domingo, dezembro 30, 2007

Mmm

I Just Wasn't Made For These Times

I keep looking for a place to fit
Where I can speak my mind
I've been trying hard to find the people
That I won't leave behind

They say I got brains
But they ain't doing me no good
I wish they could

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times

Every time I get the inspiration
To go change things around
No one wants to help me look for places
Where new things might be found

Where can I turn when my fair weather friends cop out
What's it all about

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times

(Brian Wilson/Tony Asher)

sexta-feira, dezembro 28, 2007

HNY


Feliz Ano Novo de 2008,
Aquele-Que-Vem-A-Seguir-A-2007-Pasme-se!
Anyway, que o novo ano traga boas novas e boas coisas a todos nós!




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domingo, dezembro 23, 2007

Seasons Greetings from Fonseca

Little Drummer Boy



Amazing Grace



Bem sei que o David Fonseca é objecto de ódio por muita gente. Todavia, apesar de não ser fã da maior parte da música dele, gosto do gajo. Tem algumas boas, senão excelentes, canções. Eis dois videos de Natal feitos por ele mesmo. E aqui está outra coisa que vale a pena: os videos do gajo são de qualidade superior a qq outra banda em Portugal.

sábado, dezembro 22, 2007

Mérri Queristemas!

E prontxos pá. A modos que chegou outra vez aquela altura do ano em que deve de se dar as Boas Festas a todo o povo! Este ano, pasme-se, consegui fazer a maioria das compras com a devida antecedência, rapidez e eficácia. Acho que gastei mais dinheiro que no ano passado pelo que este ano contribui largamente para o espírito natalício capitalista.
Espírito capitalista este que existe de facto, é deplorável sim, e que é sempre criticável, mas, em boa verdade, o Natal é o que cada um quer fazer dele, e se há quem "aprecie" andar em filas e correrias, em excitação consumista permanente, é lá problema deles. Pessoalmente não me enquadro aí, pelo que não me impeço de gozar esta época apenas porque há uma série de pessoas que entopem os centros comerciais e as lojas , que esgotam as caixas de multibanco, que correm carregados de sacos de um lado para o outro.
Cada um a sentirá à sua maneira, mais religiosamente ou menos, mas seja como for, seja para onde pender o nosso espírito nesta altura, é inegável que, pelo menos durante esta parte do ano, algumas pessoas, páram para pensar um pouco, outras reencontram quem não vêem há muito ou algum tempo, outras ainda preocupam-se em fazer alguma coisa pelo seu vizinho, ainda que não o façam noutras alturas do ano. Mas sempre é melhor assim do que absolutamente nada. Se houver pelo menos um dia no ano que desperte alguns bons sentimentos numa meia dúzia de pessoas já não é mau.

Ou como diria o Bill Murray em Scrooged, um dos melhores filmes de Natal de sempre:


LOL

Portantos Bom Natal a todos os que, por algum acaso passem neste estabelecimento e tenham a paciência de ler estas palhaçadas lamechas!
Para equilibrar, e porque o ano que se aproxima estará subordinado a este signo, aqui vão umas típicas imagens natalícias!









Feliz Natal!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Um bom filme e um mau filme!



Qual é qual? Muito simples: "O Bee Story" é, francamente, um filme fraco. Sinceramente chega a ser constrangedor tomar consciência que o facto que justificou tanto falatório sobre este filme, e tanta publicidade, é e foi apenas, o nome SEINFELD. É que fora esse facto devo penosamente reconhecer que o filme é fraco. E confesso que grande parte da (pouca) piada dele está na paixão que Seinfeld teve ao gravar as vozes da sua personagem. Aquilo é actuar. E, como é óbvio, transporta-nos de imediato para a série de TV, essa sim, genial. No entanto, aqui anda-se longe dessa genialidade. Dou comigo a pensar que ninguém falaria deste filme se não tivesse o Seinfeld. E por muito bom que o Seinfeld seja, não consegue carregar sozinho todo um filme de animação. Filme que não traz nada de novo em termos de animação, que, em termos de história não só lembra o "Antz" (em que um insecto inserido numa comunidade organizada subitamente começa a questionar o seu papel dentro da mesma), como também acaba por mostrar uma premissa que talvez tenha soado bem no papel, mas que no filme, sinceramente, mais uma vez, me aborreceu. Não, não é o facto de as abelhas falarem, é sim, o facto de uma abelha processar a Humanidade por roubo do mel das abelhas. Onde é que a Humanidade é processada? Nos EUA, claro. As abelhas ganham e deixam de polinizar as flores; obviamente que todas as abelhas do restante Mundo seguiram as "líderes" americanas. Enfim, não tem piada que é que se há-de fazer? A história torna-se uma cenazeca de tribunal, o que é uma seca.

