quarta-feira, setembro 26, 2007

Eis mais um.

  • Mais um filme que adapta um conto do Philip K. Dick.
  • Mais um filme do Nicolau Jaula e a sua cara sofredora de "coitadinho, tenho prisão de ventre".
  • Mais um filme cujo argumento exige muita "fé" do público (don't ask why or how, it's just a movie!).
  • Mais um filme que nos dá um final choque, ie, a reviravolta total e desconcertante.
  • Mais um filme que se vê bem e descontraidamente mas que, se se pensar bem é algo débil.

Enfim, entretenimento do qual não se pode nem deve exigir muito. Vê-se bem como disse, mas há certas e determinadas coisas que escapam à compreensão mais básica do espectador. Muito bem, é sempre cool deixar muito à imaginação do público, mas acho que este deixa não só demasiado à imaginação, como também quase que pede ao pessoal que preencha os "gaps" e "plot holes" que vão aparecendo. Mas pronto, fora isso está bem filmado até, boa fotografia (surpreendente até), e deixa-se ver. Então numa tarde de Domingo chuvosa e gelada na TV, ainda melhor deveria ser!

Next (digo eu): "Bourne:Ultimatum", esse sim é que é a sério.

terça-feira, setembro 25, 2007

Uma hora e meia

Falta uma hora e meia para a hora sagrada. Dependendo claro se sair mesmo à hora.
O que mais me incomoda nestes trabalhos é o tempo que se perde por dia nele. Um gajo tem de estar aqui de manhã até à tarde porque sim. Não é por isso que se trabalha mais ou menos, mas se está no contrato...Deste raciocínio passo para o passo seguinte que é o de "trabalhos por conta própria, independentes é que é". Mas é um passo em falso, pois rapidamente me lembro de como 9 em cada 10 vezes o benefício de sermos nós próprios a fazer o nosso horário de trabalho, significa passar ainda mais horas a trabalhar, a não ter férias como deve ser, a preocuparmo-nos ainda mais. O problema é mesmo o trabalho! Tira-nos demasiado tempo livre para nós e para os outros a quem queremos dar o nosso tempo. Mas depois...se não se trabalha não há guito, se não há guito, provavelmente os tempos livres não eram tão bem aproveitados. Um gajo trabalha para ter dinheiro para os tempos livres, mas depois não tem tanto tempo livre por causa do trabalho. Goddamn it! Faz-me lembrar a "Lost in America" do Tio Alice:

I can't get a girl
cuz I ain't got a car
I can't get a car
cuz I ain't got a job
I can't get a job
cuz I ain't got a car
So I'm looking for a girl with a job and a car
Don't you know where you are
(...)
I can't go to school
cuz I ain't got a gun
I ain't got a gun
cuz I ain't got a job
I ain't got a job
cuz I can't go to school
So I'm looking for a girl with a gun and a job ( and house... with cable )
Don't you know where you are

Lost in America
Anyway...já se passaram 10 minutos a escrever isto.

segunda-feira, setembro 24, 2007

E foi bom sim senhor.

Foi um bom concerto dos Paradise Lost. O único senão destes senhores é que ao vivo mantém algum distanciamento entre eles e o público. Há poucos sorrisos e pouquíssimos "contactos oculares". São um tanto ou quanto frios e distantes. Crus, como já li algures. No entanto, a música é (novamente) excelente, e isso basta para que o concerto em si tenha sido muito bom. Seja como for, a verdade é que o metal mais melancólico e contemplativo que os popularizou também torna difícil outro tipo de atitude em palco...não faria sentido vê-los a rir e a saltar constantemente quando tocam o que tocam. As novas canções do novo "In Requiem" funcionam extremamente bem ao vivo, não tendo prejudicado em nada a escolha de 6 músicas novas. Aliás a setlist foi bastante bem escolhida e variada, sendo apenas de não perdoar a falta de algumas 'imprescindíveis', como a "The Last Time", "Hallowed Land" e "Embers Fire". Mas em geral a setlist levou-nos numa viagem pelos vários álbuns da banda (excepto o "Lost Paradise" e o "Believe In Nothing", que não fizeram falta nenhuma), sendo que a única crítica que farei dirige-se apenas à curta duração: 1h15m podiam ter sido acrescentadas com mais 10 minutos e todos ficariam felizes. No entanto, esta crítica não é tão forte assim, pois a verdade é que o concerto que deram foi excelente.

