sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Afinal ainda há fé...


Em 7 de Abril de 1998, no Coliseu de Lisboa fazia-se história e ninguém sabia. Os Faith No More davam aquele que viria a ser o último concerto da carreira deles. Um concerto fabuloso. Daqueles que pode perfeitamente estar no Top 5 de concertos da minha vida (se, porventura, conseguisse fazer tal lista, mas adiante). Um Coliseu dos Recreios à pinha deu tanto à banda como a banda deu ao público. Nunca mais até hoje vi uma plateia a saltar TODA em uníssono. Os saltos, moshada e encontrões eram generalizados (encontrões sim, mas nada do que hoje já se tornou habitual nalguns concertos), e o lema era pelo menos "salta também ou és pisado". Não havia ninguém que não saltasse e muita gordura foi ali perdida! LOL Depois dum concerto brutal e fantástico como este, a notícia do fim da carreira foi recebida com grande peplexidade. "Então, acabam assim...agora?" Por outro lado isto é o que verdadeiramente se chama acabar em grande!
Bem...as más notícias é que já não posso dizer que estive no último concerto dos Faith No More. As boas é que vão voltar este Verão para uma tour europeia. Hell yeah!

"We Care A Lot" @ Coliseu dos Recreios 1998:



Reportagem e entrevista da TVI (!!!!!):


Nunca houve banda como esta decididamente. Nem antes nem depois. O que eles faziam era demasiado far out para outros tentarem sequer copiar sem soar a plágio. Foram a banda rock experimental e de fusão perfeita. Juntaram de uma maneira eficiente os mais variados estilos, desde heavy metal, pop, rock, funk, progressive, soul, hip hop, jazz, crooner, etc etc. E surpreendentemente, desta salganhada toda resultava música inigualável. Jim Martin, o guitarrista original já tinha abandonado em 1992 (figura estranha esse gajo), mas ainda souberam lançar dois álbuns fenomenais: "King For a Day...Fool For A Lifetime" e "Album of the Year". Seja como for foi o "Epic" e, acima de tudo o brilhante "Angel Dust" que os consagraram.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Woody Allen FTW!

Uma coisa é certa. Este homem não falha. Ok, ok, há uns filmes consideravelmente melhores que outros, mas a verdade é que mesmo os filmes "não tão bons como isso", são, ainda assim, bons filmes. É que o pior do Woody Allen é, ainda assim, melhor que muita coisa que anda por aí. É um Senhor Realizador e um contador de histórias nato. E, já agora, um génio do 'casting'. Ultimamente o "Match Point" foi um exemplo de excelência total; já o "Scoop" foi um daqueles "não tão bons", mais leve e inócuo, mas ainda assim, um bom filme. Deixei passar o "Cassandra's Dream" infelizmente, mas já me foi recomendado. Seja como for ainda fui a tempo de ver este no cinema. E que belo filme.
Sim, estou em crer que quem não gostava antes do universo Alleniano também não é agora que vai gostar, mas é pena, pois trata-se mesmo de um filme recomendável.
E sim, é verdade que parte de uma série de clichés mais que batidos: turistas americanos na Europa, latinos fogosos e cheios de "pelo na venta", artistas atormentados e caóticos, mulheres que não sabem o que querem, mulheres que julgam saber o que querem, relacionamentos frívolos, relacionamentos apaixonados e relacionamentos 'very uptight' e socialmente aceitáveis.
Porém, todos estes clichés são colocados de forma eficiente e positiva ao serviço da história. E servem na perfeição para ilustrar o ponto fulcral do filme, o qual debate essencialmente, sobre o amor e sobre relacionamentos difíceis, complicados, ou muito fáceis. É um óptimo reflexo do labiríntico Mundo em que vivemos cada vez mais perdidos. Tanto Vicky como Cristina têm certezas: uma do que quer, a outra do que não quer. No fim, todas essas certezas caem por terra, tanto para uma como para outra. Só os personagens de Penélope e Javier Bardem (os quais, aliás, roubam o filme por completo, especialmente a Penélope) mantém-se de início até ao fim, ironicamente, pois à partida parecem ser os personagens mais desequilibrados.
Enfim, muito mais haveria a dizer. Mas de facto, acho que a simplicidade complexa deste filme não se compadece com meras explicações escritas. É um filme simples que lida com motivações e situações realmente complexas e que não serão estranhas ao mais comum dos mortais, pelo que me parece bem, salvo melhor opinião, que se trata de um filme que se vê e absorve e sente, mais do tentar, ingloriamente, explaná-lo em palavras. E tenho dito.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Opeth TV4

"Coil" w/ Nathalie Lorichs



"Burden"



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terça-feira, fevereiro 24, 2009

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

For a friend


Uma compilação abrangente desde o "78/82" até ao "Mundo ao Contrário". Para uma amiga, mas também um tributo apropriado em 2009.
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domingo, fevereiro 22, 2009

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Siga!