Para variar, "Eastern Promises" de David Cronenberg e com Viggo Mortensen e Naomi Watts, é um fantástico filme. Talvez o melhor que vi este ano. É BOM a todos os níveis que se possa pensar. Um filmaço sólido e inabalável. Muito violento, desta vez sem brincadeiras. Um filme como se quer e como se precisa. Nem vale a pena escrever mais sobre ele. Basta dizer: É BOM !






E serei só eu, ou já não há a mínima PACHORRA para aquele(s) gajo(s) com a voz grave e abafada, supostamente para dar um ar dramático, que é tão própria dos trailers americanos ou trailers feito para os EUA? Eis o trailer americano do "Eastern Promises". Poça, aquela voz logo no início "On the streets of London..." (como se não fosse óbvio...mas espera, se calhar na América...ah pois é...) e depois no fim a ler o título do filme tira logo parte da vontade de ver o filme, caraças! Ora veja-se lá se o primeiro trailer, sem qualquer tipo de narrador não é muito mais digno? É que aquela voz já faz mais rir do que outra coisa qualquer. Mas provavelmente é necessário alguém que leia em voz alta o nome do filme e que diga onde se passam os filmes....pró caso de haver alguém a julgar que a Europa é um país onde todos falam francês.





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quarta-feira, dezembro 19, 2007

Dos pombos e passarada em geral.

Ali para os lados da Avenida Miguel Bombarda há um pequeno jardim (diria antes um singelo triângulo com algumas árvores e relva), onde às tantas da noite ocorre um fenómeno estranhíssimo, que pude presenciar, pelo menos duas ou três vezes. Lá pelas 10 e tal da noite, surge, vinda não sei bem de onde, uma velhinha, mas uma velhinha mesmo, carregada com alguns sacos, dirigindo-se vagarosa e quase dolorosamente para o dito triângulo.

Pelo que pude ver, pareceu-me ser um ritual diário (ou noctívago neste caso). A referida velhinha então, assim que chega ao local definido - o centro do triângulo - começa por esvaziar o conteúdo de um dos sacos na relva, de forma ordenada e equilibrada. O conteúdo? Montes e montes de migalhadas de pão. É notória a preocupação em ver se o "produto" fica bem espalhado. De seguida ocupa-se do outro saco, esvaziando-o na parte calcetada. Desta vez não são migalhas, mas sim, grandes bocados de pão, que ela se atarefa a desfazer em bocados mais pequenos ainda e a espalhar metodicamente pelas pedras de calçada portuguesa.
O porquê de tudo isto escapa à observação de um espectador normal. É óbvio que tudo aquilo se destina à alimentação da passarada que provavelmente habita nas grandes árvores que por ali pululam pachorrentamente. Mas, se se percebe o "para quê", o "porquê" é um mistério. O que levará uma senhora de provecta idade a deslocar-se todas as noites àquele local, a uma hora em que a maioria dos seus colegas geriátricos já se refastelam na cama ou no calor de suas casas, apenas para alimentar os pássaros? Promessa talvez? Enfim, a chatice é que quem beneficia disso são os pombos, essa nauseabunda raça alada que abunda (olha, uma aliteração!) em Lisboa. Devia ter em atenção que os pombos nem sempre são animais agradecidos.





