domingo, agosto 31, 2008

Wall.E



Nos últimos anos os filmes de animação têm-se repetido e repetido. Uns melhores que outros, outros realmente aborrecidos, mas todos, claro, dotados da mais avançada técnica em animação.
Mas sinceramente, quanto a mim, não há técnica ou efeitos ou o que quer que seja, que substitua uma boa história.
E "Wall.E" é isso mesmo. É uma animação que não se limita a isso. Vai para além da simples animação. É, de facto um bom filme. Um filme de ficção científica no fundo. Com um fundo infantil claro, o que significa que, sim, a miudagem pode ir vê-lo sem problemas, mas qualquer adulto poderá facilmente apreciá-lo pela série de referência que tem.
Dois terços do filme praticamente não têm diálogo. É arriscado nos dias de hoje, nos dias de um cinema cheio de diálogos e palavras, mesmo que, no fim, não queiram dizer nada. "Wall.E" não. Diz muito e mal utiliza palavras para isso. Nestes dois terços do filme assistimos a uma espécie de sinfonia da solidão, enquanto assistimos ao dia-a-dia rotineiro de Wall.E. Rotina que repete há 700 anos. Por única companhia uma barata e a personalidade que acabou por desenvolver que lhe potenciou uma curiosidade imensa nos artefactos humanos.
As paisagens por onde o robot se passeia no seu trabalho são dignas de ver em ecrã grande. A solidão acaba com a chegada da sonda robot Eve.
Os diálogos surgem na parte final do filme com a introdução das personagens humanas (e também de uma miríade de robots). Aqui o filme torna-se mais...digamos, normal. Porém continua a ser servido por uma boa história. Crítica à sociedade consumista? Outra vez? Sim, outra vez. Mas não aborrece de todo.Insere-se totalmente no fluir do filme e no destino das personagens.
Mas são sem dúvida aqueles primeiros dois terços do filme que são de génio. Uma opção arriscada a recuperar os tempos dos filmes mudos de Lloyd, Keaton e Chaplin. Um filme que acaba por ser mais uma instância da velha premissa do "boy meets girl", tudo bem 'embrulhado' num excelente filme de ficção-científica com bastantes referências ao "2001 Odisseia no Espaço" de Kubrick (é difícil não ver o HAL 9000 no AUTO).


sábado, agosto 30, 2008

Ringing the bells!

Bom, depois da Ovibeja e da Expofacic, nada como uma Feira de Artesanato e Gastronomia para fechar o ano. Desta vez não haverá tractores, gadanhas ou vacas, mas pronto, paciência. Acima de tudo, hoje, há James, o que só por si justifica a viagem. Hey ho, let's go!

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sexta-feira, agosto 29, 2008

Scusi...


...o Coliseu por favor?