Bom, as más notícias: Drakkar out. As melhoras para o Pedro Arroja que é, sem dúvida um dos melhores vocalistas nacionais. As boas notícias: mais Mons Lvnae e, principalmente, mais Artworx! Siga!

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Maiden Brit

Iron Maiden tonight pulled off a stunning victory by a reported landslide at the UK's prestigious Brit Awards when they were voted 'Best British Live Act' by the public and their fans ahead of Coldplay, Elbow, The Verve and Scouting For Girls.

Maiden are one of Britain's biggest International acts ever, selling over 70 million albums and breaking ticket records around the globe with their enormous live following. Last summer they staged a spectacular British show at Twickenham Stadium, one of 90 shows in 38 countries on the current "Somewhere Back in Time" tour, playing to almost two million fans.

Bruce Dickinson says, "We are delighted to receive the Brit Award for Best British Live Act, especially as this is a testament to our fans. I've often said Iron Maiden's secret weapon is our fans and they've proved us right all along. Anyone who's been to one of our shows knows that they're the most passionate and devoted fans on the planet, making the atmosphere at our shows incredible. So this Award is for them as much as it is for us. It is they who voted in huge numbers. It's a shame they can't all get a Brit statue!"

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crossroad

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Slumdog Millionaire

Humm. O filme é um bom filme efectivamente. Agora, o que ele não é, na minha humilde opinião (tão humilde quanto possível a um esférico negro com um '8' pintado) é um filme para 10 nomeações para os Óscares (se bem que nem sei quais são as categorias para as quais foi nomeado...se calhar até são justificadas). Não é um filme que justifique tanta excitação. E também não é um filme que seja possível de comparar com a "Cidade de Deus" ou outros filmes de cariz mais brutalmente realista. Sim, "Slumdog Millionaire" mostra uma Índia diferente das fantasias quase burlescas de Bollywood. Mostra a pobreza nos bairros de lata de Mumbai, as perseguições religiosas, crime e sujidade em geral. Mas isso, quando comparado com a brutalidade do "Cidade de Deus" é meramente acessório. Porque, na verdade, "Slumdog Millionaire" é também ele uma fantasia moderna, uma história de amor, romântica até mais não, pintalgada aqui e ali com algumas doses de realidade, mas, se formos ver bem, é uma fantasia.E com isto não se pretende dizer que é um filme mau, ou aborrecido, ou que não vale a pena ver. Não antes pelo contrário. É um filme muito bom, tipicamente Danny Boyle (isto é, desde que não esteja a realizar filmes de zombies ou de FC...ehehe), que prende desde o início o espectador pela maneira original de contar a história que pretende transmitir.
Jamal Malik, um órfão de 18 anos dos bairros de lata de Mumbai, está a apenas uma pergunta de ganhar 20 milhões de rupias na versão indiana do concurso Quem Quer Ser Milionário?. Mas o apresentador do jogo denuncia Malik à polícia por suspeita de fraude. Como conseguiu ele chegar à pergunta dos vinte milhões? Fez batota? É um génio? Teve sorte? Será o destino? E o que está a fazer no concurso se o dinheiro não o interessa? Jamal conta então à polícia a história da sua vida nas ruas e todas as suas aventuras para reencontrar a rapariga que sempre amou. Mas como é que ele sabe as respostas? E o que está a fazer no concurso?
É à medida que Jamal explica ao inspector como ele conhece as respostas às questões, ele, que mal tem instrução, que a história se vai desenrolando.
Agora, se por um lado não é um dos melhores filmes de Boyle, se não justifica tantas nomeações, por outro devo dizer que também não acho de todo justo as críticas mais negativas que têm atingido o filme. Poderá não ser o melhor dele, poderá não ser brilhante ou uma obra prima, mas é um bom filme, que conta uma história de maneira inteligente e cativante. E onde raio vamos nós parar se neste mundo um filme que conta uma boa história, é criticado? Não é esse afinal um dos objectivos principais do cinema? Contar uma história e contá-la bem. E este filme conta muito bem a história que apresenta, com uma fotografia excelente, boa banda sonora, bons actores, boa realização em suma. What more? Acho que o filme sofreu de hype desproporcionado. Dizer que, por causa disso, é um filme menor é um erro crasso. É, na verdade, um filme que se vê muito bem, com belos momentos e encantador mesmo.
Sinceramente gostei do filme. Apenas me deixei levar pela história. E é isso que eu quero e gosto de experimentar numa sala de cinema. Ya, sou um lamechas.


