quinta-feira, dezembro 31, 2009

2009

Previsões para 2009

Este ano marca o início de uma profunda mudança que decorrerá ao longo dos próximos anos, quer em termos das suas necessidades profundas, quer em termos dos seus relacionamentos com outros a nível íntimo, quer a nível daquilo em que acreditava sobre si mesmo.
Nos próximos tempos, dará por si em conflitos abertos entre o que acredita estar certo e o que acaba por dizer e fazer, e provavelmente o grande palco do crescimento este ano é a esfera dos relacionamentos amorosos. Você está a atrair para a sua vida pessoas poderosas e marcantes, por quem você se sente tão irresistivelmente atraíd@ como dominad@ e assustad@.
Neste cenário e ao longo deste processo, a sexualidade vai desempenhar um papel muito importante, e vai dar por si a questionar profundamente os seus valores – quem sabe, este é o ano em que descobre que é possível ser verdadeiro e quebrar regras com que não concorda sem trair o seu próprio senso ético.
Reconheça que há muito tempo não se sentia assim arrebatad@. Isso fará da viagem às profundezas das emoções e dos sentimentos pessoais um ritual de transição de consciência, purificador e iniciático. Daqui por uns anos, quando regressar a si mesm@, descobrirá que já não é a mesma pessoa.


2010...cá te espero. A ver vamos.


quarta-feira, dezembro 30, 2009

Sherlock Holmes

Antes de mais, a word of advice. Para ver e usufruir deste filme totalmente é absolutamente necessário libertarmo-nos das "correntes" instituídas pela série de televisão dos anos 80 da Granada Television e, acima de tudo, da interpretação carismática e considerada perfeita, de Jeremy Brett.
Sim, esta continuará, certamente, a ser a versão definitiva e mais consensual de Sherlock Holmes de sempre. Não tenho dúvidas. No entanto...o filme de Guy Ritchie é, realmente um bom filme, ao pegar nas premissas básicas estabelecidas por Arthur Conan Doyle nas várias histórias e contos do detective, e apresentá-lo de uma forma diferente, mas nada contrária ao espírito da obra.
A verdade é que as histórias escritas por Conan Doyle são-no quase ao estilo de um diário (de facto é o Dr. Watson que as "escreve", de acordo com a narrativa, para algum desagrado de Holmes, sempre cioso da sua discrição)e, como tal, não se alongam muito em pormenores da vida de Sherlock Holmes. Não que não estejam repletos desses pormenores, mas mais do que ditos, são sugeridos.
Serve isto para dizer que o Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. pode ter pouco a ver com o Sherlock unanimemente aceite, mas, em bom rigor, há espaço suficiente na obra original para encontrarmos aquele Holmes também.
Apesar da imagem que prevaleceu, Sherlock Holmes é uma personagem excêntrica, mecanicamente lógica e fria, um misantropo. Viciado nas mais variadas substâncias e capaz de ser encontrado quer vestido elegantemente quer como um maltrapilho qualquer. E é esta característica que o filme de Ritchie entende acentuar. E muito bem. O Downey Jr. sai-se muito bem a desempenhar esta faceta mais excêntrica da personagem.
Aliás, se se pensar bem, dois dos elementos mais comummente associados a Holmes, não encontram qualquer eco na obra original, a saber: nunca as palavras "elementar meu caro Watson" foram proferidas e não encontramos nenhuma descrição daquele chapelito algo absurdo que nos habituamos quase a chamar de "chapéu à Sherlock Holmes".
Até a cidade de Londres é vista de maneira diferente. A Londres Vitoriana não era só coches e caleches cheios de gente elegante a subirem e a descerem o Strand e Whitehall. Era também uma cidade suja, enlameada repleta de pobreza e criminalidade. Eis outro aspecto que o filme acentua bem. Aliás, a própria cidade funciona ela própria como uma personagem importante. E vale bem a pena ver o cuidado pormenorizado na reconstituição que lhe foi dedicado, bem como as panorâmicas gerais do que era Londres naquela época.
Portanto, o que temos aqui é um Sherlock Holmes diferente, mas dentro do espírito.
No entanto...é um filme do Ritchie...e isso significa que há uma certa dose de upgrade ou update. Há muito mais acção, "tiros e porrada", que numa habitual aventura de Holmes. E é aqui que também se deve aceitar o filme como uma interpretação um pouco diferente da habitual. Algo que, sim, de certeza foi feito para apelar a mais público. Porém, visto que foi feito com conta peso e medida, nada há a apontar. Mais do que isso: todo o ambiente do filme fez-me pensar que, se calhar, porventura, quiçá, a graphic novel de Alan Moore, League of Extraordinary Gentlemen, passada na Londres Vitoriana, teve alguma influência no ambiente geral do filme. Se calhar...Um filme interessante e divertido vá.