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terça-feira, dezembro 18, 2007

No Control

Correndo o risco de ser apedrejado ali pelo vizinho 4-NoReason, devo dizer algumas palavras em relação ao filme "Control" de Anton Corbijn. E já se vê que não serão palavras muito lisonjeadoras.
Pois que gosto da música dos Joy Division, acho interessante a imagem e inspiração que mostram ter, mas confesso que não sou um grande fã. Esta situação poderá ter tido o efeito de não ter vibrado com o filme tanto quanto um grande fã terá, ou então, teve o efeito de me permitir ver o filme duma posição mais objectiva. Acho que vou aceitar esta última hipótese. Portanto, significa isto que, não achei o filme nada de especial. Pareceu-me um teledocumentário muitíssimo bem feito pela BBC, ou algo assim do género.
A opção pelo preto e branco não deixa de surpreender por um lado, pois falamos dos anos 80, e quando se pensa nesta década tão suis generis, pensa-se sempre em cor. Aliás a própria Natalie Curtis (curiosamente é fotógrafa também inspirada pelas fotos de Corbijn) mencionou a falta que fez ao filme a cor, pincipalmente nas imagens de do seu bairro de Macclesfield. Mas, ainda assim, esta é uma opção que não contesto. Pessoalmente quando penso em Joy Division, ou quando ouço as músicas deles, é o preto e branco e, vá lá, um cinzento ou um branco mais sujo, portanto, aopção do realizador parece-me bem. Aliás, visto que o Corbijn se tornou famoso graças às suas fotos a preto e branco, pergunto-me se não terá sido mais confortável para ele assim.
Em termos de realização, não que eu perceba alguma coisa disso, acho que o homem se safou, pelo menos é o que me diz a minha sensibilidade para a coisa. Foi competente e 'pouco fotográfica'. Tão competente que se calhar acabou por ser mediana.
Já a história em si....bom, se o filme foi baseado no livro que a mulher dele escreveu, e se ela é, de facto, como Samantha Morton a interpretou, então parece-me uma boa adaptação de uma história com pouca profundidade, com poucos pormenores interessantes, focada a 99% no casamento e, em geral pouco desenvolvida. A história de Ian Curtis antes do casamento é nos dada a correr, e depois do casamento, a única relação que é efectivamente desenvolvida é a dele e a da mulher. O relacionamento com a banda? Nicles. A situação com a amante? Nada de novo. Os pais? Aparecem fugazmente, etc etc.
Dei comigo no meio do filme a achar que a banda em si estava pobremente tratada. Tínhamos algumas imagens de concertos, e outras quantas de Ian a sair de casa para um concerto, e depois a chegar. Achei estranho. Mas depois concluí o óbvio: este filme é sobre o Ian Curtis e a sua vida, e NÃO sobre a banda Joy Division. Era a vida dele que estava a ser focada.
E aqui reside o cerne da questão: a vida dele era aborrecida! lol Aborrecida, não, mas normal demais para ser posta em filme. Os problemas dele eram, desculpem lá, do mais corriqueiro e normal possível. Problemas de dinheiro, problemas no casamento, dilemas morais, crises existenciais, problemas no emprego, problemas provocados pela doença que tinha, enfim, nada de extraordinário.
A música e a banda eram obviamente o escape a isto tudo, mas, como se vê, essa parte não foi tão bem desenvolvida. Portanto é, nitidamente, um filme baseado na visão da Sra. Curtis, e em todos os aspectos e elementos que a preocuparam na altura ou seja, a vida de casal e familiar. Fora da banda ele era um tipo normal, igual a qualquer um de nós.
Problemas estes que, tem piada referir, e que desmistificam um pouco tudo isto, são tão corriqueiros que hoje em dia tanto a mulher de Curtis como a amante, se riem ao lembrarem-se deles. Na altura foi o drama total, hoje já não lhes atribuem tanta importância pois "não passavam de miúdos de 20 e poucos anos, com os típicos problemas dessa idade".
Em suma, é um filme muito certinho que fica aquém do que poderia ter sido SE se centrasse nos Joy Division e no seu processo criativo. Os problemas que assolaram a vida de Ian Curtis não são suficientes, a meu ver, para o tornar a figura icónica que é actualmente. A sua música, pelo contrário, é mais do que suficiente.
Excelente foi sim a interpretação do novato Sam Riley, o qual pode ter ainda alguma coisa interessante pela frente.
Em suma, vê-se bem o filme, mas não me entusiasmou por aí além.






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domingo, dezembro 16, 2007

Let The Children Play





"Ó senhor deputado, tenha calma! Não é por falar mais alto e com essa voz esganiçada que tem mais razão!"


Teve piada.

sábado, dezembro 15, 2007

Here we go!



