quarta-feira, outubro 31, 2007

Sarau cultural de hoje:



O Halloween...enfim, está bem. Penso que mal se falava disto há coisa de pouco mais de 10 anos. O máximo que se ouvia falar disto era no Charlie Brown, ou num ou noutro filme americano. Grande tradição por essas bandas....aqui também o será, se continuar assim. Nada mais jeitoso para algum comércio que um Carnaval antecipado (ou atrasado?). Whatever....pelo menos já serve para um bom pretexto para um concerto de Moonspell na capital. E como o Halloween é uma data de palhaçada, lá convidaram os Kalashnikov....enfim...



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terça-feira, outubro 30, 2007

segunda-feira, outubro 29, 2007

sexta-feira, outubro 26, 2007

The place tonight...







E desta vez vou ver por dentro.


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quarta-feira, outubro 24, 2007

The Rutles, a living legend that will live long after other living legends have died


Uma divertida sátira aos The Beatles e à Beatlemania, criado por Eric Idle e Neil Innes. O filme ou "mockumentary" que inspirou Rob Reiner a criar o seu "This Is Spinal Tap". O mundo da música mudou quando os Pre-Fab Four, Ron Nasty, Dirk McQuickly, Stig O'Hara e Barry Womble se encontraram no início dos anos 60.

Os The Rutles surgiram pela primeira vez num sketch de Eric Idle na série da BBC "Rutland Weekend Television", a série que se seguiu à dissolução dos Monty Python. Não é uma ideia tão inesperada sabendo das ligações estreitas entre os Python, os Beatles e os Bonzo Dog Doo-Dah, banda de Neil Innes.

Podemos, assim, seguir toda história dos The Rutles, desde o anonimato até ao declínio com o álbum "Let It Rut". Participações especiais de Mick Jagger, Bianca Jagger, Bill Murray, Dan Aykroyd, John Belushi, Michael Palin, Ron Wood, Gilda Radner, e o próprio George Harrison.

Vê-se com bastante agrado, embora a descrição da vida dos The Rutles não seja tão cáustica como se poderia esperar. É uma sátira relativamente leve. As melhores piadas encontram-se no desenrolar do próprio "documentário", mas há que dizer que a cena em que Ron Nasty conhece a mulher da sua vida, Chastity, numa exposição de arte desta, é bastante forte! LOL


Intro de "The Rutles - All You Need Is Cash"





Ron Nasty conhece Chastity numa exposição:





Ouch!





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domingo, outubro 21, 2007

Baroness - "The Red Album"



Boa descoberta, feita ao ler a Underworldmag (http://www.underworldmag.org)



A escolha dos títulos "First" e "Second" para os dois primeiros EP’s dos Baroness e "Third" para o split com The Unpersons é algo de tão Led Zeppelin que não dá para deixar de simpatizar. E se os títulos dos álbuns vierem a ser todos nomes de cores, ganhará contornos Monty Python independentemente do profundo significado que possam ter para os seus autores. Vermelho é a cor do primeiro álbum dos Baroness, a banda que, não oficial mas oficiosamente, ocupa o lugar dos Mastodon na Relapse. Embora as comparações nos EP’s fossem inevitáveis, os Baroness seguem agora uma linha mais melódica e graciosa, já algo evidente no referido split, em detrimento da agressividade dos primeiros.
"The Red Album" é um álbum tão preciso quanto exploratório, cuja instrumentação evoca um sentido etéreo e esvoaçante. A voz surge mais como elemento dramático que propriamente num sentido vocal Rock, apontando no sentido da esperança e optimismo, independentemente das trágicas circunstâncias que a parecem envolver. A inteligente sequência das faixas dá-lhe um sentido ondular, em que uma escrita elaborada e marcada por complexas dinâmicas colhe cada onda e constrói a seguinte. Esse acaba mesmo por ser um dos mais interessantes aspectos deste disco: a constante sensação de fluxo, crescimento e transformação a cada nota debitada sem resvalar para o campo onanista ou redundante.
As suas influências estão presentes e são notórias mas os Baroness criam soluções, procuram caminhos e possibilidades que outros nem ousariam. E a marca de uma grande banda é a capacidade de assimilar a influência de um conjunto de artistas e reconfi gurar todas essas sonoridades em algo único e transcendente.
4,6 RA

