domingo, novembro 30, 2008

March Of Metal


Lá vai tudo prá Moita!


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sábado, novembro 29, 2008

Heavenwood

Vamos a isso!

Dia 22 passado na Casa da Música do Porto:


sexta-feira, novembro 28, 2008

Redemption


Há 10 anos atrás, mais ou menos, quase (eu disse quase!) que se falava de Heavenwood e Moonspell como dos The Beatles e dos The Rolling Stones nos anos 60/70. Uma espécie de competição não declarada, proporcionada pela excelência das duas bandas que se destacavam no panorama metálico nacional. É algo exagerado talvez, mas era essa a minha percepção. Os Moonspell já estavam a iniciar a sua ascenção ao topo quando os Heavenwood lançam o brilhante álbum de estreia "Diva", em 1996. Os ingredientes não eram novos, mas o resultado final (e a qualidade do mesmo) eram pouco usuais na altura.
Na mesma altura os Moonspell enveredaram por caminhos mais "góticos" com o "Irreligious" e a comparação era inevitável. Porém, por muito bom que o "Irreligious" fosse (e é), sempre preferi a sonoridade mais gélida do "Diva". Gótico? Não sei, mas era arrastado e melódico, diferente do resto.
Em 1997, com o "Swallow" os Heavenwood surpreendem ao contar com dois convidados de peso: Kai Hansen (aka Deus) e Liv Kristine. E desta vez não tive qualquer dúvida. Apesar de ainda mais gótico, o "Swallow" era consideravelmente melhor que o "Butterfly Effect" dos Moonspell.
Os Heavenwood eram assim considerados como a "next big thing" do metal português, com dois álbuns extremamente "exportáveis".
Porém, a isto tudo seguiu-se o silêncio. Um hiato de 10 anos, quebrado apenas agora com este "Redemption" que me está a sair um álbum do caraças.
E, se por um lado, a qualidade elevada deste disco, evolução lógica dos outros dois, quase que faz esquecer estes 10 anos de espera, por outro é inevitável a pergunta: onde estariam osd Heavenwood hoje se não tivesse havido este hiato?
Talvez não valha a pena perder tempo com esta questão. A verdade é que com este "Redemption" eles estão de volta e com qualidade suficiente para chegarem longe outra vez. E bem merecem esta segunda oportunidade, porque qualidade musical assim nem sempre aparece com tanta consistência.
"Redemption" é não só uma continuação do que ficou para trás, mas também um disco que consegue refinar ainda mais essas qualidades e virtudes dos dois álbuns anteriores. Não tão Death/Doom como o "Diva", não tão Gothic como o "Swallow", este álbum condensa bem aquelas duas vertentes. Sim, as raízes não são novas, mas é mais uma vez o resultado final,a apresentação, que contam. "Redemption" mostra uma banda que sabe bem o que quer e para onde quer ir.
Aquele Doom/Death melódico do primeiro álbum cntinua presente, bem como os tais elementos mais góticos do do segundo, mas surgem aqui muito bem mesclados, criando uma sonoridade, mais uma vez, única entre nós. O Gus G. dos Firewind, Jeff Waters dos Annihilator e Tijs Vanneste dos Ocean of Sadness, entre outros, devem concordar, e dão excelentes contribuições no álbum.
A música continua bastante dark e soturna, mas o ritmo mais pesado equilibra-se na perfeição com a melodia, da mesma maneira que as vozes mais rasgadas do vocalista se combinam bem com a voz melódica do guitarrista.
Enfim...foram, se bem me lembro, a primeira banda portuguesa a tocar no Wacken Open Air em 1998. Eu vi-os num singelo showcase na Fnac do Colombo, há mais de 10 anos. Agora, finalmente, um concerto como deve ser. The redemption after all.


Bridge to Neverland ("Redemption"):




Emotional Wound ("Diva"):


Season '98 ("Swallow"):




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quinta-feira, novembro 27, 2008

quarta-feira, novembro 26, 2008

terça-feira, novembro 25, 2008

Agora é que é...

...o Mundo deve estar para acabar mesmo.