Semana em cheio, esta:

Led Zeppelin com um concerto fulminante;
Iron Maiden confirmados em Portugal
Matt Barlow de volta aos Iced Earth
Pontes e tolerâncias de ponto natalícias confirmadas
Terry Jones na Fnac
Férias!!!

E hoje, almoçarada e horas depois:






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sexta-feira, dezembro 14, 2007

Uma classe à parte.

No...it was a surprise. I'm very surprised to realize that we're in a room, in Lisbon, in Portugal, 40 years later and we're talking about this show...i mean, it's extraordinary. We just wanted to write good comedy. We never thought about the idea that it would still be talked about 40 years later.

(Terry Jones respondendo à pergunta de Nuno Markl sobre se os Python tiveram consciência que estavam a fazer uma espécie de revolução na comédia)

Ao longo da minha vida vi-me bastantes vezes na situação de estar sentado no meio de outras pessoas a ouvir outra pessoa, mais ou menos importante. Mas em boa verdade acho que posso dizer que raras foram as vezes que senti que podia ficar mais umas 3 horas a ouvir falar alguém sem correr o risco de me aborrecer. Mesmo estando sentado no meio de um auditório pequeno, cheíissimo de gente e ultra abafado.

Ontem foi uma dessas ocasiões, senão A ocasião.

O Python Terry Jones, em Portugal há já algumas semanas para preparar a estreia mundial da sua ópera "Evil Machines", não tem parado quieto, qual velha gaiteira (que apropriado). Não só teve tempo de assistir à peça "Os Melhores Sketches dos Monty Python" (sobre a qual disse ser melhor que a homóloga francesa), participar na leitura, reposta em cena, dos seus "Contos Fantásticos", como ainda de passar ontem à noite na Fnac para participar no lançamento da tradução em português do livro "The Pythons Autobiography by The Pythons".

E que bela hora foi. Realmente o homem ficou um pouco atrapalhado quando chegou ao café da Fnac e se deparou com aquilo mais cheio que um ovo. Mas logo descontraiu. Contou histórias, respondeu às perguntas de Nuno Markl, Nuno Artur Silva e do público, tudo com uma modéstia, simpatia, humor e boa disposição, que fizeram dele, pelo menos naquela hora privilegiada, efectivamente o homem mais simpático da Terra.
Sei bem que o que se segue é um chavão, um lugar comum, uma frase feita, whatever, mas emboa verdade foi uma suprema honra e privilégio ter podido partilhar uns breves minutos com uma tal personalidade que, no fundo, estava tão deslumbrada como nós. No fim ainda se disponibilizou para dar autógrafos ao pessoal. Não tenho muito jeito para estas coisas, mas consegui que me pusesse o rabisco em dois itens em vez de um apenas (prescindi da dedicatória) e desejei-lhe uma boa estadia.



And that was all folks. Valeu MESMO a pena ter suportado o caos do trânsito de um final de sexta-feira na época natalícia e ter ficado uma hora e tal sentado naquele café abafado. Por mais cliché que seja outra vez, foi um momento inesquecível poder estar na presença de um génio tão modesto e terra-a-terra. É que, mesmo sendo fã do homem e dos Monty Python, mesmo tendo-me deslocado de propósito para partilhar uns momentos com uma das lendas do humor mundiais, mesmo assim não estava à espera de encontrar uma alma tão aberta e divertida. É que apetecia mesmo dizer "Opá, eu vou jantar consigo também!".

(Respondendo à pergunta sobre o porquê de usar o relógio de pulso no cinto)

I don't know what Python actually achieved. I would say the best thing it ever achieved was when i was talking to a friend who was a teacher in an inner comprehensive [school] in the 70's, and he said that since Python they'd noticed a change in the adolescent boys. Whereas in the old days the boys would tend to go round bullying and fighting, they were actually now going round being silly. He thought that was the effect of Python doing that. For a brief moment in time, it became fashionable to be silly rather than to be threatening, and i think that's probably all that Python ever achived, just a slight change in behaviour in a few adolescent boys in an inner city over a brief span of time in the 70's. What more can you hope for?