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terça-feira, fevereiro 17, 2009

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Valkyrie


Há, de facto, cartazes muito mais interessantes do que os que normalmente chegam a Portugal. Mas adiante. Mais uma vez pouco sabia dos pormenores desta história, para além do facto de ter havido uma grande conspiração (senão a maior) para matar Adolf Hitler num dos seus bunkers, que a bomba tinha sido colocada pelo Coronel Stauffenberg, e que a tentativa falhou devido a vários factores, nomeadamente o psocionamento dos explosivos em si. O que eu não sabia era extensão da conspiração e o que aconteceu nos momentos seguintes em que Hitler se presumiu morto. Um verdadeiro golpe de Estado.
E o filme de Singer mostra exactamente isso, sem tirar nem pôr, com um rigor histórico pormenorizado (vim a saber depois), com uma frieza e calculismo extremamente realistas. Porque, se por um lado, estamos todos carecas de saber que o tio Adolfo era o proverbial "mau", a verdade é que isso não faz dos conspiradores propriamente os "bons", se assim se pode dizer. É que aquela frieza e secura do filme deixa espaço mais que suficiente para mostrar que as motivações dos conspiradores não se prenderam exclusivamente com razões de moral ou humanitárias. "Só se pode servir o Fuhrer ou a Alemanha, não ambos", diz a dada altura Stauffenberg. E a verdade é que as suas motivações derivaram mais do desejo de evitar a iminente derrota total da Alemanha, provocada pelas patéticas decisões militares de Hitler e do seu Estado Maior. As preocupações de Stauffenberg e cia prendiam-se totalmente com evitar a desonra que seria ver uma Alemanha esmagada debaixo da bota Aliada. Como militar de carreira e, acima de tudo, aristocrata, não era objectivamente contra o nazismo enquanto ele continuasse a servir o propósito de levar a Alemanha à vitória e trazer glória e honra aos militares. É certo e sabido que a Wehrmacht desprezava totalmente a Gestapo, as SS e as SA, vendo-os como um mal menor e necessário e as atrocidades cometidas por estes eram intoleráveis sim, não por qualquer preocupação humanitária, mas sim pela desonra que isso trazia à suposta civilização superior alemã, perante a comunidade internacional.
Daí ser realmente verdade que este não é o típico filme "anti-nazi" a que já nos habituámos.
Inicialmente o Tomás das Cruzes parece ser um erro de casting...não me parece que tenha o porte necessário para fazer de oficial alemão, mas a verdade é que as lentes das câmaras fazem maravilhas, e em momento nenhum nos lembramos do pigmeu que é. E, há que reconhecer, faz um bom trabalho. Bem como o restante séquito de actores que o rodeiam, Tom Wilkinson, Bill Nighy, Eddie Izzard, Terence Stamp, etc etc.
Vale a pena sim senhor.
E sim...este filme é como o "Titanic" ou, qualquer filme sobre a vida de Jesus Cristo....isto é: não terá um final muito surpreendente para quem esteja minimamente informado.




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a l o n e v.02

domingo, fevereiro 15, 2009

Mr. Di'Anno & Cia

Drakkar





Artworx



Attick Demons



Paul Di'Anno+Attick Demons




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sábado, fevereiro 14, 2009

Happy S. Valentine's day

"O verdadeiro metaleiro continua solteiro", parafraseando o amigo e vizinho MP. E, de facto, com concertos nesta data, os não solteiros têm de se pôr a pau. LOL Quanto a mim, é para ir obrigatoriamente.
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Paul Di'Anno - Part I


Part II segue amanhã.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

twitter

http://twitter.com/

Twitter is a service for friends, family, and co–workers to communicate and stay connected through the exchange of quick, frequent answers to one simple question: What are you doing?