Ei-lo que saiu finalmente das entranhas mais profundas onde esteve a marinar estes anos todos. Qual Nostradamus qual carapuça. O lançamento oficial do "Chinese Democracy" dos Guns N' Roses deve ser o primeiro sinal de que o Mundo está mesmo para a acabar. Hora de sair para a rua com cartazes a exclamar em letras garrafais "Arrependei-vos, pois o fim está próximo!"
A mera existência deste álbum já fazia parte do folclore, das lendas tradicionais, um verdadeiro mito urbano. O último álbum de originais dos GN'R data de 1991 (!!) e em 1993 lançaram o sofrível "Spaghetti Incident?", um álbunzeco de covers. Portanto, mais ano ou menos ano, a verdade é que há mais de uma década que se aguarda este álbum. E há mais de uma década que se duvidava da sua existência. Dizia-se inclusivamente que o álbum só veria a luz do dia quando a China se tornasse uma verdadeira democracia. A companhia de refrigerantes Dr. Pepper chegou inclusivamente a desafiar Axl e Cia dizendo que se comprometiam a oferecer uma garrafa de Dr. Pepper a TODOS os americanos que a solicitassem, caso o álbum fosse lançado em 2008. LOL
Bem dizia o Sebastian Bach que existia sim senhor. Mas quem é que ouve esse palhaço?
Enfim, eis que aí está o disco para quem o quiser ouvir.
Tem piada que nunca fui grande fã dos Guns N'Roses na altura em que estiveram no auge. Sim, tinham uma série de músicas muito boas, excelentes mesmo, mas nunca me 'puxaram' muito. Só muito tempo depois começei realmente a apreciar os álbuns como um todo, em especial o "Appetite for Destruction".
Seja como for, aquele álbunzeco de covers, a saga interminável da gravação deste disco, a entrada e saída constante de músicos na banda, bem como a prestação menos boa que vi num qualquer Rock In Rio, levaram-me a concluir que aquilo era uma banda morta...ou moribunda.
Daí ser natural não só preparar-me para ouvir o novo disco com um pé atrás, como até, sim confesso, pronto, com uma certeza de que não ia ser nada de jeito. Preparei-me portanto, para cascar feio e forte e rir-me a bom rir.
Mas o sacana do álbum é bom. Muito bom aliás. Devo reconhecer. Vou passar à frente da discussão de saber se deveriam ter adoptado outro nome ou não. Até porque é de difícil resposta. Há muitos momentos típicos dos 'velhinhos' GN'R, mas este álbum é completamente diferente de todos os que estão para trás. Diferente o suficiente para fazer espumar de raiva alguns fãs mais puristas, estou certo. Quanto a mim, gostei.
É um disco grande, e como tal é inevitável que nem todas as canções tenham a mesma qualidade. Há, realmente, algumas que não são nada de jeito. Mas as que são boas são mesmo muito boas, e são em maioria sim senhor. Há muitos elementos novos, nomeadamente o uso de alguma electrónica e efeitos e, acima de tudo, sente-se a falta do som da guitarra do Slash, um som mais orgânico e fluente. Mas apesar disso, os músicos que lá estão, sejam eles quem forem, são bons.

O que me surpreendeu mais neste álbum é que tem todas as condições para ser um fracasso. Nomeadamente é uma salganhada de coisas que, normalmente, dão mau resultado. Não só isso, como também é um álbum composto ao longo dos anos, por diferentes pessoas e músicos. Onde antes havia dois guitarristas agora chega a haver cinco (!!) de uma vez só. Parece que o Axl esteve estes anos todos a absorver e a inchar (no pun intended ehehe) e subitamente explode e começa a disparar para todos os lados. Temos algum hard-rock, rock industrial, baladas, rock sinfónico e orquestral, ritmos electrónicos, quase de hip-hop, metal, rock zeppeliniano, o uso de mellotrons, samples, sintetizadores, uma parede de guitarras etc etc. E o que surpreende é que tudo isto, toda esta amálgama de coisas, resulta bem no fim e as canções sobressaem cheias de personalidade e sobrevivem por si mesmas."There Was A Time", "IRS", "Chinese Democracy", "Street Of Dreams", "Catcher N' The Rye", entre outras, revelam uma banda bem diversificada e com fortes possibilidades de ainda fazerem melhor.
E o 'já não tão jovem Axl' continua com um vozeirão do catano. Melhor até, se calhar.
Enfim, um álbum "over the top", épico, audacioso e muito auto-indulgente. Que mais haveria de ser? São os GN'R.

