quinta-feira, novembro 29, 2007

MTV Cribs with Louis XVI

A Sofia Coppola fez, até à data, e que eu tenha conhecimento, dois bons filmes. Excelentes mesmo: "The Suicide Virgins" e "Lost In Translation" (de cujo argumento eu possuo uma cópia, all the way from New York, thanks to Maria, o que mostra bem como eu gosto do filme).
O último filme dela foi o "Marie Antoinette" (sem hífen para efeitos deste filme e respectivo conceito), e vi-o, felizmente, em casa em DVD.
Felizmente porque, epá, há que dizê-lo sem medo caraças, não gostei do filme! Ok, concedo que o Óscar que ganhou pelo guarda roupa, etc e tal, foi merecido e que as filmagens em si estão muito boas (deve ter sido um privilégio único poder filmar na autêntica Galeria dos Espelhos), mas a história em si...nhé. Sim, a ideia é original e interessante: vamos mostrar a adolescente rainha e a vida que tinha no palácio estabelecendo uma comparação com a vida que uma actual adolescente terá, com as respectivas preocupações, parvoíces, etc etc (li algures no IMDB que numa das cenas foram propositadamente deixados à vista um par de All Star no quarto real da real moça, para dar aquele ar e não sei quê). Muito interessante e tal....mas na prática este filme não me interessa minimamente. E NÃO, não tem nada a ver com eu ser um fundamentalista da História real e autêntica. Não, porque quando se vai ver este filme, sabe-se de antemão que a principal preocupação do mesmo não é fazer um documentário sério e certo sobre a vida da Marie. É claro que há incongruências e erros, mas na perspectiva proposta pelo filme, isso não interessa. Há espaço para liberdade nesse campo. Aliás, a própria escolha das canções da banda sonora revelam a ideia proposta, pois, aquilo é basicamente pop e punk.
Mas a verdade é que fora isso, mesmo não estando eu preocupado com a História, preocupo-me bastante com a história. E, para mim, este filme não tem uma história interessante. Tirássemos o fausto todo, a imponência, Versalhes e as roupas, e teríamos um banalíssimo filme duma adolescente que é colocada numa situação algo incómoda, mas que acaba por se adaptar, encontrando amigas, comprando roupas e indo a festas. Enfim...nada que me levasse a ir porque não tem interesse.

Dito isto, devo dizer que a melhor parte do filme se encontra num extra do DVD, no qual o Rei Luís XVI (Jason Schwartzman) nos faz um tour pelo Palácio de Versalhes ao estilo daquele programazeco da MTV, MTV Cribs (Cribs: slang word for one’s residence, or where one normally hangs out), onde as estrelas da música, cinema e desporto se passeiam pelas suas mansões, mostrando os luxos que têm a nós, meros mortais. Tem a sua piada ver o "Rei" a mostrar Versalhes.





Foi realizado pelo irmão da Sofia, o Roman Coppola. Algo me diz que se não fosse por este apelido não teriam conseguido filmar em Versalhes. Ou não. Sei lá. Apenas estou a expressar os meus maus fígados provocados pelo facto de saber que o "28 Semanas Depois" NÃO vai estrear em cinema....pois já ontem vi o raio do DVD à venda. Enfim.

terça-feira, novembro 27, 2007

Iron Maiden & História

Só o último video é oficial, os restantes são fan made à medida do tema de cada uma das canções. Se fossem oficiais não seriam melhores certamente. Interessante como a inspiração histórica dos IM inspira por sua vez outros criadores. Os temas das respectivas canções não são nada difíceis de identificar...