Longe de mim querer parecer um velho do Restelo ressabiado e mais longe ainda ter a intenção de criticar este novo 'gizmo' que tão propagado anda agora. Sim, porque criticar também critiquei os blogs e afins nos idos de 2004/2005 e agora é o que se vê. Portanto, não é imbuído de um espírito crítico ou negativo que aqui venho. Chamemos-lhe uma mera constatação de facto.
Ora, com tantos blogs, Gtalk, MSNmessenger, Skype, IRC, Hi5, Facebook, Message Boards e fóruns, emails, SMS e telemóveis mais a recente existência de rede celular no Metro, etc etc, não será um pouco demais termos também de responder aos nossos amigos, familiares e colegas o que diabo estamos a fazer AGORA neste preciso momento? Sei lá...parece algo exagerado...
Uma busca simples no Google por "twitter" mostra-nos em primeiro lugar o site oficial da coisa e em segundo o twitter oficial de Sua Excelência o Sr. Presidente da República Portuguesa. Uma rápida consulta a este endereço (http://twitter.com/presidencia) permite-nos saber que:

Presidente da República recebeu Governador do Banco de Portugal
Presidente da República inaugurou Salão Agro-Alimentar para Exportação SISAB 2009
Mensagem de condolências do Presidente da República dirigida à Governadora-Geral da Austrália
PR chegou ao Pavilhão Atlântico para a abertura da XIV Edição do Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar - SISAB 2009
Presidente da República enviou mensagem ao homólogo da República Popular da China
Presidente Cavaco Silva inaugurou Cine-Teatro da Anadia

and so on.

Pronto. Obrigado pela informação.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

GLOBAL METAL

From the metalheads who brought you "Metal: A Headbanger's Journey" comes "Global Metal", a feature documentary that will take audiences to unexpected corners of the world — from Indonesia, Japan and China to India, Israel, Dubai and Brazil – to check out the international flavors of what turns out to be a most universal music — heavy metal.
In "Global Metal", Scot McFadyen and Sam Dunn set out to discover how the West's most maligned musical genre — heavy metal — has impacted the world's cultures beyond Europe and North America. The film follows metal fan and anthropologist Sam Dunn on a whirlwind journey through Asia, South America, South Asia and the Middle East as he explores the underbelly of the world's emerging extreme music scenes — from Indonesian death metal to Chinese black metal to Iranian thrash metal. "Global Metal" reveals a worldwide community of metalheads who aren't just absorbing metal from the West — they're transforming it — creating a new form of cultural expression in societies dominated by conflict, corruption and mass-consumerism.

Scot McFadyen and Sam Dunn share producer/writer/director credits on "Global Metal". Scot said that the impetus for "Global Metal" came from the overwhelming response to their first film "Metal: A Headbanger's Journey". "We had high hopes for the documentary but after the premiere at 2005 TIFF things took off beyond our expectations."

"'Metal' was picked up by distributors in over 30 countries from Europe to the Middle East, Asia and South America and it was getting great reviews from both press and audiences. As word of the film spread, we got emails from metalheads around the world thanking us for finally telling the story of this community with respect. These metal fans also told us about the emerging metal scenes in their countries: places we never imagined heavy metal existed. It made us realize that metal has spread far beyond its roots in industrial Europe and suburban America to become a global phenomenon. So Sam and I decided to make another documentary about metal! Although we both felt that the film shouldn't just be a sequel — it should take us somewhere completely new. We wanted to know what heavy metal means to people who are coming from such vastly different cultural, political and religious backgrounds. How did metal arrive in these countries? And does it have the same rebellious, anti-religious spirit that it does in the West? We thought that metal could be a fascinating 'lens' through which to explore the globalization of culture and its impact on youth around the world."

For more information, visit
http://www.globalmetalfilm.com/.

Excelente documentário que pega na premissa estabelecida no anterior "Metal:A Headbangers Journey" e o extrapola para o resto do Mundo. Se naquele documentário houve a óbvia preocupação de dar uma panorâmica, necessariamente geral, do heavy metal, das suas origens, bandas e fãs, num ambiente quase exclusivamente anglo-saxónico, ou, se assim se quiser, Ocidental, neste "Global Metal" vai-se (literalmente) mais longe. E procura-se saber em que medida culturas tão díspares como a indiana, chinesa, japonesa, sul americana e muçulmana em geral receberam o heavy metal e o adoptaram e adaptaram às suas realidades e culturas. Se já no anterior o factor antropológico e sociológico estava bem arreigado, neste novo documentário é efectivamente o factor preponderante. E não deixa de ser inspirador ver os trabalhos por que os fãs iranianos ou indonésios passam apenas porque gostam e querem ouvir este estilo musical.

