quarta-feira, dezembro 31, 2008

Not the end...

Estive para acabar com esta coisa toda. Estive mesmo. Já tinha, e ainda tenho, um post escrito e preparado de despedida, de encerramento de actividades. Já tinha, inclusivamente, e tenho ainda também, um outro estaminé para onde despejaria a habitual verborreia de comentários e desabafos, muitas vezes só totalmente compreendidos por mim.
Porque não? Achei que era uma boa ideia. O Mundo muda, as pessoas mudam, as coisas mudam. E este sítio parecia-me associado a outra vida, outras coisas, outra felicidade. Outros momentos enfim, que se revelaram plenos de ilusão e desilusão. Momentos que, agora, já pertencem ao passado. Porque não assinalar estas mudanças todas com uma espécie de “virar de página”, nem que seja uma página cibernética?
Porém…mudei de ideias. A vida muda sim, mas continua inexorável e inevitavelmente. A vida é só uma, muda, mas continua. Porque raio haveria eu de acabar com este sítio? Só porque está enraizado num passado que não volta mais? Grande coisa…também eu estou enraizado nesse passado. E eu continuo. Deal with it. Portanto, não vale grande a pena entrar no esquema drama queen. Life’s too short for fussing and fighting, já diziam os Carochos.
Claro que gostava de poder dizer que o fim deste sítio não se deu apenas pelo facto de ter chegado a estas belas conclusões. Mas não. Estas pérolas levaram tempo a ser construídas. Foi mesmo pela fútil razão estética de não ter encontrado um estaminé que me satisfizesse tanto como este…nenhum “dizia tanto comigo” como este, por isso foi ficando. E pronto. Por este andar ficará até rebentar. Ou eu me fartar. Either one.
O tal post final…ficará ali nos rascunhos, uma espécie de memória dramática de tempos piores. Mas fica só para mim.
Entretanto, e enquanto me divertir por estas bandas, por cá me vão encontrando. Dr. Feelgood is in da house.
E vai continuar por este ano de 2009. Tem piada que, durante muitos meses deste 2008 que passou, ansiei pelo fim do ano, pelo término e encerramento deste ano aziago. Afigurou-se-me como um ano terrível no qual me desequilibrei do fino arame por onde escolhi atravessar esta ravina (chega de metáforas, ok). Mas em boa verdade, também aqui acabou por se operar uma ligeira, mas não menos importante, alteração.
Sim, foi um ano complicado. Mas o que não mata engorda, e o que sera sera, e em boa verdade sempre se aprende qualquer coisita, sempre se encontra outro rumo, sempre nos encontramos. O que é bom...por mais que custe no início. E o que é bom também, são os amigos. E estes não faltaram felizmente. E de repente dei-me conta que, se por um lado 2008 foi realmente mau, por outro foi muito bom. Divertido e cheio de coisas boas, amigos novos, amigos renovados e amigos fortalecidos. Houve muitas viagens, encontros, concertos então nem se fala. Contactos internacionais inclusive.
Portanto, não...apesar de tudo, 2008 foi um bom ano. Obrigado a todos. I do know who you are. Epá, mas em especial obrigado a estes dois gabirus por me aturarem já há 16 anos, desde os empoeirados e duros bancos da Faculdade (bem como cadeiras de plástico do bar), passando por incontáveis concertos, viagens, cervejarias nacionais e internacionais e palhaçada em geral. E Rui...trata bem da minha sobrinha se faz favor! :)


Desenho da autoria de Andreas Knutsson, do site Backstage. Thanks a lot man for capturing us so well!




Um bom ano de 2009 para todos. E para mim. Já agora, que também mereço.




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segunda-feira, dezembro 29, 2008