quinta-feira, outubro 18, 2007

Death at a Funeral

Por um lado, bilhetes à borla para serem usados exclusivamente nos cinemas Lusomundo, pátria dos Pipoqueiros, dos Sorvedores de Refrigerantes Em Alto Volume e dos Comentadores de Filmes Em Voz Alta; por outro lado, o facto de o prazo de validade dos mesmos estar a acabar, levou-nos ao Vasco da Gama, esse magno estabelecimento comercial, já apelidado de "Júlio de Matos" (outra história), para utilizar os mesmos. Tarefa difícil, mas acábamos a ver este cujo cartaz adorna este post.
Filme de Frank Oz, o comparsa de Jim Henson nos Marretas, voz do Sapo Cocas, da Miss Piggy e também do Yoda do Star Wars, entre outros. Pelos vistos também é realizador. Os outros filmes, confesso, passaram-me ao lado; se bem que, após consultar a filmografia do homem reparo que ele realizou o razoavelmente divertido "What About Bob?", com o Bill Murray e Richard Dreyfuss e o horrendo "The Stepford Wives" com a Nicole Kidman, Matt Broderick e o Christopher Walken. Os outros filmes no los conosco.
Este "Death At The Funeral", felizmente alinha no lado dos divertidos e não dos horrendos. Premissa simples: o patriarca de uma familía de classe razoavelmente alta britânica acaba de falecer e a família prepara-se para fazer o respectivo enterro. Para este evento social imensa família e amigos são convidados. A confusão rapidamente se instala e é inacreditável a quantidade de coisas que podem correr mal num funeral. Humor bastante negro e, por vezes, cruel, combinado com uma boa dose de humor mais "alarve", completo com uma cena de "retrete" em que um hipocondríaco ajuda um paralítico a sentar-se, e um outro jovem com uma "pedrada" tal que sente a necessidade de derrubar o caixão no meio do elogio fúnebre e passear-
se nu pelo telhado da casa.. Não se pode dizer que seja um filme excelente, mas que garantidamente irá arrancar muitas e valentes gargalhadas ao público. Uma comédia eficaz, a tentar puxar para o tipo de comédia britânica de "Quatro Casamentos E Um Funeral", embora seja bastante mais negra. A cena inicial em que os cangalheiros, com toda a pompa e circunstância, revelam um caixão com um morto enganado, dá o tom para o restante filme, em crescendo.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Obrigado GoDog!

A internet (também) tem destas coisas. Nem tudo pode ser mau afinal! Já AQUI tinha falado desta banda de Barcelos, os GoDog, que vi no mês passado na Festa do Avante. Na altura, como disse, a banda fez o lançamento (literal) do seu CD-demo, mas eu, infelizmente, não consegui apanhar nenhuma cópia. Mas qual não é o meu espanto quando a própria banda se ofereceu para me enviar um exemplar, depois de ter encontrado aquele meu post. Foi muito simpático da parte deles. Obrigado aos GoDog. O CD chegou ontem à minha caixa de correio e, agora, para além da música, a qual já merece as melhores críticas, tenho também de dar os parabéns à banda pela apresenção do produto que está, sem dúvida, original e com um cuidado excelente. Parabéns a quem vos trata do design. Dá gosto assim!


Quanto ao disco em si, não desilude. Se bem que devo dizer que gostei mais de vê-los ao vivo. A energia e intesidade sentem-se mais facilmente.É uma demo de três temas, mais um bónus, onde mais uma vez se pode ver que talvez fosse uma boa ideia apostar nos GoDog. Continuam a ser originais cá no nosso burgo, e o facto de ser música instrumental não deveria ser impedimento a que alguma editora fizesse essa aposta. A falta de vozes não deverá impedir a comunicação com o público...quando pus o CD a rolar surpreendi-me....então não é que me lembrava das músicas? Óptima característica em composições instrumentais.



Medley do concerto no Avante:



Concerto este que me tornou fã e, a julgar pela quantidade de comentários ao video, a muitas mais pessoas. Ainda bem, pois espero ver estes gajos a crescerem ainda mais!