Brighter Than A Thousand Suns



Alexander The Great



The Longest Day



Aces High



Paschendale



.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Tonight: Curry & Art

.
.
.
.
.
.
. . . . . . . . . . . . . . . . .Promised Land . . . . . . . . . . . . . . . .
.
.
.
.
.
.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Vanden Plas @ Torres Novas


Just a quick word em relação ao concerto de Sábado passado. Ou um recuerdo, ou whatever. Primeiro que tudo, uma boa organização do evento sim senhor. Algumas arestas a limar ainda (o bar principalmente), mas de resto o sítio tinha boas condições e uma acústica bastante boa. Vê-se que aquilo era O concerto dos Progono, banda da terra, e que para chamar mais pessoal convidaram os Hyubis e, principalmente, os Vanden Plas. Ou então limitaram-se a convidar quem queriam ouvir. Bom, mas mexeram-se muito bem em termos de organização. Torres Novas não é propriamente perto, mas as condições justificam a viagem.

Quanto à música...Os Progono abriram e foi notória a sua falta de rodagem, mas mostraram ser músicos competentes. Andam mais pelos campos do prog rock puro e duro, que não faz muito a minha onda, pelo que me aborreceram nalguns momentos. Mas ainda assim acho que lhes dou nota positiva.

Já os Hyubris conseguiram surpreender-me. Só os tinha visto há uns anitos na Festa do Avante. Gostei, mas não fizeram totalmente o meu género, portanto não segui a carreira. Mas no Sábado supreenderam-me pela coesão e energia que têm em palco. Muita experiência já. A vocalista tem uma excelente voz não há dúvida, mas não é de todo o meu aspecto preferido na banda. Exagerará talvez um pouco nos agudos, mas em geral está adequada e até dá um certo ar de originalidade.

Quanto ao prato principal da noite, Vanden Plas...que dizer? Arrasaram por completo. Poucas pessoas num pavilhão enorme (e gelado), uma vez que muito do 'familório' das outras bandas já tinha debandado. Os velhotes também já tinham ido para a caminha. Portanto restaram apenas umas 150 pessoas. Por serem verdadeiros fãs da banda ou por gostarem apenas da energia e da música, não sei, mas a verdade é que se portaram bem, aplaudindo e cantando. E a banda (e assim se vêem as boas bandas) não deixou os créditos por mãos alheias, actuando para 150 da mesma maneira que actuariam para 1.500 ou 150.000 pessoas. Verdadeiro profissionalismo e fantástica presença em palco, muito enérgica e 'mexida', uma variação agradável das restantes bandas de prog metal que já tenho visto (leia-se Dream Theater).

E isto aplica-se principalmente ao vocalista Andy Kuntz dono de uma voz e presença em palco impressionantes. Quem era já fã de certeza que saiu de lá mais fã ainda.

No fim os gajos ainda tiveram tempo de assinar umas coisas que alguns fãs lhes meteram à frente, e ainda trocaram algumas impressões conosco. Lisboa da próxima vez bitte!


Progono:



Hyubris:



Vanden Plas:






.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Heima

Confesso que perdi um pouco o rasto aos Sigur Ros a partir do álbum "()". O "Von", e, principalmente o "Ágaetis byrjun" conquistaram-me por completo. Vi-os em 2003 no Coliseu dos Recreios num concerto memorável. A partir daí confesso que deixei de seguir com tanta atenção. São coisas. Bom, mas sigo o suficiente para saber que lançaram recentemente o álbum/DVD "Hvarf/Heima". Quanto ao álbum não posso dizer muito para já, mas o preview do DVD que vi o outro dia completamente por acaso na TV deixou-me boquiaberto outra vez, pela beleza das imagens captadas, pelo bom casamento que fazem com a sua música etérea (e, por vezes, bastante rock e pesada) num verdadeiro documentário que acompanha a digressão gratuita que os Sigur Ros fizeram por várias aldeias e terras da sua Islândia natal. Em casa portanto. E é isso mesmo que "heima" quer dizer. As imagens em si justificam toda a atenção a dar a esta obra..... A realização, a fotografia, a montagem, tudo, se conjuga harmoniosamente de uma maneira quase inacreditável, de conto de fadas. Acho eu, pelo menos.




.

terça-feira, novembro 20, 2007

Quando?