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Monday



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domingo, novembro 23, 2008

The Last Shadow Puppets

E outros que me surpreenderam muito este ano. Estes foram recomendados pelo Zé Pedro. The Last Shadow Puppets. Super banda, ou melhor, super duo composto por Alex Turner dos Arctic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals. A atenção é, naturalmente, atraída para o primeiro nome, mas quem já ouviu The Rascals penso que pode presumir que o Kane também é uma força compositora enorme neste duo.
Mas já as diferenças entre estes Puppets e os Artic Monkeys são muito maiores.
Ironicamente este disco é tudo menos um "understatement". Com orquestrações elaboradas, texturas complexas e acordes soturnos é um álbum de pop sinfónico muito ambicioso e por vezes mesmo "over the top". Respira anos 60 por todos os poros, misturado eficientemente com um ambiente "James Bondiano" (especialmente na faixa título). No fundo é disso que se trata, de uma viagem nostálgica, sem vergonha de se assumir como tal, com ecos do universo de Scott Walker e recantos interessantíssimos providenciados pelos arranjos grandiloquentes de Owen Pallett (pois, o dos Arcade Fire).

http://www.theageoftheunderstatement.com/

Alex Turner (Arctic Monkeys) & Miles Kane (The Rascals) are The Last Shadow Puppets.

Directed by director Romain Gavras, their debut video is as big as Mother Russia, following our intrepid heroes' adventures in Moscow and includes ice skating, an Orthodox priest, Soviet tanks and a chorus of Russian Soldiers.



The Last Shadow Puppets release their second single, 'Standing Next To Me' on Monday the 7th of July 2008. Taken from their recent number 1 album 'The Age Of The Understatement', 'Standing Next To Me' features Alex and Miles on duel vocals, injecting a sense of flair and drama into a 2 minute 18 second pop gem.

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sábado, novembro 22, 2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

wow

quarta-feira, novembro 19, 2008

Gone?

"- A good feeling? What do you mean a good feeling? What are you talking about man? - asked Marcus.
- I dunno. - replied Jimmy - Just a good feeling about everything. A good feeling about life in general, you know? We can't always be down and miserable right? We're allowed that i hope! There are good things out there. Good people, good ideas. I can't explain it in a better way. I just feel it in my guts. And I don't even know if gut feelings are made to be explained. Maybe they're here just to be felt? Some sort of gateway to another dimension.
- Wow! - replied a half amused, half interested Marcus - So, basically, you're tellin' me that you have a good feeling about nothing and about everything?
- Yes. Basically, yes. - Jimmy noticed, somewhat uneasily, the mocking grin that had just landed on Marcus' face, but he pressed on - I guess it's better to have a good feeling about 'nothing' than to not have any good feelings at all, don't you agree?. Just feeling that there is a way, that there is a possibility, that there are lots of doors in front of you and that not all of them are locked, that you just need to persevere and really try them all until you find a good one. If you want a cliché saying it's like where there's a will, there's a way, got it?
Marcus laughed and smiled at Jimmy
- Are you fuckin' in love god damn it? - and he laughed even louder - Well, ok. That's a very pretty thought. It's not completely untrue...but feeling it the way you are feeling, well, beware you might find more locked doors in the end.
- No need to be in love Marcus. It's just a feeling, a positive vibe that sometimes we can pick up in the air waves. And sometimes why not let it go through you and feel it with a renewed sense of hope?
- That's very beautiful and all - said Marcus - but life has taught me that it isn't like that, not most of the times, and not for everyone.
- Damn it Marcus!! I know! Don't take me as a naïve fool! I know life isn't like this all the time. But it can be 'sometimes'. I know it's not a feeling that will stay forever....but since it's here, might as well make the most of it. Enjoy it for what it is! Why dismiss it right from the start?
- Well...what can i say, except 'good luck'? - and turning to the bartender - I'll have whatever my friend's drinking, please! And make it a double! "


Gunther Dünn

terça-feira, novembro 18, 2008

Quantum of Solace?

In an interview, the producers explained the meaning of the film's title: "The title originally comes from an Ian Fleming short story and, in the context of that, it means that a relationship cannot be salvaged unless there is a 'quantum of solace' between the two parties - 'Quantum' meaning 'measure' and 'solace' meaning 'comfort' - so if they are not willing to share that then their relationship is not redeemable. In our case, it is a couple of things: Bond is looking for a 'quantum of solace' after his experiences in Casino Royale (2006), and QUANTUM also happens to be the name of the villainous organization in the film."

Interessante conceito. Eheheh. Eminentemente prático e ironicamente aplicável in our days and age, como se quer. Para além disso, é mais um filme de James Bond? Não, felizmente não é. Felizmente também, não sou um purista dos filmes do James Bond, nem nunca fui um grande fã. Aliás, o facto de o meu filme preferido da série ter sido sempre o "On Her Majesty's Secret Service", o tal "filme maldito", odiado por todos e protagonizado pelo também odiado "one off" George Lazemby, é um bom indicador da minha posição. De resto, sim, o Connery fez um excelente trabalho, o Dalton também...o Roger Moore, enfim... e o Brosnan...bom, dizer que nem sequer me esforçei por ver os últimos filmes do 007 com ele é dizer pouco. Mas em geral os filmes do 007 sempre foram "filmes de Domingo à tarde na televisão para quando está a chover muito lá fora". Divertidos e tal, mas pouco mais.

