem prejuízo de lhe reconhecer todo o mérito e valor criativo que teve e tem ainda). Aquilo da Federação de Planetas era uma óbvia alegoria da ONU e tal e a mistura de raças, terráqueas ou não, era um nítido apelo à união num Mundo dividido. Mas faltava qualquer coisa para mim. Mais acção, mais emoção. Aquilo era tudo muito bonitinho, muito limpinho e bem comportadinho. E depois, aqueles "pijamas" coloridos que serviam de uniforme...enfim. O Star Trek New Generation parece-me ter sido o único spin of que consegui trazer alguma emoção e acção à série, mas ainda assim, continuava a faltar alguma coisa.
Pois bem, J.J. Abrams conseguiu trazer esse algo. O homem continua, ao que parece, em alta em termos de inspiração. Conseguiu efectivamente renovar uma série da qual já não se esperava grandes novidades, da qual seria mesmo impossível haver grandes novidades, dado o seu carácter tão fortemente enraizado na cultura popular.
Mas a verdade é que conseguiu renovar a série de uma penada só e graças a um "expediente narrativo" mais velho que as botas do Charlot. E resultou a 100%. "Ai este não são os personagens originais! Ai isto não era assim!" Pois não, não era. Shut the f**k up!





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quarta-feira, maio 27, 2009

Magnificent

Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar



Li algures que os U2 tinham afirmado que pendurariam as botas caso este novo disco não tivesse sucesso, ou não fosse realmente bom. Afirmação ousada e com muito de marketing, claro. Quanto ao sucesso era difícil não ter, tendo em conta a vasta legião de fãs que têm pelo Mundo fora. Mas, fazer um álbum realmente bom...aí é que a porca torce o rabo. Sejamos francos e polémicos: o percurso criativo fulgorante dos U2 terminou, em certa medida, com o "Achtung Baby". É esse o culminar do vértice criativo da banda. O "Zooropa" ainda trouxe um bom fôlego, mas com o "Pop" começaram a descer bastante. Subiram uns pontos com o "All That You Can't Leave Behind" ("Walk On" é uma das melhores canções dos U2) e o "How To Dismantle An Atomic Bomb", álbuns com umas quantas canções excelentes, mas sem grande chama enquanto Álbuns em si.Faltava talvez alguma personalidade marcante a estes discos.
"No Line On The Horizon" vem, finalmente, trazer o que faltava. Um álbum coerente e homogéneo, em que todas as canções funcionam bem sequencialmente. "Get On Yor Boots", o primeiro single é, talvez, a canção mais fraca, mas acaba por funcionar bem no todo. Seja como for, felizmente o segundo single "Magnificent" é das melhores canções do álbum.
Portanto, sucesso garantido, e merecido, com um excelente álbum.

terça-feira, maio 26, 2009

Kashmir


Kashmir
by lucasbgme


Mais reflexões estranhas de vida. O outro dia o meu irmão fez o favor e o obséquio de me avisar que tinha sacado, em casa da parentela, este DVD. O "Unledded" do Jimi Page & Robert Plant, ou Page/Plant para abreviar. Sim, o DVD mesmo. Não o DIVX, não o WMV, nem o AVI. Isto de ser pirata tem muito que se lhe diga, e possibilidades mil. Eu, limito-me a sacar música. Videos e DVDs não é muito comigo. Regra geral, e como compro e tenho relativamente poucos, prefiro os originais, sempre a preço de amigo.Mas este resolvi aproveitar. Pouco "pirata" da minha parte...mas neste capítulo devo ser um mero corsário de água doce...
Mas seja como for, esta coisa trouxe-me outras memórias. Memórias de ter assistido isto na televisão (em directo? Já não sei...), na antiga MTV, quando o "M" do acrónimo significava realmente "Música" e não "Merda". E lembro-me de ter sido um daqueles momentos únicos. Metade dos Led Zeppelin juntos novamente! Que acontecimento épico para a época (bela aliteração). Vi este unplugged, que não era bem um unplugged consciente de ser realmente um momento histórico.
Quando revi o concerto, em DVD desta vez, lembrei-me de tudo isso, e tomei consciência de outra coisa: este espectáculo, para fãs mais novos, putos, já faz parte da história, tal como o "The Song Remains The Same" ou o "Houses of The Holy", etc, fazem para mim. Algo que não vivi, mas descobri. Porém, o "Unledded" foi mesmo algo que eu vivi e que agora faz parte da história. Ainda continuo a olhar para aquilo como o grande evento que reuniu o Page e o Plant. Fui ver...é de 1994. Caraças....estou velho! LOL

Seja como for, eis como se pega numa canção perfeita e se faz dela algo ainda melhor.

