segunda-feira, março 31, 2008

sábado, março 29, 2008

I'm Not There


I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I'm not there.
I wished i wasn't there.

Post aborrecido....mas não tanto como o filme.

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sexta-feira, março 28, 2008

42!


Finalmente terminada a leitura da primeira (e única) "trilogia em 5 volumes"! Leitura altamente recomendada para quem quiser descobrir:

The Ultimate Answer Of Life, The Universe And Everything
The Ruler Of The Universe
The Entire Truth And Nothing More Than The Truth
God's Final Message To Mankind

The Hitchiker's Guide To The Galaxy de Douglas Adams. Um guia essencial para sobreviver nesta galáxia e, quiçá, em qualquer outra.




Não vi o filme feito há uns anos, mas duvido seriamente que uma obra audiovisual, por mais boa que seja, consiga sequer abranger a quantidade de coisas que acontecem ao longo destes livros. Deve ser quase impossível conseguir pôr num filme o resultado de uma imaginação tão fértil e um humor tão refinado e mirabolante como este. O próprio Terry Gilliam, conhecido ex-Monty Python e conhecido realizador de filmes bem mirabolantes, considerou isto "unfilmable". Por Monty Python, falta-me agora acabar de ler o spin off desta série, escrito por Terry Jones, "Starship Titanic".

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quinta-feira, março 27, 2008

quarta-feira, março 26, 2008

Soto is the man!

E que concertaço! Excedeu as expectativas em larga medida. Vão sendo raros concertos assim, aliás, para ser mais correcto, acho que nunca tinha assistido a um concerto tão divertido e bem disposto e cheio de grandes canções, clássicos e não só.
Os Timeless começaram bem as hostilidades, não sendo uma banda tão rodada como uns Tempestt, ainda assim deram um excelente concerto. Muito superior ao do Clube Lua no ano passado. Os músicos pareceram mais à vontade e o "novo" vocalista (aparentemente só para aquele noite) revelou-se um espectáculo por si só. Grande voz e muito simpático. Não percebi nem o nome dele, nem sequer se toca numa banda. Apenas deu para ver que era brasileiro.
Brasileiros eram também os Tempestt, e aqui já estamos num nível superior. Musicalmente
irrepreensíveis, tocaram e brincaram como quiseram e notou-se que já tinham anos de experiência e de rodagem de palco(ser uma banda de covers antes de começar a tocar originais dá muito jeito meninos!). O facto de terem sido a banda de apoio do Jeff Scott Soto na sua digressão pelo Brasil é um bom indicador de qualidade. Tocaram algumas versões e algumas do álbum de estreia. Álbum que só pela "Enemy In You" já é muito meritório.
Mas faltava o prato forte da noite, o nome que levou certamente a maior parte das pessoas ao Music Box: Jeff Scott Soto.
O homem entrou em palco a meio duma versão demolidora da "Burn" dos Deep Purple, que completou em apoteose. Cantaram ainda a "Insanity Desire" dos Tempestt que o Soto gravou para o álbum dos brasileiros (uma 'ajudinha' preciosa), e a partir daí o que se seguiu fica bem resumido no que o Jeff disse: "Ok, work is over, now it's time to have fun!". E assim foi, o homem tomou conta do palco e do público e deu uma verdadeira lição do que é ser um frontman por excelência.
O Jeff Scott Soto não só é dono duma das melhores vozes no meio, como ainda por cima, é um entertainer puro e duro, mas sempre profissional e no controlo de tudo. Fez-nos rir à brava com as piadas que mandou, e não eram piadas estudadas ou planeadas, eram a resposta improvisada aos acontecimentos que se iam desenrolando à sua frente, fruto duma interacção muitíssimo forte com a audiência. O baixista dos Tempestt, por exemplo, mijava-se a rir com as tiradas do homem! Além do mais revelou ter uma simpatia, presença de espírito, humildade e inteligência fora do normal. A maneira como ele resolveu a irritante situação de haver alguém no público que não se calava constantemente foi de antologia! Puxou-o para o palco e deu-lhe o microfone e fartou-se de gozar simpaticamente com o ‘cromo’. No fim acabou por se referir a ele como o seu “tio”. Esteve sempre a meter-se com a banda e chegou a pedir (e a conseguir) caipiroskas para a banda! Não vale a pena estar a contar tudo o que aquele homem fez em palco. É muito raro ver uma banda divertir-se tanto como o que vimos ontem…é ainda mais raro o público inteiro estar a divertir-se tanto também. Acho que nunca me ri tanto num concerto. E tudo isto, claro, sem descurar o profissionalismo completo da sua prestação. Tocaram versões, músicas da carreira do Soto, a solo e de Talisman, tocaram uma música nova, enfim, tudo e mais alguma coisa.
Um gajo que, fez ontem um ano que andava a tocar para milhares em pavilhões, com os Journey e que, agora se vê num ‘buraco’ a tocar para uma centena ou menos num palco apertado e partilhado com outro vocalista e que ainda se preocupou em deixar toda gente da banda brilhar, só demonstra ser dono de uma grande humildade, profissionalismo e boa disposição. 5 estrelas e que grande concertão.