E que melhor epílogo para um documentário desta envergadura do que terminar com o concerto que os Iron Maiden deram em Bangalore, Índia, em 2006, o primeiro concerto alguma vez dado na Índia por uma banda internacional deste calibre? Fantástico é a única palavra que se me ocorre. Os fãs indianos ficaram sem palavras aparentemente!


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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Der Baader Meinhof Komplex

Mais um filme 'documento', mais um filme histórico, mais um filme político, mais um filme sobre um episódio sobre o qual pouco sabia. Claro que conhecia o grupo terrorista alemão Baader-Meinhof que assolou a Alemanha nos anos 70. Sabia apenas que os nomes derivavam de um homem e de uma mulher e, em certa medida, tinha tendência para os ver como uma espécie de Bonnie & Clyde europeus. Obviamente não seriam tal, mas confesso a minha inércia em saber mais.
Portanto, este filme alemão, candidato aos Óscares 2008, veio suprir com uma eficiência germânica (eheheheh) essa lacuna.
A Facção Exército Vermelho (em alemão, Rote Armee Fraktion ou RAF), também conhecida como Baader-Meinhof, foi uma organização guerrilheira e terrorista alemã de extrema-esquerda, fundada em 1970, na antiga Alemanha Ocidental, e dissolvida em 1998. Recebeu a alcunha Baader-Meinhof, depois de Andreas Baader ter escapado da polícia graças à ajuda de uma jornalista de esquerda, Ulrike Meinhof.
Iniciada nos anos 60, no seio dos movimentos estudantis de protesto contra a instituição universitária, cedo se viraram para objectivos mais políticos como a guerra do Vietname, a pobreza no Terceiro Mundo, a energia nuclear, o capitalismo, e, acima de tudo, o "avanço imperialista americano" no Mundo.
O filme acompanha todo este processo, desde a criação do primeiro grupo, dito de primeira geração, até à subsequente prisão dos membros fundadores, e a continuação das actividades dos outros membros.
Gostei. Sinceramente gostei do filme. Talvez me tenha sido mais fácil gostar uma vez que os meus conhecimentos disto eram praticamente nulos, mas pronto, é assim. Um filme longo, acima das duas horas e meia, mas mesmo assim conseguiu manter-me interessado até ao fim. Por um lado, compreendo que deveria, provavelmente, ser mais longo, pois deve ser difícil resumir tanto acontecimento num filme, mesmo que tenha mais de duas horas e meia. Há a caracterização extraordinária dum punhado de personagens principais, mas depois, há toda uma vasta plêiade de pessoas que vão aparecendo sem sequer lhes conhecermos o nome. Brigitte Mohnhaupt (desempenhada pela yummy Nadja Uhl) é um bom exemplo disso. É notória a posição de liderança da segunda (ou terceira?) geração do RAF, mas não se sabe muito bem de onde vem. Outros personagens aparecem apenas incidentalmente, etc etc. Todavia, isto é um pormenor de somenos importância, especialmente para quem quer apenas aprender o que se passou.
E nisso o filme cumpre totalmente. Mais uma vez...para mais conhecimentos faça o favor de ir procurar.
A única crítica que faço ao filme é realmente o final abrupto que tem. Fiquei com a impressão que se tinha acabado a "fita", ou o "guito" e tiveram de ficar por ali. Alguma informação adicional sobre o que aconteceu depois com o RAF seria interessante, para uma obra mais completa.
Mas fora isso, é um filme altamente recomendável e que, acima de tudo, não toma partidos. Não apresenta o Estado como uma máquina de repressão brutal, nem pretende dar uma imagem glamourosa e heróica dos guerrilheiros urbanos. Não. As inépcias, defeitos, falhas e razões de ambas as partes estão ali bem (e apenas) expostas.