quarta-feira, agosto 27, 2008

Dark Gate


Abraham left the grim looking building without looking back. He crossed the damp and dark yard through a small pebble road that in any other hour or in any other circumstance he would actually find beautiful. But not today. Not tonight. He went on walking in a daze, feeling lost, even in such a small trip from the front door to the black gate just ahead.
He was a tad bit confused. He didn't quite understand what had just happened. The whole thing seemed too big for him to start grasping. He needed time to digest it. But that wasn't going to be an easy task. In one hand he felt he should walk quickly, and hastily get out of that house, he felt that only crossing the gate would give him the opportunity to push forward and get in schedule with destiny, but on the other hand he felt afraid. Well, maybe "afraid" wasn't the right word. No, he felt fearful or burdened with heavy doubts. In a way he didn't want to reach the gate so quickly and soon. He needed time to stop and get himself together.
Of course he knew that this wouldn't be allowed to him. No. Not in this World. You have to keep going unless you want to get trampled underfoot by the World. He smiled for a bit and remembered the Led Zeppelin song which he so much loved. He dwelled and appreciated the few seconds of distraction the thought of Led Zeppelin gave him. But he also remembered he was losing time. The gate was getting nearer and he still was lost. He knew he couldn't stop in the middle of that yard because of the damned pit bull oddly called Dinky, but he also felt he badly needed to stall, to buy some time, something...he needed time to decide. He felt he was reaching some sort of crossroad and no, for sure he wouldn't find there any type of devileech being that would help him decide. It was really up to him. Damn cold, lonely World he thought. But he also knew everyone has to make the best of it.
As soon as he got to the black gate he knew he had to open it. That seemed the only way to go. He quickly considered his chances on going back that pebble road into the red brick mansion. He surprised himself when he found in his heart that a part of it wanted to go back that way.
His heart. His heart was always the problem. He decided that, for a change, he would just hurl himself forward, just like Paul Newman and Robert Redford did in that movie, Butch Cassidy and the Sundance Kid. He remembered the movie's famous song by B.J. Thomas and he grinned weirdly, almost an expression of pain. And then he couldn't avoid a somewhat sarcastic smile when he reflected that if he was Butch where the hell was his Sundance Kid? Or the other way around for that matter. "Typical" he said out loud. I'm on my own, and that's what it has to be.
He opened the gate and rapidly went through it and closed it behind him.
And now? He looked left, he looked right and he simply didn't know where to go. The doubt and uncertainty still populated his mind. At least he felt a bit proud that he was able to go through the gate and close it without many fuss. That was done. At least that. Next.
He closed his trenchcoat feeling, rather surprisingly, the chilling wind, and headed left....towards the light.

Gunther Dünn

terça-feira, agosto 26, 2008

Hellboy II

Diabos me levem! E desta vez em sentido literal mesmo! Hellboy II-The Golden Army repete a proeza de mais uma vez ser uma adaptação ultra fiel do universo de Hellboy (o facto de o seu criador, Mike Mignola, estar profundamente envolvido na produção destes filmes não deve ser alheio a isso) e comete a proeza rara (excepção feita ao recente "The Dark Knight", claro) de nos colocar perante uma sequela que é mesmo um tudo nada melhor que o primeiro, que já era muito bom! Hellboy II, no entanto, toca noutros quadrantes que o "The Dark Knight" não tocou, por não ser exactamente esse o estilo pretendido. Mas em Hellboy II, Guillermo del Toro introduziu ainda mais momentos de humor, de fantasia e até, românticos na narrativa. E, surprise, surprise, resulta!
O golpe de génio de Del Toro está em conseguir injectar doses cavalares da sua imaginação e ideias, num blockbuster americano. Certo, não é um típico blockbuster...o primeiro filme não teve assim tanto sucesso, e este segundo só surgiu devido ao estatuto de culto que a personagem, bem como o filme anterior acabou por ganhar. E também pela carolice de Del Toro e de Ron Perlman, que recusaram N propostas para poder fazer este. E ainda bem digo eu.
Mas a verdade é que este filme está mais próximo do brilhante "El Laberinto del Fauno" do que do primeiro Hellboy. Imagine-se um "Laberinto..." mas repleto de acção. De resto está lá tudo: o Mundo antiquíssimo, as raças estranhas, os seres mais esquisitos e assustadores, fantasia pura e dura, feita com extremo bom gosto. Sabendo que o "The Hobbit" está a ser adaptado por Del Toro e Peter Jackson e vai ser realizado pelo primeiro, só se pode esperar e exigir um grande filme.