Insanity Desire:



Eyes Of Love:



O 'tio' doido:





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segunda-feira, março 24, 2008

Agenda Cultural for tonight:


Tempestt, directamente do Brasil para o Cais do Sodré. Apesar disso esta noite é para e de Jeff Scott Soto.

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domingo, março 23, 2008

Margem Sul, Yo!

Houston?



Layers



Carved in Stone



O Enclave


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quarta-feira, março 19, 2008

Boa Páscoa

E boas mini-férias.




Calma! Eu disse MINI, não há motivo para excitações tão grandes!
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terça-feira, março 18, 2008

lovebirds

Para compensar a desgraça abaixo descrita, vamos até ao lado diametralmente oposto do espectro cinematográfico: depois de um blockbuster americano cheio de efeitos especiais que tal um filme português, independente e bastante underground, filmado em duas semanas e não muito bem filmado em termos de imagem(embora acredito que isso faça parte do conceito)?



«The Lovebirds» passa-se em Lisboa no decorrer de uma noite, onde seis histórias se desenrolam em simultâneo. Um americano, no Metro, cruza o seu olhar com uma rapariga e não resiste a persegui-la pelos becos de Alfama, na lembrança de um outro amor, a sua mulher, já falecida. Dois malandrins, sem eira nem beira, dedicam-se a pequenos roubos e não sabem se querem ser amigos ou separar-se. Um realizador de cinema faz um filme sobre boxe, sabendo que aquele será o seu último combate. Um arqueólogo que um dia chegou a Lisboa e que por cá continua, muitos anos depois, sem mesmo à noite abandonar a sua escavação e o seu amigo que tenta pela última vez trazê-lo à vida. Um taxista emigrante apaixonado por uma prostituta, que assassina, para logo a seguir ajudar uma jovem, mãe solteira, a dar à luz. Um piloto de aviões que, fora do matrimónio, acaba por se meter em situações embaraçosas…

Personagens marcados pelas suas ilusões e desilusões, a cargo de um elenco internacional de actores que cria uma mistura de personagens que lidam com histórias de amizade, de amor, de paixão, da falta de amor e do desejo de ser amado.


(in Cinema2000)

Pois sim, é o tal filme indie com os dois actores dos "Sopranos", a filha do DeNiro, o Joaquim de Almeida, Ana Padrão, Fernando Lopes e até, aquele burgesso endinheirado do Joe Berardo que desempenha o interessante papel dum...burgesso endinheirado.
E sim, Lisboa mais uma vez. O Tejo, Alfama, Bairro Alto, etc, como personagem importante.
É um filme giro, embora nada de especial, e interessante pela sua simplicidade e carolice, pela sua vontade de contar histórias, algumas tocantes (a do realizador que faz o seu último filme, qual boxeur que combate pela última vez), outras românticas (a do americano que segue a Ana Padrão), outras ainda cómicas (a dos gatunos e a do Joaquim Almeida), etc etc.
Vê-se bem e não chateia em absoluto, mas há que estar preparado para o facto de algumas histórias não nos oferecerem explicações, nem antecedentes nem previsão do futuro...são meras janelas que se abriram naquele momento para a vida daquelas pessoas.
De certeza que o filme está repleto de metáforas, mais ainda do que aquelas que conseguimos identificar, e significados especiais para as pessoas que o produziram ou realizaram, e mensagens específicas para cinéfilos mais aguerridos.

Não há trailer no TuTubo. Deve haver no site oficial.

http://www.arcofilms.com/lovebirds/index.html



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segunda-feira, março 17, 2008

'Jump' daqui para fora pá!

Epá, um gajo chega ao final de uma semana tramada , cheia de trabalho e coisas mil e só apetece descomprimir, esquecer o Mundo e entrar noutro. Para isso, ou se apanha uma granda buba, ou vai-se ao cinema ver um daqueles filmes de acção americanos, semi-blockbusters, cheios de efeitos especiais e o camandro ao quadrado. Filmes de entretenimento puro, portanto. Também têm o seu valor. Por isso fui dar uma vista de olhos a este:

E em boa verdade digo: não nada mais frustrante do que ir ver um filme deste género, em busca dum pouco de entretenimento e escapismo, e nem sequer isso o filme é capaz de nos dar.