LEGO

O Natal é como o LEGO. Um gajo gosta e tal, mas a dada altura é certo e sabido que, por mais que se tente, já não se consegue tirar o mesmo grau de satisfação, o mesmo proveito, a mesma piada que sempre se tirou. O processo é gradual suponho. Um belo dia toma-se consciência disso. Tal como ocorreu com o gnomo Jup se calhar. É algo que naturalmente se perde com o tempo ao que parece.
Assim, por mais que um gajo continue a apreciar o conceito do LEGO, por mais que um gajo tente continuar a construir (e destruir), a verdade é que, mais tarde ou mais cedo, há que reconhecer e ceder à triste realidade do crescimento: já não tem a mesma piada, pronto, que é que se há-de fazer? A certa altura é mesmo tempo de arrumar as peças e pronto. Passa-se o mesmo com o Natal, daí a associação com o LEGO.
Nisto andei eu a matutar numa bela noite de insónia aqui há uns tempos. Continuo a gostar do Natal enquanto época do ano. Obviamente que gosto de receber prendas e de as oferecer, e geralmente evito sempre o stress normalmente associado a estas actividades. Continuo a gostar das luzes, do ambiente, das músicas de Natal....mas pronto...chega e vai-se embora tão depressa que um gajo mal dá por isso na nossa lufa-lufa diária. E chega a certa altura que, se calhar, é mais proveitoso concentrar as nossas forças e energias noutras coisas, em vez de as gastar a tentar capturar um determinado sentimento ou ambiente. Não há amargura nesta constatação, apenas um sentimento de "let's get on with it que há muita coisa por fazer e acontecer ainda!" Daí este ano, pela primeira vez em muitos e muitos anos, ter desistido das duas semanas de férias costumeiras. Não há necessidade. Já não há necessidade. Um dia de férias bastou e chegou. E a ver se até mesmo esse sobrevive em 2009! LOL
Seja como for, espero que todos tenham tido um excelente Natal. Segue-se a palhaçada do Fim de Ano! Vamos a isso.

domingo, dezembro 28, 2008

White Christmas II




Canon Powershot A570.

Gosto especialmente da última. Não só pela fotografia em si, mas pelo "trabalho" que me deu chegar lá. Esta espécie de santuário cravado e esculpido na rocha chama-se, se a memória não me falha, Nossa Senhora dos Pastores e é perfeitamente visível da estrada que sobe para a Torre, tendo inclusivamente um pequeno espaço para uns quantos carros pararem. Do outro lado da estrada há uma nascente, também é de realçar. Bom, mas eu preferi aventurar-me mais um pouco. Não fazia questão de ir mesmo até lá abaixo, mas que diabos, havia que mexer o rabo para ver algo mais que os simples mirones da beira da estrada. E valeu bem a pena. O cenário que se me deparou quando patinei pela neve gelada e escalei umas quantas rochas foi absolutamente genial. Um manto branco que se estendia a perder de vista, uma planície branca. Uma ou outra rocha, um arbusto aqui e ali. Estranhei a coisa enquanto andava por ali, porque já conhecia o sítio e lembrava-me de mais rochas e mais arbustos. Eis senão quando dou com um buraco na neve, debaixo do qual corria um regato. Aha! Estava a caminhar por cima dum manto gelado de neve, E se não andasse com cuidadinho...lol...lá meteria eu a pata no buraco. Literalmente. Por isso passei a saltitar de pedra em pedra, numa espécie de parcour rural até chegar à falésiazita de onde se avistava o santuário. E neste momento começaram a cair uns quantos flocos de neve. As pessoas e os carros não se ouviam, apenas o som daquele regatozito que se precipitava pela pequena encosta, numa mini cascata. Juro que por segundos fiquei mesmo à espera que a Irmandade do Anel liderada por um qualquer Frodo ou Gandalf surgisse do meio daquelas pedras. Ambiente fantástico.

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White Christmas









Fotos tiradas com a já famosa NYTech do glorioso LIDL!

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Snow

Pois foi. Acabou por ser um White Christmas digno de Bing Crosby realmente. Aliás, mais white do que seria de esperar mesmo. A Serra da Estrela, à medida que nos aproximamos da Torre apresentava-se cada vez mais pintada de branco. Surpreendeu-me a quantidade de neve que encontrámos. Um sol espectacular, nenhum vento, um céu azul do mais azul que há,mas frio, com F grande. De tal maneira que mais do que neve, tudo aquilo era gelo, ou neve gelada. Sim, era preciso ter muito cuidadinho onde se punhao pézinho, caso contrário a 'dança' seria outra!

E como tal, também não era muito recomendável um gajo dedicar-se às tão pitorescas batalhas de bolas de neve. É que calculo que levar com um pedregulho destes na mona seja o equivalente a uma bomba atómica.

Fotos espectaculares são mais que muitas....escolher algumas para meter aqui é que vai ser o cabo dos trabalho. Enfim...logo se vê. Ou melhor: logo vêem. LOL



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sábado, dezembro 27, 2008

The Abominable Snowman

O Abominável Homem das Neves foi avistado por estes dias na Serra da Estrela...