Letes luk át de trêilar:



De notar que a escolha musical continua emblemática e muito adequada:







Já desde Agosto que vejo este trailer nas salas....quando então?
.

sábado, novembro 17, 2007

sexta-feira, novembro 16, 2007

And so it happened

Aqui fica, para mais tarde recordar! A qualidade visual e sónica destes coisos é a típica do YouTube, ou seja, não faz jus de forma alguma ao que aquilo foi, mas, como disse, serve à laia de 'recuerdo'.

Iced Earth:

01. Invasion (intro)
02. Motivation of Man
03. Setian Massacre
04. Burning Times
05. Declaration Day
06. My Own Saviour
07. A Charge to Keep
08. Ten Thousand Strong

"Ten Thousand Strong":



Heaven & Hell:

01. E5150 (intro)
02. The Mob Rules
03. Children Of the Sea
04. I
05. Sign Of the Southern Cross
06. Voodoo
07. Drum Solo
08. Computer God
09. Falling Off the Edge of the World
10. Guitar Solo
11. Die Young
12. Heaven and Hell
------------------------------------
13. Shadow of the Wind
14. Neon Knights


"E5150" and ""Mob Rules":



"Heaven and Hell":







"Falling Off The Edge Of The World":



"Children Of The Sea":




"Neon Knights":



"Die Young":



Uma boa review e boas fotos:

http://www.rockersdigest.com/Default.aspx?mainact=3&pid=194
.

quinta-feira, novembro 15, 2007

A castanha

O ouriço é o fruto capsular espinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa), geralmente com três aquênios, as castanhas.
Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Ora isto, e mais, vem na Wikipedia (convém mencionar para não dar uma de Luís Filipe Menezes...)

Mas o que ali não vem mencionado é que este nobre fruto seco tão apreciado pelo São Martinho já é mais procurado que o caviar! Qual quê? O caviar e outros delicatessens não têm comprovadamente o poder de atracção que a Castanea sativa possui.
É que no Terreiro do Paço, este Domingo de S. Martinho, foi colocado O MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO (para efeitos de recorde do Guiness, tema esse que dava pano para mangas, tal é o afinco que o portuga apresenta em inscrever o nome em tão gloriosa publicação...enfim). E para honrar o MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO, uma horda tresloucada acorreu em massa em busca da tão preciosa e rara castanha!!! O ataque foi inexorável e imparável, como aliás foi documentado no Correio da Manhã:


Tão inexorável e imparável que a horda de bárbaros esmagou e empurrou para baixo do MAIOR ASSADOR DE CASTANHAS DO MUNDO, aquele senhor reformado que ali se vê. O homem é esmagado pelos bisontes com a fona das castanhas, perde boné e óculos, provavelmente perde o seu saquinho de castanhas, ainda é empurrado para debaixo do assador (que é o MAIOR DO MUNDO!), pisoteado e mais sei lá o quê, e ninguém quer saber. Apenas há Castanea sativas à borla! "São essas que temos de apanhar! Deixem lá o raio do homem, e passem para cá o saco dele, que vai dar jeito! Pisa pisa, mata mata!"

Ai, mal se ouve a palavra "grátis"......

terça-feira, novembro 13, 2007

Cartoons no Rossio


A exposição europeia de cartoon “Desigualdades, Discriminações e Preconceitos” pode ser vista na Estação do Rossio em Lisboa. Composta por cerca de 200 desenhos, a mostra apresenta os premiados, as menções honrosas e os melhores trabalhos do Concurso Europeu de Cartoon promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação em parceria com o Museu Nacional da Imprensa, no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos – Por uma Sociedade Justa. A exposição vai estar patente ao público, no átrio da Estação do Rossio, até 22 de Novembro, no seguinte horário: 2ª a 6ªfeira: 12h-20h. Fins-de-semana 10h-20h. Entrada Livre.










Mais info aqui.




segunda-feira, novembro 12, 2007

Ainda a babar-me....