A premissa básica (e suponho que, para não variar, o livro seja muito mais interessante) até é interessante: determinadas pessoas nascem ou desenvolvem a capacidade de se teletransportarem no espaço (quen não desejou já isso?). No caso concreto seguimos a história dum puto que é maltratado na escola e pelo pai até ao dia em que descobre o que pode fazer. Rapidamente pira-se de casa e anos depois vêmo-lo confortavelmente instalado em NY cheio de dinheiro e a viver uma vida completamente hedonista e egoísta. Até aqui a ideia é interessante, pois seria muito fácil e demasiado visto cair na tentação de se tornar um daqueles filmes "gajo descobre que tem poderes e sacrifica-se pondo-se à disposição da humanidade, blá blá". Não, o "herói", quase um sacanita insensível, utiliza o seu poder descaradamente para benefício próprio e fica desde logo estabelecido que não sente nenhuma inclinação para ajudar o seu semelhante. E isto é uma base interessante e realista porque, admitamo-lo, quem não gostaria de ter um poder assim, e quem é que não o usaria para seu próprio benefício? Ah pois é.
Mas depois, sinceramente, o resto da história é desenvolvida tão mas tão pobremente que eu dei comigo a pensar que se tivesse aquele poder teletransportava-me dali para fora. Há uma espécie de organização católica (!!? deve estar na moda) que persegue as pessoas com este dom para os matar, simplesmente porque a sua existência configura uma ofensa a Deus, pois só Deus pode ser ubíquo. Ora, se bem me lembro, o dom da ubiquidade é a possibilidade de estar em todo o lado ao mesmo tempo, coisa que estes 'jumpers' não faziam, como é óbvio. Mas pronto, assim se estabelecem os vilões (liderados por um Samuel L. Jackson cujo estado capilar lembrava um Abel Xavier nos seus 'tempos de glória'). O interesse romântico é também infantilmente criado com o regresso do puto à sua terra e re-descoberta da sua antiga paixoneta, uma rapariga que abandona tudo para ir viajar (de avião entenda-se) com um gajo que não via há mais de 15 anos (uau, credível à brava) e que se deixa arrastar pelo Coliseu de Roma sem nunca perceber nada do que está a acontecer à sua volta.
Ah, e claro, há ainda o 'jumper' mais experiente que apanha o rookie ainda verde que não sabe que uns maus quaisquer os querem matar, e que é muito hábil e mora numa caverna e aaaaaaaargh! Por favor. Não tem interesse. Que filme tão, mas tão falhado. Nem o Samuel L. Jackson salva aquilo. O Jamie Bell (o puto do "Billy Elliot") cresceu para se tornar um canastrão com um sotaque londrino, ou lá o que é, bem irritante. A miúda não tem qualquer relevância...o suposto interesse romântico entre o casal é tão credível como se retratasse o romance entre uma posta de bacalhau e um esferográfica.
E a cereja no topo continua a ser o Hayden Christiansen, o Darth Vader dos novos "Star Wars". Alguém me explica quem diabos disse ao rapaz que ele podia ser actor??Faz parecer o Van Damme quasi Shakesperiano.
Sim, eu vi que o realizador também fez aquela parvoíce esfarrapada que foi o "Mr. & Mrs. Smith"....mas dei-lhe o benefício da dúvida pelo "The Bourne Identity", que é realmente, um bom filme.
Enfim. Que desconsolo.



Letsnotlukatdetreiler:

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domingo, março 16, 2008

Arcade Bruce

Sempre ouvi muito de Bruce Springsteen nas canções dos Arcade Fire. Não em todas, claro, mas nalgumas.

Bruce Springsteen with Win and Régine from Arcade Fire - Keep The Car Running. 2007-10-14 - Scotiabank Place, Ottawa, Canada.




Bruce Springsteen with Win and Régine from Arcade Fire - State Trooper. 2007-10-14 - Scotiabank Place, Ottawa, Canada.



sexta-feira, março 14, 2008

Pronto, pronto...

...não é preciso bater mais no ceguinho. Era um bocadinho para o avantajado sim senhor. Mas também não há necessidade de pespegar isso num mupi em pleno Terreiro do Paço. O PPM irá comentar?