Para infelicidade do fotógrafo, a besta topou-o. A última fotografia encontrada na memória da máquina semi enterrada na neve dá conta da movimentação deste ser de antanho na direcção do pobre fotógrafo! Medo! Nada mais se sabe....



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terça-feira, dezembro 23, 2008

A metal Christmas

Este ano, ao contrário do que tem vindo a ser tradição, não haverá a típica imagem natalícia fofa do Calvin e Hobbes. É que este ano eles estão-se a borrifar e foram antes a um concerto de Iron Maiden.



No entanto, ainda assim, um Bom Natal para todos.
Eu vou pôr-me na alheta. See ya later alligators!


:-)

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Friends Will Be Friends

Fim de semana pleno de amigos. Assim é que é. Thanks.



Another red letter day,
So the pound has dropped and the children are creating,
The other half ran away,
Taking all the cash and leaving you with the lumber,
Got a pain in the chest,
Doctors on strike what you need is a rest

It's not easy love, but you've got friends you can trust,
Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention,
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cos friends will be friends right till the end

Now it's a beautiful day,
The postman delivered a letter from your lover,
Only a phone call away,
You tried to track him down but somebody stole his number,
As a matter of fact,
You're getting used to life without him in your way

It's so easy now, cos you got friends you can trust,
Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention,
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cos friends will be friends (right till the end)

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domingo, dezembro 21, 2008

Metal Christmas!



And a Heavy New Year!
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Pouca telha, pouca telha

sábado, dezembro 20, 2008

Requiem







Ontem na Estrela, o velho Wolfgang. Most excellent! Obrigado pela dica Ana!

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sexta-feira, dezembro 19, 2008

quinta-feira, dezembro 18, 2008

The Spirit


Não, não, não! Quer dizer...sim, este filme até pode ser bom, quem sabe. MAS NÃO É o The Spirit, personagem criada pelo grande Will Eisner nos anos 40. Sim, o filme até pode ser bom, mas...não vimos já isto no "Sin City"? Não faria mais sentido esta abordagem no "Sin City"? O The Spirit, lá por ser desenhado a preto e branco não tem o mesmo espírito (perdão pelo pleonasmo) do "Sin City".
Ah...é o Frank Miller a realizar. Hmmm...ok. A ver vamos. Poderá ser bom...mas acho que a "sincityzação" era dispensável. Do que já li do Spirit descobri uma mescla interessante de 'film noir' com uma pequena dose de ingenuidade. Sim, há ambientes soturnos, mas também há humor. Mas enfim, aguardemos.






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quarta-feira, dezembro 17, 2008

...

Dominó

terça-feira, dezembro 16, 2008

Hmmm

Nunca fui grande fã disto....mas desta vez....confesso....isto pode prestar!!!

(boa sequência do post anterior realmente...não planeei)

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segunda-feira, dezembro 15, 2008

domingo, dezembro 14, 2008

castle

sábado, dezembro 13, 2008

The Hold Steady


Beware: here be no metal. Just college nerd rock n' roll!

Sequestered in Memphis:



Stay Positive:



Stay Positive

i've got a lot of old friends that're getting back in touch
and it's a pretty good feeling yea it feels pretty good
i get a lot of double takes when im coming round the corners
and its mostly pretty nice its mostly pretty alright
'cause most kids give me credit for being down with it
when it was back in the day back when things were way different
when the youth of today and the early seven seconds
taught me some of lifes most valuable lessons
there's gonna come a time when the scene'll seem less sunny
it'll probably get druggy and the kids'll seem to skinny
there's gonna come a time when shes gonna have to go
with whoevers gonna get her the highest
there's gonna come a time when the true scene leaders
forget where they differ and get big picture
cause the kids at their shows, they'll have kids of their own
the sing-a-long songs'll be our scriptures
we gotta stay positive
we gotta stay positive
we gotta stay positive
we gotta stay positive
when the chaperone crowned us the king and the queen
i knew that we'd arrived at a unified scene
and all those little lambs from my dreams
well they were there too
cause its one thing to start it with a positive jam
and its another thing to see it all through
and we couldn't of even done this if it wasn't for you
we gotta stay positive
we gotta stay positive
we gotta stay positive
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sexta-feira, dezembro 12, 2008