(In "The Pythons Autobiography by the Pythons")

Obrigado ao Nuno Markl e ao Nuno Artur Silva or se terem disponibilizado para esta noite memorável. Por fim, um "grande bem haja e aquele abraço" ao Troviscal pela companhia e pela amena cavaqueira enquanto esperávamos pelo início da função (sacana, tens sempre de ter as coisas mais mirabolantes para autografar!). Espero que tenhas encontrado a Rita depois.

O costumeiro recuerdo, de qualidade duvidosa:


Já agora, as fotos foram tiradas daqui:

http://minervamacgonagall.blogspot.com/ (a primeira)

http://lmfm.blogs.sapo.pt/ (as restantes)



Um video mais completo (40 minutos!!!!!):

http://video.google.com/videoplay?docid=940940753485887329


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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Homens de barba rija: eis o filme para vós!

E digo homens porque duvido que este filme seja recomendável a esposas, namoradas, irmãs, mãe ou primas! Não é por nada, mas este é um típico filme de gajo! Tiros, carros, humor negro, perseguições, violência e Monica Bellucci. LOL
Mas a sério, pouco se falou deste filme, o que é em larga medida injusto. Porém, até é compreensível que isso tenha acontecido. Aparentemente trata-se de mais um filme de acção idiota, com muita violência, tiros, sangue, perseguições de carro, tiroteio da mais variada gama, sangue, acrobacias impossíveis, sangue e mais sangue, caso ainda não o tenha dito. A piada é que o filme é isto tudo, mas muito mais. E de idiota não terá assim tanto.
É um excelente filme de puro entretenimento, pleno de humor (auto) corrosivo e que, ao mesmo tempo que diverte, aponta baterias a todos os clichés mais estapafúrdios do típico filme de acção.
Aliás, acho que nunca antes um filme de acção satirizou, 'cartoonizou' mesmo, os 'filmes de acção' como este "Shoot 'em Up!" Aliás, começa logo pelo próprio título.
O "Last Action Hero" tentou isto há uns anos, mas acho que ainda assim se levou demasiado a sério. Não é agora o caso deste filme. "Shoot 'em Up!" assume sem vergonhas o gozo descarado de todos os clichés de filmes de acção, e assume com orgulho o carácter completamente over the top, exagerado e quase absurdo que mostra. O argumento é propositadamente básico, uma mera muleta para justificar o porquê de tanto tiroteio, mas a verdade é que resulta. O duelo entre o "herói da fita", Clive Owen e o "mau" Paul Giamatti assume proporções de um gigantesco cartoon Bugs Bunny Vs Elmer Fudd. Aliás, só o facto de o "herói" comer várias cenouras ao longo do filme (até servem de armas!!), e conseguir dizer a mítica call phrase do Bugs Bunny "What's up, Doc?", é um bom indício do calibre deste filme. De realçar principalmente Paul Giamatti que tem o um papel de ultra típico vilão de quadradinhos que, entre um e outro tiroteio, tem de atender a sua mulher ao telefone para se justificar do seu atraso nos "negócios". O Clive Owen também tem a sua quota parte de momentos hilariantes, principalmente sempre que pergunta "Do you know what i hate most?", seguindo-se como resposta uma vasta gama de actividades violentas, que passam por dar cabo de um condutor na estrada apenas por não pôr o pisca pisca (yesssss!), dar umas palmadas numa mãe que berrava com o seu filho no meio da rua, etc etc. Nunca houve um "herói" tão irritado com tudo o que se passa à volta dele. Parece um filme alucinado realmente, mas que é perfeito em todos os sentidos em que aponta, é.
E para um filme pesadote, nada melhor que a bela banda sonora com Motorhead, AC/C, etc etc. Que mais se pode querer?






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quarta-feira, dezembro 12, 2007

HOLY CRAP!


Maiden confirm Portugal show
Published: December 11, 2007


Iron Maiden are to perform at the Super Bock Super Rock Festival in Lisbon on Wednesday 9th July at the Parque do Tejo as part of their
Somewhere Back In Time World Tour 2008.

Steve Harris says "I'm personally really looking forward to be playing this festival as I have a lot of close ties with Portugal because I spend a lot of time at my second home in Faro where I also have my 'Eddie's Bar' as well. So I will have a lot of friends and regulars coming down to this show. The Portuguese fans have always been very ardent and loyal followers of the band so it should be a great festival."