Até o "Casino Royale". Deve haver algures um post extenso e aborrecido sobre este filme e sobre o quão gostei dele, pelo que me escusarei a bater na mesma tecla. Mas que "Casino Royale" É um bom filme, independentemente de ser Bond ou não, é. Compreendo que os fãs e puristas da série tenham torcido o nariz pois é óbvio que a era Craig deixa para trás muitos dos elementos típicos do 007: os gadgets, os raios laser, os botões com uma miríade de funções, os vodka martini e os mísseis escondidos atrás de faróis. Por mim é óptimo, porque era essa 'palhaçada' toda que não me interessava por aí além. Li algures uma citação do Moore a dizer que tinha pena que os filmes do James Bond se tenham tornado tão violentos. Azar pázinho. Sempre é melhor que as palhaçadas maricas e pseudo-humorísticas dos teus filmes. O novo Bond é melhor e não descura o humor. Um humor mais subtil e não alarve.
Dito tudo isto, este "Quantum of Solace" tinha uma tarefa muito difícil. "Casino Royale" já tinha posto a fasquia muito alta. Era complicado superar. E, de facto não supera. Além disso é uma continuação directa do anterior, pelo que as comparações são inevitáveis. Mas, ainda assim, que se lixe! Continua a bater todas as palhaçadas anteriores.
Continuo a preferir a abordagem mais realista, dura e violenta, do que aquela cheia de gadgets, botões e mísseis escondidos no bolso do casaco, blá blá. E continuo a dizer que é uma abordagem mais próxima da personagem literária. Portanto é só ganhos. Assim....venham mais.




A única crítica vai mesmo para a música tema deste filme, cantada pela Alicia Keys e pelo Jack White que é, realmente MÁ. Que diabos, até a terrível "Die Another Day" da Madonna é melhor.
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segunda-feira, novembro 17, 2008

Boss Martians

O "Indiegente" está de volta à Antena3. Ainda se descobrem boas bandas. Boss Martians, "Pressure in the Sodo"


"Mars Is For Martians"



"If You Only Knew"



"No One To No One"



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domingo, novembro 16, 2008

Opeth - Burden



Burden

I, once upon a time
Carried a burden inside
I sung a last goodbye
A broken rhyme I had underlined
There's an ocean of sorrow in you

A sorrow in me

I saw movement in their eyes
Thay said I no longer knew the way
I had given up the ghost
A passive mind submit to fear
And the wait for redemption at hand

Waiting to fail

Failing again

If death should take me now
Count my mistakes and let me through
Whisper in my ear
You've taken more than we've received
And the ocean of sorrow is you


Excelente canção. Melódica e tão "seventies" que até dói! :)

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sábado, novembro 15, 2008

sexta-feira, novembro 14, 2008

FNAC 10 Anos

Bastante simpático por parte da FNAC, oferecer este concerto à borla. Mas também é o mínimo depois de nestes 10 anos se ter dedicado a cilindrar e trucidar a concorrência mais directa. Virgin, Roma Megastore, Valentim de Carvalho.....RIP. 10 anos de quase monopólio. Não me queixo totalmente. Afinal já lá passei e gastei muito. Mas gostava que houvesse uma concorrência maior. Enfim, whatever.

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Buraka Som Sistema

Nestes tempos modernos, no dealbar do século XXI, em que a Ciência se mostra capaz de resolver o mais intrigante dos mistérios naturais, em que a evolução frenética dos conhecimentos técnicos da Humanidade se apresentam perante nós, tão grandes, imponentes e impressionantes, uma época que nos surje, aparentemente, plena de possibilidades e oportunidades técnicas e científicas para o futuro, uma era, em suma, que faz parecer muitos dos romances de ficção científica obsoletos e ultrapassados, numa época, dizia, com todas estas características e idissioncrassias, impõe-se colocar uma questão:

Não será, porventura, possível engendrar um qualquer SISTEMA capaz de colocar este SOM num BURACO qualquer, longe da vista e, sobretudo, longe dos ouvidos?


A gerência agradece.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Runnin' Wild

Rock On! Felizmente os Airbourne estão-se nas tintas para as modas! E acima de tudo sabem que isto de rockar num camião em andamento está muito bem, mas só com o Lemmy a conduzir! E por falar em conduzir:
Não-ouvir-este-disco-enquanto-se-conduz.-Muito-perigoso!