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domingo, maio 24, 2009

Insomnia

Sleepless.
Lost between the midnight and the dawn, walking the dark paths of these small hours, Jonathan felt uneasy, restless and weary. It was late, very late, but he simply couldn't find in him the resolution to let sleep engulf him. He should be asleep, he knew very well. But he couldn't, and the reason for that he didn't know. Or did he?
Something was amiss and he failed to grasp the wholeness of it. Something prevented him to fall asleep. Jonathan felt awkard walking from room to room in is old cottage, almost as if what he was missing, and searching, would be in the next room, fleeing in front of him, always one step ahead.
Obviously this wasn't a solution, walking around like a ghostly figure in the dead hours of the night. But, to put it simple, Jonathan couldn't imagine a better thing to do. He felt a weird surge of power and energy inside him, but somehow he couldn't find a way to channel it to something useful. He tried simple things, like watching TV or reading, but the basic concentration failed him. His restlessness fought it.
Insomnia had been a companion for the past months. Jonathan was used to her and sometimes he even welcomed her for the extra time he felt he needed to live a bit more. She provided. But he hadn't experienced insomnia like this before. This was insomnia with a capital "I". Yes, a capital "I" indeed.
Unaccostumed as he was with the night living, he felt lost with all the amount of extra time in his hands now. It was too much as it was, and now it broke new boundaries, to boldly go where Jonathan had never gone before.
And, most of all he felt he couldn't cope with all the thoughts, plans and actions that simply sprung to his mind at an astonishing speed. Everything is different at night. Good ideas may seem bad, and bad may sound good.
He would do this, do that, say this, say that, act like this, act like that, or he wouldn't act at all. In the big picture it seemed as this weird brainstorm would resolve all his troubles ant issues. But Jonathan knew better of course. In the morning, in the light of day, he would dismiss them all, every plan, every idea, every scheme. He will even laugh at some eventually.
He knew that, but tonight they were jumping at him from behind every corner of his mind. And he simply didn't know what to do with them.
Jonathan felt he was drawing near to something, but what exactly that something was it still remained to be seen.
Almost as if he knew he was meant for something big, but that something kept eluding him, in a annoying and taunting fashion.
Like the sting of the spider fish in that beach many years ago, when he was a simple toddler. It had hurt like hell, but he simply bore with it; he endeavoured and thrived through the pain not for spite or shame, but simply because he didn't know what else to do.
It healed eventually, the poison eliminated from his blood. Jonathan could only hope to be healed now as well...to remove this mysteryous poison from his system.
Still lost between the midnight and the dawn, walking the dark paths of the neverending small hours, Jonathan remained uneasy, restless and weary. It was late, very late, but he still couldn't find in him the resolution to let sleep engulf him. He should already be asleep, he knew too damn well. But he couldn't, and the reason for that he didn't know. Or did he?

Gunther Dünn

sexta-feira, maio 22, 2009

quinta-feira, maio 21, 2009

quarta-feira, maio 20, 2009

Mood of these days

Dont want to be a richer man
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I cant trace time