Primordialmente, "Hellboy II" é uma fantasia de acção e é esse caderno de encargos que Del Toro cumpre com primor e humor, encenando o confronto entre Hellboy e o pérfido príncipe Nuada pelo controle do mítico e indestrutível Exército Dourado como uma aventura popular no limite do realismo, que mantém intactas as suas raízes de BD e não enjeita um pezinho matreiro a fugir para o chinelo (ai, aquele dueto ao som de Barry Manilow...). É precisamente isso que "Hellboy II: O Exército Dourado" é: cinema popular inteligente, que sabe ser descontraído e despretensioso e não quer mais do que entreter durante duas horas, sem por isso perder o toque de personalidade que esperávamos de um cineasta tão idiossincrático como Guillermo del Toro. Não se espere outro "Labirinto do Fauno" - "Hellboy II" joga assumidamente noutros campeonatos - mas que não se caia no erro de lhe chamar "filme menor". (by Jorge Mourinha)

A prequela semi-animada:

(Na verdade esta prequela, que surgiu algum tempo antes do filme, serviu apenas de teaser, pois o prólogo do filme é composto precisamente pela história que o Professor Broom conta ao jovem Hellboy aqui. A diferença é que no filme propriamente dita a história é contada através de uma deliciosa animação com marionetas de madeira, muito bem feita e de extremo bom gosto mais uma vez)




O teaser-trailer:



Trailer oficial:




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segunda-feira, agosto 25, 2008

California Dreamin'

Eis um bom filme da Roménia. Podia ser ainda melhor caso o o realizador, Cristian Nemescu, não tivesse falecido antes de o acabar num acidente de viação. Nem 30 anos tinha ainda. Pena, porque, conforme é dito logo de início, o filme é apresentado exactamente como se encontrava aquando da morte de Nemescu. E é notória a natureza de esboço ou "work in progress" da obra. A culpa pelos cortes na imagem, ecrãs negros, os aparentes "saltos" na narrativa e a falta de som aqui e ali não devem ser atribuídos à sala de cinema, mas sim ao carácter realmente incompleto do filme (coisa que ontem nem todos se aperceberam, apesar do aviso).
Mas então, para quê lançar o filme assim? Simplesmente porque é bom, e daí poder ter sido ainda melhor se tivesse sido acabado.
Em traços largos, um comboio de material de comunicações da NATO com destino ao Kosovo em 1999, acaba retido numa estaçãozeca de uma aldeola romena devido à insistência mesquinha e irritante do chefe da estação nos mais variados pormenores burocráticos. Chefe de estação esse que é também uma espécie de mafioso de meia-tigela local, conhecido por desviar parte das mercadorias que por ali passam e por exercer uma autoridade exagerada sobre a dita aldeia e seus habitantes. Paralisar um comboio cheio de americanos é apenas mais uma forma de exercer o seu poder e autoridade. Apesar de tudo, é uma personagem simpática.
Os americanos nada podem fazer a não ser esperar e desesperar pela chegada dos papéis necessários. Nestes entretantos o presidente da câmara e restante população recebem com curiosidade os soldados tentando descortinar uma maneira de capitalizar com a sua presença.
As coisas rapidamente ficam um tanto ou quanto fora de controlo,com os americanos a misturarem-se com os romenos, para grande desespero e irritação do comandante do comboio, extraordinariamente desempenhado por Armand Assante.
Sim, os romenos são mostrados como o cliché dos balcãs do costume (não tão caricatos como com o Kusturica, mas quase), mas não me parece que esse 'cliché' seja prejudicial.
O simbolismo mais interessante do filme, só depois de ver o filme se tornou evidente. O comandante americano no fim acaba por perder a diplomacia e não hesita em colocar as duas facções da aldeia uma contra a outra para conseguir sair dali. Em vão pois na mesma hora a burocracia é desbloqueada. E no fim temos o comboio de americanos a abandonarem a aldeia, mas uma aldeia em pé de guerra, em violência total. Simbólico da actuação dos americanos por esse mundo? Talvez. Mas achei mais subtil a ideia de mostrar o americano do povo (os soldados) como pessoas normais, afinal tão parecidos com aqueles romenos campónios. Apenas o americano com poder (o comandante) se veio a revelar a verdadeira fonte de problemas. Portanto, não é tão 'anti-americano' como por aí se propaga...é apenas...mais realista. Uma maneira de ver apenas.