\m/ :) \m/




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quarta-feira, novembro 12, 2008

The TV Screen Head Set

“I guess sometimes we just have to let ourselves go. Sometimes we just have to abandon ourselves to those feelings. One can’t be up and going all the time. That’s not normal. We’re not fuckin’ robots! A few low points are bound to appear here and there. And maybe, sometimes, not every time for sure, just sometimes, one has to let oneself go, and just dwell in those low points….just to feel the taste of them. Kinda like realizing how low one can get, in order to fully appreciate how high we can go after. Kinda like vacations actually. Working desperately most of the year yearning for those few days off and only because of those days we can appreciate the vacations.”
Nicholas stopped for a moment his current course of reflexion, wondering if he was exaggerating. But he decided that, what the hell, he was not. He was feeling down, period. And nobody knows you when you’re feeling down and out, as the song goes. Or is it?
Anyway, it was indeed a downward spiral of depression, and the trick was to just let oneself go, let oneself go through all the spirals, through all the emotions, but knowing when to stop, and start to do the inverse route.
But in the mean time there seemed to be a dark, sinister, almost sick pleasure in letting oneself drag one's feet trough that downwards path. To just let oneself feel the sadness embracing you and accepting it as your friend, even if temporarily. “Hmm…The Smiths might have some song about this” thought Nicholas, making a mental note to check his discography, alphabetically organized, as it should be, as soon as he arrived home. “Damn, this train ride is taking ages!” he thought again while looking at Harry and Susanne talking without a care in the World with him, and with one another.
He tried really hard to concentrate, to focus on what they were saying. Most of all he did a titanic effort to shape up and get in tune with them. To join in with them in the silly conversation, and to have the same fun they seemed to be having. But that was the problem. He felt momentarily out of tune. If he was a television set he was sure that right now his screen would be showing one of those nice messages like We are sorry for the inconvenience, but we are not able to establish the broadcast for the time being, due to reasons beyond our responsibility. If that would be possible it would make it easier he guessed. One would only have to show that nice message to everyone, and then one might get a few moments for oneself to get in tune again. He laughed at that idea, of being a walking moving man with a TV set instead of a head. Well, actually he didn’t laugh, but he smiled, and that was enough to trigger a new set of jokes and questions and words comin’ out of Harry and Susanne towards him. They were nice people, and they weren’t to blame about his state of mind. That’s why he was going through a terrific struggle to answer and give them the attention and dedication they deserved.
Of course he was failing miserably. Because the very prolific answers he felt he was giving were in reality a few mumbled “hums”, and the active participation for what he was struggling for, was nothing more than a few smiles and some, too obvious, forced laughs.
“That won’t do”! He thought. “Any time soon they’ll be asking what’s wrong. And, as usual I don’t really know what it is. It’s like being joyfully hopping along a beautiful prairie and suddenly getting caught in this annoying net, restraining your movements. Sometimes you get out of it, other times it’s too tangled, too difficult to unravel and it really drags you down a bit, and probably when that happens the best thing is to play along for a bit, and let yourself go along with it, as anti-social as it may make you look. Sometimes it’s stronger than me! And sometimes when you’re busy sorting it out, you get the wrong kind of attention. Good intentioned attention yes, but not the right kind, I dunno...”

It really was a bad case of being out of tune with World and the people.

Sorry! Don't go away! We'll be right back, said the imaginary TV screen head.


Gunther Dünn

terça-feira, novembro 11, 2008

segunda-feira, novembro 10, 2008

domingo, novembro 09, 2008

Blackfoot

Highway Song



Well, another day, another dollar, after I've sang and hollered,
Oh, it's my way of living, and I can't change a thing.
Another town is drawing near. Oh, baby, I wish you were here!
But the only way I can see you, darlin', is in my dreams.
It's a highway song.. you sing it on and on.. on and on..

Well, the hurt you leave behind, it's the hurt that's on your mind.
Oh, and last night's show took its toll on me.
Well the city lights fly by me, as I lay my body in my bed,
Oh, and dreams of you Dance through my head.
It's a highway song.. you sing it on and on.. on and on..
Highway song.. is as lonely.. as the road I'm on..

It's those big wheels are ready to roll. We've be flyin' high and so low.
Lord, and all this madness, ain't crazy as it seems.
Everywhere, they stop and stare. I'm just a stranger on this road.
Oh, I stand alone, awake in my dreams.
Highway song.. you sing it on and on.. on and on..
Highway song.. is as lonely.. as the road I'm on..
Highway song.. you sing it on and on.. on and on..
Highway song.. is as lonely.. as the road I'm on..



