sexta-feira, janeiro 26, 2007

quinta-feira, janeiro 25, 2007

...

terça-feira, janeiro 23, 2007

Tem de ser assim.


Sei que isto, para mim, vai acarretar a ruína, a vergonha, a demissão do meu cargo e a ruína da minha família. Mas eu não posso fazer outra coisa. Tem de ser assim.


Aristides de Sousa Mendes

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Mas que contratempo!

O disco chama-se "Carlos Guilhereme & Contratempo" e junta a voz do Sr. Guilherme ao violoncelo de Andrej Michalczyk e à guitarra de José Beato. Independentemente de ser um bom disco ou não (embora a presença do Carlos Guilherme dê umas pistas valentes sobre isso...), a questão que se coloca é: como é que raio é que, no século XXI ainda haja alguém que ache que uma capa destas é suficientemente boa para lançar um disco e manter a credibilidade??? LOLOL Parece que alguém ficou preso nos anos 80, ou então é apreciador da estética Discosom ou Vidisco!
Outra hipótese é a do criador de tal coisa ser um fã confesso dos filmes do "Padrinho", ou dos "Sopranos", ou de 'mafiadas' em geral!!!!
Quer dizer...mas que é isto? Aqueles laços....aquela gravata cegante, a pose altiva de gang, os instrumentos a flutuarem no éter lá ao fundo....enfim, todo um manancial!
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sexta-feira, janeiro 19, 2007

It's Friday!

...and i can see clearly now. Pelo menos durante dois dias. Ehehehe!


Post histórico! Nele figuram dois clichés do mais requentado que há. Mas não quero saber! Bom FDS para todos e para mim! :D

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Lusco Fusco

Quem vai para o Bairro Alto há já uns bons anitos está habituado a olhar para aquele local de uma maneira específica, o que é o mesmo que dizer olhá-lo à noite, debaixo das luzes dos bares e candeeiros de rua. Nessa altura os bares e discotecas estão todos abertos e cada um bombeia cá para fora a sua música e barulho definido. Entretanto cá fora na rua, centenas, senão milhares de pessoas movem-se ou ficam paradas entupindo as ruas mais movimentadas.
É este o Bairro Alto que se conhece, o da confusão, das multidões, dos bares e restaurantes.
Nada como ir lá ao final da tarde e vaguear pelas ruas enquanto se espera que a Ler Devagar abra, vaguear sem destino e ver como as ruas do costume são diferentes debaixo desta luz. As portas que conhecemos estão fechadas, mas as do lado estão abertas: mercearias, talhos, frutarias, cafés, etc etc, que normalmente não abrem de noite.



É a oportunidade de poder ver finalmente aquilo que o Bairro Alto afinal também é: um dos bairros de Lisboa, que, como Alfama ou a Mouraria, também tem os seus habitantes, os grupos de vizinhos a falar nas esquinas, outros trabalhadores, outros visitantes. É um descanso para a nossa cabeça. E para a deles, que lá vivem de certeza....provavelmente devem barricar-se em casa a partir das 22 horas.





Se calhar quem tinha razão era o 'outro' do Gato Fedorento: "o pessoal devia investir nesta altura do dia: do lusco-fusco 'tás a ver? É uma maravilha."

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Road to Nowhere



Well we know where were goin
But we dont know where we've been
And we know what were knowin
But we cant say what weve seen
And were not little children
And we know what we want
And the future is certain
Give us time to work it out

Were on a road to nowhere
Come on inside
Takin that ride to nowhere
Well take that ride

Im feelin okay this mornin
And you know,
Were on the road to paradise
Here we go, here we go

Maybe you wonder where you are
I dont care
Here is where time is on our side
Take you there...take you there

Were on a road to nowhere

Theres a city in my mind
Come along and take that ride
And its all right, baby, its all right

And its very far away
But its growing day by day
And its all right, baby, its all right

They can tell you what to do
But theyll make a fool of you
And its all right, baby, its all right

Were on a road to nowhere

terça-feira, janeiro 16, 2007

City Sickness


I'm crawling, I don't know where to or from
The centre of things from where everything stems
Is not where I belong
I have the city sickness, growing inside me
So this is where I ran for freedom
Where I may not be free


segunda-feira, janeiro 15, 2007

Amadeo

Depois do acto falhado às duas da matina da madrugada de Domingo (quem tem paciência àquelas horas?), lá conseguimos visitar a exposição, umas quantas horas depois, já com mais ânimo. Quase duas horas de fila para quase uma hora na exposição para ver os Sousa-Cardozos, Delaunays, Duchamps, Modiglianis, etc etc. Valeu bem a pena. Oportunidade única.


"Cozinha da Casa de Manhufe",
1913
Amadeo de Souza-Cardoso

sábado, janeiro 13, 2007

Bah raispartam os irmãos Lulu!