As pessoas entram e saem da nossa vida a um ritmo assustador. Umas saem, outras entram, outras desapontam-nos e desiludem-nos, outras simplesmente tornam-se indiferentes a nós. É mesmo estranho. Felizmente umas quantas, poucas, vão ficando. Poucos mas bons, lá diz o ditado. Um dia, há muitos anos, numa aula de Trabalhos Manuais (sim, chamava-se assim no Pré-Cretáceo) o professor, na aula de apresentação, disse-me que eu tinha a cara das pessoas que quando se tornam amigos de alguém o serão lealmente para sempre. Lembro-me deste episódio algumas vezes. Obviamente que é um elogio, mas dou comigo a pensar se será sempre assim. É claro que há os que são meus amigos há anos e anos e, pelo que tudo indica, continuarão a sê-lo até nos encontrarmos no lar de terceira idade a trocar bengaladas e a atirar arrastadeiras uns aos outros. No entanto, parece que são mais as pessoas que vão ficando para trás (ou serei eu que vou ficando para trás?) e que os vários grupos onde me fui inserindo à medida que a vida discorria foram-se dissolvendo. Não deixa de ser estranho por vezes, pensar em A ou em B e lembrar-me do tempo que passámos juntos e das situações porque passámos e que nos ligavam então, para agora, tudo se ter desvanecido como se de sonhos se tratasse. O que diabo me ligava a esta ou àquela pessoa e que agora não me liga de todo? Isto a propósito dum telefonema dum amigo, já de anos, com o qual vou mantendo um contacto esporádico via telefone. Falámos a propósito do seu iminente casório e pouco mais havia a dizer a não ser os costumeiros "Então, e de resto? Está tudo bem?", "E que tal o trabalho?". E não, não sou o tipo de pessoa que quer saber quanto custa uma lua de mel para o sítio X e que é uma "pipa de massa", mas pelo menos é diferente. Sim! Fiquei feliz por alguém ter escolhido um sítio que eu escolheria em detrimento de um outro para onde toda a gente vai. Mas que diabos, não era preciso falar tantas vezes do dinheiro. Não me interessa e, francamente, não me impressiona de todo. Já me deviam conhecer. Mas vai daí, penso que há cada vez menos pessoas que me conhecem.
Anyway, divago. Este caso até nem é dos piores, porque, apesar de afastados, um contacto mínimo foi mantido e se esse contacto é aguentado neste últimos anos, apenas e só com base num passado comum (que o presente já é tão diferente), já não é mau; pior é mesmo um outro caso, em que o contacto cessou pura e simplesmente. Fiquei a saber que um outro amigo foi pai há dois dias. Fiquei feliz por saber que correu tudo bem. Mas já é praticamente um estranho. Que nem sequer informou do nascimento do seu petiz. E eu não lho levo a mal. Este tipo de afastamentos não é unilateral regra geral.
É isso. As pessoas mudam, transformam-se, deixam de querer isto para passar a querer aquilo; deixam de viver assim, para passar a viver assado. As pessoas mudam. Eu mudei, claro. Mas não posso deixar de pensar: será que mudei assim tanto? É que há certas coisas que continuo a ver de determinada maneira, certas opiniões que continuam a ser as minhas, determinada maneira de ver a vida e vivê-la que já trago comigo há muitos anos. Uma espécie de "esqueleto espiritual". É verdade que estou comigo todos os dias, o que dificulta a percepção destas coisas. Albergarei eu tantas mudanças como aquelas que eu vejo nestes amigos? Será que ainda vou mudar tanto que me dedique exclusivamente a falar de dinheiro, de carros, de mobiliário, de trabalho e de ambições? Não sei mesmo. Por outro lado, será isto "eu"? Não é que me queixe, gosto cá do "je", em traços largos....mas é como o outro dizia.: estranha forma de vida, por vezes.

Time may indeed change me
But i can't trace time....



CHANGES

Still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets and
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see this faker
I'm much too fast to take that test

Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Don't want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time

I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through

Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Don't tell them to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you cant trace time

Strange fascination, fascinating me
Ah changes are taking the pace I'm going through

Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Oh, look out you rock n rollers
Ch-ch-ch-ch-changes
(turn and face the strain)
Ch-ch-changes
Pretty soon now you're gonna get a little older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time

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terça-feira, maio 19, 2009

roaming

É uma espécie de ritual, em Dezembro geralmente, mas desta vez também em Agosto passado. Ia apagar isto, mas achei que vem sempre a tempo, é...intemporal.


Perder-me, ou fazer o possível por me perder nas ruelas desta cidade, rumar por estas vias estreitas, das quais não me lembro, mas nas quais procuro sempre alguma lembrança. Perder-me por aí fora, para ao virar de uma esquina, de repente, reconhecer onde afinal estou. "Perder-me", para depois me encontrar num sítio familiar. E será mais do que isso? Talvez. Ainda e sempre à procura duma via iluminada e reveladora. Talvez um destes dias me "lembre" novamente.
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segunda-feira, maio 18, 2009

