sexta-feira, janeiro 30, 2009

quarta-feira, janeiro 28, 2009

b l e u

shroud

terça-feira, janeiro 27, 2009

What?

Arriving somewhere
Appearances count
Awkward moment

Gunther Dünn



.

Tuning

Out of tune
Can't hear that station
My ear is not here

Gunther Dünn



.

Spiral

Circling
A human roundabout
Exit right (?)

Gunther Dünn



.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Gomorra

Devo assumir aqui a minha total solidão no que diz respeito a este filme. É verdade. Assumo. Não gostei. Não gostei enquanto filme, enquanto obra cinematográfica. Nada a fazer. Aborreceu-me. Sim, estou consciente que por vezes um gajo está cansado ao fim do dia, e estou também consciente do facto de nunca ter sido fã de filmes mafiosos. Mas seja como for, tenho de dizer que este me aborreceu de morte.
O filme é baseado no livro de Robert Saviano, que actualmente se encontra sob forte protecção policial, exactamente por ter escrito o livro, revelando sem qualquer prurido a realidade da Camorra napolitana. O filme foi um sucesso em Cannes, premiado, e alvo de elogios magníficos por todo o lado.
Ok, sei bem ver quais as qualidades do dito. Filmado nuns subúrbios de Nápoles, com recurso a habitantes reais da zona, obviamente pertencentes à organização, o filme é sem dúvida excelente ao proporcionar um mergulho duro e cru nos meandros da Camorra. O filme tem tanto de ficção como de documentário e segue cinco histórias, a de Toto, um miúdo de 13 anos que ambiciona entrar na organização, sem saber o que isso lhe custará, Pasquale, um costureiro que por decidir ajudar concorrentes chineses (a mafia chinesa?) acaba por se meter em sarilhos, Roberto, um jovem empregado e iniciado nestes meandros que não se sente muito confortável, D.Ciro que distrbui dinheiro às famílias dos membros presos e Ciro e Marco, dois putos verdadeiramente desmiolados com ilusões cinéfilas do que é a Mafia.
Todas estas histórias passam-se num ambiente fechado, claustrofóbico e quase labiríntico dumas quantas ruas daquele arrabalde de Nápoles. Um local em guerra constante e quotidiana, onde os clãs se enfrentam diariamente e onde apenas a linguagem das armas, da violência e do "olho por olho" são válidas.
As personagens de Marco e Ciro, são as mais interessantes na medida em que se revêem em vários personagens mafiosos de Hollywood, almejando serem iguais a eles. Todavia, se há coisa que o "Gomorra" faz, é precisamente demonstrar que a Mafia real não tem a honra e o glamour que se vê em Hollywood.
Sim trata-se de um filme cruamente realista, sem contemplações, sem eufemismos ou suavizações. A realidade é dura. E Matteo Garrone, o realizador, quis fazer em filme o que Saviano já tinha feito em papel: expor a Camorra napolitana. Não tanto com um dedo apontador e denunciante, não tanto para provar que é uma coisa má e violenta, não tanto um filme abertamente contra a Camorra, mas antes um filme sobre a Camorra. E é nessa medida que o filme opta por não cair no facilitismo dos "bons e maus". Não. Ali são todos "maus", mas "bons" também, porque no fundo fazem parte do sistem inerente àquela vivência. Toto não é mau, como é óbvio, mas tem de viver nas condições que lhe dão. O mesmo se diga dos outros personagens.
Isto é, portanto, o interessante do filme. E é muito interessante de facto.
O problema é que estas reflexões são atingidas na primeira meia hora do filme. A partir daí, e falo por mim, ver o restante do filme tornou-se penoso. Simplesmente porque não tinha mais nada a retirar dali. Senti que o filme já não tinha mais para me oferecer. "Ok...já percebi!". Talvez seja demasiado grande. Nem sequer vou mencionar o problema que experienciei ao ver o filme e não perceber muito bem o que se passava (tive uma ideia geral de luta de clãs), e não perceber também muito bem o que motivava alguns personagens, especialmente a relação D.Ciro/Maria.

Bottom line: não gostei. Talvez tivesse demasiadas expectativas, talvez estivesse cansado. Mas a memória que trago do filme é de estar a olhar para o relógio de 15 em 15 minutos. Não me incomodou o realismo do filme, mas a partir de certa altura, realmente, já me tinha perdido. O trailer, porém, é bom.





.