LeTsLuKaTdAtReIlAr:



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domingo, agosto 24, 2008

Xutos @ Cascais

Mais um concerto de Xutos e Pontapés. Ontem em Cascais. Já perdi a conta a quantos vi. Já nem sei sequer quando foi o primeiro ou há quantos anos foi. Mas certamente há já bem mais de 15 anos. Continuam a ser o que eram: a melhor banda portuguesa de sempre. Da música às letras, à atitude, tudo respira o ser português, com tudo o que de bom e mau isso tem.
Ontem falhei o "Remar Remar". Confusões no horário e um trânsito desgraçado. Não faz mal daqui a umas semanas há mais!!!

Homem do Leme:



Para Sempre:



Chuva Dissolvente:



Gritos Mudos:



À Minha Maneira:



Dá Um Mergulho:




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sábado, agosto 23, 2008

City II








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sexta-feira, agosto 22, 2008

Mountain


Foi bom ver que o fantástico vale glaciar da Serra da Estrela está, progressivamente, a recuperar-se do terrível incêndio de há uns anos. Restam algumas pobres árvores carbonizadas que teimam em manter-se erguidas. De resto...o verde já domina!
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quinta-feira, agosto 21, 2008

Beach





Praia da Arrifana em cima, seguida de duas fotos das Bahamas, ops, não, enganei-me, da praia da Amoreira, ambas no Algarve. Sim, no Algarve e não ALLgarve. É de espantar que estas fotos sejam do pico do Agosto.

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City I






Não sei se mais alguém faz isto, mas por vezes, muito de vez em quando claro, e tendo tempo e pouco para fazer, acho piada andar por Lisboa como se fosse um turista de visita à cidade. Há uns anos cheguei mesmo a visitar uns museus só pela sensação. Mas claro, estava na ressaca de Praga e Budapeste. Ahhhh....... drool....
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quarta-feira, agosto 20, 2008

RIP Phil Lynott 1949-1986

Mas antes uma homenagem. Ao génio de Phil Lynott que hoje faria 58 anos. Para quem, como eu agora, cortesia do Pedro, lê a biografia dos Thin Lizzy, é impossível não ficar atraído e fascinado por esta personagem enigmática e misteriosa. Complexo e simples ao mesmo tempo por mais cliché que isso soe. Um génio musical e, principalmente, um poeta de excepção.Dos Thin Lizzy diz-se que foram a primeira grande banda de rock vinda da Irlanda. A banda que Bono e os U2 tentaram seguir nos seus primeiros anos. De Phil Lynott foi dito que ele e o Freddie Mercury eram as duas únicas verdadeiras estrelas do rock. Com tudo o que de bom e mau isso tem infelizmente... Ele, tal como os Thin Lizzy não têm o crédito merecido.


Dancing On The Moonlight:



The Boys Are Back In Town:



The Sun Goes Down:



Old Town:



Parisienne Walkways:


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Have a ball!

E pronto, passados que estão os singelos 13 dias úteis que a lei me obriga a gozar de uma vez só, eis que chega o tempo de me agrilhoar novamente aos comandos desta magna e espaçosa secretária. Apesar de tudo e algo surpreendentemente, até foram umas boas férias, consagradas a fazer o que me deu na real gana. Estranho como nos habituamos a tudo. Se nos primeiros dias, ou nos dias imediatamente antecedentes, o que reinava era um misto de excitação pelas férias e uma espécie de tristeza por, à primeira vista, não ter nada para fazer, a verdade é que as coisas foram acontecendo e deu para descomprimir. Felizmente apenas dois dias de férias foram o suficiente para me esquecer destas "correntes".
E, mais uma vez se prova que nos habituamos a tudo. Tão rapidamente acabei por me habituar a estas 'novas' férias que no fim já estava mais que habituado a fazer o que me apetecia e a ir onde me apetecia, sempre bem acompanhado...sózinho ou não. Tanto que hoje foi um 'dia normal de regresso' ao trabalho, com os costumeiros suspiros e sopros de impaciência. LOL Mas pronto. Faz tudo parte do processo. Seguem-se, em jeito de declaração para memória futura (a minha, claro, que já necessita de alguns auxiliares...ehehe) algumas idílicas imagens. Ah pois. Entre Lisboa, concertos, festivais, cidade, praia e serra, acabou por se passar. E também graças aos bastantes convites de pessoal porreiro. Não pude aceitar todos, mas a todos agradeço.