sábado, dezembro 26, 2009

Foi Deus

Foi Deus...

sexta-feira, dezembro 25, 2009

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Seasons Greetings from Fonseca

Como já é costume, o David Fonseca gravou uma música (e respectivo video) imbuído do espírito da época. E como é costume também, fez um excelente trabalho. Desta vez a escolha recaiu numa das canções mais óbvias da época, todavia, é isto uma versão: pegar numa música sobejamente conhecida e carismática e fazê-la sua. Já o tinha feito, aliás, com a "Rocket Man" do Elton John, versão essa que até prefiro à original, e voltou a fazê-lo agora. E, mais uma vez também, o video, ainda que simples é de qualidade acima da média.
Há qualquer coisa neste tipo que, mesmo não sendo eu fã completo da música dele, me faz respeitá-lo. Um tipo inteligente.



Feliz Natal a todos.

terça-feira, dezembro 22, 2009

10000


Para memória futura e para que se saiba que há (ou houve...) mais alguma coisa para além de meras favas, chouriços e bananas.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

17:47


Briol. Grizo. Frio do c*r*lho, entre outras expressões mais ou menos vernaculares (embora me queira parecer que sejam mais para o "mais" do que para o "menos"). Hoje, às 17:47 acaba-se o bom tempo, o sol e o calor. Entra o General Inverno em todo o seu esplendor, glória e vigor. Se bem que já se pode dizer que o velho General já mandou uma guarda avançada bem poderosa. Porém, como diz o anónimo pai do Calvin, "o frio fortalece o carácter!"
Mas enfim, reconheço os muitos incómodos que o frio traz. Mas 40º ao sol também é puxado, ok? Seja como for, feliz solstício de Inverno (post adequado a quem não celebra o Natal, ou que, pura e simplesmente, está-se a marimbar!) :P

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Coitado do avôzinho!

A praga dos Pais Natal pendurados (ou "dependurados" como agora se diz...) pelas janelas, varandas e omnipresentes marquises deste Portugal afora, está este ano a ser combatida através do uso duns chamativos estandartes avermelhados com a efígie do Menino Jesus, ora deitado, ora esticado nas proverbiais palhas de estábulo. Pais inconscientes! Em pleno Dezembro, não só deitam o menino semi despido, sem sequer uma manta, como ainda o fazem nas palhas pisadas (e sabe-se lá mais o quê!) dum estábulo. Pisadas certamente pelo jumento e pelo bovino que se escondem lá atrás. Ah pois. A gente tá-vos a ver! Seja como for, a ideia é trazer de volta ao lar natalício português os valores cristãos do Natal e a celebração do nascimento do JC.
Segundo vi no Facebook, foi já criado uma movimento contra-cultura, os Estandartes Trash de Natal nos quais a efígie é substituída por um cachorro quente. Enfim, está tudo muito bem, não tenho nada contra, nem contra as bandeirolas com o Menino, nem contra os cachorros. Mas por este andar, daqui a uns anos ainda se vai criar um movimento qualquer (no Facebook, claro está, pois se é aí que agora tudo se passa...) de defesa do Pai Natal que é, afinal, o senhor São Nicolau. É que o futuro para o bonacheirão senhor de barbas brancas e roupa incrivelmente vermelha afigura-se assim:

O drama, a tragédia o horror...

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Sort of homecoming




Coming home. Not always as easy as it seems.