domingo, maio 17, 2009

Rock Hard, Ride Free

Os fins de semana são calmos, bastante calmos. Os concertos de Sexta deveriam ser concertos de Sábado! Foi uma bela noite na Sexta, mas há que dizer que depois de uma semana de trabalho ainda ter pedalada para ir para Lisboa à hora de ponta, para a jantarada bem regada e com muita barulheira à mistura (o que vale é que o pessoal do Rio Grande já engraçou connosco, tal como, aliás, o pessoal do British Bar, honra lhes seja feita), para 3 concertos, dois fantásticos e um aborrecido (o que piora a coisa) e, por fim, para estar à conversa na rua até às 3 da matina cheio de alergia a fungar e a choramingar feito um, um...alérgico, tudo isto considerado, dizia eu, há que dizer que é obra. Cota, mas nem tanto. Ehehehehe.
Sábado ficou reservado para o dolce far niente, para estar na esplanada a dar à palheta e, excepcionalmente, para uma bela e singela noite de teatro. A peça chamava-se "As Duas Cartas" de Júlio Dinis e o grupo de teatro era amador, mas soube bem ver a coisa. Que hei-de fazer? Sou um conservador nisto, pelos vistos. Gosto destas peças, destas comédias de costumes, satirizantes e propulsionadas por um qualquer equívoco, engano ou mal entendido. E gosto do "entra e sai" dos actores. É simples e básico sim, mas dispõe bem. E a peça, por incrível que pareça, continua a ter alguma actualidade. Muito bom. Obrigado minha querida Ti Anica de Loulé pelo "cumbite".
E hoje? Hoje foi dia de Feira do Livro. O último dia. Quis ir lá mais um dia. Este ano parece que a Feira veio e foi ainda mais depressa que o habitual. Quase que pareceu que mal tive tempo de lá ir, que mal consegui desfrutar dela. É a vida mesmo. Já parece o Natal... Mas pronto, reconheça-se que estas duas semanas foram muito agitadas laboralmente. Espero não estar a perder o "contacto" com a Feira do Livro. Ainda é um evento que me diz muito. Um excelente sítio para dar uma passeata, beber uma cafézada e fumar uma cigarrada, caraças!
O novo horário não se compadecia muito disso, é verdade, mas pronto. Lá fui. Eu e mais um zilião de pessoas! Muita gente, e muita, pasme-se, a comprar! Acho bem, acho bem. Parece que este ano, para variar, os editores estão contentes. Igualaram ou superaram os resultados de 2008. Muito bem.
Para além disso, e fora os novos horários estranhos (que parece que funcionaram...) gostei da Feira. Gostei dos novos pavilhões, mais modernos e com um aspecto mais agradável. Ainda assim continuaria a preferir mil vezes as velhinhas barracas sobre o infame espaço da Leya que este ano se voltou a repetir no topo direito da Feira. Absurdo, cansativo, incómodo, desgastante, ridículo. Pessoalmente só entrei nesse espaço quando não tinha outra hipótese. Acho aquilo terrivelmente feio e pouco funcional...não tenho vontade de lá estar quanto mais de ver e comprar livros....filas intermináveis de pessoas para a caixa, etc etc. É estúpido. Mas quem sou eu....?
E venha mais uma semana. E assim vai discorrendo a vida. Rocking hard and riding free! Very free!!


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sábado, maio 16, 2009

Rescaldo

Drakkar





Gargula



Seventh Circle

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sexta-feira, maio 15, 2009

quinta-feira, maio 14, 2009

The Machinist

Bem. Por norma tenho-me escusado a mencionar aqui filmes vistos em DVD. Apenas e só pela simples razão de ter mais que fazer. Se aqui se relatassem todos os filmes que vejo, em cinema e em DVD, bom, digamos que isto seria algo fastidioso. Mas, por vezes, há que abrir excepções. Já aconteceu para o excelente "Saints & Soldiers", para o "Metal: A Headbangers Journey" e para o "Global Metal". E agora para este estranho "The Machinist".
Perdi-o no cinema na verdade. Fiquei com curiosidade principalmente por ter o Christian Bale e pelo facto de o homem ter perdido umas largas dezenas de quilos para fazer o papel. E de facto perdeu...até assusta. Segundo li, passou dias a comer apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. Até ficar naquele estado deplorável. A piada é que a seguir fez o "Batman", e calculo que o caminho tenha sido o inverso para ganhar massa muscular. Mas adiante.
Que-filmão-do-caraças-! Calculava que fosse um filme estranho, e é-o de facto. Um filme misterioso, durante o qual pouco percebemos o que está acontecer, tão pouco como o protagonista, diga-se de passagem. Um filme escuro, obscuro, sinistro mesmo e uma verdadeira manta de retalhos desconcertantes, tal qual um filme do David Lynch. A diferença é que em "The Machinist" chegamos ao fim do filme e acabamos por perceber o sentido, tudo nos é revelado, e percebemos o que se passou e a razão de ser dos eventos; e, num processo mental rápido,juntamos todas as peças do puzzle que nos foram "atiradas" e tudo fica na sua devida ordem. E não, isto não lhe retira força nenhuma. Continua a ser um filmão.
Realmente, "The Machinist" parece-me um filme do David Lynch, meio misturado com o "Memento" e com traços do "Vanilla Sky". Um filme estranho e intrigante, com um ambiente soturno e sombrio, e com um desenrolar narrativo constantemente desconcertante e insondável. Porém, ao contrário do "Vanilla Sky", "The Machinist" é um filme bem feito, com um propósito, ainda que simples. Um filme mais apelativo no sentido em que nos puxa à medida que nos intriga. Ao contrário de "Memento" não se revelou um filme tão comercial, talvez pelo ambiente mais sombrio, mas em comum partilham o aspecto interessante de colocar o espectador realmente na pele do personagem principal. Sabemos tanto como ele, e as revelações serão tidas simultaneamente.
E sim, o Christian Bale. O "puto do Império do Sol" cresceu e tornou-se num excelente actor sim senhor. A transformação física a que o homem se submete é uma coisa quase inexplicável. Sim senhor, grande filme.