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terça-feira, agosto 19, 2008

segunda-feira, agosto 18, 2008

Alliance Fest - 9 Agosto

Anathema:




Archenemy:





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domingo, agosto 17, 2008

Alliance Fest - 8 Agosto II

Moonspell:







O primeiro dia do Alliance Fest acabou por terminar mais ou menos em beleza com a prestação cheia de raiva e energia dos Moonspell. Também pudera! Com a confusão que foi este primeiro dia, com bandas a cancelar (ou a não poderem tocar) e outras bandas a tocarem sets de duração ridícula era de esperar. Não se percebeu o que aconteceu na verdade, e duvido que alguma vez se venha a perceber. Mas depois do cancelamento do Lagoa Burning, este dia também não augura grande futuro para os festivais de metal em Portugal. O que é de espantar uma vez que esta ortganização já tinha feito o Festival Marés Negras no ano passado no Porto, tal como os outros já tinham organizado a primeira edição do Lagoa em 2007. Enfim, azares acontecem pronto. Vamos pensar assim.
Seja como for 3 Inches of Blood deram um excelente mini-concerto. Aliás, todas as bandas estiveram de parabéns por terem mostrado firmeza e vontade de tocar mesmo com todas as adversidades que surgiram. Respeito e dedicação aos fãs é uma coisa que sabe bem ver.
Como tal, todas as bandas deram o máximo, deram tudo por tudo para agarrar no público o mais rapida e eficazmente possível no pouco tempo que tiveram.
Exodus fizeram o mesmo, embora este novo vocalista não seja o ideal para esta carismática banda de thrash metal dos anos 80. Grita demais na minha opinião. Desfigura por completo alguns dos clássicos que se esperam de uma banda deste calibre.
Quanto a Finntroll...tocaram por um espaço de tempo dolorosamente curto. Mas enquanto lá estiveram parecia que estavam a tocar para um estádio. Nota muito positiva. Puseram realmente toda a gente a dançar freneticamente.
Por fim, Moonspell deram um dos melhores concertos dos últimos anos. Provavelmente devido a todas as confusões que aconteceram. O Ribeiro agradeceu a todos os os que ficaram até ao fim e também a todas as bandas que, mesmo assim, tocaram. Excelente atitue. Uma grande banda nacional e internacional sem dúvida.
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Alliance Fest - 8 Agosto I

3 Inches of Blood:



Exodus:


Fintroll:

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PRIEST!!!!

ORA BEM!

Terminadas que estão mais umas férias de Verão (ainda me restam dois cartuchos, mas já serão dias consagrados à compenetração e auto-convencimento que a saída precária está a acabar), impõe-se pôr ordem na casa. Uma rápida passagem de olhos pelos rascunhos deste estaminé revela-me que tenho aqui uma série de assuntos pendentes que irei postando agora, mesmo que já sejam um tanto ou quanto antigos. Considerei seriamente a hipótese de acabar este blog...não apagá-lo, claro, apenas encerrá-lo e, quiçá, começar outro...mas reconsiderei. Por enquanto continuo por aqui.
Portanto, seguir-se-ão uma série de posts, muito audiovisuais, para não cansar e, principalmente, para minha especial auto-recreação, entretenimento e memória futura.
Nesta sequência, PRIEST e mais abaixo DIO, no Kobetasonik:

Hellion/Electric Eye:



Breaking The Law:

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DIO!