1. The Enemy
2. Grey
3. Ash & Debris
4. No Celebration
5. So Much Is Lost
6. Pity The Sadness
7. Praise Lamented Shade
8. Enchantment
9. Requiem
10. Gothic
11. Unreachable
12. As i Die
13. One Second
--------------------------
14. Never the Damned
15. Over The Madness
16. Say Just Words

Esperava mais uma canção pelo menos, mas mal tinham saído do palco já as luzes se tinham começado a acender para mandar o pessoal embora. Soube a pouco, mas soube muito bem. Sempre mereceram o meu respeito mesmo com as opções musicais mais questionáveis dos últimos anos, mas a verdade é que a música deles não me dizia nada há muito tempo. É bom ver isso a mudar!
Das outras bandas, os tais Neurosonic nem os vi, tocaram enquanto procurávamos um sítio qualquer para jantar (assunto que só por si mereceria um post, de tal forma foi absurdo como tudo estava fechado naquela terra). Os Eyes of Eden ainda vi, mas eram de tal maneira aborrecidos, com a costumeira gajaestridente a gritar que optei por sair para me poupar ao calor desgraçado que fazia naquela sala. Não se perdeu nada!


Mais recuerdos:

Estes horrivelmente gravados por moi même:





E estes melhorzinhos pelo/a AliceDamnation:




Ah, e fotos da autoria do Cabriti. Thanks.

terça-feira, setembro 18, 2007

10 anos depois



Bom, hoje vou confirmar se o que aqui está escrito corresponde à verdade. Uns tais de Neurosonic (industrial/gothic) e Eyes of Eden (sinfónico) na primeira parte. Provavelmente durante a hora de jantar, embora pretenda ver os últimos. Sempre quero ver o que o Waldemar Sorychta anda agora a fazer, depois dos Grip Inc. Quanto aos Paradise Lost... vamos lá ver se a surpresa que foi o disco continua ao vivo. Enfim, vai ser a terceira vez que os verei. A última foi há exactamente 10 anos (no Coliseu de Lisboa quando ainda eram grandes por cá), e espero que mantenham um padrão alto.


sábado, setembro 15, 2007

Gosto

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim

Jorge Palma




Infelizmente, como seria de esperar, as várias estações de rádio que por aí pululam já se dedicam a assassinar a canção de TANTO que a andam a passar. Bolas!

sexta-feira, setembro 14, 2007

A OSGA

Não, não me refiro à Off Shore Gaming Association que se pode encontrar no simpático site www.osga.com Refiro-me antes àquele bicharoco escamudo tão comum por aí.

Este:


O meu nome vulgar: Chamo-me Osga
O meu nome científico é: Tarentola mauritanica
Como sou: Sou um animal de tamanho moderado, atingindo em média um comprimento de 8,5 cm. Tenho um aspecto aplanado, com uma grande cabeça bem destacada do corpo, tenho olhos grandes e redondos.
Como e onde vivo: Vivo em toda a Península Ibérica e em Portugal sou abundante no centro e sul do país, sendo muito rara no Norte. Gosto de viver em zonas rochosas ou pedregosas, no entanto também me sinto bem em zonas urbanas e rurais, onde apareço principalmente em muros, habitações velhas ou troncos apodrecidos. Hiberno entre Novembro e Fevereiro. De Inverno, antes de hibernar apareço de dia pois gosto de apanhar os poucos raios de sol, no Verão só apareço de noite para evitar as horas de mais calor.
Como me alimento: A minha alimentação é feita á base de formigas, aranhas, escaravelhos, moscas e mosquitos. No Verão gostamos de estar perto dos candeeiros à espera dos insectos que são atraídos pela luz.
Como me reproduzo:Normalmente reproduzo-me duas vezes por ano, uma em Março/Abril e outra em Junho/Julho. Nestas alturas apresentamos um comportamento territorial muito acentuado.
Porque estou em vias de extinção: O ser humano pensa que eu sou um perigoso e venenoso, por essa razão sempre que me vê tenta matar-me, o que dificulta a sobrevivência da minha espécie.
O que podes fazer para me salvar:Sensibiliza as pessoas para a preservação da minha espécie.



Too late :( Menos uma desde ontem à noite. Sorry about that. Diga-se, no entanto, que deu luta a sacana. Mas foi uma luta limpa. Grrrrr



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quinta-feira, setembro 13, 2007

Lazy World - Rant 23980

Wtf!? Foi o que me apeteceu dizer o outro dia qundo vi um petiz à porta dum qualquer estabelecimento comercial, à espera dos pais ou coisa que o valha. E isto porquê? Porque a pobre e entediada criança estava a fazer uma série de bolhas de sabão e a vê-las subir no ar até rebentarem. A estranheza da situação não está, como é natural, na existência de bolhas de sabão, nem, muito menos, no facto de as ditas subirem e rebentarem (deve haver alguma Lei que explique isso). A estranheza da situação estava sim, no facto, inaudito, de o gaiato estar a fazer as bolhas não à maneira antiga com aqueles tubos de plástico cheios de água e sabão (era o que dizia lá), com um aro pelo qual tínhamos de soprar, mas sim com uma MAQUINETA qualquer, uma geringonça de plástico e movida a pilhas, cuja única interacção que exige do seu utilizador deve ser o mero on/off num qualquer interruptor colorido. É difícil descrever o ar semi desalentado e amorfo do 'crianço' enquanto a maquineta zumbia e o anel incorporado metralhava bolhas de sabão como se não houvesse amanhã. É certo que em termos do binómio rapidez/eficácia, a maquineta era superior...mas...what's the point!? Obviamente o puto olhava com bastante desinteresse para aquilo. Provavelmente nunca pegaria no velhinho tubo de sabão e água, visto que os cérebros embotados por videojogos, desenhos animados duvidosos e afins, devem considerar tal objecto vindo da Idade da Pedra, vulgo Idade do Faz Tu Mesmo Que É Mais Divertido. Mas e daí talvez pegasse. Nunca se sabe.
Isto para dizer que a mente que imaginou um tal dispositivo deve ser das mais oportunisticamente preguiçosas das últimas décadas. De alguma forma conseguiram substituir uma actividade lúdica que exigia apenas uns pulmões e alguma perícia por uma máquina. Como se o objectivo daquilo fosse fazer apenas bolhas.Como se não fosse mais interessante ser o próprio utilizador a tentar fazê-las. Para preguiça estamos bem, hem?
É isto e o raio dos telemóveis! Não que tenha alguma coisa contra o raio dos bichos, mas que
diabos! As pessoas deixaram efectivamente de combinar encontros. Torna-se desnecessário aparentemente, uma vez que todos estão, natural e obrigatoriamente, contactáveis. Irra! Que irritação que é quando a pessoa que se quer contactar está incomunicável. É o "Depois ligo", "Depois logo se vê", "Depois combinamos". Tal como o tal tubo de sabão parece ser obsoleto, também a velha arte do "Olha, espero por ti neste sítio e a estas horas" também é já coisa do passado. As SMS, por mais úteis que sejam, e são, dominam, monopolizam, o Natal, entopem as antenas de qualquer um. Como é que raio nós (sim, também me incluo) fazíamos antes de termos estas coisas? Não sei...as pessoas combinavam e tinham de manter o combinado. Enfim.

PS: Por falar em Idade do Faz Tu Mesmo Os gajos da LEGO também vão pelo mesmo caminho. Como se já não bastasse o facto de as séries de LEGO da minha juventude: a Cidade, o Espaço, o
Oeste terem praticamente acabado, sendo subsituídas pelas séries idiotas do Harry Potter, Homem Aranha, Robin Hood, Star Wars, etc, que já não deixavam grande espaço à imaginação (pudera, já está tudo feito, era só construir o que eles mandavam), o outro dia encontrei um jogo de LEGO digital. É em tudo igual mas feito no computador para, segundo dizem "evitar a desarrumação das peças pela casa" (como se isso não fosse metade da piada!). Bom, saquei aquilo e instalei-o. Estive um ou dois minutos a mexer no programa (para o qual deve ser necessário alguma formação informática em programas de arquitectura), até que decidi apagá-lo. Estava a sentir-me idiota.

terça-feira, setembro 11, 2007

GoDog

Este ano a colheita foi bem proveitosa em termos de novas bandas. Sendo que a mais interessante de todas foi, sem dúvida, esta, os Godog de Barcelos. Mas antes uma palavra de apreço aos Spin City, os Wolfmother wannabes portugueses (completos com vocalista semi afro guedelhudo com patilhas a condizer), banda que tocou um rockzito fixe. Bom guitarrista e frontman, mas voz um bocado má. Deviam arranjar outro vocalista e deixar o rapaz concentrado na guitarra. E já agora deviam dizer aos outros elementos da banda (salvo o baterista, pelas razões óbvias) que não há que ter medo de se chegarem à frente do palco. É meio desiquilibrado ter um frontman hiperactivo e um baixista e segundo guitarrista o mais encostados possível ao fim do palco. Pareciam que estavam com medo. Do público e do líder que sem querer ainda lhes furava um olho com o braço da guitarra.
Depois os Rebel Inc., banda de Rock'n'Roll, meio AC/DC-Guns n' Roses, composta por miudagem cuja média de idades deveria andar pelos 16/17 anos. Mas mostraram atitude e presença em palco que falta a muitos. Só por isso já valeu. "enterraram" a "Paradise City" dos Gn'R, mas valeu o esforço. Dispensável era a versão dos Pearl Jam....mas pronto.

Quanto aos Godog a figura já foi outra.


O que fez a diferença foi uma atitude mais profissional, mais rodada, apesar de parecerem novos. Musicalmente estiveram muito bem, num estilo de heavy metal meio tradicional, meio progressivo. Os dois guitarristas estavam em uníssono, criando um efeito por vezes bem 'maidenesco'. A isto juntou-se a verdadeira originalidade de não terem vocalista e terem conseguido com sucesso integrar nalgumas músicas um violino, que deu um ambiente bem diferente do habitual. Espero sinceramente que consigam ter sucesso, e que eu ainda os volte a ver. Mas melhor que palavras, a imagem:

Tiveram direito ao coro do pessoal, à la Maiden:



A Carvalhesa tinha de aparecer:



A small one:

E pronto. Uma banda definitivamente original em Portugal. Heavy metal melódico e com garra, bem tocado, diferente do que por cá é habitual. Fizeram o lançamento (para ser levado à letra) do cd demo no concerto mas não apanhei nenhum infelizmente.



Para melhor ouvir:

Godog Myspace





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sexta-feira, setembro 07, 2007

Here i go again

Pela 13.ª ou 14.ª vez acho eu. Poucos nomes interessantes, como já é costume. Ainda assim espero conseguir ver os Blind Zero, os Blasted Mechanism talvez (com o António Chaínho, o que pode ser bom, e com os Kumpania Algazarra, que não são grande coisa), ainda os Chicago Blues Harp All Stars e definitivamente os The Levellers. Não deixa de ser estranho que tenham um destaque tão pequeno no cartaz...não faço ideia da importância desses senhores, mas pela primeira vez vai uma banda internacional de folk (bom, folk-punk) que eu não só conheço, como até discos deles tenho. A ver vamos. De resto....business as usual: discos, livros, calor (espero), andar dum lado pró outro, pão com chouriço e imperial e a eterna esperança que apareça alguma banda de jeito no Palco Novos Valores.

quinta-feira, setembro 06, 2007

WORLD TOUR 08 - EDDIE GETS HIGH AND GOES GLOBAL

Iron Maiden announce their most ambitious and extraordinary touring plans ever - and are very pleased to announce that this will include Australia for the first time in 15 years!
The 'Somewhere Back In Time' World Tour 2008 will be in three sections, starting in February and March 2008 with the first leg encompassing major concerts in 20 selected cities on five continents in seven weeks including India, Japan, North America, Central and South America, and, of course, Australia, opening in Perth on Feb 4 and continuing through Melbourne, Sydney and Brisbane.
The tour then continues with more concerts in North America in late May and June before finishing with a third leg in July and August encompassing major stadiums and festivals all over Europe. During the tour the band is expected to play to well over one and a half million fans and travel close to 100,000 miles.
In an historic first, Iron Maiden, their 60-strong crew and support staff and over 12 tons of equipment will be travelling around the world en masse for the first leg of the tour in a specially commissioned and converted Astraeus Boeing 757 decorated with Maiden and Eddie designs! Vocalist Bruce Dickinson, who is a qualified Airline Captain flying for Astraeus Airlines, will pilot the plane on its epic mission, flying over 50,000 miles.
Comments Bruce Dickinson, "We had the idea last year of converting a jumbo jet into effectively what would be a flying 113 ton 'splitter bus' for touring and we have been working seriously on it ever since. It's pretty complex but in the end we were able, with a lot of help from Astraeus Airlines, to overcome all the technicalities of customising the plane for our purposes. We are taking out the back 10 rows of seats to fit in a customised cargo hold that we can use again in the future if this jaunt works. This is in addition to all the standard storage holds. By taking band, personnel and equipment in one form of transport it makes all the touring so much easier and overcomes the logistical difficulty of people and equipment going in different planes. We can even work out exactly how big our carbon footprint is and take care of that responsibility! We will be packing as much of the show into the plane as we possibly can for this first leg and intend to give the fans something very special to remember. And it allows me to combine 2 of my greatest passions, music and flying!!"
To tie in with forthcoming 2008 releases on DVD of the classic 'LIVE AFTER DEATH' and 'MAIDEN ENGLAND' concert videos (more details coming soon) this tour, aptly entitled 'SOMEWHERE BACK IN TIME', will revisit the band's history by focusing almost entirely on the 80's in both choice of songs played and the stage set, which will be based around the legendary Egyptian Production of the 1984-85 'Powerslave Tour'. This will arguably be the most elaborate and spectacular show the band have ever presented, and will include some key elements of their Somewhere In Time tour of 1986/7, such as the Cyborg Eddie.
Steve Harris comments; "On the last tour we opened the show by playing our new album 'A Matter of Life and Death' in its 80 minute entirety. We thought we needed the challenge and it proved the right thing to do. However, it can be hard on the fans playing so much new material and we really appreciated the superb support they gave us. So now l guess it's payback time. It's tremendous to be able to use the profile of the DVDs to do what is effectively an 80's show. It will be enormous fun and by changing the approach to the songs we play tour by tour it keeps it fresh and interesting for both the band and the fans alike. l think 'Powerslave' was an incredible show with the Egyptian theme and look forward to seeing it all again myself. We have been planning this for a few years and hoping to take it to Australia - so we are all delighted that it has now worked out. I would also like to say that we are all are very grateful to our loyal fans in Oz who have kept the Maiden flag flying all these years and we are sorry to have disappointed you for so long. Thanks and see you there"
Rod Smallwood, Iron Maiden's Manager, further commented; "Following Bruce's various hints from on stage this last year about our plans for 2008 ("We are taking some time off to build some pyramids!"), fans have been pestering me for details of the tour and especially asking which songs from that era will be played. That may be as easy as a run in the hills but we will keep our aces close to our chest on this issue. I know it would only take a couple of minutes but at this stage of planning, I'd have to be clairvoyant to know what they will do. I'm sure though it will be no revelation for you that we intend to make up for those wasted years by visiting a large number of hallowed metal venues around the world. Historically 'Powerslave' was an incredibly important album for the band and it would be madness if we didn't give the fans a taste of the full on Iron Maiden show from that time. With our jumbo there really is no rime nor reason why the band cannot now visit fans almost everywhere as many have been real troopers to have waited this long. Heaven only knows what the band will choose but if l could and did tell you now l would have to shoot you! You'll all have to be patient and see. But it will be spectacular. No fear!!"

Historically, this will be Maiden's fourth Australian Tour having first toured in 1982 when 'The Number of the Beast' was Australia's number one album, then again in 1985 with the original 'Powerslave' show and most recently in 1992 with 'Fear of the Dark'. However a great deal has happened with the band since then, especially in recent years when ticket sales have continued to explode around the world as the band's loyal fan base continues to flourish. As Maiden have never had airplay or much video channel exposure anywhere in the world their popularity spread mainly by word of mouth on the back of a legacy of many great albums and an awesome live reputation With the ever increasing power of the internet the Maiden legend has fired the imagination of new young fans around the planet, and, although their audience spans two generations, it is now predominantly a young one, inspired by the massive legacy and influence of this unique band (and, of course, Eddie).

terça-feira, setembro 04, 2007

In The Valley

Sinto falta desta banda. Esta é do "Earth And Sun And Moon". Do "Diesel And Dust" já falei AQUI.




My grandfather went down with the Montevideo
The Rising Sun sent him floating to his rest
And his wife fled south to Sydney seeking out safe harbour
A north shore matron she became with some paying guests

My father went down with the curse of big cities
Traffic tolls and deadlines took him to his peace
Now Bob Dyer glued us to our seats
And lawns were always
victa neat
Whilst menzies fawned at royal fleet do you remember?

In the valley I walk, I took some comfort there
In the valley I walk, cold comfort I can hear you talk
In the valley I walk, who will take me there?

When my mother went down it was a stiff arm from Hades
Life surprises and tears you like the southerly
She always welcomed the spring always welcomed the stranger
I dont see too many around like this
Oh no, thats what Im looking for, yeah, what were looking for

In the valley I walk - who will take me there
In the valley I walk - cold comfort I can hear you talk
In the valley I walk - I took some comfort there
In the valley I walk - oh rough justice I hear you talk
In the valley I walk - to meet my watershed

I hope virtue brings its own reward
And I hope the pen is mightier than any sword
I hope the kids will take it slow
I hope my country claims its own

In the valley I walk - I cried yes I cried I was down then I crawled
Mercys arms all around me when I was down there
In the valley I walk - do you read me they can hear me in the valley


(moginie/garrett/hirst)

domingo, setembro 02, 2007

Hoje, Torre de Belém.

Next: 8 de Dezembro no Campo Pequeno!