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terça-feira, outubro 16, 2007

Dark Passion Play

Ora aqui está algo que me surpreendeu. Mesmo achando que a fórmula já estava a ficar esgotada, a saída da Tarjeta indiciava que esta banda iria ter uma tarefa monumental pela frente, e que, o mais certo, era afundarem-se no lodo do esquecimento.
Sinceramente pensei que iriam arranjar uma miúda qualquer e tornarem-se em mais uma aborrecida banda de gaja esganiçada que por aí tanto pululam. A primeira música "Eva" pareceu confirmar a minha ideia. Portanto quando pus as mãos no álbum completo dediquei-me a ouvir já com a perspectiva do "vamos ouvir para depois podermos falar MAL à vontade!" Sinceramente ouvi-o à espera de não gostar. Não vou chegar ao ponto de dizer que fiz o possível para não gostar do raio do disco, mas foi mais ou menos isso...lololol Mas a verdade é que...gostei. Por incrível que pareça, a alma da banda não era a Tarjeta, mas sim as composições do Tuomas Holopainen. E estas composições atingiram um grande nível neste disco, onde pela primeira vez utilizaram uma orquestra completa para gravar, uma opção ambiciosa e cara. Todavia, estou em crer que iá compensar.
E a voz? Muito diferente de facto, o que só lhes ficou bem, porque tentarem encontrar uma cópia da outra (para além disso ser difícil) seria algo ridículo. A Anette Olzon, trouxe uma voz menos operática, mas muito mais integrada na música. A voz deixou de ser o ponto principal de atenção dos Nightwish, para agora ser a música como um todo. É mais um instrumento em sintonia com os restantes, e já não o ponto fulcral que se destacava. E se é inegável a qualidade da voz da Tarja, também é verdade que a mesma já não vinha sendo usada na sua plena capacidade nos últimos discos, dando-se cada vez mais enfâse à música e exigindo-se cada vez menos a voz operática que tornou os Nightwish conhecidos. Portanto, é bem possível que, se é esta a nova orientação musical da banda, se é assim que pretendem soar, é bem possível, dizia, que com a Anette Olzen estajam melhor servidos, mesmo sendo claro que a sua voz não é tão poderosa como a da Tarjeta.

Enfim, uma surpresa, e dia 19 de Abril, se tudo correr bem, cá estarão.

Amaranth:



Bye Bye Beautiful:

domingo, outubro 14, 2007

Ah...




14 de Outubro....


Já vão dois...

Ainda ontem era só um....

sexta-feira, outubro 12, 2007

Metal!

E foi uma boa noite de metal mais extremo sim senhor. O Coliseu dos Recreios é, sempre foi e será, uma sala excelente para qualquer tipo de espectáculo. Estranhamente consegue quase que coverter-se, qual camaleão, para dar o ambiente certo a qualquer espectáculo. Na terça-feira não foi excepção. Bastante gente, mas longe de estar cheio, foi o que os Dimmu Borgir e os Amon Amarth encontraram.
Antes tocaram os Engel, outra banda sueca, dos quais apenas vi os últimos 3 minutos. Não me parece que tenha perdido alguma coisa importante, como já vai sendo apanágio destas bandas de pré-aquecimento. Tinham alguns nomes de peso como os guitarristas Marcus Sunesson (ex-The Crown), Niclas Engelin (Passenger, ex-Gardenian, In Flames) e o baixista Michael Håkansson (ex-Evergrey), mas em boa verdade não me pareceram muito entusiasmantes.
O verdadeiro ponto alto da noite (logo se veria se se confirmaria tal, mas a certeza era mais que muita) foram mesmo os suecos Amon Amarth, pela primeira vez por cá. Já tinha tido oportunidade de os ver pelas Alemanhas, mas foi a primeira vez que os vi sem ser debaixo de um sol abrasador. Aqui o ambiente de Coliseu jogava a seu favor. Que dizer? Perfeitos. Executaram o seu death metal melódico com muita garra e energia, usando e abusando dos seus riffs mais pesados entrecortados com os solos mais harmónicos. Deram tudo por tudo, e o público também, sendo visível a (alguma) surpresa e satisfação na cara de Johan Hegg o énérgico e brutal frontman da banda. De tal maneira que já os roadies desmontavam o palco ainda ele estava em cima dele, sozinho com uma bandeira de Portugal aos ombros a agradecer ao pessoal. Deixou o palco com o público rendido. Foi unânime o sentimento de "Depois disto, os Dimmu Borgir vão ter de se esforçar muito para superarem".

Setlist:

Valhalla Awaits Me
Runes to My Memory
Death In Fire
Cry Of The Black Birds
Fate of Norns
Asator
Victorious March
Pursuit of Vikings


Seguiram-se os cabeças de cartaz (embora a maior parte das pessoas se referisse a este evento como "o concerto de Amon Amarth") os noruegueses Dimmu Borgir. Não superaram, mas não envergonharam nada. Sempre gostei deles, mesmo sabendo que, tal como os Cradle of Filth, e outros, fazem parte da porção mais mainstream do black metal. Pouco me importa isso, uma vez que aprecio o estilo melódico/sinfónico que imprimem ao black metal que tocam. MAS, torna-se muito difícil conseguirem transpor para o palco o que fazem em estúdio. São muitos pormenores e coisas a acontecerem na música. Tantos que facilmente pode resvalar para a cacofonia e anarquia musical numa verdadeira wall of sound entediante. Foi assim nas duas primeiras vezes que os vi. Desta vez posso dizer que tiveram um som muito bom, na medida do possível e deram um concerto muito bom, pleno de teatralidade e com boa comunicação com o público. Verdade ou não, o que é certo é que quase que se podia dizer que depois do concertaço de Amon Amarth os Dimmu Borgir se esforçaram mesmo para não serem "corridos do palco". E deu frutos...não foram melhores que Amon Amarth, mas deram um concerto muito bom, e há que louvá-los por isso.

Setlist:

Intro
Progenies of the Great Apocalypse
Vredesbyrd
The Serpentine Offering
The Chosen Legacy
The Sinister Awakening
Grotesquery Conceiled
A Succubus in Rapture
Fear and Wonder (Intro)
Blessings upon the Throne of Tyranny
Spellbound (By The Devil)
Sorgens Kammer – Del II
The Insight and the Catharsis
The Sacrilegious Scorn
Puritania
Mourning Palace
The Fallen Arises (Outro)

Amon Amarth:




Dimmu Borgir:



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terça-feira, outubro 09, 2007

Pronto...



...lá vai o pessoal do "Música no Coração" fugir apavorado a sete pés quando repararem na diferente fauna que hoje povoará as Portas de Santo Antão! LOL
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quinta-feira, outubro 04, 2007

Novo

Era uma pena que aquela banda que interrompeu a carreira com um álbum tão bom como o "Beyond Good & Evil" há uns quantos anos e, principalmente, a banda que deu o concerto que deu no SBSR do ano passado ficasse apenas por aí. Most excellent.

terça-feira, outubro 02, 2007

De facto...

...é um excelente filme. Poucas trilogias se podem gabar de terem um capítulo final melhor que os anteriores -que já eram muito bons- coisa que esta pode fazer à fartazana. Um filme de espionagem/acção inteligente, bem escrito e emocionante. Foi o único dos três que vi no cinema. Os anteriores, não sei porquê, não me atraíram. Pensei que seria apenas mais um, além de que, acho que qualquer pessoa pensaria que o Matt Damon na pele dum super soldado seria um erro de casting flagrante.
Mas não, após ver os dois primeiros episódios em DVD cedo corrigi esta ideia. Grande parte do interesse do filme vem principalmente da actuação surpreendentemente credível do rapaz. Se calhar nem ele sabe como, mas a verdade é que encontrou a fórmula perfeita para interpretar o atormentado Jason Bourne. Algo na postura, na atitude, na expressão, convence o maior dos cépticos. Aliás, consta que a renovação do James Bond no último filme com o Daniel Craig deveu-se muito a esta trilogia Bourne.
O fim perfeito da trilogia. E por mais que tenha gostado da personagem espero sinceramente que não façam mais. Mais vale acabar em grande.