terça-feira, dezembro 15, 2009

Ágora


O filme é um bom filme, verdade seja dita. Mas podia ser bem melhor. Egipto, ano 391, mais propriamente a cidade de Alexandria, parte integrante dum Império Romano já em declínio, onde o Cristianismo, finalmente, se torna a religião dominante. No meio dos conflitos religiosos entre cristãos, judeus e pagãos, move-se Hipátia, guardiã da biblioteca de Alexandria, professora, estudiosa, matemática, astrónoma e filósofa. Uma mulher num Mundo de Homens, um Mundo em transição violenta. Apesar de pagã (ou ateia, como é representada no filme) os seus ensinamentos são respeitados por todos, independentemente dos respectivos credos. Até ao dia em que esses credos se chocam irrevogavelmente.
Para quem pouco sabe deste período, ou especialmente para quem desconhecia a figura de Hipátia, trata-se de um filme inegavelmente interessante. Uma superprodução espanhola que tenta seguir os passos dos grandes clássicos como "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", ou, mais recentemente, "Tróia", "Gladiador", "Alexandre o Grande", etc.
Porém, e apesar de ser um filme irrepreensivelmente bem feito (o cuidado na apresentação, os cenários de tirar o fôlego, centenas de extras e as panorâmicas gerais estilo "Google Earth")a verdade é que fica algo aquém daqueles filmes. Falta algo que é difícil de precisar. Talvez falte carisma na representação. Normalmente não sou pelo uso de grandes actores como condição da excelência dum filme, mas acho mesmo que este teria benficiado com outros "pesos pesados" da representação. A Rachel Weisz está excelente, mas carrega nitidamente o filme às costas. O suposto triângulo amoroso entre ela, Orestes e Davus não passa dum esboço e a parte mais interessante do filme é, sem dúvida, a perseverança de Hipácia na busca da explicação do movimento dos corpos celestes, mesmo no meio do caos que se vai instalando à volta dela. Perseverança que acabará por ser a sua perdição.
Historicamente mostra uma época confusa e pouco documentada (quando foi a destruição da Biblioteca de Alexandria afinal?) e, quer-me parecer, que certos pormenores foram "actualizados" para os dias de hoje. Nomeadamente o facto de mostrarem Hipátia como uma ateia quando na verdade era politeísta (torna-se uma figura mais 'aceitável' nos dias de hoje se calhar) e, acima de tudo, o facto de mostrarem os cristãos existentes como uma espécie de Mafia que atormenta uma cidade e seus habitantes. Sim, é certo e sabido que os cristãos não eram flor que se cheirasse, mas sinceramente que o Bispo Cyril, líder cristão em Alexandria, tem mais de Padrinho da Mafia, do que outra coisa. Duas "pequenas" liberdades históricas para efeitos de argumento e modernização? Talvez, mas é por demais tendencioso e indutor de falácia. E este é o principal defeito do filme. Mas é a ver, com as devidas reservas.


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sexta-feira, dezembro 11, 2009

drool #2



25 de Janeiro.....finalmente.
Orphaned Land
The Never Ending Way of ORWarriOR

Os Orphaned Land são a banda israelita considerada pioneira em misturar eficazmente sons tradicionais do Médio Oriente com os ocidentais. O terceiro álbum "Mabool: The Story of the Three Sons of Seven" (sendo Mabool o nome hebraico para o Grande Dilúvio), foi lançado no longínquo ano de 2004 e é um dos melhores álbuns de sempre. Daqueles de levar para uma ilha deserta. Não se espera menos deste novo....

quinta-feira, dezembro 10, 2009

drool

Irra! Demoram que se fartam, mas pelo menos há sempre a certeza de que vem aí coisa boa (e mesmo o "menos bom" destes tipos é excelente quando comparado com muitas). Pelo menos se forem todas da qualidade desta "Sacred" será caso para babar e muito. Uma banda interessante os Blind Guardian. Cheguei à conclusão que das bandas mais "novas" é a que definitivamente me levará a viajar para os ver. Um concerto que vale a pena ser visto realmente.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Luís

Pêndulo



Ele há coisas a acabar
Mas há tantas a começar
Ficar atento
Saber usar
Saber dar tempo
Tempo que não há p'ra dar

Ter ideias e sentir
Estar atento ao que vai vir
Se não perder a esperança
se souber aguentar
Se não perder
Serei eu capaz de dar

Só sei que amar é querer-me a mim
E querer-me a mim dá-me o poder
De inventar, de conseguir
Atravessar um grande rio
Entre o voltar e o partir
Estranha vontade de amar

Serei um estranho
Em terra estranha
Serei capaz
De vontade tamanha

terça-feira, dezembro 08, 2009

Rammstein Vs Cookie Monster

É Feriado!! - A Sequela

segunda-feira, dezembro 07, 2009

COP15


É um problema, mas será assim tão grave? Mas lá está, juntar cabeças para, pelo menos, mitigar o problema, não deve ser mau.