Mais anos 70, mais southern hard rock americano. Mais guitarras e solos atrás de solos. Can't get any better than this.
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sábado, novembro 08, 2008

Molly Hatchet

\m/


Fall of the Peacemakers




A king without a sword
A land without a king
The truth without a voice
One song left to sing
One song to sing

A wise man told me there's something you should know
The way you judge a man is to look into his soul
And you'll soon see everything.

A voice from the past cried give peace a chance.
He paid our price now he's free at last
And imagine we called him a dreamer.
How many times must good men die?
How many tears will the children cry?
'Till we suffer no more sadness
Stop the madness,
Oh stop the madness.

If ashes are ashes and dust is dust
And our journeys end and then we turn to rust
To the sands of the shore
White doves then fly
Peace to all
Tell me why the peacemakers fall
Must we bury anymore

A hush in the crowd as the horse rode by
Black lace veil hid the tears from her eyes
And we all wept in silence
How many times must good men die?
How many times will the children cry?
Till we suffer no more sadness
Oh stop the madness
Oh stop all the madness


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sexta-feira, novembro 07, 2008

VOTUM

E eis um disco que, este sim, me acompanhou durante meses e meses deste esquisito ano. Votum, "Time Must Have a Stop". São polacos e este é o primeiro álbum. O estilo? Metal/rock progressivo, bastante melódico, com alguns laivos de Opeth e Dream Theater aqui e acolá. Foi o cabo dos trabalhos encomendar este CD, uma vez que por cá não temos, claro. Mas finalmente chegou. E aprendi que é possível uma encomenda demorar mais tempo a chegar de Espanha que dos EUA.
A capa do disco é um dead giveaway da música melancólica, algo dark e psicadélica. É um álbum épico, mas ao mesmo tempo de uma grande simplicidade. Grande companhia me fez.

The Hunt is On:



Train Back Home:



The Pun:



The Rose:



Promo video:



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quinta-feira, novembro 06, 2008

Quero ir a Bruges!

Às vezes sabe bem ir ver um filme sem saber nada acerca dele. É uma espécie de roleta russa cinematográfica. Felizmente, por vezes, acerta-se na mouche. Deste "In Bruges" só tinha visto uma ou outra cena na TV, lido um ou outro comentário na internet e pouco mais. Só mais tarde vi o cartaz que, de facto, deu-me vontade de ver o filme e só aí é que vi que o filme é realizado por Martin McDonagh, o autor da peça "The Pillowman" que vi há uns largos tempos encenada no Maria Matos, e da qual gostei bastante.
Bom, havia tantos factores a puxarem que consegui mesmo ultrapassar o complicado problema de o filme contar com o inenarrável Colin Farrell, actor que não está definitivamente no meu top10 (e isto é ser simpático). Lamento, mas acho o rapaz um actor sobrevalorizado e os filmes que vi dele...enfim...não gostei. Ok, não vi o "Cassandra's Dream" do Woody Allen, mas ainda assim, o nível de aprovação do rapaz por estes lados andava baixo.
Mas como nem sempre só de actores se faz um filme, resolvi dar ao moço uma oportunidade. E não é que a mereceu?
"In Bruges" conta a história de dois capangas dum mafioso londrino que são "despachados" para Bruges depois de um servicinho ter "corrido mal". Enquanto mantém o "low profile" aproveitam para visitar a cidade (e aproveito para reiterar: QUERO IR A BRUGES, nem que seja sozinho!) e fazer turismo. E se Ken (Brendan Gleeson) aprecia imenso a oportunidade, Ray (Colin Farrel) odeia até mais não ("Ken, I grew up in Dublin. I love Dublin. If I grew up on a farm, and was retarded, Bruges might impress me but I didn't, so it doesn't".). O próximo "serviço" que lhes chegará vai se revelar mais complicado do que seria de esperar. Não vale a pena contar mais porque grande parte da piada que eu achei ao filme deveu-se ao facto de realmente não saber de nada.
Os dois actores principais fazem uma dupla excelente, um, mais velho e ponderado, o outro completamente imatur, inexperiente e atormentado. A cereja no topo é dada mesmo pela aparição do Ralph Fiennes, no papel do chefe da dupla, um gajo extraordinariamente rude que se transfigura fora do ambiente normal familiar. Uma personagem muito diferente do habitual nele.
Quanto ao Farrell, está mesmo de parabéns, pois a personagem politicamente incorrecta cai-lhe a matar. É, sem dúvida, o melhor desempenho da carreira dele, não só a nível de diálogo, mas de pura representação física e de expressão (aquela quase-monocelha afinal serve para alguma coisa).
É realmente politicamente incorrecto o filme, com piadas dirigidas aos americanos, aos turistas em geral, aos gays, aos negros, aos brancos, gordos e até anões. É de um humor negro muito apurado, mais ainda que o "Destruir Depois de Ler" dos Coen. E violento. Sim, bastante violento. Mas vale a pena ver, especialmente pelos diálogos mirabolantes entre os três principais protagonistas. Guy Ritchie e Quentin Tarantino: beware!