Red Army Faction

Andreas Baader

Ulrike Meinhof

Baader Meinhof e os tempos de terror (in DN Online)

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domingo, fevereiro 08, 2009

Benavente


Noite bem passada, em família e com três bandas cada vez melhores. Curioso foi assistir a concertos no "primeiro andar", ou numa espécie de 'mezanine'. Seja como for a qualidade do som compensou!
EDIT: e sim, é "Benavente" e não "Bevanente"...ai ai a minha cabeça. Obrigado I.

sábado, fevereiro 07, 2009

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Retratos na biblioteca



Fabrice Ziegler

Inauguração da exposição de fotografia:

"Retratos na Biblioteca", 05 de Fevereiro, das 18H às 20H.

Exposição patente até 28 de Fevereiro.

Biblioteca Municipal D. Dinis
Rua Guilherme Gomes Fernandes (Fim)
2675-625 Odivelas
Tel.: 21 932 07 70



Retratos na Biblioteca

Retratos à Sexta

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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Milk and cookies

E eis mais um filme baseado em factos reais. E mais uma vez sobre uma personagem e sobre eventos dos quais nunca tinha ouvido falar. Está-se sempre a aprender lá diz o outro. Trata-se de um típico biopic dedicado à vida de Harvey Milk, líder assumido do movimento pelos direitos civis dos gays em S.Francisco nos anos 70. O filme mostra uma imagem dum homem normal, sem, à partida, qualquer característica de 'herói', mas que em face das circunstâncias acaba por assumir a liderança e dar a cara por aquilo em que acreditava, na base do pressuposto de se ter tornado impossível ficar impávido perante a verdadeira perseguição religiosa e política que surgiu por todos os EUA na altura. Um homem normal que aos 40 anos decide que queria fazer alguma coisa útil e conseguiu-o em apenas 8 anos. Com muita, mas mesmo muita perseveraça, tornou-se o primeiro político abertamente gay a ser eleito para um cargo público nos EUA. E conseguiu a notoriedade necessária para que as perseguições oficiais terminassem.
Típico biopic e típico filme de óscares. Ah pois é. E o Sean Penn faz o papel típico de ser galardoado com a estatueta de melhor actor principal. Porém, a verdade é que o filme é realmente bom e interessante. Mais uma vez essencial no seu cariz informativo. E se é uma biopic típica, também é preciso destacar a inteligência de Van Sant ao conseguir fazer algo de inovador na forma de contar a história, a qual se inicia como se de um enorme flashback se tratasse, com Milk a contar a sua própria história para um gravador e usando várias imagens de arquivo nos sítios certos. Mas mais do que o Penn, é mesmo o Josh Brolin que se destaca. O enteado da Barbra Streisand anda-lhe a dar com força. Depois de "Planet Terror", "American Gangster", "No Country For Old Men" e "W", ei-lo num papel mais uma vez completamente diferente e tão ou mais interessante que o do Sean Penn, com o qual é mais fácil criar empatia. E não se fica por aqui. James Franco, cada vez mais longe do "Spider Man" e o Emile Hirsch, redimindo-se da palermice pegada com cuspo que foi o "Speed Racer", dão um suporte valioso à história.
Um filme que vale a pena.


quarta-feira, fevereiro 04, 2009

terça-feira, fevereiro 03, 2009

I - The Pact


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Gonçalo

Género: Masculino;

Significado: homem disposto para toda a espécie de luta", ou dito de forma mais sintética, "guerreiro";

Origem: origem provável no conjunto de alguns termos germânicos, nomeadamente gunthi ou Gunther, significando "combate", all, "todo" ou "total" e vus "disposto".


Dünn

Género: adjectivo;

Significado: magro, fino, estreito, ralo.



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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Defiance