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sábado, dezembro 05, 2009

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Bonecada

Tanto músculo e heroísmo desperdiçados. É notório o desconsolo, a desolação e o desânimo deste grupo de super-heróis que se vêem reduzidos a olhar pela janela dum qualquer prédio, incapazes e impotentes para fazerem o que quer que seja contra a onda de crimes que atravessa a cidade. É tristeza meus senhores, verdadeira tristeza e mágoa que se pode observar nas faces imóveis de PVC daqueles garbosos heróis, reduzidos a olharem sem nada poderem fazer, perdidos na sua jaula de vidro e concreto. O Poderoso Thor sem poder brandir o seu martelo Mjolnir, o Wolverine sem ter onde espetar as suas garras de adamantium, o Incrível Hulk sem ter nada para partir e quase com uma lágrima ao canto do olho e o Homem Aranha...enfim, de tanto estar pendurado viu os seus músculos aracnídeos transformados na mais reles pelúcia.
E isto passa-se agora senhoras e senhores, agora, nesta época em que o crime grassa especialmente, sem qualquer vergonha, à frente de quem quiser ver. A quantidade de larápios disfarçados de Pai Natal que escorregam pelas fachadas dos prédios, com sacos cheios de material roubado é impressionante. Uns sobem para perpetrar o acto maldoso e condenável e não são impedidos, nem sequer apontados pelo povo, os que descem já depois de cometido o acto não são parados nem pela população embevecida nem pelas autoridades. É um verdadeiro flagelo. Um sem número cada vez maior de energúmenos aproveita-se desta época festiva e, usando o fato vermelho da Coca-Co...ops...do Pai Natal, dedica-se a desapossar incautas famílias dos seus bens. Uma verdadeira tragédia. Drama. Horror. A culpa é, sem sombra de dúvidas, do Sócrates.
Mas maior drama é ver que enquanto uns são poupados e saem incólumes e sem castigo, outros há que não se percebe realmente o que fizeram para merecer certos castigos. É o caso gritante do amigo Mickey, esse rato amigo da pequenada e de alguns graúdos também. Esse simpático rato que assim deixa uma viúva chorosa, a rata Minnie (que, mais cedo ou mais tarde cairá nas garras da ratazana Ranulfo), desamparada e só neste Mundo cheio de empresas de desratização. O que terá cometido o amigo Mickey senhoras e senhores, para sofrer tamanho castigo, tamanha indignidade. Empalado numa antena de um automóvel, a servir, quiçá, de exemplo para outros. Infelizmente isto não tem refreado as hordas de Pais Natal gatunos, que continuam a infestar as paredes de tantos prédios por este país fora.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

terça-feira, dezembro 01, 2009

Ode to Joy

E na sequência do já mundialmente famoso post "É Sexta-Feira!", eis o não menos relevante "É Feriado!!"

segunda-feira, novembro 30, 2009

MOON

Um filme interessante imaginado e realizado por um tal de Duncan Jones, que também já foi conhecido como Zowie Bowie. Sim, é filho do David Bowie, originalmente também "Jones". E não deixa de ser interessante (apesar de, poder ter ou não relação) fazer o exercício de ligação deste filme a uma famosa canção dos anos 70 chamada "Space Oddity", sobre as aventuras de um astronauta sozinho no espaço e cheio de vontade de regressar a casa. Pois, a canção é do Bowie, e o filme do filho tem muito desse sentimento. Mas pode ser coincidência.
Sam Bell é o astronauta solitário, colocado há três anos na base lunar de Sarang, onde faz a gestão da extracção de Helium-3, a alternativa energética encontrada após a grave crise de recursos de energia que afectou o planeta algures na segunda metade do século XXI.
Por companhia apenas o robot Gerty, que toma conta da base e das necessidades do único humano que a habita, e as plantas às quais ele dedica uma desmesurada atenção. O facto de dar nomes próprios às máquinas que fazem a recolha do gás é indício do estado de solidão em que se encontra.
A poucas semanas do fim da missão, que o levará de volta a casa, Sam começa a aperceber-se de acontecimentos estranhos, que ele se esforça por desvalorizar considerando dever-se ao isolamento dos últimos anos e à ansiedade pelo seu regresso.
Um belo dia Sam sofre um acidente de trabalho e esse acontecimento vai desencadear uma série de eventos que o farão por em causa a sua própria consciência e mesmo existência.
Não é só ao "Space Oddity" que este filme lembra, aliás, a referência mais óbvia é o "2001:A Space Odyssey" de Kubrick. Aliás, o "Gerty" é um descendente natural do "HAL9000" de "2001". Ambos, canção e filme dos anos 70, referência temporal duma ficção científica mais metafísica do que explosiva. Fez-me lembrar também a velhinha série de TV "Espaço 1999", especialmente nas imagens da base lunar.
De resto o show é mesmo do Sam Rockwell, um excelente actor muito underrated. Ele é Sam Bell e também...Sam Bell, de formas muito diferentes.


domingo, novembro 29, 2009

Up and away!