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quarta-feira, maio 13, 2009

me & me mum

terça-feira, maio 12, 2009

palm reading


Foto da Carla.

segunda-feira, maio 11, 2009

The aliens have arrived!

TAKE US TO YOUR LEADER PUNY EARTHLINGS!

RESISTENCE IS FUTILE!

domingo, maio 10, 2009

This is England

Eis mais um filme discreto e despercebido que, provavelmente, nem teria ido ver (ou dado conta dele) não fosse o caso de ter apanhado numa destas Segundas-Feiras o "Cartaz" da RTP2, em grande parte dedicado a este filme. E mesmo assim, a Inglaterra dos anos 80 e a emergência do fenómeno "skinhead" não seria, à partida, um tema que me puxasse por aí além. Mas a verdade é que as imagens do filme deixaram-me interessado, bem como as entrevistas aos actores e ao realizador, Shane Meadows, o qual, segundo disse, fez aqui um filme basicamente auto-biográfico.
A história é simples: Shaun um puto de 11 ou 12 anos é constantemente gozado pelas mais pequenas coisas na escola. Um dia, ao regressar a casa, tem de atravessar um grupo de skinheads e prepara-se para ser gozado mais uma vez. Mas é Woody, o líder do bando, que mete conversa com ele, bem disposto e acaba por lhe dar apoio. Resultado, Shaun rapidamente se "enturma" com o bando.
E tudo corre bem até à chegada de Combo, libertado da prosão, um skinhead, mais velho e que vai provocar uma cisão no grupo devido aos seus ideais mais xenófobos e nacionalistas. Shaun decide alinhar com Combo, não só por ser facilmente influenciável, como também, e principalmente, por ver nele a figura paternal que não tem, uma vez que o pai foi morto na Guerra das Malvinas.
A premissa é simples, mas tudo o que revolve em torno desta é o que faz deste filme uma obra das mais interessantes do cinema britânico actual. O Tatcherismo, a vivência própria dos anos 80, a guerra, a emergência do nacionalismo como forma de combater a pobreza, etc etc, tudo é visto pelos olhos de um miúdo de 12 anos. Filmado de uma forma realista e dura, embora não tão violenta como se poderia supor, o filme é realmente excelente.
É um filme cheio de nostalgia pelos anos 80, pela cultura e música de então, e mostra ainda como a inicialmente inocente tribo skinhead, vinda da cena musical dos Mods e do Ska foi completamente subvertida pela introdução do elemento xenófobo e racista. O visual agressivo, as cabeças rapadas e as Doc Martens acabaram por ser aproveitadas pela National Front para os seus próprios fins.
A perda da inocência do movimento, tornado político e já não um mero movimento ligado ao visual ou à música, é também a perda da inocência de Shaun.
As interpretações são fantásticas, especialmente as de Shaun, que apenas procura um sítio onde se integrar e alguém que indique o caminho e de Combo, um homem violento e xenófobo, mas que acaba por ser a personagem mais trágica de todas com problemas pessoais que acabarão por tomar maior relevância que a "luta contra o estrangeiro".
Um filme trágico, violento aqui e ali, mas acima de tudo, muito nostálgico, feito com amor e, também, muito humor. British style, claro.

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quarta-feira, maio 06, 2009

Anathema @ Incrível Almadense - Videos

One Last Goodbye

Vocalist Vincent Cavanagh broke down in tears at the fans emotional singing of One Last Goodbye.