Foi, provavelmente o concerto mais caro da minha vida, mas valeu todos os pence, pennies e libras (muitas). Depois de ver os Heaven & Hell (que se lixe, eles são os Black Sabbath!) em Junho passado, a vontade de ver um concerto em nome próprio ficou a roer. As oportunidades já não eram muitas, e, em princípio não haverá mais, portanto mais que se justificava a viagem a Londres.
Os Black Sabbath perderam o seu carismático vocalista Ozzy Osbourne em 1980 e, em sua sunstituição, conseguiram o Sr. Ronnie James Dio, ex-Rainbow. Gravaram três álbuns na totalidade. Parece pouco, mas são excelentes, e tornaram-se clássicos. A pretexto do lançamento do Best Of "The Dio Years", reuniram-se, escreveram umas canções novas e resolveram entrar em digressão. Decidiram adoptar o nome do primeiro álbum que gravaram com essa formação. É irrelevante no fundo...são os Black Sabbath e pronto. Click Here For More Details
Qual destas duas fases é a melhor é um assunto que dá pano para mangas. Eu acho que ambas são diferentes e boas à sua maneira. Mas pessoalmente prefiro o Dio como vocalista. Tem uma das melhores vozes, senão A melhor do meio. E já com mais de 65 anos. É um feito notável. Não menos notável é o seu carisma e simpatia. Só um personagem assim, meio careca, baixo e franzino, nitidamente um velhote, consegue encher um palco e agarrar o público mal põe os pés nesse palco. Já não há muitos assim na verdade.
O concerto deste fim de semana teve a virtude de ser maior e, principalmente, a virtude de podermos gozar do fantástico show de luzes e projecções que um concerto dado num festival à luz do sol torna impossível. E só por isso também já teria valido pois as canções, já de si boas, ganham um ambiente notável com toda aquela produção à sua volta (e nem era nada de especial no fundo: um palco excelente, luzes bem aplicadas, projecções simples no fundo do cenário...).
Poder ainda ver estes senhores a tocar pode ser considerado um privilégio e uma honra em boa verdade.
São poucos os músicos actualmente que transpiram classe, estilo, profissionalismo, como o Tony Iommi, Geezer Butler, Dio e Vinni Appice. Fazem-no parecer tão simples...mas na verdade estão num patamar muito superior.
Portanto foi caro, mas compensou. Mais uma viagem que correu bem!Agradecimentos especiais à trupe do costume: Pedro, Nuno, Daniel e Ricardo, mais ao Bartolomeu e ao Rui Paulo dos Alkateya e ainda ao Fernando, Paula e Cabriti que encontrámos em Londres. Next!







sexta-feira, novembro 09, 2007

Wembley Arena


Longe vão os tempos em que ir ao Porto na Renex e atravessar a pé a cidade e o rio para ir ao Hard Club em Vila Nova de Gaia era uma aventura daquelas. Hoje, na London Wembley Arena vamos ter o privilégio de rever a verdadeira classe e estilo em palco, quiçá pela última vez.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Rufus @ Coliseu dos Recreios

Bem, nunca mais volto a falar mal da acústica do Coliseu. Num dos vários momentos altos da noite Rufus Wainwright comenta com o público que a sala era bastante antiga, do tempo em que não havia amplificadores e microfones, pelo que "isto pode resultar", disse ele. "Isto" foi grande parte da banda e ele próprio chegarem-se à boca do palco e, sem qualquer amplificação para os músicos, e sem qualquer microfone para ele, tocarem uma canção folk irlandesa, em gaélico, chamada "Macushla". E não é que se fizeram ouvir por todo o Coliseu, cheio e em silêncio absoluto?
Mas antes desse momento já o concerto podia ser considerado como um dos melhores. Um "daqueles" concertos de que uma pessoa se vai lembrar por muito tempo ainda. Muito contribuiu para isso a personalidade de Rufus, autêntico showman, performer, frontman, stand up comedian, etc. E claro...um vozeirão troante, mas limpo e cristalino. Foram quase 3 horas de concerto, contando com um intervalo de pouco mais de 10 minutos, durante as quais, o homem 'cantou e encantou', para usar um chavão batido. Eis como se dá um concerto: há que comunicar com o público, seja com a música, seja com o que for. Acima de tudo há que abordar a audiência não como um dado adquirido e na 'palma da mão', mas sim como um objectivo a conquistar, e aconquistar com humildade, sem grandes fanfarronadas. E o Rufus, para sorte dele e nosso deleite, soube bem como fazer isto.