Slightly bruised and battered...one or two white hairs here and there...tired and sometimes over sleepy....but still ready to go! Thanks to Rael!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Friday Madness



É Sexta-Feira!

quinta-feira, novembro 26, 2009

Stand Up And Shout RJD!!!

Se tivesse de fazer um Top de vocalistas de sempre para mim ver-me-ia confrontado com uma tarefa quase impossível. Mas uma coisa seria certa (ou quase certa), o Ronnie James Dio estaria em primeiro lugar. A voz deste gajo, com 67 anos (ou mais??) é algo de deixar qualquer um pasmado. A primeira vez que o vi ao vivo foi nos idos de 2005, no Porto, vindo directamente de Espanha e dos Iron Maiden. E sim, fiquei abismado com a voz que vinha daquele senhor baixinho, magro e entradote.
Voltei a vê-lo depois em Bilbao,e depois já com os Heaven & Hell (que se lixe, são os Black Sabbath e pronto) na Holanda e meses depois em Londres. Este ano em Saragoça tiveram de cancelar, mas desforrei-me na Alemanha em Wacken. E sempre, em todas as ocasiões, houve lugar àquele proverbial momento de espanto e boca escancarada de total admiração pela voz, pela presença, profissionalismo e simpatia pura que emana daquele senhor.
As notícias não são propriamente boas...mas haja esperança.

Wendy Dio, the wife and manager of legendary heavy metal vocalist Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, BLACK SABBATH, RAINBOW), has released the following statement:

"Ronnie has been diagnosed with the early stages of stomach cancer. We are starting treatment immediately at the Mayo Clinic. After he kills this dragon, Ronnie will be back on stage, where he belongs, doing what he loves best, performing for his fans.

"Long live rock and roll, long live Ronnie James Dio..."




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quarta-feira, novembro 25, 2009

Shivan


Shivan em acção no Sábado passado. Juntamente com os Artworx, uma das melhores bandas nacionais ainda sem contrato ou edições. Os concertos dos Shivan são sempre celebrações de heavy metal puro e duro. Espera-se um disco, ou qualquer coisinha gravada, please.

terça-feira, novembro 24, 2009

yup

So...understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years

segunda-feira, novembro 23, 2009

sábado, novembro 21, 2009

Shivanzada

Lá vou eu apanhar o cacilheiro!

quarta-feira, novembro 18, 2009

The Nothing Maker




He doesn't make shoes
Or design a new shirt
Or take photographs
But no one gets hurts
And he doesn't look trendy
Like guys in magazines
You won't see him at parties
He's not the face behind the scene.

He makes nothing
He's the nothing maker
He's the maker of nothing
He's the nothing maker

And he doesn't paint pictures
Or write poetry
Or act on a stage
For others to see
and he don't expect much
Santa Claus knows
Cause he doesn't make lists
Of toys and new clothes.

He makes nothing
He's the nothing maker
He's the maker of nothing
He's the nothing maker

Everyone's chasing
A reason to live
Mostly they take more than they give
The succeeder justifies
Why he's better than the rest
He believes his own lies
And thinks he's the best...
...but my guy

Doesn't make movies
To suit an audience's whim
He lives by a code
Known only to him
And he doesn't make money
to buy watches and cars
Cause there's no time and no place to go
For a man who has nothing to show

He makes nothing
He's the nothing maker
He's the maker of nothing
He's the nothing maker


On the new album, The Nothing Maker celebrates the life of an ordinary person, someone who isn't interested in being a rock star or any other kind of artist.

What i was getting at is that art is so overrated these days. I hate the way everyone judges people by the art they create or collect or like. Some people spend more money on a painting of a horse than they would on a real horse but, frankly, which is more beautiful? (...)

So the records we choose to buy say something about us?

Not really. They don't tell people who you really are. If i say i like Maria Callas and Elvis Presley it tells you that i'm an awesome chick but ultimately it's just musical taste. It doesn't tell you the important stuff like "is this person kind?" I'm not saying i'm not judgemental about people's tastes, because i am. But my cultural tastes still don't tell you who i am as a person.


Interessante entrevista da Chrissie Hynde na Classic Rock, a propósito de várias coisas, entre as quais o último álbum dos The Pretenders, "Break Up The Concrete". A música não me diz muito confesso, mas a letra, e a ideia por trás da mesma é muitíssimo interessante. É a primeira vez que reparo numa canção que retrata a vida de uma personagem que é o antítese da estrela de rock ou do artista. O "ordinary man", alguém que, pelos vistos, se está a tornar o verdadeiro "artista revolucionário" dos dias que correm. Alguém que ousa não ser diferente, alguém que não sente a pressão exterior e vive pelo seu próprio código. Se o Lennon cantou sobre o "Working Class Hero", os Pretenders sobem a fasquia cantando sobre o "ordinary hero".