Tickets are on sale to the public at www.ticketline.pt

terça-feira, dezembro 11, 2007

HOLY SHIT!











Kashmir:



Stairway To Heaven:



BBC news cast+Black Dog:

Intro+Good Times, Bad Times:



Led Zeppelin Live @ the 02 Arena 10/12/2007


The setlist:

01. Good Times, Bad Times
02. Ramble On
03. Black Dog
04. In My Time Of Dying
05. For Your Life
06. Trampled Under Foot
07. Nobody's Fault But Mine
08. No Quarter
09. Since I've Been Loving You
10. Dazed and Confused
11. Stairway To Heaven
12. The Song Remains the Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir

Encore:

15. Whole Lotta Love
16. Rock and Roll

Droooooooooooooling..... Me wants!!!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Scorpions @ Atlântico 2007

Como de costume, mais uma vez, foi preciso virem uns "velhinhos" para mostrar como se faz. Os Scorpions 'puxaram' dos galões na noite de terça-feira 4 de Dezembro perante 9000 pessoas (bilhetes esgotados). Dessas 9000 pessoas a grande, diria mesmo vasta, maioria estava à espera das baladinhas da ordem, e não ficaram desiludidos, infelizmente. Uma rápida olhadela pelas set lists dos concertos que antecederam o nosso, dava a entender que iríamos ter um grande show de hard rock puro e duro. No entanto era realmente preciso não esquecer que se trata de Portugal, país muito atreito à bela da baladinha e onde eles gravaram o disco e DVD "Acoustica", um dos exemplos do cultivo de pepino já mencionados noutro post.
O resultado: foi um grande concerto. Podia ter sido excelente, mas não chegou lá devido ao abuso de baladas inseridas no set. E, se por um lado, algumas baladas dos Scorpions são de facto boas, por outro lado há as que são francamente más. "Send Me An Angel" é um bom exemplo disso. Momento algo entediante e aborrecido. "Winds of Change", por sua vez é algo constrangedora. Não é que odeie a canção, mas há ali qualquer coisa que já não cheira bem. Houve mais uma mão cheia de baladas, umas melhores que outras, algumas inclusivamente em formato acústico. Era, como disse, expectável.
Portanto foi um bom concerto. Quando foram maus, foram mesmo maus, MAS, quando foram bons, foram mesmo muito bons!! Músicas como "Dynamite", "The Zoo", "Blackout", "Big City Nights", "Bad Boys Running Wild", "Coast to Coast", etc fizeram valer a pena a noite. São estes os Scorpions que eu quero ver mais, são estes os Scorpions que interessam. Infelizmente não são estes os Scorpions que tiveram sucesso aqui em Portugal. Aliás, bastava dar uma vista de olhos breve pelos espectadores presentes para fazer uma ideia disso mesmo. Pois, pois, é errado fazer um julgamento das pessoas pelo seu estilo, mas a verdade é que, por vezes, acerta-se. Assim, o público, na sua maioria queria ouvir "aquelas que passam na rádio". Foi desconfortável para mim ver a participação diminuta do público em canções mais antigas. E quase que posso adivinhar a extrema confusão que provocou a "Coast to Coast", música instrumental em que Klaus Meine passa para trás de uma terceira guitarra. Enfim. É assim. Sempre foi melhor do que não ver nada.


Reportagem na Destak TV:









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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Away is the way

Bom FDS.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Choque de Titãs!


A Marvel ou a DC Comics têm aqui, de barato, uma excelente ideia para uma série de comics. Num mundo pós apocalíptico, destruído pelos acidentes de viação e pela praga do endividamento, eis que duas equipas de super homens se defrontam em defesa da humanidade!



HOMENS DE FRAQUE Vs SENHORES DE FRAQUE!