Light my day

domingo, janeiro 25, 2009

Quem é Quem

Ainda e sempre, e apesar de tudo, a maior banda portuguesa.

sábado, janeiro 24, 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Flight 666

IRON MAIDEN: FLIGHT 666 - THE MOVIE

British heavy rock legends, Iron Maiden, in association with Banger Productions, EMI Records, Universal (USA) and Arts Alliance Media, announce that they will be releasing a feature length documentary film into cinemas worldwide on April 21st 2009.
As you may know from Rod's tour diaries, Iron Maiden have been working on a feature length documentary. Entitled 'IRON MAIDEN: FLIGHT 666', the movie follows the band on the first leg of their Somewhere Back In Time World Tour in February and March of 2008 as they experienced the most ambitious and adventurous tour in rock history, and will be released in April 2009 in association with EMI Records and Universal in the USA.

The Maiden tour plan was something that had never been attempted before on such a grand scale. Circumnavigating the globe, the band flew in a specially customised Boeing 757 airliner with their crew and 12 tons of music and stage equipment on board, playing 23 sold out stadium and arena shows in 13 countries in just 45 days, travelling 70,000km and performing to almost half a million fans.

The band were accompanied everywhere by award-winning documentary makers Banger Productions from Toronto in Canada, who have received international critical acclaim for their previous movies "Metal, A Headbangers Journey" and recently "Global Metal". Filmmakers Scot McFadyen and Sam Dunn and their team bring an intimate behind the scenes view of this remarkable journey, with a close look at the logistics involved and following Team Maiden in the cockpit, on the plane and on and offstage, getting to the heart of this global adventure of a band that has very rarely even let cameras backstage before.

Shot in High Definition and with superb 5.1 surround sound, mixed by the bands producer Kevin 'Caveman' Shirley, FLIGHT 666 brings to the screen all the drama, excitement and hysteria that followed the band around the world every time 'Ed Force One' touched down in a new country. The film documents the intensity of the punishing show schedules, the struggle with the time zones, the pressures of ensuring that every performance matched the energy of the many thousands of ecstatic and expectant fans from many cultural backgrounds, unusual angles from the spectacular shows... and of course the fun had on the way!.

Iron Maiden: Flight 666 is an honest and revealing portrait of one of the worlds most successful rock bands and a must-see for all Maiden fans.


.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Die Welle

"Die Welle" é um filme que praticamente iria passar despercebido por mim. Não sabia do que tratava, mas assim muito por alto, atentei nas palavras "escola", "alunos", "professores", "experiência", etc. Tendo visto "A Turma" no mês passado, sinceramente não me senti com disposição de "voltar a entrar numa sala de aula" para observar a costumeira dialéctica aluno/professor.
Eis senão quando, por obra e graça de uma recomendação duplamente "fernandiana", lá fui ver o dito cujo. E em boa hora.
O filme passa-se numa escola alemã. E, realmente, tem alunos, professores, etc e tal. Mas não é um filme sobre isso.
Rainer Wenger, um relativamente jovem professor de Ciência Política, ainda meio punk/rebelde vê-se obrigado a debater, durante uma semana, o tema da Autocracia com a sua turma. Nada apela menos a um professor que teria preferido ensinar a Anarquia, mas trabalho é trabalho. Para tal, e perante a nítida repulsa dos alunos pelo tema e suas óbvias ligações ao passado alemão, bem como à afirmação categórica dos mesmos que tal nunca poderia se repetir na Alemanha, Rainer opta por um método de ensino...diferente. Uma experiência que, enfim, digamos, fica fora de controle.
Aquela turma acaba por se tornar uma micro autocracia, um mini regime totalitário e autoritário, completo com símbolos, uniformes, disciplina rígida e culto ao líder.
É interessante que os alemães já estejam preparados para fazer um filme destes, com uma temática destas. Mais interessante ainda quando se conclui que se tratou de uma experiência verídica realizada nos anos 60 num liceu californiano e que um alemão a adapte para a sua pátria acometida ainda de culpa.
Sim, várias críticas poderiam ser apontadas ao filme. Que não há uma ideologia verdadeiramente política no grupo; que é demasiado esquemático e simplificador do que é um verdadeiro regime fascista; que parece ser mais fácil justificar este "fascismo de meia tijela" quando se trata de um grupo de adolescentes obviamente desorientados e desajustados em diferentes graus; que, como tal, se trata de um fenómeno similar ou próximo aos gangs juvenis ou mesmo ao hooliganismo.
Sim, talvez, porém, a meu ver, isso não tretira qualquer força e interesse ao filme, nem sequer desvaloriza a experiência didáctica que ocorreu e que agora nos é mostrada actualizada aos dias de hoje. Não. Apesar de tudo, o filme mostra que o Homem não é só um animal gregário, mas também um animal de grupos, de sentimento de pertença e, dadas as condições adequadas, um animal hostil a outros grupos.
Muitíssimo bom.