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terça-feira, novembro 17, 2009

One Last Goodbye


Tantos concertos (quantidade obscena mesmo) que já passaram, e uns quantos que ainda estão por vir, e a memória volta-me sempre a este em particular. Não sendo o maior fã de Anathema a verdade é que é impossível não reconhecer a excelência deste concerto, e o momento único e especial que ali se criou, em especial, nesta "One Last Goodbye", tocada pelos irmãos Cavanagh no piano e na guitarra. E, salvo erro, foi o único concerto em que tive *mesmo* de me virar para trás e mandar calar dois jovens que se entretinham num teca-teca-teca interminável. Vá lá que pediram desculpa. Várias vezes. Ainda há esperança na humanidade! :D


segunda-feira, novembro 16, 2009

The voices in my head made me do it!

É o século XXI. Já não há pruridos ou desconforto. Longe vão os tempos em que as mensagens subliminares eram engenhosamente escondidas na publicidade, ou em filmes, com o objectivo de, sem ninguém dar por isso, fazer uma pequena lavagem cerebral ao espectador. Beba mais disto, ou compre isto, ou você necessita disto. E, inadvertidamente, o público incauto dava por si a beber mais daquilo, a comprar não sei o quê e, a sentir necessidade de ter ou consumir algo que, normalmente não quereria. Neuromarketing, é o nome que se lhe dá hoje, ao que parece, a julgar pelo arremedo de pastor da IURD que apareceu no Telejornal a explicar o conceito.
E o Backmasking? Já não deverá provocar a mesma polémica que provocava aqui há anos. A técnica de esconder mensagens invertidas nas canções e discos (mensagens supostamente perversas, maléficas e satânicas mesmo) popularizada pelos The Beatles primeiro (acho) e, mais notoriamente pelos Led Zeppelin na "Stairway to Heaven" (repleta, ao que parece de mensagens subliminares invertidas apenas apreendidas pelo subconsciente), seria algo mais aceitável nos dias de hoje.
Pelo menos o Sr. Paul McKenna não tem qualquer problema em assumir que pretende lavar e controlar os cérebros dos seus leitores. Talvez para criar um exército de autómatos orgânicos e conquistar o Mundo, quem sabe...Pelo menos é isso que ele anuncia no subtítulo do livro. Também nisso já não há pruridos em assumir a verdade. Seja como for, e como se vê, este livrito traz já um cd de "programação da mente". Pode ser que isso depois possa servir em Tribunal...."Sr. Dr. Juiz, não me lembro de nada. Lembro-me de comprar um livro que trazia um cd, pus-me a ler e a ouvir o dito cd e a partir daí é o blackout. Quantas pessoas disse mesmo que eu atropelei?"

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sábado, novembro 14, 2009

Big Elf



The evils of rock & roll....

sexta-feira, novembro 13, 2009

quinta-feira, novembro 12, 2009

Tears of the Dragon

For too long now, there were secrets in my mind
For too long now, there were things I should have said
In the darkness...i was stumbling for the door
To find a reason - to find the time, the place, the hour

Waiting for the winter sun, and the cold light of day
The misty ghosts of childhood fears
The pressure is building, and I can’t stay away

I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me

Where I was, I had wings that couldn’t fly
Where I was, I had tears I couldn’t cry
My emotions frozen in an icy lake
I couldn’t feel them until the ice began to break

I have no power over this, you know I’m afraid
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...

I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me

Slowly I awake, slowly I rise
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...

I throw
Myself
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face
The fear
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me




quarta-feira, novembro 11, 2009

Rammstein @ Atlântico

Mais uns que não desiludem. Quem vai a Rammstein sabe ao que vai: a aliança perfeita e equilibrada entre música e espectáculo visual, pirotecnia desenfreada e uma aproximação cénica e dramática raramente igualada. Cada um dos elementos da banda "encarna" o seu personagem de palco e mantém-se nele até ao fim. Os "muito obrigados" sussurrados de vez em quando são a única excepção a esta abordagem cerebral. Concerto baseado principalmente no novo álbum, como não poderia deixar de ser, o que fez com que houvesse menos espaço para outros clássicos. Mas ainda assim, é sempre uma experiência brutal.
Facto curioso: obrigaram-me a deitar fora o isqueiro (!). Num espectáculo altamente pirotécnico não percebo sentido disso. Menos ainda quando depois de entrar só se vêem pessoas a fumar. Enfim, zelo a mais certamente.