Ah e caso não tenha dito antes: vou a Bruges. Eventualmente.
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quarta-feira, novembro 05, 2008

Barack

O último filme que fui ver chama-se "In Bruges", extraordinariamente traduzido para o português "Em Bruges". Não tenho muito tempo agora para escrever a habitual resmenga de coisas, mas também não se trata disso. Desta vez é só para referir que, num filme inglês, passado na Bélgica, há um personagem americano de relativa importância na trama do argumento. Um americano rodeado por europeus. De cada vez que a sua nacionalidade americana era constatada ou questionada por algum dos outros personagens, a resposta era invariavelmente a mesma: "Yes, i am american, but please don't hold it against me." Ou coisa do género.
Não é preciso ser-se um americano muito inteligente para se ter consciência que a opinião que o Mundo tem dos americanos andou pelas ruas da miséria nestes últimos 8 anos: uma nação de broncos rednecks governados por um babuíno de dedo no nariz (sim, generalizar é mau, mas tem de ser).
O dia é de facto histórico. O Obama pode não se vir a revelar assim tão bom. Aliás, o nível de esperanças e anseios que se deposita no homem é praticamente insustentável. Quase que estão à espera que ele faça milagres e traga o Paraíso à Terra.
Será sempre melhor manter os pés na dita Terra e aceitar o que já é garantido. A maioria dos americanos cansou-se de ser representada por um babuíno. Cansou-se de ser parte de uma generalização e de um estereótipo e acordou. Só aí, já estão a ganhar. Já estamos a ganhar. Os EUA são de facto um grande país. Capazes do melhor e do pior. Talvez já se tenha visto o pior em demasia. Pode ser que agora se veja um pouco do melhor.



And on a lighter note: Obama/McCain dance off!



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terça-feira, novembro 04, 2008

Dark Star


Ciclo dedicado ao grande realizador de culto, mas também algo underrated, John Carpenter na Cinemateca. Outubro, Novembro e Dezembro. Bem queria, mas não posso ir ver ou rever todos. A escolha tem de ser criteriosa. Nada melhor do que começar por ver um que nunca vi antes: o mítico primeiro filme de Carpenter, de 1974, inicialmente um projecto enquanto estudante do curso de cinema, juntamente com o argumentista e pseudo-actor Dan O'Bannon e posteriormente, "tratado" para lançamento comercial. Exactamente o mesmo percurso feito pelo "THX1138" de George Lucas, poucos anos antes (há aliás uma rferência a este filme, embora seja rápida e difícil de apanhar).
Sendo o que é, e independentemente de ser um 'cult movie', admito que é preciso ter uma certa vontade, uma determinada predisposição e uma abordagem muito específica a este filme. Uma série de factores mentais que nos permitam concentrarmo-nos não nos cenários algo pobres, nos efeitos especiais fraquinhos ou nas interpretações francamente más de alguns actores, mas sim no que realmente este filme trouxe de novo.
Feito alguns anos após "2001 A Space Odissey" de Kubrick, é óbvio que o filme de Carpenter traz alguns elementos em comum com aquele. Mas não é uma cópia ou sequer homenagem. Trata-se sim de um apropriar de uma estética específica da "space-opera sci-fi", na altura ainda bastante virgem, e encaminhá-la noutra direcção, uma direcção mais leve, mais parodiante. Sim, porque "Dark Star" não deixa de ser uma comédia.
Porém, em verdade se diga que, filmes de FC com este tipo de abordagem não vingaram muito, especialmente com o lançamento da mega bomba que foi o "Star Wars" em 1977. Foi este que determinou a linha de condução de incontáveis filmes de ficção científica. Mas o interessante é ver que Lucas veio buscar bastantes ideias e soluções ao "Dark Star" que funciona assim como um antepassado (não tão antigo) do "Star Wars".
Mas há mais! E para quem é um fã acérrimo e incondicional do "Alien" de Riddley Scott, de 1979, é uma delícia descobrir que, agora sim, "Dark Star" é um antepassado muito directo do "Alien". A sequência no primeiro filme em que o Sargento Pinback, desempenhado por Dan O'Bannon, persegue a mascote da nave, um inenarrável "alien", nada mais do que uma bola de praia com garras (true!) foi a inspiração directa do segundo filme. Pois claro, se foi o mesmo Dan O'Bannon que escreveu o argumento do "Alien". Em cinco anos passámos de uma situação algo cómica de um homem a perseguir um alien para uma situação tenebrosa de um alien a perseguir um grupo de homens pelos corredores de uma nave espacial. E a famosa cena da faca e da mão na mesa? Pois, é do "Dark Star" originalmente.
A cena final deste último, em que o Tenente Doolitle tem de convencer a bomba 20 a não explodir com recurso a um diálogo sofista e decorrente da "fenomenologia" é dos diálogos mais alucinados do cinema.
O Terry Jones deve ter-se lembrado desta cena quando no seu "Douglas Adams' Starship Titanic" introduziu uma bomba consciente com a qual se tem de manter um constante diálogo para a fazer "esquecer-se" da contagem para a sua explosão.
Portanto, vale bem a pena ver este filme, nem que seja pela curiosidade em ver uma obra que, mesmo com todas as suas deficiências, estabeleceu uma série de ideias que mais tarde foram usadas e re-aproveitadas. Bom para quem gosta destas curiosidades.