Eis o trailer, embora deva dizer que só o vi após o filme. Aliás, vi o suficiente do trailer para me convencer a ir. Mas optei por não ver mais. Foi uma boa escolha. Maior efeito surpresa.

.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

World...meet Mr.Obama. Day 1

For the world has changed, and we must change with it.

Algures entre o optimismo histérico e o pessimismo cínico deve haver espaço para alguma esperança. Não, não se trata do Messias que resolverá os problemas do planeta com um estalar dos dedos. Não, não irá operar milagres. Não, o Mundo não irá mudar radicalmente. Mas, (e é um grande 'mas') essa mudança pode ocorrer. Lenta e paulatinamente sim, mas há que esperar positivamente que ela aconteça. Quer se queira quer não as fundações dessa mudança estão lançadas. Quer se queira quer não, e no pequeno espaço que divide o pessimismo e descrença do optimismo e expectativa desmesurados, é um dia histórico.

My fellow citizens:

I stand here today humbled by the task before us, grateful for the trust you have bestowed, mindful of the sacrifices borne by our ancestors.

On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord.
On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recriminations and worn-out dogmas, that for far too long have strangled our politics.
We remain a young nation, but in the words of Scripture, the time has come to set aside childish things. The time has come to reaffirm our enduring spirit; to choose our better history; to carry forward that precious gift, that noble idea, passed on from generation to generation: the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.

For everywhere we look, there is work to be done. The state of the economy calls for action, bold and swift, and we will act -- not only to create new jobs, but to lay a new foundation for growth. We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together. We will restore science to its rightful place, and wield technology's wonders to raise health care's quality and lower its cost. We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age. All this we can do. And all this we will do.

What the cynics fail to understand is that the ground has shifted beneath them -- that the stale political arguments that have consumed us for so long no longer apply. The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works -- whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. Where the answer is yes, we intend to move forward. Where the answer is no, programs will end. And those of us who manage the public's dollars will be held to account -- to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day -- because only then can we restore the vital trust between a people and their government.

As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals. Our Founding Fathers, faced with perils we can scarcely imagine, drafted a charter to assure the rule of law and the rights of man, a charter expanded by the blood of generations. Those ideals still light the world, and we will not give them up for expedience's sake. And so to all other peoples and governments who are watching today, from the grandest capitals to the small village where my father was born: Know that America is a friend of each nation and every man, woman and child who seeks a future of peace and dignity, and that we are ready to lead once more.
Recall that earlier generations faced down fascism and communism not just with missiles and tanks, but with sturdy alliances and enduring convictions. They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead, they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.
We are the keepers of this legacy. Guided by these principles once more, we can meet those new threats that demand even greater effort -- even greater cooperation and understanding between nations.

For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus -- and nonbelievers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.
To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West: Know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history; but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist.
To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.

Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends -- hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history. What is demanded then is a return to these truths. What is required of us now is a new era of responsibility -- a recognition, on the part of every American, that we have duties to ourselves, our nation and the world; duties that we do not grudgingly accept but rather seize gladly, firm in the knowledge that there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character, than giving our all to a difficult task.

This is the price and the promise of citizenship.

This is the meaning of our liberty and our creed -- why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent Mall, and why a man whose father less than 60 years ago might not have been served at a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath.
So let us mark this day with remembrance, of who we are and how far we have traveled. In the year of America's birth, in the coldest of months, a small band of patriots huddled by dying campfires on the shores of an icy river. The capital was abandoned. The enemy was advancing. The snow was stained with blood. At a moment when the outcome of our revolution was most in doubt, the father of our nation ordered these words be read to the people:
"Let it be told to the future world ... that in the depth of winter, when nothing but hope and virtue could survive... that the city and the country, alarmed at one common danger, came forth to meet [it]."

terça-feira, janeiro 20, 2009

memories



segunda-feira, janeiro 19, 2009

domingo, janeiro 18, 2009

Top 10 2008 Metal

E pronto. Foi uma empreitada de monta! De tanta coisa que ouvi este ano, acabei por seleccionar 40 discos eventualmente merecedores. Reduzir estes para 10 foi relativamente fácil, embora se tenha complicado cada vez mais à medida que iam sendo eliminados. Estes ficaram, resolvi seguir o instinto inicial. Mas custou-me deixar de fora o "Into the Night" dos Enforcer, o "Wake the Sleeper" dos Uriah Heep, o "Twilight of the Thunder God" dos Amon Amarth, "Heading Northe" dos Stormwarrior, "King of Hell" dos Helstar, o "Night Eternal" dos Moonspell e o "The Scarecrow" dos Avantasia (aquela 'celinedionzada' é que acabou por perder este álbum). Portanto, sem mais delongas....