Jup and the Christmas Carols

Jup was a gnome.
And that piece of information, in our day and age, brings quite a lot to deal with indeed. But he was no mere gnome. On no siree! He held one of the most coveted job positions in the gnome labor world. He held the patent of First Assistance Auxiliar Officer in Santa Claus toy factory in what, we humans, like to call Lapland to avoid bigger and harder explanations. But yes, for the past few hundreds of years, Jup worked his way through several positions on the factory, thanks to his efficient work abilities, unbreakable faith on Santa's powers and a resilient will to get each year's Christmas preparations ready in time.
Santa liked to take a few days off in the Seyschelles Islands before the huge task of sleighing through the entire world distributing gifts. And when he did that, it was always Jup whom he trusted the factory. So, you can see how important he was. And Jup dealt very well with that responsability. He gladly took it upon his gnomish shoulders, and carry it as long as Santa asked him to. Plus, he accepted this apparently huge task for such a small person, always with a deep feeling of honour.
The other gnomes accepted well the fact that for a few days it was Jup who ran the place, and they accepted it well, because not only Jup's work abilities were proven, but, and maybe mainly, because Jup wasn't too cocky about it at all. He just wanted to get the job done as perfect and swiftlty as possible, and he always relied on the other gnomes' help to do that. The others really appreciated that, and worked extra hard for Jup, not that they preferred him over Santa, but maybe because he was one of them, and since Jup wasn't especially proud with the trust Santa had in him, the others took care of all the pride available. And they were proud of Jup indeed!
And this year preparatives and things in general were going down as usual. Santa was going to leave to the Seyschelles Islands tomorrow, and he and Jup will have their usual pre-Santa's Christmas Holydays briefing today. But something was wrong today. Something was different. Jup felt it as soon as he woke up that morning.
It wasn't one of those 'spur of the moment' events. No...he kinda had been feeling it lurking in the the back of his mind, in the deepest corners of his spirit. Something. He couldn't quite pin point it, and for sure he couldn't explain what was wrong, what was the nature of that weird feeling. He couldn't. Until that morning. It struck him during that magical stage while we're half asleep and half awake. The Meaning of Life, the Purpose of Mankind and the Truth About Everyting You Can Possibly Think Of can usually be found in those small hours, or minutes. Unfortunately, humans work on a different level, and most of them can't use this ability.
But Jup suddenly found out. He was tired of Christmas. He suddenly opened wide his eyes hoping that he was half dreaming, but searching deep in his mind he knew that he found the answer to his weird feeling.
He felt tired of Christmas, he found himself bored with the prospect of having to do all the work and all the preparations now that Santa was bound to leave for his week off. He just felt he had lost the faith in it. He couldn't find the point of it. Having all this work when, apparently, no one cared for it. Sure people liked the gifts, but do they really care or appreciate all the effort? Probably not. People want things done and ready on time, each and every year, and they don't care how, or who, as long as it's all nice and good, as they want.
Heck! Even Santa ceased to have a nice and thankful word after all the work is done. He'll probably arrive in the nick of time, jump into his huge red costume and into the sleigh, and off he'll go. Jup will have the final task of tidying up after him, and getting things ready for next year. Again. All the other gnomes will be off as well, for a few days rest, but Jup always stayed behind.
But this year, this morning, then and now, Jup was feeling extremely jaded and almost afraid to get up. But on the other hand he felt distressed and sad, because a part of him didn't want to feel like that. He was truly fighting to shake off that odd feeling, and make things come up to normal again. "Jeepers creepers! It would be better to wake up transformed in a giant cockroach, like that character in that weird book" Jup thought.
"What the heck!? I've always liked Christmas. Why am i feeling like that now? This is not useful at all!" He kinda felt that the seed of it all was planted the year before, on account of all the complaints, returned gifts and general lack of good faith and will everywhere. He sighed and sighed again. He always loved all the Christmas related stuff, the decorations, lights, etc etc. But this year he was feeling rather indifferent to everything. It was turning into just another period of the year. It came and went so quickly and with so much work, that he felt he almost misses the moment each and every year.
He sighed and thought that if he probably got up his brain would reassume its normal position and everything would be alright.
He smiled with that thought in mind. And he smiled again when he heard Mott, his best friend, already up, singing a christmas carol along the corridor outside, heading off to work. He got up, smiled and opened the window to breathe a bit of fresh air. "Maybe it's not that bad. Maybe it's just a silly phase" he thought while dressing quickly.
"Ok. Let's see how the day goes! Merry Christmas everyone!"