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terça-feira, março 11, 2008

Best quote


President Merkin Muffley:

Gentlemen, you can't fight in here! This is the War Room.





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domingo, março 09, 2008

Juno, ou...

...como muitas vezes estamos redondamente enganados graças às nossas expectativas e ideias pré-concebidas.

O poster parece algo idiota? Parece.
A ideia não tem nada de novo? Não tem.
O filme parece um daqueles filmes independentes que quer parecer independente? Parece.
O trailer que passou nas salas deixava algo a desejar? Deixava.

No entanto dei comigo a ver este filme o outro dia. E que tal? Bem...é muito bom sim senhor. E é uma comédia sim. Está bem, poderá não ser daquelas comédias que nos farão rir a bandeiras despregadas, mas é uma comédia. E uma comédia leve, carregada de ironias e sarcasmo da personagem principal. Nem sempre a situação em causa é uma tragédia para a pessoa envolvida e respectiva família. E é precisamente esse melodrama todo que já está mais que visto. O que este filme propõe é uma abordagem diferente, mas não menos realista, e com muito humor.
As tiradas de Juno, típicas da 'miúda inadaptada" do liceu, são na verdade escritas no ponto certo da comédia realista. Na verdade qualquer um dos actores tem uma excelente prestação, mas é mesmo a Juno, ou melhor, Ellen Page que carrega o filme. E digo carrega sem qualquer sentido pejorativo. É realmente um espectáculo o raio da miúda, com a sua falta de paciência crónica, condimentada com doses gigantes de sarcasmo.
As comparações com o "Miss Little Sunshine" dispararam de todos os lados, mas acho que não é uma comparação assim tão fácil de fazer. São filmes diferentes. Talvez em comum tenham um olhar semi irónico sobre aspectos normalmente negativos da vida; ambos são uma espécie de comédia negra/weird. Mas fora isso, acho que são diferentes. Este "Juno" é, talvez menos ambicioso e simbólico. É uma história simples, contada de uma perspectiva diferente. E só por isso já vale a pena!

O que é o mesmo que dizer que o Óscar de Melhor Argumento Original foi muito bem entregue.



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sexta-feira, março 07, 2008

The Vicious Five

"Bad Mirror"



THE VICIOUS FIVE - New Record

March, 7 2008 at LUX-CONCERTO DE APRESENTAÇÃO DO NOVO DISCO - ENTRADA LIVRE
Not Available , LISBOA,
Cost : FREE

CONCERTO DE APRESENTAÇÃO DO NOVO DISCO. NEW RECORD RELEASE SHOW.

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quinta-feira, março 06, 2008

Round 34.456 *ding ding*

Haverá ainda pachorra para esta cobertura diária, quase ao minuto, do que se anda a passar no raio das primárias para a presidência dos EUA? Tenho a certeza que gente haverá que julga que isto já é a campanha propriamente dita. Aliás, ainda há dias ouvi na rádio um locutor referir que "a campanha eleitoral nos EUA estava a chegar ao fim". Qual quê! Ainda nem começou! A seguir a isto teremos direito a outro combate de boxe, desta vez com o já mais que certo McCain do lado dos republicanos. Enquanto os democratas se perdem nos fulgurantes meandros da extensa cobertura do seu lado (sempre tem mais glamour cobrir a campanha da primeira mulher e do primeiro afro-americano a concorrerem, do que a dum old timer qualquer), os republicanos continuam certos e discretos. Ou pelo menos é o que parece deste lado do Atlântico. Normalmente os telejornais dedicam-se a relatar as últimas aventuras Obama/Hillary, as últimas frases, piadas, fotos, etc. E depois há o "Ah, e o senador McCain disse isto e aquilo" e pronto, 'tá despachado.Com tanta cobertura jornalística das primárias eleitorais dos EUA dir-se-ia que nós, europeus, também vamos ter de votar. O que, vistas bem as coisas, até nem era mal pensado. Aliás, não só os europeus, mas o resto do Mundo também. Afinal, o número de pessoas afectada pela escolha do presidente americano é muito maior fora dos EUA do que dentro. Isso sim é que era. Enquanto o povo americano não der provas de ter noção do Mundo e do seu peso nele, enquanto não provarem que saberão votar com a cabeça, então, nós é que devíamos votar.