Canções brilhantes, comentários cómicos, histórias hilariantes, piadas com...bom, com piada mesmo, fizeram deste um concerto para recordar.

Ponto negativo para o público que ainda se encontrava fora da sala à hora marcada. Pois foi, que coisa esquisita, o concerto começou às 21h15, hora marcada no bilhete. É mesmo muito esquisito. Enfim...vá lá que se redimiram depois mostrando que, se por um lado, a pontualidade ainda não é o forte do tuga, por outro já parecem saber esperar para aplaudir...esperar pelo fim das canções.

Aqui está uma boa review do concerto: BLITZ


SETLIST:

Release The Stars
Going To A Town
Sanssouci
Rules and Regulations
Danny Boy
Cigarettes and Chocolate Milk
Art Teacher
Tiergarten
Leaving For Paris
Between My Legs

2ª PARTE

The Consort
Do I Disappoint You
Foggy Day In London
If Love Were All
Nobody's Off The Hook
Beautiful Child
Not Ready To Love
Slideshow
Macushla
14th Street

ENCORE

I Don't Know What It Is
Poses
Somewhere Over The Rainbow

ENCORE

Get Happy
Gay Messiah










terça-feira, novembro 06, 2007

And Now For Something Completely Different....

Há uns bons anitos arranjei maneira de ir ver os Keane ao Coliseu dos Recreios, o que é o mesmo que dizer que fui à borla. Estes meninos tinham acabado de lançar o seu primeiro álbum e eram vistos como os "novos Coldplay" (que, por sua vez, já tinham sido os "novos Travis"...). As musiquitas até eram agradáveis ao ouvido e sempre tinha alguma curiosidade para ver como é que uma banda sem guitarra, apoiando-se fortemente no frenético teclista, se sairia ao vivo. Era à borla e portanto não se perdia grande coisa. Errado. Perdeu-se tempo. O concerto desses jovenzitos proporcionou-me uma interessante paleta de emoções, começando na normal, semi indiferença, semi curiosidade do pré concerto, para passar para a estupefacção aquando do início do mesmo, hilariedade em geral na maior parte do espectáculo, para acabar no constragimento de estar ali a ver aquilo e aborrecimento entediante do "mas quando é que isto acaba?". Revelaram uma inépcia desconfortável, uma espécie de amadorismo 'bonitinho' e uma incapacidade de verdadeira comunicação com o público (cuja maioria, diga-se em boa verdade, já estava em histeria). Enfim, o total descalabro. De tal forma que, o que antes nem me irritava ouvir, ficou de tal forma marcado que nunca mais consegui ouvir os meninos da mamã (salvo uma vez, num SBSR, de longe, alguns anos depois, quando comprovei que continuavam na mesma).

MAS, não acabou por não ser uma perda de tempo afinal, pois a primeira parte daquele concerto inenarrável ficou a cargo do Rufus Wainwright, que nunca tinha ouvido até então. Em pouco mais de meia hora mostrou como se dá um concerto. É claro que ajuda muito ter canções de facto boas. Foi uma meia hora que valeu, certamente, por todos os concertos dos Keane. Cada uma das canções tinha personalidade e "agarrava" o público de uma maneira bastante intensa e curiosa. Música pop sim, mas carregada de tragédia épica, pompa e circunstância, barroca mesma. Cheia de influências de música clássica, o que não será estranho quando o próprio revela ser esse o seu estilo de música preferido que, infelizmente "não dá dinheiro", como afirma numa recente entrevista. Da última vez que veio cá, em nome próprio não houve "tempo", mas hoje há, felizmente.