E os direitos para Hollywood? Uma mina!

terça-feira, dezembro 04, 2007

End of the season


E encerra a loja por este ano. Foi um ano bem cheio de bons concertos e, quer-me bem parecer que, até ao final do ano, não há mais nada a que eu vá emprestar a dignidade da minha presença. Sim, sim, ainda há Xutos e Pontapés no Campo Pequeno, na comemoração do lançamento do "Circo de Feras", mas pelo que ouvi, a componente "Circo" é maior que a parte das "Feras", por isso não irei. Além de que já os vi duas vezes este ano, em Algés e em Belém, à borliu.
Portanto: hoje os velhotes Scorpions. Primeira vez que os vou ver, embora não seja a primeira vez que cá vêm... mas como disse aqui, por mais lendários que fossem (e são), algo havia que não me puxava a ir (talvez algumas grandes pepineiras que têm, verdadeiros pepinos do Entrocamento algumas!). No entanto, desta vez irei. Sempre é mais um cromo que me faltava e um bom remate a este ano. E acho que vai ser um bom concerto. O novo álbum promete e os concertos mais recentes confirmam-no!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

National Geographic Society

E aqui podemos ver uma manada de funcionários públicos propriedade de uma quinta situada nos arredores de Lisboa.


E reparem que o gado acima visível é daquela raça que faz greve. Vê-se que estão para ali sem fazer nenhum, com o costumeiro olhar bovino, a ruminarem interminavelmente e a roçarem uns nos outros. Infelizmente o fotógrafo não consegui apanhar o espécime que trazia um Record debaixo das patas dianteiras. Os sacanas. Mas hão-de aprender.

É Segunda-Feira e tal, mas até vinha com disposição para me deitar ao trabalho...mas rapidamente a perdi. Há quem não mereça realmente.

domingo, dezembro 02, 2007

Estes já cá moram!

Alguns anos antes dos Monty Python havia duas séries de televisão que começaram a quebrar algumas barreiras: "Do Not Adjust Your Set", com David Jason, Denise Coffey, Michael Palin, Terry Jones e Eric Idle, e "At Last the 1948 Show", com Marty Feldman, Tim Brooke-Taylor, Aimi MacDonald, John Cleese e Graham Chapman. Acreditava-se que os episódios destas séries estavam perdidos, mas alguns acabaram por ser encontrados nas catacumbas da BBC e restaurados para moderna apreciação. Infelizmente não são as séries completas, apenas os episódios completos que puderam ser restaurados convenientemente. Assim se explica que haja um ou outro sketch do "1948" no YouTube que não consta deste DVD. Mas adiante.
Diz o Terry Jones que os Monty Python foram o resultado do encontro destas duas séries, o resumo do melhor numa só.
"Do Not Adjust Your Set" era originalmente um programa para crianças (é de facto um pouco mais infantil, mas ainda assim surpreende-me como raio era possível as crianças entenderem aquele humor), que passava num horário diurno. Mas rapidamente fez tanto sucesso entre os adultos que foi "puxada" para um horário mais tardio. Os Bonzo Dog Doo-Dah Band tocavam uma canção em cada episódio (o vocalista tornou-se anos mais tarde Stig, o clone de Lennon nos The Rutles).
Mas melhor melhor é mesmo o genial "At Last The 1948 Show". É aqui que encontramos, para além do non sense habitual, aquele instinto verdadeiramente corrosivo e cáustico que depois foi aperfeiçoado. Talvez ajudasse não ser uma série infantil. E talvez também ajudasse ter o John Cleese claro, que em matéria de acutilância mordaz e irónica, era o melhor de todos. Seja como for, é desta série que saiu o famoso sketch "The Four Yorkshireman", mais tarde refeito pelos Monty Python ao ponto de se julgar ser da sua autoria. Mas não. A quantidade de vezes que já foi feito mostra bem a fama deste sketch. Ainda hoje é actual, pois é mais um daqueles bits em que se parodia um traço seminal e fundamental do ser humano. Neste caso a tendência para "corajosa e heroicamente nos lamentarmos com as nossas vidas". É também do "1948" o sketch do "Contabilista dançante" e do "Let's Speak English" (I'm a gorilla!!!)

The Charted Accountant Dance:



Let's Speak English:



The Four Yorkshiremen

O original com Tim Brooke-Taylor, John Cleese, Marty Feldman e Graham Chapman:



O recriado pelos Python no recêm lançado "Live At The Hollywood Bowl", com Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle e Graham Chapman:



E por fim, Cleese, Palin, Jones e Rowan Atkinson:



Com a compra do DVD com as duas séries "The Ripping Yarns"do Michael Palin também por um módico preço, fica-me a faltar o novíssimo "Monty Python Live at the Hollywood Bowl" e o "Life O Brian - The Immaculate Edition". Yummy!

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