Gunther Dünn

quinta-feira, dezembro 11, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

The Time of Times



Oh, sweet morning
Is your head not right
Did you hear my warning
This is the time of times

And your head feels like your body
You mind is close behind
There’s a teardrop on your shoulder
Says this is the time of times
It’s the time of times again

This is the time of times
It’s the time of times again

Oh, sweet morning
And your head's not right
Did you hear my warning
This is the time of times

And your head feels like your body
Your mind is close behind
There’s a teardrop on your shoulder
Says this is the time of times
It’s the time of times again

The time of times
Yeah this is the time of times

Badly Drawn Boy

"Peaceful, Easy Feeling"

terça-feira, dezembro 09, 2008

Ainda o UPA



Vendaval

O vendaval passou nada mais resta
A nau do meu amor tem um novo rumo
Igual a tudo aquilo que não presta
O amor que me prendeu desfez-se em fumo

Navego agora em mar de calmaria
Ao sabor da maré em verdes águas
Ao lema o esquecimento e a alegria
Vai deixando para trás as minhas mágoas

Para onde vou? Não sei.
O que farei? Sei lá.
Só sei que me encontrei
E que eu sou eu enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim

Longe no cais ficou a tua imagem
Mal a distingo já, desmaiada
Comigo a alegrarem-me a viagem
Vão andorinhas de paz de nova vida

Sigo tranquilo, rumo de esperança
Buscando aquela paz apetecida
Para ti eu fui um lago de bonança
Ai e tu um vendaval na minha vida

Música: Joaquim Pimentel
Letra: A Rodrigues


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"This bird has flown"

segunda-feira, dezembro 08, 2008

domingo, dezembro 07, 2008

Eu sabia!!!!!

Calhou hoje fazer de "bom filho", para variar, e ir esperar a mãezinha à porta deste estabelecimento de espectáculos de natureza duvidosa. Para dar boleia e tal. Escusar-me-ei a mencionar o caos anárquico em que Lisboa de final de tarde estava mergulhada, inexplicavelmente ou talvez não (que andam a fazer na rua?? Vão para casa seus campónios!), e passo directamente ao cerne da questão. EU SABIA! Eu sabia que o sucesso do LaFéria não podia ser assim tão certo e assegurado. Isto comprovei-o eu, pessoalmente, e com estes dois olhinhos brilhantes e cheios de personalidade: AS PORTAS DO POLITEAMA ESTÃO TRANCADAS ENQUANTO DECORREM AS SESSÕES. Naturalmente que as pessoas não conseguem sair. Têm de assistir até ao fim. Caso contrário seria natural haver muitos desistentes, calculo eu. Os aplausos finais devem ser conseguidos com algum sistema de choques eléctricos nos assentos. Não sei, mas também não quero experimentar para saber.

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Iron Made



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sábado, dezembro 06, 2008

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Ainda os Heavenwood


Intro+13th Moon



Me & You



Rain of July





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quinta-feira, dezembro 04, 2008

W.A.L.K.