"Going To A Town"

domingo, novembro 04, 2007

Halloween

Bom, bom, bom...que dizer? Os Moonspell arrasaram um Coliseu (cheio que nem um ovo) de alto a baixo num concerto de praticamente (e surpreendentemente também) 2 horas. Como se esperava tocaram o "Under Satanae" na íntegra, o que significa que tocaram o primeiro álbum "Under The Moonspell", a demo "Anno Satanae" e ainda a única canção dos tempos em que eram conhecidos como Morbid God. Foram 50 e tal minutos brutais, completos com um excelente trabalho cénico. A começar logo com o próprio Ribeiro a surgir encapuçado a segurar uma cabeça de bode em madeira num bastão durante a intro "Halla alle halla al rabka hall", bem enquadrado por duas moçoilas a fazerem a proverbial dança do ventre. A partir daí foi um comboio de alta velodidade que "atropelou" o público do Coliseu, apenas parando nas mais amenas e bucólicas "estações" de "Interludium" e "Chorai Lusitânia".
Presença de palco, postura, tudo esteve em cima, com o Ribeiro a puxar pelo público como é raro vê-lo.
No fim desses 50 e tal minutos alucinantes deram-nos as duas primeiras canções do "Wolfheart", fazendo com que todos desejassem que eles também tocassem este na íntegra. Mas não seria assim, infelizmente, e passaram para o álbum "Irreligious" onde pontua a bomba que é "Opium" que, como é costume, deitou a casa abaixo.
O resto do concerto foi completado com mais alguns hinos da banda que, sinceramente, merece todo o reconhecimento que tem.

Halla alle halla al rabka hall
Tenebrarum Oratorium I
Interludium
Tenebrarum Oratorium II
Opus Diabolicum
Chorai Lusitania
Goat on Fire
Ancient Winter Godess
Wolves from the fog
Serpent Angel
---------------
Wolfshade
Love Crimes
Opium
Ruin and Misery
Luna
Finisterra
Vampiria
Alma Mater
Mephisto
Full Moon Madness

Setlist apenas 99% perfeita, pois a "Luna" quebrou um pouco o ritmo, mas tinha de ser, não só para descanso geral, mas também pelo facto de ser o single do último álbum e que muita exposição lhes deu. A "não sei quantas" Sofia da banda Cinemuerte subiu ao palco para cantar em dueto e saiu-se bem. Mas as 5 que vieram a seguir compensaram e muito. De resto ainda tiveram a simpatia de agradecerem às outras bandas Root e Kalashnikov, tocando um pouco de uma música de cada um e que diferença substancial, mas já lá vou). Tudo isto junto, mais algumas câmaras, leva-me a pensar em DVD...
Os Kalashnikov...enfim, são uma banda para a palhaçada, mais nada. Mas é uma palhaçada bem
feita e divertida o suficiente. O frontman (não direi vocalista) esteve bem, numa postura enérgica, mas claramente a gozar e a encarnar o personagem. Os restantes músicos foram competentes a acompanhá-lo. Têm uns refrões (fáceis) mas que pedem mesmo a participação do público (estilo "Crush'em" dos Megadeth, uma canção básica, mas que ao vivo puxa por qualquer um).
Os Root eram diferentes, uma banda antiga, com fãs, etc e tal. Infelizmente não me disseram nada. Aliás achei-os mesmo aborrecidos de morte. Aqui e ali havia alguma coisa de interessante, mas não me convenceram em absoluto. O único elogio que
lhes posso fazer é que são de facto originais, pois não me lembraram nenhuma banda (os próprios Moonspell também têm essa virtude, mas são tãããão melhores). No fundo a minha reacção a estes checos foi: "Que raio é isto!???". Pelo menos com os Kalashnikov diverti-me a ouvir as patacoadas sobre a Al Qaeda e o Hezzbollah, e a ver os videos que acompanharam o concerto todo.



sexta-feira, novembro 02, 2007

Quando?





Um dos melhores trailers dum filme de animação.... enough said.