Trailer:



Bomb 20:



Seguiu-se já, entretanto, o "The Fog", "Escape From N.Y." e o "Assault on Precint 13", todos clássicos excelentes. Descobrimos o outro dia, o Gustavo e eu, que o "Assault on Precint 13", de 1976, o filme em que Carpenter homenageia o western clássico de Howard Hawks (e também, em certa medida "The Night of the Living Dead" de George Romero), um filme bastante violento, com uma das cenas, logo ao início, das mais puxadas que já vi para aquela época, descobrimos, dizia eu, que se trata afinal de uma comédia!! Aparentemente a Sala Luís de Pina estava cheia de pessoas que acharam uma piada monumental ao filme. Havia lá dois 'monos' no entanto que cometiam a proeza audaz de apenas se rirem nas partes que realmente têm piada, isto é, nas partes mais humorísticas que o próprio Carpenter entendeu introduzir para aliviar a tensão do filme. Sim, essas tinham piada. Agora...não sei...devo estar a ficar velho....não percebi a razão de tanta risota.
Ou talvez tenha percebido. "Assault on Precint 13" é um clássico, um cult movie, que já teve direito a remake recentemente. Certo e determinado público vai de propósito à Cinemateca ver este filme, que é um clássico propagado em todo o lado. Fica bem. Mas obviamente que são demasiado 'cool', inteligentes ou intelectuais, para conseguirem 'suportar' a afronta que é ver um filme daqueles. O sacríficio que fazem pelo cinema é digno de nota, mas por favor, não incomodem as pessoas que estão a ver o filme descansadas e respeitadores.


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segunda-feira, novembro 03, 2008

Parabéns realmente.

Grande noite de heavy metal underground português. Todas as bandas foram excelentes, embora algumas tenham sido especialmente prejudicadas pelo nível excessivamente alto do volume. Factor alheio à organização por completo, segundo disse a Rita, que recebeu várias queixas sobre o assunto. Parece que o ténico de som era da "casa" e não estava para aceitar sugestões ou pedidos. É pena, foi o único ponto negativo, especialmente sentido durante Revtend e M.O.R.G. Fora isso, a Rita está mesmo de parabéns, por não ter tido a coragem de organizar isto, como também por ter dado à palavra "organização" o seu real sentido. Assim mesmo é que é!

Warchitectt


Revtend


M.O.R.G.


Shivan

Mindfeeder

As três primeiras bandas estiveram muito bem, em especial os Warchitectt que, embora ainda no início revelaram ter um excelente sentido melódico. Semi-invasão de palco para cantar a "Holy Wars...Punishment Due". Impossível começar melhor a jornada. Revtend também estiveram bem, mas não me entusiasmaram tanto, para além de que foi aqui que o volume de som me começou a incomodar. M.O.R.G. foram bastante interessantes, mas o som continuava demasiado alto. Caos generalizado (mas controlado) com a versão "Ace Of Spades". Havia tanta gente em palco como na plateia.
Mas foi com Shivan que as coisas começaram a aquecer. Fantástica banda esta que deu o litro em palco pela música. Espera-se ansiosamente qualquer gravação!
Mindfeeder fecharam, e bem. Já estão quase no "outro" campeonato, prontos para dar o salto para lá pelo menos. E merecem-no.
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sábado, novembro 01, 2008

Lusitanian Equinox



Grande cartaz. É o programa cultural para hoje. E desta vez, mais do que apoiar o underground nacional, trata-se também de apoiar a amiga. Rita, parabéns!!!

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