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terça-feira, novembro 10, 2009

D:A:D @ Campo Pequeno - Fotos



Estes tipos não defraudam nem desiludem. É a terceira vez que os vejo, sendo que a penúltima vez foi em Agosto passado em Wacken. São uma banda inegavelmente talentosa e original, talvez um pouco underrated e demasiado ligada aos hits dos anos 90 que toda a gente conhece. Isso não retira qualidade às canções, claro, mas convém não esquecer que têm mais. Seja como for, a verdade é que os D:A:D têm canções muito muito boas, e outras que não têm a mesma chama. Um concerto deles acaba por ter sempre alguns altos e baixos. No entanto é impossível não ver que a presença e carisma que têm em palco compensam largamente. Profissionalismo e simpatia, e bastante humor também. Pena o baixista não ter trazido a sua colecção impressionante de baixos, com cuja troca constante costuma brindar o público, mas a banda foi suficientemente exuberante. Obviamente que os "trintões" insuspeitos apenas acordaram realmente com as canções do "No Fuel Left or The Pilgrims" e "Riskin' It All", mas em geral, estiveram (estivémos) à altura. Casa cheia para ver duas bandas de rock como...enfim...já não vão aparecendo.
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DAD @ Campo Pequeno - Videos







segunda-feira, novembro 09, 2009

GUN @ Campo Pequeno - Fotos



Afinal foi um concerto M80. Está certo. Também está adequado. E o público-alvo compareceu em peso. É raro ver tanto trintão a saltar e a cantar! E foi surpreendente ver o Campo pequeno cheio para ver os GUN e os DAD. OS primeiros regressaram este ano, infelizmente com novo vocalista. Não é que não goste do Toby Jepson. Antes pelo contrário. É um excelente vocalista e um frontman muito bom. Vi-o pela primeira vez com os Fastway na Holanda e gostei sinceramente. O problema é que nos GUN ele concorre com a voz original e carismática do Mark Rankin. É sempre difícil assim. Seja como for, safou-se muito bem porque não tentou emular o Rankin e fez suas as canções. Também não ajudou terem o pior som da noite. Demasiado abafado para o meu gosto. Mas, seja como for, valeu bem a pena. Parecia que estava de volta aos anos 90! Ehehehe. Videos embaixo.

GUN @ Campo Pequeno - Videos











domingo, novembro 08, 2009

sexta-feira, novembro 06, 2009

DAD

E que melhor ano para os DAD e os GUN regressarem a Portugal senão este de 2009, o ano da ressureição da SuperFM? Pronto, lá vêm os Alcolémia atrelados, mas há que haver espaço e tempo para beber uns canecos! Ah pois é!








quinta-feira, novembro 05, 2009

Ousadia

Remember, remember, the Fifth of November, the Gunpowder Treason and Plot. I know of no reason why the Gunpowder Treason should ever be forgot...

People shouldn't be afraid of their governments, governments should be afraid of their people.
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quarta-feira, novembro 04, 2009

"Fuck you and the horse you rode in on!", Tom heard himself saying on the phone. No, wait a minute. He did not say it. He just thought it. Well, he said it alright but only to himself. As usual. He kept it all in. Most of the times at least. Too many times anyway. Well, that was his style much to is regret. He hung up reflecting about that particular style. "I should've said it out loud!" he thought while at the same time laughing at the notion.
He knew people were very different from one another, but damn it, someone should've created a common basis somewhere, somehow. Even now he couldn't help but to feel amazed with what some people thought, said, or asked for. "Maybe i'm expecting or demanding too much from everyone?" he reflected as he threw the phone to the sofa while lighting up a cigarrette. "But what the hell! People seem to expect and demand so much of me, why the hell can't i do the same? It's the weirdest feeling: people seem to ask, so carefree, things that i wouldn't even dream of asking. I mean, no man is an island and we do need each other for a fact. But damn it if i'm wrong, but sometimes one should avoid asking the other things that will put him in an awkward position. Awkward because sometimes people ask the darnest things of people who really have trouble saying no, a loud and simple No! And it can be so difficult at times".
Tom half smiled half cringed at the memories of certain situations he got himself too that could've been so easily avoided if only he had had the presence of mind to just say no. It's indeed a fine art, finding the right balance in order to feel confortable to just say no.
Maybe he had a glitch in his personality that made him to want that everyone likes him, leading to his difficulty of saying no to some people. Maybe. But at least he aknowledged that glitch, and he tried the best he can to fight it, or, at best, adapt it. "Yeah, that's me alright, can't deny what i am, but for sure i can adapt. It won't change my core, but it would do me good..and, who knows, maybe the others too, who, probably need to listen a few "nos" once in a while. It's part of life after all. People who get it all made for them tend to get bad habits towards life...they tend to get used to the ever present yes. Maybe it's better for them to hear a no from a friend, than from someone else".
Tom put out the butt of his cigarrette in the ashtray, grabbed his coat and left home. "Alright, let's get it on then!"