Inner Silence



Empty



Deep



Pressure



Fragile Dreams (excerpts)

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Anathema @ Incrível Almadense










Catarse suprema, arrebatadora e arrepiante!

Tenho visto muitos concertos, demasiados para me lembrar de todos. Mas certamente que já tive a minha dose de concertos péssimos, concertos mauzitos, concertos chatos, concertos bons, concertos muito bons, concertos excelentes mesmo. Concertos especiais é que já são mais raros. Especiais no sentido de se tornarem algo que é um privilégio, quase uma honra poder ver, ouvir e sentir. Um momento especial, um concerto que, por acaso, porque todos os factores e requisitos convergem, porque todos os planetas estão alinhados ou o que quer que seja, não será apenas mais um concerto para cumprir calendário, mas sim, algo único. Estes são mesmo raros.
É claro que concertos de Iron Maiden são sempre especiais à sua maneira. Mas são diferentes. O tipo de sentimentos e emoções são diferentes. É uma situação totalmente diferente daquela que ontem tivémos o real privilégio de assistir na Incrível Almadense.
Ontem os Anathema surpreenderam-nos e, acima de tudo, surpreenderam-se connosco. Um concerto digno de figurar numa eventual lista dos "10 Melhores Concertos da Minha Vida".
É raríssimo ver um concerto assim, repito. Especialmente quando não se está à espera. Sim, gosto, e sim, os dois concertos deles que já vi foram muito bons, mas este foi, something else....que concerto fabuloso, extraordinário, único, brilhante, sei lá.
A surpresa começou logo com a quantidade de gente que estava na sala. Cheia, mas não demasiado (ainda assim o calor foi imenso) mas lotação praticamente esgotada, plateia e primeiro friso. Não contava com tanta gente.
Quando os Anathema iniciaram o concerto ninguém esperava o que por aí vinha...foi nítido que as pessoas presentes eram, na sua maioria, fãs da banda. Porém não se tratou daqueles casos em que a banda tem o público na mão desde o primeiro minuto. Fãs sim, mas o que veio depois à medida que o concerto se desenrolava, foi algo construído de parte a parte.
A interacção e partilha da música e do espaço entre a banda e o público foi gradual, em crescendo, de tal forma que o público, nós, fizémos efectivamente parte da banda, como nunca tinha visto ou experimentado. É raro também ver e fazer parte duma audiência assim.
A surpresa da banda foi evidente. Nas primeiras canções, quando repararam que boa parte da sala cantava as letras em uníssono ficaram espantados...mas foi com a "Lost Control" que eles se passaram de vez com o público.
Passados estes primeiros momentos de espanto foi extraordinário ver como uma banda profissionalíssima e com rodagem soube aproveitar o que lhes foi oferecido. Foi extraordinário ver a banda tomar consciência que podiam confiar plenamente neste público e explorar isso eficazmente, dando-nos espaço para participar activamente.
Porém, com a "One Last Goodbye", que foi escrita sobre a morte da mãe dos três irmãos Cavanagh da banda o concerto tornou-se algo de irrepetível e único. Foi o 'descalabro' emocional. Vincent Cavanagh, o vocalista, deixou espaço para o público cantar um verso e a resposta foi tão avassaladora, total e arrepiante que o gajo limitou-se a parar de cantar e ficou ali a olhar para nós de olhos arregalados e de mão a tapar a boca em total perplexidade e de tal maneira emocionado que lágrimas lhe escorriam pela cara. Acabou por 'fugir' para perto da bateria e mais tarde gozou com o facto, mas naquele momento foi a emoção pura e dura.
E estamos a falar duma banda que já anda aí desde os anos 90! O gajo simplesmente emocionou-se tanto que não conseguiu cantar o resto da música, pelo que foi o público que a acabou, palavra por palavra, em úníssono e bem alto, para total surpresa da banda.
Daí a raridade do concerto. A banda deu tanto como o público, e quanto mais este foi dando, mais a banda dava ainda até ao final apoteótico. Só não tocaram mais porque já não podiam, e já tínhamos mais de duas horas em cima. Duas horas muito intensas e emotivas. Era notória a relutância do público em abandonar a sala, e da banda em abandonar o palco.
E no fim, tornou-se evidente que a noite tinha sido diferente, especial, quer para nós, como para eles. Os agradecimentos foram muito contidos e breves em palavras, e ainda bem. Não havia necessidade dos costumeiros "vocês são o melhor público de sempre" ou "este foi o melhor concerto de todos". Não. Less continua a ser more. Bastou ver as caras de felicidade, o comportamento, a relutância em sair do palco, o pedido para que todos se dirigissem à after party e um singelo agradecimento emocionado de Vincent pela "noite muito especial".
Assim é que é.