The windy busy night pulsated strong with cellphone radiations and the frenzy of the neons and the Christmas lights. The people rushed everywhere, everyone having a place where they, apparently, had to be and as quickly as possible. Everyone except Alex, seemingly. But he was used to it.
In the meantime, the city streets buzzed and hummed, moaning and complaining with the traffic and people talking, running, laughing and arguing. Many of them were busy speaking in their cellphones, others were lost in their MP3 storage capacity, others still seemed occupied with themselves and their thoughts, one or two even talking loud with themselves.
But all of them shared the same feeling of urgence, of utter need to get away from the place where they were and just be…well, somewhere else, anywhere. A typical big city, end of the afternoon, rush hour.
As for Alex, he felt different. As usual he seemed to have all the time in the world to get wherever he wanted to go. Even when he had an objective, a purpose, an appointment, he always had lots of time in his hands to get there. That allowed him to move in these streets in a different way, with a different perspective.
He had so many time that he developed some sort of aqquired taste for walking. Walking everywhere seemed to give him a sense of fullfilment, of actually doing something, of looking occupied. He walked everywhere, and he took his time doing it. His friends mocked him because of the long lenghts of walking he sometimes endured, but Alex didn't care. He liked it. Soon the mere act of walking became something like a science, or beter yet, a ritual. He always turned on his own MP3 player, (because when in Rome do as the romans), buttoned his coat, lit a cigarrette and off he went.
Walking gave him the feeling of having a goal to achieve, even if small, and marching straight ahead through these crowded streets made him feel like some sort of evolution was happening. Like he was getting somewhere, not only physically, but mentally as well. It was as if by walking he was leaving something behind, as if he was letting go some extra weight in his life behind him, while in the front laid the future. Almost as if at the turn of each corner there would be something exciting and new waiting for him. Or at least something new at any given point of his small journey. Of course that never happened, but in a weird way, he kept hoping. And walking. Almost feeling like the only way to get “there” was to keep walking and walking. Eventually he’d find it. Whatever that was.
And the funny thing was that as much as he walked through the same streets over and over again he never had that sense of dejá vu, maybe because he was always expecting something new out of it. It was all about the simple physical act of putting one foot ahead of the other, and just go!
During these walks the world outside never stopped. It kept rushing and running. Sometimes Alex felt like he was walking in a slow mode. Or better yet, like he was walking in a regular speed and the entire world outside him had the fast forward button stuck. It was weird, almost funny, seeing everything in a fastforward mode. The lights of the cars mixed into several blurred threads of lights, all the voices and noises were engineered in some sort of low frequency shriek that made Alex laugh. It was like watching from the outside this big caroussel speeding and turning.
But every once in a while, and those were Alex’s favorite moments, the table turned and it was the world itself who stopped. In those walks Alex was able to let himself and the world so far behind him that he almost felt that he was moving through the streets where everything and everyone was frozen or moving really really slow. Those were really his favorite bits, because he felt that no one noticed him while he, in his turn, seemed to have lots of time and opportunities to look, to watch, to quietly observe the world and the people.

It was quite paradoxal after all. While he walked in search of something, God knows what, he also enjoyed the anonymity he found on those cold, barren streeets. "Go figure!", he thought, "The World is crazy, and i'm going crazy with it. God damn!"



Gunther Dünn

quarta-feira, dezembro 03, 2008

UPA


Uma prenda interessante para o Natal. E solidária. E tem boa música incluída. Como esta, dos Xutos e Pontapés e os Oioai:



PERTENCER

desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido

à garrafa agarrado
o meu nome é...
desapareço ao teu lado
de fora fico a ver

as pessoas para onde vão?
dentro dos autocarros
levados são levados
comida por liberdade

o meu nome é joão e vivo ao teu lado
o meu nome é yuri do continente gelado
o meu nome é zero nesta democracia
deixa-me pertencer eu quero pertencer-te




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terça-feira, dezembro 02, 2008

March of Metal 30.12.2008

E é com eventos assim, com boas bandas, com organização e planeamento, com excelente espírito, que as coisas vão prá frente. Eventos como este, como o Lusitanian Equinox, o Fest da Irmandade Metálica (que não pude apreciar devidamente por falta de condições psicológicas essenciais), entre outros, é que dão gosto assistir e estar. Grande espírito de camaradagem, de grande família, de pequena aldeia onde todos se conhecem, mas sem o lado negativo que essa ideia às vezes trás. É mesmo um espírito de celebração.
As bandas foram excelentes, mais uma vez. A organização esteve no ponto e em cima do acontecimento. Está de parabéns o Leo dos Mindfeeder.
Fotos foram mais que muitas, mas estas bastarão.


Castle Mountain



Seventh Circle



Shivan



Mindfeeder



Attick Demons





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segunda-feira, dezembro 01, 2008

Heavenwood 29.11.2008



Ehehe. Receava por este concerto. As expectativas que estavam criadas eram tantas que não me admiraria que acabasse por sair desapontado. Mas não! Cumpriram o que prometeram e mais ainda! Muito bom. Caraças! Que concertão! Hora e meia de música com dois encores, sendo que o último exigido pelo público. Mesmo com dois elementos convidados para tocarem ao vivo, soavam e pareciam uma banda completa e segura de si. O ideal seria mesmo meter o baixista e o baterista a tempo inteiro. Mas pronto. Para já estou satisfeito!
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