Gunther Dünn

terça-feira, novembro 03, 2009

Lord

"Pictures of Home"



"Soldier of Fortune"



Jon Lord e a Orquestra Sinfónica de Moscovo. 15 Outubro de 2009.

Uma das minhas grandes falhas. Não faço a mais pálida ideia do que diabos andava a fazer para faltar aos dois concertos que os Deep Purple deram no Coliseu dos Recreios (acho que foram dois) há anos. Porquê?????? Só ainda consegui ver os Deep Purple uma vez, em Espanha, e já não contavam com o mestre Jon Lord nas teclas. O Don Airey é um substituto mais que à altura sim, mas o Jon Lord É o Jon Lord.

domingo, novembro 01, 2009

Ulysses

"Lesson One"




Check out the psyche!
A groovy Monday and week for everyone!
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sábado, outubro 31, 2009

Land of the Brave and the Free

Foi hoje levantada uma proibição nos Estados Unidos. Uma proibição da qual nunca tinha ouvido falar, nunca tinha imaginado, e nunca supus ser possível. O Estados Unidos da América, esse farol da liberdade e da justiça mundial, é um dos pouquíssimos países que simplesmente proíbem a entrada no seu território de pessoas, não americanas, comprovadamente infectadas com o vírus HIV. Proibição efectivada em 1987 quando ainda se pensava que a SIDA era transmissível através de mero contacto físico ou através da respiração. Por causa desta proibição nunca se realizou nos EUA uma conferência internacional sobre a SIDA, embora desde cedo a ciência tenha frisado que não havia razão de ser para a proibição.
Não sei porque diabos isto me há-de surpreender. Para sempre ingénuo está bem de ver. Há sempre um nível extra de arrogância e desumanidade que pode ser atingido. O facto de tal nível ser atingido pelo suposto "líder do mundo ocidental" não me deveria causar perplexidade. Não agora, e muito menos com a idade que tenho. Já se deve saber que ninguém deve ser tido como exemplo. Mas pelo menos ninguém se arroga qualidades superiores e de guardião. Hmm. Não, há um país que o faz. Deveríamos esperar mais? Não sei. Mas porra. Existirá maior cinismo? Um país que fez seu apanágio a capacidade de receber os perseguidos e oprimidos, persegue e oprime agora. Sob a capa de uma imensa liberdade the home of the brave and the free é a ditadura democrática mais encapotada de sempre, completamente roída por um pudor despudorado. A placa que está colocada na Estátua da Liberdade é cada vez mais irónica...nem sei porque não a retiram, ou a cobrem vergonhosamente com um panito...

Give me your tired, your poor,
Your huddled masses yearning to breathe free,
The wretched refuse of your teeming shore.
Send these, the homeless, tempest-tost to me,
I lift my lamp beside the golden door!

Talvez a melhor solução seria alterar o texto inserindo as competentes negativas, mais adequadas aos dias de hoje. Do not give me your tired, your poor, and so on....
Enfim.

Where Death Is Most Alive




Mim quer tb. Mim querer muitas coisas. Melhor mim ter juízo! A primeira vez que vi os Dark Tranquillity foi no saudoso Seixal Attack. Poucas semanas depois vi-os novamente em Wacken. Em 2001. O vocalista Michael Stanne passeava-se pelo público e mostrou ser um dos tipos mais simpáticos, ao prestar-se a tirar fotografias com todos e mais alguns que lhe apareciam à frente.
Depois perdi-lhes o rasto...só este ano é que, curiosamente, voltei a vê-los duas vezes, curiosamente também, com semanas de intervalo, em Saragoça e depois em Vagos. E em Saragoça, o gajo fez o favor de repetir a simpatia e deixar-se fotografar com quem quer que lhe pedisse. Realmente dos gajos mais simpáticos e bem dispostos. Mesmo em palco enquanto debita os grunhidos que lhe são característicos, não deixa de sorrir e rir "parvamente" par o público. Muito bem.