Holy Diver/Killing The Dragon



Don't Talk To Strangers

segunda-feira, agosto 11, 2008

The Dark Knight


É sempre bom, de vez em quando, assistir a um filme que não só corresponde a todo o monumental hype que traz agarrado, como chega mesmo a ultrapassá-lo. "The Dark Knight" É um grande filme, um excelente filme mesmo. E o mais incrível reside no simples facto de ser, provavelmene o primeiro filme de "super-herói" totalmente centrado na narrativa. "The Dark Knight" pretende efectivamente contar uma história, com vários personagens e episódios. Acontece que um fulano vestido de morcego e outro vestido de palhaço são dois dos personagens dessa história, ligeiramente principais. Mas o verdadeiro personagem principal aqui é o argumento, é a história. É nessa que Nolan pretende que o espectador foque a sua atenção...e não apenas nas aventuras do Batman e na maldade do Joker. Só por isso merece todos os aplausos deste mundo. E sim, o Heath Ledger faz um papelão temível...material para Óscar ou não, este sucesso já ninguém lho tira.
O que este filme consegue eficaz e surpreendentemente é o equilíbrio geral entre uma história de super-herói e a realidade. Obviamente que há alguns pontos em que o espectador tem de aceitar sem questionar, mas em geral o feeling do filme é o de realismo total.
Um filme recomendável a todos, mesmo os que não gostem dos Batmen, Jokers e comics. No fundo, trata-se de um filme policial com muita acção, mas uma acção ao serviço de um argumento intrincado e de cortar a respiração.
Para uem sempre gostou do Batman, há uma série de piscadelas de olho, referência a graphic novels e comics seminais na saga do Batman. Piscadelas que não incomodam nem alienam ninguém, mas que fazem as delícias de quem as reconhece.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Alliance


Bom, vamos a isso. É para acabar a temporada de festivais. Seis no total...acho que foi isso. Pelo menos de 2008, em termos de música, não me posso queixar...

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quarta-feira, agosto 06, 2008

Sometimes i Feel Like Screaming

Deep Purple.

Esta sim, a maior banda de rock à face da Terra. E tenho dito.



While you were out...
The message says
You left a number
And I tried to call
But they wrote it down
In a perfect spanish scrawl
In a perfect spanish scrawl

Yet again
I'm missing you
King size bed
(in a) hotel someplace
I hear your name
I see your face
I see your face

(the) back street dolls
And the side door johnnies
The wide eyed boys with their bags full of
Money
Back in the alley
Going bang to the wall
Tied to the tail
Of a midnight crawl
Heaven wouldn't be
So high I know
If the times gone by
Hadn't been so low
The best laid plans
Come apart at the seams
And shatter all my dreams

Sometimes I feel like...
Screaming
Close my eyes
It's times like this
My head goes down
And the only thing I know
Is the name of this town
Is the name of this town

Yet again
I'm missing you
Won't be long
O coming home
Until that distant time
I'll be moving on
I'll be moving on

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segunda-feira, agosto 04, 2008

Daimonion



Às vezes têm-se boas surpresas. Excelentes mesmo. Inserido no Festival dos Oceanos, à borlex, a Companhia Teatro do Mar apresenta, na Praça do Teatro S. Carlos, a premiada e já internacional peça/performance "DAIMONION", uma representação teatral que conjuga acrobacias aéreas, dança, video, música e efeitos especiais num cenário composto por uma estrutura metálica de nove metros de altura, que transporta a assistência ao mito e tragédia de Fausto (da obra de Goethe).
Até aqui tudo bem. O que eu não sabia era que a banda sonora desta representação foi composta pela "banda de gothic metal" Eternal Mourning. E resulta muitíssimo bem.Portanto deleitei-me ontem com a surpresa de ouvir heavy metal (bem pesadote em alguns momentos) a ser tocado a bom som no pátio do S.Carlos. Deleite para mim, horror para outros! Pois, como seria de esperar, as partes mais pesadas acompanhavam momentos mais...intensos, digamos assim, da acção. Foi demais para duas ou três pessoas que se levantaram e abandonaram o espaço! LOL
Repete hoje à mesma hora!