terça-feira, maio 05, 2009

Anathema

Uma das três bandas da 'trindade' britânica do doom/death metal dos anos 90, juntamente com os Paradise Lost e os My Dying Bride. Todas elas mudaram imenso ao longo do tempo. Os primeiros viraram-se para um som mais pop e electrónico, aproximando-se demasiado duns Depeche Mode (mas sem o fôlego destes), mas progressivamente regressando às origens (embora nunca mais fossem os mesmos). Os segundos mantiveram-se mais ou menos fiéis ao estilo, embora também com muito experimentalismo pelo caminho. Já os Anathema, mudaram sim, mas nunca mais olharam para trás. Começando como uma banda de doom/death basicamente inaudível (para mim), rapidamente evoluíram para um heavy metal mais melódico, mas sempre melancólico, menos death e mais doom, algo dark e sombrio ("The Silent Enigma" é um dos melhores álbuns do género).
Quase de seguida começaram as experiências mais a sério com o rock progressivo e as aproximações a um estilo muito "pink floydiano" com o "Eternity" e o brilhante "Alternative 4".
Em 99, com "Judgement" deixaram o metal para trás, bem como as 'colagens' a Pink Floyd. Em 2001, num Paradise Garage cheio, Danny Cavanagh, o vocalista e guitarrista brinca com o público quando diz que para cantar uma canção mais antiga e, consequentemente, mais pesadota a nível vocal, tinha de fumar um cigarro para engrossar a voz. Coisa que fez lol.
Com o "Judgement" iniciaram o percurso que os afastou definitivamente do campo do metal, mas (ao contrário do que aconteceu com os Paradise Lost), souberam continuar a compor e lançar música interessante.
"A Fine Day To Exit", o álbum de 2001 cimentou por completo a nova personalidade da banda, determinada a tocar um rock progressivo, sereno e atmosférico, que alguns chegam a considerar influenciado pelos Radiohead.
O concerto do ano passado no Alliance Fest foi breve, muito breve. Festival oblige.
Agora sim, um concerto em nome próprio.












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segunda-feira, maio 04, 2009

Nunca é demais recordar:

O delírio!

Mr. Hilter in Minehead:



Here's to another week....

domingo, maio 03, 2009

Choke


Mais trabalho de casa atrasado. Aposto que a maior parte das pessoas que vai ver este filme vai, quase de certeza, atraída pelo facto de este ser um filme baseado em mais um livro de Chuck Palahniuck, escritor de "Fight Club". Ora, se o filme do mesmo nome foi tão brilhante, porque não este? Pois. Confesso que fui uma destas pessoas. Nunca li nenhum livro do homem, por isso, não sei. E julgo que a percentagem de pessoas que leu deve ser bem ínfima. Seja como for, antes de mais há que dizer que, NÃO, este filme NÃO é tão bom, brilhante ou interessante como o "Fight Club". Quem for vê-lo à espera de algo do mesmo calibre, sairá desiludido ou então consegue, a meio do filme, "adaptar-se" e esquecer a antecipação que levava consigo. É uma tarefa difícil esta, mas, sabe-se lá como, eu consegui.
Aliás, até sei. É tão simples como concluir que um escritor não tem de escrever sempre o mesmo livro, sempre no mesmo estilo ou sobre as mesmas coisas. "Choke", o livro e o filme, é completamente diferente de "Fight Club", livro e filme. Há elementos comuns, claro. Personagens neuróticas, comportamentos desviantes e pertubantes, vidas devassas em geral. Mas "Choke" aposta mais no humor, da mesma maneira que "Fight Club" apostava mais na violência, na psicologia, na sociedade e no twist final chocante. Nesse sentido, "Choke" é, talvez, mais divertido que "Fight Club" (embora também tenha aquele twist final desconcertante). É, um pouco mais soft, digamos.
Em ambos os filmes existe ainda um aspecto que, pelo que já percebi, aprecio imenso e que, só há pouco (quando estava a ler mais pormenor sobre um personagem do "Wolverine", o Deadpool) aprendi: o breaking of the 4th wall, que é, a saber, quando os personagens comunicam directamente com o público espectador; hã? ainda se aprende alguma coisa, vá lá.