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quarta-feira, março 05, 2008

Niemeyer

Museu da Electricidade

Oscar Niemeyer - 100 anos

100 fotografias - Leonardo Finotti

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segunda-feira, março 03, 2008

Terreiro

Esta história do Terreiro do Paço (não, não sou monárquico, mas este nome é tão melhor) aos Domingos estar vedado aos carros tem muito que se lhe diga. Este Domingo fui lá dar uma vista de olhos rápida para ver o que é que a casa gastava. E quer-me cá parecer que gasta muito. Ou melhor, que não me parece haver grandes benefícios naquilo. Parece que me lembro mais ou menos de ter visto na televisão alguns comentários menos satisfeitos duns quantos comerciantes da zona. Embora não esteja bem a ver qual é o comércio que funciona na Baixa num Domingo, vamos assumir que sim, que o há. Ora, estes ditos comerciantes sentem-se lesados porque as pessoas, não podendo ir de carro, não vão de todo e pronto. Talvez assim seja, talvez não. A verdade é que o que eu vi neste Domingo não justifica, de todo, o corte do trânsito naquela zona.
Desta vez havia uma tenda gigante dedicada ao racismo no futebol (nunca pensei que houvesse
racismo no futebol, mas o mais provável é eu ter lido mal, pronto), um campo de futebol para torneios, uma tenda de adopção de animais (de longe a mais concorrida) e um espaço enorme, quase 1/4 da praça, onde estava disponível um balão de ar quente para proporcionar ao público a possibilidade de fazer algumas ascenções. Ora bem. Quando cheguei, por volta das 15.30, o balão estava ainda a ser enchido. Estranho? Será que se esvaziou inadvertidamente? Só pode, pois o Domingo sem Carros acabava daí a poucas horas.
Reparei que havia pouquíssima gente na fila, o que também achei estranho uma vez que era à borlex. Mas depois percebi o porquê. Simplesmente não valia a pena estar à espera debaixo do sol abrasador para entrar no cesto do balão. É que este subia apenas alguns metros no ar, e
apenas durante alguns segundos...acho que nem um minuto aquilo esteve no ar. Ah...e nem sequer, e aqui reside o busílis da questão, nem sequer subiu o suficiente para ultrapassar em altura os candeeiros de rua. No fundo aquilo é mais a experiência de levar com o calor no cocuruto da cabeça, com sorte queimar alguns cabelos do que outra coisa. Certo...é grátis, mas valerá a pena? Pareceu-me mais publicidade a favor da empresa de balonagem. Portanto estava explicado o facto de haver mais gente a ver o balão ser preparado e a seguir as operações que o levam a levantar vôo, do que pessoas propriamente interessadas em realizar o vôo em si.
O campo de futebol, entretanto, atraía uns quantos mirones sim, mas nada de especial devo dizer. O mesmo se diga da tenda do Futebol e Racismo, cheia de stands, mas vazio em geral.
A tenda da adopção de animais, compreensivelmente, era a mais animada e cheia de gente.
Obviamente que não me surpreendeu então que, as tais vias de acesso ao Terreiro do Paço, cortadas à circulação automóvel, apresentassem este aspecto desolador:



Ninguém. E estava um tempo excelente para passear. Aliás, o que ainda me surpreendeu mais foi outra coisa. Sempre esperei que o corte das ruas provocasse um trânsito irritante e cansativo. Mas não. A foto acima mostra o aspecto deserto de peões a Norte da rua, e a que se segue mostra os poucos carros que estavam a ser desviados a Sul:


Emfim, se a Baixa já é um deserto aos fins de semana, não me parece que isto venha contribuir para combater essa situação. Iniciativas, exposições, esplanadas, o que que seja, acho bem, mas cortar o trânsito parece ser um tiro no pé.

O tempo poupado foi o suficiente para a deslocação ao Museu da Electricidade e ver a exposição de fotografia das obras do Niemeyer.

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sábado, março 01, 2008

A Clockwork Orange


MR. ALEXANDER
I tell you, sir, they have turned this young man into something other than a human being. He has no power of choice any more. He's committed to socially acceptable acts, a little machine capable only of good... He can be the most potent weapon imaginable to ensure that the Government is not returned at the next election. The Government's great boast, as you know sir, is the way they have dealt with crime in the last few months. Recruiting brutal young roughs into the police, proposing debilitation and will-sapping techniques of conditioning. Oh, we've seen it all before in other countries The thin end of the wedge. Before we know where we are we shall have the full apparatus of totalitarianism. This young boy is a living witness to these diabolical proposals. The people ó the common people ó must know... must see! There are rare traditions of liberty to defend. The tradition of liberty means all. The common people will let it go! Oh, yes ó they will sell liberty for a quieter life. That is why they must be led, sir, driven... pushed!!! Thank you very much, sir. He'll be here.


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