#10. ALMAH – “Fragile Equality”


O álbum a solo do Edu Falaschi, converteu-se em nome de banda, e eis que os Almah lançam assim o seu primeiro álbum, segundo do Edu sem os Angra. Enquanto estes atravessam um hiato aparentemente forçado, ele meteu mãos à obra novamente. E ainda bem. Este álbum é bem mais conseguido que o anterior que, já de si era muito bom. Continua a ter uma voz poderosa e parece não se esforçar muito por consegui-la. Os guitarristas não são a dupla Bittencourt/Loureiro, claro, mas ainda assim são fantásticos, a comprovar pela faixa de abertura, “Bird of Prey”. As referências à música brasileira não são tão óbvias como em Angra, claro, mas existem pontualmente.

“Birds of Prey”: http://www.youtube.com/watch?v=gV82WMnDw2o


#9. OPETH – “Watershed”



Bem, já toda a gente sabe que eu gosto destes gajos. Era preciso ser muito mau para “escaparem” ao Top 10. E “muito mau” parece ser coisa impossível de fazer da parte deles. Sim, é uma banda que não é do gosto de uns, que é indiferente a outros e mesmo odiada por ainda outros. Mas quanto a mim, continuo a considerá-los geniais e brilhantes no que fazem. Sim, este álbum custou-me a ouvir de início. Eles resolveram exigir mais atenção do ouvinte desta vez. E assim que esta é devidamente dada, este álbum discorre magnificamente.

“Burden”: http://www.youtube.com/watch?v=4UQCqvkWdAs


#8. JUDAS PRIEST – “Nostradamus”



Depois dum ‘morno’ “Angel of Retribution”, ouvir dizer que os Priest se iam dedicar a um álbum conceptual e duplo ainda por cima, não augurava nada de bom. Pior ainda, um álbum conceptual sobre Michel de Nostredame, o famoso profeta do apocalipse francês do século XVI, ideia que, convenhamos, já não é muito original. Mas, surpresa, surpresa! A coisa funciona bem. De facto tem algumas canções/interlúdios que não adiantam nem atrasam, mas que, numa perspectiva geral, contribuem muito para o feeling total da obra. Naturalmente um álbum odiado por muitos, mais puristas, mas aqui por estes lados, rodou bastante. Venha o concerto agora!

“Pestilence and Plague”: http://www.youtube.com/watch?v=AavyPpQLjCA


#7. SERENITY – “Fallen Sanctuary”



Mais um segundo álbum e mais um top10. Estes austríacos são excelentes no que fazem. Não vou entrar em pormenores respeitantes a etiquetas e tal, é heavy metal, sinfónico, muito orquestral, proggy aqui e ali e repleto de riffs de guitarra que se colam aos tímpanos que é uma coisa parva. Nada de novo talvez, mas gosto, e muito, da forma energética e profissional com que eles conseguem pegar em todas estas coisas pouco novas e apresentar um produto final que revela personalidade própria. Se já o anterior era bom, este aumenta ainda mais a parada.

“Velatum”: http://www.youtube.com/watch?v=Yxt9iv1fyRI


#6. TESTAMENT – “The Formation of Damnation”



Poucas palavras são necessárias. São os Testament. E estão de volta à velha forma. À forma que sempre os caracterizou e que fazem deles uma das minhas bandas preferidas de sempre. Devo dizer que o “Demonic”, álbum anterior, aborrece-me. Os Testament são uma banda de thrash metal, das pouquíssimas que realmente aprecio. E estar a ouvi-los a fazer um álbum próximo de death metal, completo com grunhidos e urros do Chuck Billy, enfim, não é bem isso que quero ouvir quando penso em Testament. Mas pronto, isso já lá vai. Formação original reunida, Greg Skolnick de volta à guitarra e composição e pronto, problema resolvido. Sai do forno um álbum potente, pesado e melódico.