Choke is the story of Victor, med-school dropout who takes care of his 70's radical mom now suffering from dementia and dying after years of drug use and mental instability. In order to pay for her upkeep, Victor pulls double duty at his two jobs, one as an employee at a Colonial American theme park, and two, choking on food in restaurant, so that those who save his life, will feel obligated to help him out with cash from time to time. Who would save someone's life, only to let them die, once you know their sad penniless (over exaggerated) story? Victor targets the wealthy and affluent, "You don't wanna get saved by some waiter", he says in one of many direct addresses to the audience.
In the hospital he meets, a young doctor, who assists him in translating his mother's diary, which leads to shocking questions about Victor's origins, and his father or lack there of.
In addition to this Victor goes to sex addict meetings usually just to have sex in the bathroom with fellow addicts. While his best friend Denny, a chronic masturbator, begins taking his first shaky steps to recover, which involves romancing a Stripper and collecting rocks for each day his sobriety, "idle hands are the devils playground". The sex addiction and the need to save his mom, are the twin turbines that propel this film, and by the end they are both so clearly intertwined it escapes being exploitative.

No fim é um filme estranho sim. Daqueles que não se sabe ao certo se se gostou, se é bom, se apenas "finge" ser bom, ou se é mauzito. Há que deixar assentar. E o meu veredicto é que é um filme bom. Pelo menos bom no sentido de proporcionar uns momentos divertidos e ser um filme com algumas soluções interessantes.E a carregar todo este filme está o sempre brilhante Sam Rockwell no papel principal, e Angelica Huston no papel da sua mãe verdadeiramente demente.



sábado, maio 02, 2009

goin' up

Da primeira, e última vez, que subi ao topo disto era tão pequeno de altura que a minha cabeça mal ultrapassava o parapeito. Resultado: um reduzidíssimo ângulo de visão. Pronto. Já resolvi o assunto.




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sexta-feira, maio 01, 2009

Che - The Argentine/Guerilla


Isto é "trabalho" atrasado. Enfim, é mais por completismo obsessivo-compulsivo, mas que se lixe, cá vai.
O novo filme de Steven Soderbergh é isso mesmo: um filme, repartido em dois. Estrearam com meras semanas de intervalo entre eles. E são, em certa medida, um bom complemento aos "Diários da Motocicleta" de Walter Salles, de aqui há uns anos. Mas são filmes em tudo diferentes. Até porque baseados em períodos diferentes da vida do mesmo personagem, Ernesto "Che" Guevara. Se, nos "Diários..." vemos a juventude de Che, e a construção paulatina dos ideais e princípios que nortearão a sua vida, nos filmes de Soderbergh vemos a aplicação prática dos mesmos. Diferentes ainda porque os "Diários..." têm maiores preocupações narrativas, de apresentação de personagens, de contar uma história, enquanto que em "Che", Soderbergh adopta um estilo quase de documentário, quase de diário do dia a dia, primeiro em Cuba e depois na Bolívia (ou não fossem ambos os filmes cada um baseado nos respectivos diários escritos por Che). São filmes em que "caímos" quase de pára-quedas. Exigem talvez um certo conhecimento da vida e andanças de Che (embora o desconhecimento não prejudique em nada o visionamento).
Gostava de poder dizer que adorei os filmes, mas não o posso fazer. São, inegavelmente bons, e o trabalho de Benicio Del Toro, só por si, justifica ir ver o filme, porém, há ali qualquer coisa que me impediu de me envolver no filme, algo que me fez um mero espectador. O filme parece-me ser a transposição fiel do próprio estilo literário de Che. Já tentei ler um dos seus diários (não me lembro qual) mas confesso que tive de desistir a dado passo. Era um diário na verdadeira acepção da palavra, muito descritivo e telegráfico. Muitas entradas com dados estratégicos e geográficos, etc etc. O filme de Soderbergh adopta o mesmo estilo em certa medida., em especial a segunda parte.
Todavia, não deixa de ser uma obra que se vê muito bem. A figura de Che Guevara, já se sabe, tem sido cada vez mais romanticizada, estilizada e apropriada. E gostei de ver que Soderbergh não entrou muito por esse caminho. O estilo "documental" ajudou a evitar cair nesse erro. Aliás, não deixou de surpreender que na primeira parte evita-se mostrar o maior triunfo que foi a tomada de Havana. Em suma, um filme interessante, especialmente para quem tenha curiosidade e vontade de conhecer.

The Argentine:



Guerilla: