sábado, março 31, 2007

Portugal dos Pequeninos I



"Allgarve"???
"O turismo em Portugal destina-se principalmente aos estrangeiros"????
Eu não sei, mas espero que ali o Pinho esteja MESMO preparado para "experiências que marcam". Acho que ele já está bem marcado pelo que é.

sexta-feira, março 30, 2007

It's Friday....

...e até Segunda-Feira, e na sequência do post anterior:




...NO FECKING WORK!!!




Cute.

quinta-feira, março 29, 2007

The Final Statement, When All Reason has Failed...

The "Big Flipper" is perfect for those drivers who want to make sure the other driver knows how you feel about them after they cut you off in rush hour traffic! The Big Flipper is a large closed hand that flips up a very large middle finger activated by a wireless remote control from up to 50' away!

Quer-me parecer que este pode ser um item de utilização mais variada. porquê restringir o seu uso ao trânsito? Pessoalmente vou ver se compro este artigo para o ter aqui em cima da secretária no trabalho. De certezz que vai dar um jeitão.


EDIT: Fui ver e, claro, já está esgotado!

segunda-feira, março 26, 2007

Moonspell-Incrível Almadense

E assim foi:




Opium ao vivo na Incrível Almadense, Sábado 24 de Março de 2007 (video de paulopetrucci)

Bom, Moonspell ao vivo em Portugal e em Lisboa já vai sendo uma ocasião rara, e ainda por cima à borla! Não custava muito dar um salto a Almada para ver os rapazes na renovada Incrível Almadense.
E assim foi. Lá apanhei o belo do cacilheiro mais um amigo meu e lá chegámos à porta da IA, onde já uma série de miudagem fazia uma fila relativamente grande. Eram 20h00 e as portas só abriam lá pelas 21h30, para um concerto marcado para as 22h00. Acabámos por decidir que já não tínhamos idade ou pachorra para estar mais de duas horas numa fila e fomos jantar num restaurante um pouco mais acima na rua. Comeu-se e bebeu-se muito bem! Ehehe. Quando saímos a fila tinha triplicado. Por momentos pensei que já não ia dar, mas a verdade é que o timing foi perfeito. Aquilo começou a andar e conseguimos entrar. A sala já estava praticamente cheia, tanto a plateia como os dois andares circundantes.

Eram 22H22 quando o concerto começou e foi um dos melhores concertos que já vi dos Moonspell (capaz de rivalizar com o de 1996 no Convento do Beato, curiosamente tb à borla). O som estava bom, as luzes também, o ambiente estava magnífico.
Este foi praticamente o concerto de “aquecimento” para a tour europeia que começou no Domingo em Milão. A banda estava cheia de força e visivelmente orgulhosa por estar a tocar na IA. O Fernando Ribeiro nunca parou de mostrar o seu agrado e respeito pela sala e pelos fãs da margem sul e afins. Aliás, o homem estava brutalmente inspirado! Ou mudou muito desde a última vez que os vi, ou então estava definitivamente numa noite “sim”. Fartou-se de falar e comunicar com o público, ora fazendo referências ao jogo da selecção e aos Belgas (ressalvando claro os metaleiros belgas lol), ora agradecendo ao público a sua presença e apoio, ao mesmo tempo que mandava umas farpas às promotoras incentivando-as a marcarem mais concertos de Moonspell em Portugal. Recordou os tempos em que eram uma banda jovem e as bandas portuguesas que na altura existiam e agora já desapareceram. Chegou inclusivamente a brincar com o público que gritava pela versão do “Noddy”. “Não sabia que pessoas tão cultas e inteligentes viam o Noddy...”, disse ele para gáudio geral LOLOL Falou das bandas estrangeiras que aí vinham e incentivou militantemente o pessoal a ir vê-las e a continuar a apoiar o heavy metal.

A setlist foi também excelente. Se bem me lembro foi assim:

Lowering Skies
Finisterra
Memento Mori
Wolfshade (Werewolf Masquerade)
Opium
Awake
Blood Tells
Everything Invaded
Nocturna
Vampiria
Alma Mater
Full Moon Madness
Proliferation
Mephisto
Tenebrarum Oratorium
Capricorn At Her Feet

Lá pelo meio o concerto foi ‘interrompido’ pelo Director da SIC Radical que lhes entregou o disco de ouro pelas vendas do “Memorial”. As câmaras estavam lá desde o princípio, mas penso que só filmaram parte do concerto. Há-de passar na SIC provavelmente.

O “Opium” e a “Alma Mater” iam trazendo a casa abaixo, como de costume. Muita gente ainda conhecia o “Tenebrarum Oratorium” o que ainda me surpreendeu. As novas canções funcionam muito bem ao vivo. A “Proliferation” é extraordinária mesmo, fazendo brilhar a bateria de Mike Gaspar e as teclas do Pedro Paixão.
Pessoalmente só não teria acabado com a “Capricorn At Her Feet”, mas tudo bem.

Acabou às 00h00, mais de uma hora e meia de concerto.

Depois ainda fomos dar uns giros pelas ruas e, meus amigos, deixem-me que vos diga, aquilo é bem fixe. Mais calmo, claro, mas há bastantes bares, com algumas pessoas a beber na rua, estilo Bairro Alto, mas muito mais descontraídos.
Entrámos num bar cujo nome não me lembro que estava a passar Iron Maiden e Manowar e afins e ainda acabámos no Lado Negro, bar de heavy metal por excelência com muito bom aspecto e estilo. Beberam-se mais umas aí, ao som dos Moonspell (era noite especial de homenagem) e voltou-se para baixo para apanhar o último barco às duas da matina.

Em resumo: um grande, mas grande concerto, muito melhor do que estava à espera sinceramente. Os Moonspell são uma excelente banda e são vergonhosamente desaproveitados cá no nosso burgo.


sábado, março 24, 2007

Later on...

Incrível Almadense 22h00

sexta-feira, março 23, 2007

And again...

Threshold

"Pilot In The Sky Of Dreams"


quinta-feira, março 22, 2007

O que ando a ouvir...

...e que vou comprar assim que chegar cá!




Threshold - "Dead Reckoning"

sexta-feira, março 16, 2007

A Headbanger's Journey

Sean Dunn is a 31-years old anthropologist who wrote his graduate thesis on the plight of Guatemalan refugees. He's also a lifelong metal fan. After years of studying diverse cultures, Sam turns his academic eye a little closer to home and embarks on an epic journey into the heart of heavy metal.

His mission: to try and figure out why metal music is consistently stereotyped, dismissed and condemned, even while the tribe that loves it stubbornly holds its ground - spreading the word, keeping the faith and adopting the styles and attitudes that go way beyond the music.

Sam visits heavy metal landmarks as far as flung as L.A.'s Sunset Strip, the dirty streets of Birmingham and the forests of Norway. Along the way the two sides of Sam - the curious anthropologist and the rabid fan - collide, as Sam explores metal's obsession with sexuality, religion, violence and death, meets his heroes, and discovers some things about the culture that even he can't defend.

Part social document, part celebration of a misunderstood art form, this docummentary is the first of its kind: a chance for metal fans to speak out and a window into a culture that's far more complex than it appears.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0478209/

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Metal:_A_Headbanger's_Journey

Official site: http://www.metalhistory.com/





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segunda-feira, março 12, 2007

sexta-feira, março 09, 2007

Good

Como ser bom? Basta não ser mau para se ser bom, ou é necessário mais alguma coisa? É esta a premissa base deste livro de Hornby, um dos meus escritores preferidos.
Uma das coisas que gosto mais neste escritor é que, por baixo de um estilo aparentemente simples e acessível, residem toda uma série de questões, problemas, assuntos e obsessões que dizem respeito a qualquer um de nós. Todos os personagens dele têm sempre algumas características ou questões com que a maior parte do leitor se pode identificar e projectar, mesmo no ,não tão apelativo para mim, “Febre do Estádio” que relata a obesessão dos adeptos do futebol.

Neste “Como Ser Bom” a narradora é uma personagem feminina, atormentada com o que se passa À sua volta. Katie Carr considera-se uma pessoa boa. Recicla, é contra o racismo, é uma boa médica que sofre por não poder ajudar mais os seus doentes, tenta ser uma boa mãe e uma boa esposa, o que neste caso é complicado pois o marido, David, é um escritor/jornalista do mais cínico, egoísta, sarcástico e furioso que há, autor de uma coluna no jornal local intitulada “O Homem Mais Furibundo de Holloway”. No entanto a entrada em cena de um ‘curandeiro’ muda radicalmente a vida do marido e a sua atitude para com os outros e o Mundo.

E é esta nova atitude que vem perturbar Katie que quer ser uma pessoa boa, e é justamente por isso que escolheu a medicina como profissão, ou seja, a fim de ajudar aos outros para se sentir melhor consigo mesma. Mas, será que isso basta? O comportamento do novo David deixa-a perplexa, e põe em xeque tudo que diz respeito à benevolência que ela julgava distribuir através do trabalho que exerce. E aqui, exactamente neste ponto, é que está o grande valor deste livro. O que é ser bom? Basta estar bem consigo mesmo, ou é necessário expandir os horizontes, e ver a coisa como um todo, onde cada indivíduo é uma célula de um organismo complexo e necessitado? E, sendo assim, é dever de todos colaborar para o bem comum? Pensamentos antagónicos (de Katie e David) expõem essas dúvidas através de prismas diferentes, não-convencionais.

A atitude aparentemente louca de David faz com que Katie questione toda a sua vida e as suas opções. Cada vez mais se torna difícil para ela viver com o marido e, também, consigo própria. E se isto parece dramático, é porque o é de facto. Mas Hornby consegue contar esta história, com a dose certa de humor e simplicidade, que tornam impossível não sorrir enquanto se lê este livro. E pensar também....




quinta-feira, março 08, 2007

XXI

Somos escravos do Ter e do Dever Ser, quando deveríamos servir o Ser.

Gunther Dünn

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quarta-feira, março 07, 2007

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...mas independentemente da distância que percorresse, independentemente de se ter familiarizado com as vizinhanças e ruas, ficava sempre com a sensação de estar perdido. Perdido, não apenas na cidade, mas também dentro de si. Sempre que dava um passeio sentia-se como se se deixasse a si próprio para trás e, entregando-se ao movimento das ruas, reduzido a um olho que vê, conseguia escapar à obrigação de pensar, e isto, mais do que qualquer outra coisa, trazia-lhe uma certa paz, um salutar vazio interior. O mundo estava no exterior de si, à sua volta, perante si, e a velocidade com que o mundo mudava impossibilitava-o de se prender por muito tempo a uma única coisa. O movimento era a essência, o acto de pôr um pé diante do outro e seguir a errância do seu próprio corpo.
Todos os lugares se tornavam semelhantes caminhando assim sem destino, e deixava de ter importância o sítio onde se encontrava. Nos seus melhores passeios conseguia atingir o sentimento de que não estava em lugar algum. E isto, afinal, era tudo o que pedia às coisas: não estar em sítio algum.


Paul Auster in Trilogia de Nova Iorque

terça-feira, março 06, 2007

Angra+Firewind+Powerquest

Ora bem, já foi há uma semana e já é mais do que tempo de deixar aqui um registo para mais tarde recordar. Angra+Firewind+Powerquest em mais uma jornada de Heavy Metal melódico no nosso país. O sítio escolhido foi em Corroios, no Cine Teatro G.C. Corroios, local que, aparentemente, com o fecho do Hard Club de Gaia se tornou o melhor sítio para concertos desta envergadura. É uma sala à maneira com um bom palco, visível de onde quer que se esteja.
O início da função estava previsto para as 21h00, mas como de costume começou mais cedo. Ainda assim conseguimos ver 20 dos 30 minutos de actuação dos
Powerquest, banda britânica de origem, embora apenas 2 dos seus elementos sejam ingleses.


Tocaram bem e de forma competente. Já os conhecia e não estava à espera de muito mais do que apresentaram. O som podia estar, melhor, mas isso já é o normal nas primeiras bandas. De resto tocaram o seu heavy metal rápido e bastante épico de forma satisfatória.

Seguiram-se os
Firewind, banda grega (pelo menos só o baterista é alemão) do guitar hero Gus G, que provou ser muito mais do que um mero virtuoso da guitarra, mas um excelente compositor.


Foi uma espécie de “2in1” porque o vocalista normal não pôde vir devido a emergências familiares. Recrutaram o Henning Basse dos Metalium, o qual surpreendeu imenso. Primeiro porque da última vez que o vi era muito mais magro (lol), segundo porque deu um show do caraças o que me levou a pensar que está mal aproveitado na sua banda. Grande voz, grande à vontade no palco, o gajo vestiu mesmo a camisola dos Firewind (em ambos os sentidos!) e saiu-se muito bem. Mesmo quando o microfone dele decidiu não funcionar umas quantas vezes. Um bom frontman consegue sempre capitalizar mesmo com os erros ou azares, e foi o que ele fez. Musicalmente foi excelente. Acho mesmo que foram muito superiores ao que ouço em disco. Nota 10. Nota 10 também para o outro guitarrista, Bob Katsionis que tocava a guitarra com uma mão e as teclas com a outra (sim, eu sei que, provavelmente em termos técnicos não estava a fazer nada de especial, mas fica sempre bem!)

Finalmente, depois de meia hora de espera (demasiado tempo) lá vieram os
Angra banda totalmente brasileira. Terceira vez em Portugal, mas apenas a primeira com esta nova formação e com o vocalista Edu Falaschi. Enfim...que dizer?



São excelentes no que fazem e não houve um único defeito a apontar. É o único sítio na Europa onde podem falar a sua língua, o que deve ser agradável. A setlist percorreu todos os álbuns da carreira e se, por um lado, é patente que o Edu não consegue atingir o nível de agudeza que o André Matos conseguia, por outro, cheguei à conclusão que assim é melhor. Sempre achei que o Matos (um excelente vocalista decerto), exagerava nos agudos. A falta deles não me incomodou nada, antes pelo contrário.
Foi uma hora e vinte de puro profissionalismo e gostei de ver que a própria banda se estava a divertir a tocar uns com os outros (muitas vezes até parecia que estavam a tocar mais para eles do que para nós), o que é sempre bom.

No final, e como estão a comemorar 15 anos de banda, resolveram ‘avacalhar’. Trocaram todos de instrumentos, vocalista incluído, para tocar uma versão da “Smoke On The Water” dos Deep Purple. Rafael Bittencourt nas vozes. E ainda tiveram tempo para voltar a baralhar os instrumentos novamente para uma versão mais pesadota da “Come Together” dos The Beatles, com o Kiko Loureiro a cantar. Sim, podiam ter aproveitado o tempo para tocarem mais músicas deles, é verdade....mas às vezes um pequeno devio da normalidade acaba por tornar a noite ainda mais memorável.
Nota 10+ com louvor. :D

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Agradecimentos ao r1ck autor das fotos, originalmente publicadas no cada vez melhor www.heavymetalpt.com

segunda-feira, março 05, 2007

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Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silencio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em abraços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente

sexta-feira, março 02, 2007

Bola Seis

Olha olha...nasceu um irmãozinho ao Bola Oito.







Why not...?


Bom FDS.

quinta-feira, março 01, 2007

Letters From Iwo Jima

Diacho! Escrevi tanto para o outro 'filme-irmão' deste "Letter From Iwo Jima" que agora para fazer jus à superioridade deste último teria de escrever ainda mais. Infelizmente, não só não há tempo como também ninguém conseguiria ler o testamento (eu inclusivé). Como tal limitar-me-ei a dizer que este é um filme bom, MUITO bom aliás. Nota principal para Ken Watanabe que desempenha o papel do General comandante da defesa de Iwo Jima (e cujo nome agora me escapa) e para o actor que desempenha o papel de Saigo, um soldado raso, ex-padeiro e perdido no meio dquela confusão. Como quase todos os outros. Aliás é este personagem que, no meio de tanta tragédia, consegue promover algum alívio cómico, tornando mais suportável a desgraça daqueles homens. Sim, porque desta vez é mesmo de "sofrimento" que se fala.