“More Than Meets The Eye”: http://www.youtube.com/watch?v=09rHDabBQfA


#5. Heavenwood – “Redemption”



Onde estariam os Heavenwood hoje se não tivesse havido o hiato entre 1998 e 2008?
Talvez não valha a pena perder tempo com esta questão. A verdade é que com este "Redemption" eles estão de volta e com qualidade suficiente para chegarem longe outra vez. E bem merecem esta segunda oportunidade, porque qualidade musical assim nem sempre aparece com tanta consistência.
"Redemption" é não só uma continuação do que ficou para trás, mas também um disco que consegue refinar ainda mais essas qualidades e virtudes dos dois álbuns anteriores. Não tão Death/Doom como o "Diva", não tão Gothic como o "Swallow", este álbum condensa bem aquelas duas vertentes. Sim, as raízes não são novas, mas é mais uma vez o resultado final,a apresentação, que contam. "Redemption" mostra uma banda que sabe bem o que quer e para onde quer ir, e que consegue criar uma sonoridade única entre nós.
A música continua bastante dark e soturna, mas o ritmo mais pesado equilibra-se na perfeição com a melodia, da mesma maneira que as vozes mais rasgadas do vocalista se combinam bem com a voz melódica do guitarrista.

“Bridge to Neverland”: http://www.youtube.com/watch?v=mgmCymaWjKQ


#4. VOTUM – “Time Must Have a Stop”



E eis um disco que, este sim, me acompanhou durante meses e meses deste esquisito ano. Votum, "Time Must Have a Stop". São polacos e este é o primeiro álbum. O estilo? Metal/rock progressivo, bastante melódico, com alguns laivos de Opeth e Dream Theater aqui e acolá. Foi o cabo dos trabalhos encomendar este CD, uma vez que por cá não temos, claro. Mas finalmente chegou. E aprendi que é possível uma encomenda demorar mais tempo a chegar de Espanha que dos EUA.
A capa do disco é um dead giveaway da música melancólica, algo dark e psicadélica. É um álbum épico, mas ao mesmo tempo de uma grande simplicidade. Grande companhia me fez. Calculo que tenha passado despercebido em geral e que não seja de todo do agrado de muitos. MAS a mim tocou-me bastante a melancolia. Sim, nada “puro e duro”.

“The Hunt is On”: http://www.youtube.com/watch?v=FugTiR3yo4Y


3#. IRONSWORD – “Overlord of Chaos”



Os Ironsword voltam a viajar para terras da Ciméria, continuamente inspirados pelo imaginário de Robert. E. Howard e gravam aqui um álbum brilhante. Não chego ao ponto de dizer que é o melhor disco de heavy metal gravado em Portugal, mas dentro deste género sê-lo-á certamente. Remetem-nos directamente para uns Brocas Helm ou Manilla Road (e não será estranho que o vocalista destes últimos, Mark Shelton, contribui em três canções). Ou seja é Epic Metal, ou True Metal, ou lá o que queiram chamar, eu cá só sei que é da mais excelente qualidade. Ouvir este disco com atenção é ser transportado para outra era de facto, vestir umas peles e pegar num espadeirão. Heavy metal em todo o seu esplendor e glória, sentimento e tripas!

“Death of the Gods”: http://www.youtube.com/watch?v=_KkrtMFMRHc


#2. GRAND MAGUS – “Iron Will”



Um trio à maneira e à antiga. Confesso que não conhecia nem o álbum e muito menos a banda. Quando ouvi fiquei abismado. Muito bom. Muito bom mesmo. O vocalista J.B Christoffersson, também vocalista dos não menos interessantes Spiritual Beggars, empresta a sua voz a um álbum muito forte, cheio de influências do passado, mas de forma alguma “ultrapassado”. Rock, Doom, NWOBHM, tudo contribui para fazer deste álbum uma pérola surpreendente em 2008. O que achei mais interessante neste belo disco foi a aparente simplicidade do mesmo, mas uma simplicidade que nos apanha desde o primeiro segundo quando as guitarras de "Like The Oar Strikes the Water” entram, passando pelo calmo instrumental "Hövding", que dá lugar a uma das melhores canções do álbum “Iron Will”. Enfim, em boa verdade, todas são excelentes, é impossível destacar só uma. Canções simples, mas épicas ao mesmo tempo, viciantes mesmo.

“Hovding+Iron Will”: http://www.youtube.com/watch?v=B8O6UD3aRAs


#1. AMASEFFER – “Slaves for Life”



Nem sei que diga realmente. Sim, talvez nem seja um disco de heavy metal…ou, pelo menos, só de heavy metal. Também há rock progressivo, world music, música oriental, música israelita….. Pois, são uma banda israelita que decidiu escrever uma obra em três tomos, do qual este é o primeiro, dedicada ao chamado Êxodo do povo judeu do Egipto. Sim, a história do Moisés e companhia. Amaseffer, ou Ah Há’Sefer, hebreu para povo das sagradas escrituras.
Como vocalista principal conseguiram o impecável Mats Léven e ainda a ajuda de Ângela Gossow e de Kobi Farhi (voz da outra grande banda israelita Orphaned Land”). Depois rodearam-se de uma vasta plêiade de músicos e vozes convidadas, responsáveis pelo ambiente, som e cores orientais que este álbum tem em grande quantidade. A música, essa, só tem um nome: soberba. Perdi a conta às vezes que ouvi este disco. Nem sei que mais diga realmente.

“Zipporah”: http://www.youtube.com/watch?v=3GNAuOW46_E

“Wooden Staff”: http://www.youtube.com/watch?v=twbBdlM-feQ







.

sábado, janeiro 17, 2009

Heute

.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Top20Movies

Este ano faço o gostinho ao dedo e à mania das listas. Porque não? "Got nothing better to do", lá dizia o Mustaine. Eis portanto o meu top20 de filmes de 2008. Menos rígido, porque não me apetece destacar só 10, e também porque é capaz de um ou outro não serem de 2008, mas que se lixe, estrearam em 2008, ou eu vi-os em 2008. Na sua maioria já foram devidamente comentados por aqui, portanto, isto é só para meu especial prazer e sentimento de resumo. So....

#20. The Darjeeling Limited



IMDB
Hmmm...devo ter-me distraído...

#19. Cloverfield



IMDB
My two cents

#18. California Dreamin'



IMDB
My two cents

#17. We Own the Night



IMDB
My two cents

#16. La Habitación de Fermat



IMDB
My two cents

#15. Persepolis



IMDB
My two cents

#14. Iron Man



IMDB
My two cents

#13. Sweeney Todd - The Demon Barber of Fleet Street



IMDB
De certeza que houve alguma razão que me impediu de escrever...

#12. Hellboy II - The Golden Army



IMDB
My two cents

#11. Burn After Reading



IMDB
My two cents

#10. Body of Lies



IMDB
Ai a preguiça!

#9. My Blueberry Nights



IMDB
Devo ter ficado atarantado

#8. Cashback



IMDB
My two cents

#7. Wall.E



IMDB
My two cents

#6. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull



IMDB
My two cents

#5. Juno



IMDB
My two cents

#4. Into the Wild



IMDB
My two cents

#3. In Bruges



IMDB
My two cents

#2. Dark Knight



IMDB
My two cents

#1. Hunger



IMDB
My two cents

.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Top10 2008 unMetal

Já sabia que tinha ouvido muita música este ano. Mas de facto surpreendeu-me ser capaz este ano de organizar um top10 extra heavy metal, o género que normalmente domina. E dominou também em 2008, tanto assim é que o top10 heavy metal está a ser algo difícil de fazer. Portanto, para já, aqui vai o meu top10 non metal.

#10. THE HOLD STEADY - "Stay Positive:



Banda americana, de Brooklyn, se bem me lembro. É o quarto álbum e é muito bom. A música é rock e é, sem sombra de dúvidas, música americana. Rock indepentende americano, para quem gosta de labels. A composição é, depois de dada a devida atenção, mais complexa do que aparenta. Cada canção é uma história em si, um hino, uma trova que encontra ainda algumas raízes num Dylan ou num Springsteen, mas com mais guitarras. A voz do vocalista Craig Finn é estranha a princípio, mas depois entranha-se. Só a "Constructive Summer" que abre o álbum é fantástica ao dar o tom do que se segue: "Me and my friends are like/the drums on "Lust for Life"/we pound it out on floor toms/our psalms are sing-a-long songs".

"Stay Positive": http://www.youtube.com/watch?v=FY3V4ObYRsA


#9. TRAVIS - "Ode to J. Smith"



E ao sexto álbum, eis que os Travis se fartaram de escrever aquelas melodias memoráveis e desgraçadamente pop que sempre lhes ficara tão bem, e se viraram para o rock, para uma abordagem mais agressiva, mais guitar driven e ecreveram umas melodias agradáveis e desgraçadamente pop/rock que lhes ficam a matar. Pois é. Um álbum curto, gravado em poucos dias, mais directo e in your face. Desde o primeiro álbum que os Travis não eram assim tão "eléctricos"A mudança foi relativamente grande, mas estes gajos, para mim, ainda não fizeram asneira. São excelentes compositores, excelentes músicos e têm ar de gajos porreiros e simpáticos. E low profile também. Mais outra coisa que lhes fica bem.

"J.Smith": http://www.youtube.com/watch?v=W8ufd7HcKkc


#8. ELBOW: "The Seldom Seen Kid



A primeira vez que ouvi falar destes fulanos, foi através de (mais) uma comparação com os Radiohead. Assim, também estes britânicos, contemporâneos dos Radiohead, seriam, afinal, também eles, filhos do "The Bends". Sinceramente não acho que baste uma voz suave e algumas descargas de electricidade enre alguns momentos mais calmos, para comparar uma banda aos Radiohead. Ok, estou a ser mau, reconheço que há um pou outro ponto de contacto. Mas a verdade é que, bem vistas as coisas, são duas bandas tão diferentes. Os Elbow continuam a progredir com este quarto álbum...e é-me difícil encontrar comparação cabal para a música deles. Eu gosto. Basta isto, pronto.

"The Bones of You": http://www.youtube.com/watch?v=-DwFjqt-Wk4


#7. BOSS MARTIANS - "Pressure in th S.O.D.O."



Rock! É tão simples como isso. Os Boss Martians têm aqui canções tão orelhudas, mas ao mesmo tempo tão 'loud' e 'catchy' que só apetece ir aumentando cada vez mais o volume. "Pressure in the Sodo" está repleto de guitarras, solos, canções memoráveis e muita energia, do princípio até ao fim. Simples e directo, sem appelo nem agravo. Aqui e ali pontuam umas teclas e uns sintetizadores, mas a força está nas guitarras, na bateria e na voz. "Mars is for martians" foi escrita de propósito pelo Iggy Pop, que acabou por decidir participar ele próprio na canção em dueto. É bom sinal.

"Mars is for martians": http://www.youtube.com/watch?v=SJ9ZFP9K86E


#6. The Killers - "Day & Age"



Pop. Sem qualquer vergonha, pop assumidíssima. Encontramos traços de Roxy Music, Pet Shop Boys, U2, entre outros. Mas, inegavelmente, com uma personalidade muito própria e singular. Para banda americana, e de Las Vegas, ainda por cima, soam tão britânicos que se diriam dessa nacionalidade mesmo. O single de avanço "Human" é daquelas pérolas pop de que uma banda se pode orgulhar. Infelizmente é de tal maneira assim que as rádios nacionais se têm dedicado a "matá-la" com um incessante e repetido airplay. Não retira qualidade à canção, mas que pode acabar por chatear, pode (ver The Story da Brandi Carlisle). No meio de toda esta vasta panóplia de influências dos 80's, é a última canção que realmente se destaca. Os quase 8 minutos de duração, a parede de guitarras e o ambiente doom e gloomy, tornam "Goonight, Travel Well", o verdadeiro marco deste álbum.

"Human": http://www.youtube.com/watch?v=d97XFGR_IP0


#5. THE GASLIGHT ANTHEM - "The '59 Sound"



Americanos, de New Jersey e este é o segundo álbum. Responsáveis pelo reavivar do chamado "Jersey Shore Sound", do qual Bruce Springsteen talvez seja o mais representativo. Como tal, a temática da música tem um feeling algo industrial, dedicado ao homem comum, o trabalhador, o underdog e à vida quotidiana. A isto adiciona-se umas pitadas de punk rock (Joe Strummer e Manic Street Preachers de início de carreira) e obtém-se um álbum brilhante, dito o "Darkness on the edge of town" do novo milénio. Eu diria mais o "Born To Run", pois ambos estão pejados de uma energia quase impotente, uma energia que está contida, mas prestes a explodir. Aqui sim, encontramos a veia de contadores de histórias, de trovadores urbanos que encontrámos em Springsteen. Vi-os pela primeira vez no final de um "Conan O'Brien". Pergunto-me o que terá achado deles Max Weinberg.

"The '59 Sound": http://www.youtube.com/watch?v=bOBb13yDnz


#4. THE VERVE - "Forth"



Ei-los de volta. Reunidos pela segunda vez. Os Verve nunca foram propriamente mais uma banda de brit pop, e com este álbum provam esse facto inegavelmente. Em boa verdade de pop este álbum não tem assim muito. Sim, é claro que não se tornaram uma banda electrónica ou de heavy metal, ou apenas rock. Há uma amálgama que se espalha pela longa duração destes disco (demasiada segundo alguns) e pelas canções, as quais, na sua maioria, ultrapassam a marca dos 5/6 minutos. De facto, é difícil qualificar este álbum. Tem elementos pop, tem elementos rock, tem elementos psicadélicos, orquestrais etc etc. Em geral é um álbum bastante dark e soturno. Quer nas letras, quer nas músicas. O single inicial, "Love is Noise", cumpre efectivamente a função: é uma canção rock, relativamente rápida e com o necessário para "prender" e atrair a atenção. Mas em geral o resto do disco é mais mid tempo e hipnotizante.

"Love is noise": http://www.youtube.com/watch?v=PmRJo8RQ5sA


#3. THE PINEAPPLE THIEF - "Tightly Unwound"



Parece que os TPT também são comparados frequentemente aos Radiohead. Até certo ponto compreendo a comparação. A voz de Bruce Soord é, em determinados momentos, parecida com a de Thom Yorke; a música comporta também aquele elemento "progressivo" (no sentido de evolução) que foi apanágio (e ainda é, embora já não muito do meu agrado) dos Radiohead, culminando no brilhante "OK Computer". Mas acho que são estes os únicos pontos de contacto: alguns tons vocais parecidos e a atitude perante a criação musical. Fora disto, os TPT mostram aqui (e confesso não conhecer os álbuns anteriores) uma postura arrojada, mais próxima duns Porcupine Tree e No-Man. Ou seja, uns Radiohead menos preocupados em manter uma estrutura pop, e mais descontraídos em deixar a música discorrer e fluir livremente. Daí as raízes prog. Muito interessante, aqui e ali de audição difícil, mas sem deixar de manter uma preocupação de coerência melódica e uma mistura eficaz de descargas eléctricas e momentos acústicos.

"Shoot First": http://www.youtube.com/watch?v=gN_f-ejifd8


#2. THE GUTTER TWINS - "Saturnalia"



Do Sr. Greg Dulli dos Afghan Whigs pouco conheço, a não ser a sua participação na banda sonora do "Backbeat", filme dos anos 90 sobre o início da carreira dos Beatles eem especial sobre o 5.º Beatle, Stuart Sutcliffe. Gosto da voz sim senhor. Quanto ao outro "twin", bom, Mark Lannegan dispensa apresentações. Os Screaming Trees são mais do que suficientes para apresentar o homem. Não contente com isso, ainda participou em três discos dos Queens of the Stone Age, "Songs For The Deaf" incluído. E continua a ter a voz certa no momento certo. Inicialmente duvidei da combinação, mas depois de ouvir é inegável que funciona a 100%. As duas vozes, diferentes, servem de contraponto uma a outra e, por vezes, de complemento. O que é uma boa surpresa. Rock muito in your face, muito introspectivo por vezes e algo duro noutros momentos. Aliás, o ambiente musical é, mais do que nunca, facilmente adivinhável só de olhar para a capa: uma rua deserta, abandonada debaixo de um céu negro e ameaçador. Sim, está em segundo lugar, mas poderia estar perfeitamente em primeiro. Passa-se apenas que o n.º1 teve direito a mais audições, pelo que aí vem ele.

"Idle Hands": http://www.youtube.com/watch?v=bOBb13yDnzo


#1. THE LAST SHADOW PUPPETS - "The Age of the Understatement"



Trabalho fácil. É só fazer copy/paste do que escrevi em Novembro. E outros que me surpreenderam muito este ano. Estes foram recomendados pelo Zé Pedro. The Last Shadow Puppets. Super banda, ou melhor, super duo composto por Alex Turner dos Arctic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals. A atenção é, naturalmente, atraída para o primeiro nome, mas quem já ouviu The Rascals penso que pode presumir que o Kane também é uma força compositora enorme neste duo.
Mas já as diferenças entre estes Puppets e os Artic Monkeys são muito maiores.
Ironicamente este disco é tudo menos um "understatement". Com orquestrações elaboradas, texturas complexas e acordes soturnos é um álbum de pop sinfónico muito ambicioso e por vezes mesmo "over the top". Respira anos 60 por todos os poros, misturado eficientemente com um ambiente "James Bondiano" (especialmente na faixa título). No fundo é disso que se trata, de uma viagem nostálgica, sem vergonha de se assumir como tal, com ecos do universo de Scott Walker e recantos interessantíssimos providenciados pelos arranjos grandiloquentes de Owen Pallett (pois, o dos Arcade Fire).

"The Age of the Understatement":

.