Este "Defiance" tem, logo à partida, uma coisa positiva e que merece destaque; o Daniel Craig é, para mim, um excelente actor que, felizmente, se tem preocupado em manter alguma distância da personagem do James Bond, de maneira a não ficar preso eternamente a ela. Quanto ao filme em si, também não está nada mau não senhor. Começa logo por ser um filme que retrata um episódio da Segunda Guerra Mundial do qual nunca tinha ouvido falar. Pois, é baseado em factos verídicos (quão verídicos é matéria que dá pano para mangas, mas enfim), e deu finalmente resposta à questão "Mas os judeus limitaram-se a seguir em ordeira fila indiana para os campos de concentração e campos de morte? Não houve ninguém a efectivamente resistir?"
De facto, parece que houve. Os quatro irmãos Bielski, bielorussos (na altura parte da Polónia), conduziram efectivamente uma actividade organizada de resistência aos invasores alemães, salvando um sem número de judeus que a eles se juntaram na floresta de Naliboki. Formaram uma verdadeira comunidade, completa com escolas, oficinas e hospitais. A unidade Bielski lutou ao lado do Exército Vermelho contra os Nazis, o que também lhes valeu uma boa dose de repúdio pelos actuais polacos, os quais consideram os Bielski responsáveis por algumas atrocidades, embora nada tenha sido provado concretamente.
O cartaz propaga que o filme é do mesmo realizador do "Blood Diamonds" e do "The Last Samurai", e também, acrescento do "Glory". Quanto ao primeiro não sei, mas os outros dois são bons filmes. Este "Defiance" talvez não seja assim tão bom, mas vê-se muitíssimo bem. As florestas, onde se passa a maior parte do filme, são, de facto, lindíssimas, especialmente se vistas pelo olho clínico do "nosso" director de fotografia Eduardo Serra. Para além disso a dinâmica do filme assenta totalmente nas prestações de Craig como Tuvia Bielski e Liev Shreiber como Zus Bielski e no choque de maneiras de ser que ocorre entre eles, sendo um idealista e conciliador e o outro um tipo rijo como as pedras que prefere levar tudo à frente. O terceiro irmão é também muito bem desempenhado por Jamie Bell, no que é capaz de ser o melhor papel dele desde que se estreou, puto ainda, no "Billy Elliot".
Em geral não se pode dizer que seja um filme extraordinário, um "grande filme", mas também não é perda nenhuma de tempo ir vê-lo. A história está bem contada e bem suportada pelos actores e pelas imagens fantásticas dos cenários. E com este, o "Valkyrie" e o "The Boy in the Striped Pyjamas" concluí-se que a "nazistada" continua a vender! Mais patacoadas para quê, venham as imagens.


Ainda mais uma palavra afinal. Sobre a suposta falta de veracidade histórica do filme, sobre o choque de alguns polacos (pelo que li no IMDB) pela forma como os irmãos Bielski são retratados e pela decisão de situar a história na Bielorússia e não na Polónia. Bollocks to that! If you don't like it sod off! Se estas são as únicas críticas passíveis de serem feitas ao filme, já é muito bom então. Antes de mais, o filme é "baseado" em factos reais. E já se sabe o que é que "baseado" pode querer dizer em Hollywood. PAra além disso não me parece objectivamente correcto dizer que há uma "lavagem" do comportamento dos irmãos. A tónica do filme não é essa, pelo que são características secundárias. Mas estão lá. Assim, é claro desde o início que o objectivo era apenas fugir e sobreviver. O facto de milhares de judeus se terem juntado debaixo da protecção da unidade Bielski foi puramente acidental, não por vontade própria dos irmãos. O filme não esconde aliás, o passado mais dúbio dos irmãos como foras da lei e nem sequer tenta transformar os homens rudes que eram em heróicos cavaleiros em armaduras prateadas. Não. Acima de tudo o filme dá a conhecer um episódio histórico. Agora, conhecer a real natureza dos irmão Bielski: heróis ou bandidos, bem, parece-me que ainda vai dar panos para mangas. Quem quiser saber mais, que procure. Tipo aqui:


The Bielski Brothers

The Bielski Partisans



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domingo, fevereiro 01, 2009

To Porto and Back

E após uma das piores viagens da minha vida, debaixo de uma tempestade monumental na A1, a que se juntaram o trânsito infernal, as omnipresentes obras e a confusão do costume na entrada para o Porto, a verdade é que a jornada correu muito bem. Sábado de manhã, para compensar, estava um belo dia de sol com algum frio à mistura. O concerto foi muito bom, num Teatro Sá da Bandeira surpreendentemente cheio, mas cheio mesmo. Thrash metal não é muito a minha onda em geral, mas devo reconhecer que os Kreator são das poucas bandas que destaco dentro deste género. Portanto valeu a pena. Já teria valido seja como for pelo 'conbíbio' e pela companhia dos meninos Fernando, Raimas, Daniel, Nuno, Rita e Tiago, e pela recepção porreira e nortenha do Sebastião e do amigo Luís. Domo arigato!

Violent Revolution:



Voices of the Dead:




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