Conta a lenda que Fausto, amante dos prazeres da vida e atormentado pelos limites do seu saber, vende a alma ao diabo em troca da juventude eterna e do conhecimento infinito. Um pacto ideal para ambas as partes, não fosse Fausto apaixonar-se pela jovem e inocente Margarida, um amor condenado à partida pelo inevitável confronto entre as forças do bem e do mal.
É a tragédia de Fausto, imortalizada na obra do alemão J. W. Goethe (1749-1832), que o Festival dos Oceanos leva ao Largo do Teatro São Carlos domingo e segunda, às 22.00Daimonion estreia-se em Lisboa três anos depois da primeira apresentação em Faro.

Criação do Teatro do Mar, que nasceu em Sines há 23 anos, o espectáculo já percorreu vários festivais internacionais e “tem feito sucesso fora de portas”, conta a encenadora Julieta Santos. Sendo esta uma companhia “itinerante por excelência, por objectivo e opção”, o seu território privilegiado têm sido os festivais internacionais de teatro de rua: ironicamente, o primeiro país estrangeiro a receber o espectáculo foi a Alemanha, berço do mito de Fausto, e em Frankfurt, cidade natal de Goethe, “as reacções foram surpreendentemente positivas para um país que já viu milhões de versões” desta história, garante a encenadora.

Mas a proposta do Teatro do Mar vai além do convencional: num espectáculo sem suporte textual, associa o teatro, a música, a dança, o circo e o vídeo numa fusão que tem vindo a definir os caminhos artísticos da companhia, que tem no teatro de rua a sua principal vocação. “Neste caso, a dramaturgia do nosso trabalho apoia-se nas imagens que se sustentam na obra de Goethe”, explica Julieta Santos.

Uma estrutura eleva-se nove metros acima do palco onde se consuma a desgraça de Fausto e da sua amada. A Morte, Mefistófeles e um Espírito Anjo, concebidos como dois “alter-egos” do próprio Fausto, completam o elenco que se move num cenário de inspiração gótica porque, diz a encenadora, “revela o lado mais escuro da alma humana”. Aos efeitos visuais das imagens, projectadas na tela que serve de fundo, juntam-se acrobacias aéreas e outros elementos circenses, incluídos também “para servir a dramaturgia. É sabido que o corpo tem mais limites do que o pensamento, por isso aqui nós representamo-lo como um corpo alado”.

O metal gótico dos Eternal Mourning, que têm na sua formação uma cantora lírica, é a banda sonora original. E tal como a música oscila entre o clássico e o mais pesado, o espectáculo oscila entre a luz e as trevas, o bem e o mal. A dualidade está sempre presente, ilustrando o conflito interior da própria personagem de Fausto, que é “no fundo, o grande conflito do Homem e da Humanidade”, diz Julieta Santos.

Nem o nome, Daimonion, escapa a esta concepção dualista. Segundo a encenadora, o significado original da palavra grega seria a inquietação. “As inquietações são os demónios dentro de cada um de nós. Enquanto o Homem existir, existirão demónios”. Durante dois dias, o Teatro do Mar deixa-os vaguear livremente por Lisboa.

‘Daimonion’ estreia-se este domingo e está em cena também na segunda, às 22.00, na praça em frente ao Teatro São Carlos. Entrada livre.

in: http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=1985

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domingo, agosto 03, 2008

Whitesnake @ Cantanhede '08

O bom destas coisas é que, normalmente, para além do salutar conbíbio abaixo descrito, há sempre um belo concerto!