E finalmente o último que fui ver e que também foi relegado para segundo plano por mim. E não o teria ido ver se não fosse pelo ‘incentivo’ de ir acompanhado. É este:


É que eu, tal como largos milhares de pessoas, tenho o livro em casa. Li-o há já muitos anos (demasiado cedo?) e não o achei nada de genial, tal como era dito. Gostei e achei interessante, mas não muito entusiasmante. Portanto quando soube que vinha aí o filme não me preocupei muito em ir vê-lo. Não era uma prioridade. Ora, como afinal lá o fui ver ‘in extremis’ à meia noite e meia no Corte Inglês num Sábado qualquer, pude surpreender-me agradavelmente.

É um filme muito interessante e que agarra o espectador imediatamente, não só pela história, mas também pela técnica narrativa, pela maneira de filmar, pelo ambiente que cria. Não quero chegar ao cliché de dizer que quase se podia ‘cheirar’ o que se passava no ecrã (a história diz respeito, como se sabe, a um homem que nasce com um sentido olfactivo ultra desenvolvido), mas a verdade é que o filme quase consegue transmitir isso, e nós, enquanto espectadores aceitamos pacificamente estar a VER um filme sobre CHEIROS. É credível duma maneira quase genial nesse aspecto.

Aliás, penso que foi o Stanley Kubrick que disse que esta história era impossível de filmar, e uma série de outros realizadores rejeitaram o trabalho na mesma base. Porém o alemão Tom Twyker conseguiu. E, de facto, só quem faz um filme como o “Corre Lola, Corre” (um filme de hora e meia que conta repetidamente os mesmos minutos circularmente e que é um filme muito interessante), conseguiria fazer isto.

Os actores são, em geral desconhecidos, com excepção do Alan Rickman, o terrorista do "Assalto ao Arranha Céus", para dizer um de muitos filmes, e do Dustin Hoffman, que na minha opinião não está lá a fazer rigorosamente nada a não ser ‘emprestar’ o nome a uma produção europeia para lhe dar uma maior vertente comercial; é que não achei muito convincente vê-lo a fazer um papel de fabricante de perfumes italiano e afectado. Até a pronúncia não era muito boa. Mas, tirando este pormenor, pouco mais há a apontar de negativo.

Positivo mesmo é ainda a banda sonora. Algo circular e baseada sempre no mesmo leit motiv a que se regressa vezes sem conta, é essencial para criar o ambiente necessário e’puxar’ o espectador para dentro da história.

Em suma mais uma adaptação de um livro ao cinema que ‘corta’ algumas coisas do livro. Se bem que neste caso parece ter sido pelo melhor.



sexta-feira, janeiro 12, 2007

Ainda à espera dos Lumiére Bros.

Como eu não sou rico, e tenho definitivamente outros interesses na minha vida (que é o mesmo que dizer outros sítios para onde escoar o meu dinheirinho), optei por ser mais selectivo (ok, também houve menos disponibilidade mental para ir efectivamente ao cinema). E isso tem um problema: acabo por, logo de início, pôr de parte filmes. E por vezes perdem-se bons filmes assim.

Foi o caso deste:

"O quê? Um filme sobre a família real inglesa focado no período que se seguiu à morte da Princesa Diana? Nem pensar!" Foi exactamente isto que disse na altura, mesmo com todos os elogios que o filme teve, em especial a Helen Mirren, e mesmo apesar de ser um filme do Stephen Frears, realizador do "Alta Fidelidade", "Ligações Perigosas", etc etc.


A temática "família real inglesa" e "morte da Princesa Diana" não têm o mínimo interesse para mim (isto apesar de eu ter uma proximidade maior do que se pensa a este episódio, pois estava em Londres na noite em que ela morreu e fui para Paris no dia a seguir....lol) Aliás a própria figura da Rainha é-me extremamente antipática. Além do mais, o episódio da morte da Diana é algo que ainda faz correr muita tinta e já é cansativo. Há praticamente 10 anos que aconteceu e ainda se fala hoje em dia.


Mas pronto...semana natalícia ou quase, poucos filmes interessantes, vontade de ir ao cinema....tudo se conjugou para irmos ver este filme, nem que fosse para ver qual era a razão de tanto elogio. E não é que o raio do filme deixou-me interessado até ao fim? LOLOL Um telefilme muito bem feito, com alguns laivos cinematográficos. Limita-se a contar a história, factual na sua maioria, mas também com a inevitável dose de ficção (impossível saber como a Rainha e restantes reagiram à notícia em privado, impossível comprovar diálogos e pensamentos), que, no entanto, não caem nada mal no desenrolar da história.

Uma visão da família real diferente. Nada acusadora, mas também nada desculpante ou facilitadora. Tendemos a quase compreender e simpatizar com aquelas pessoas que têm de viver a sua vida rodeados de constante folclore, com as consequências inerentes a isso. Vemos uma Rainha dura, mas ao mesmo tempo preocupada, mas sem saber bem como reagir a toda aquela situação, até se ver obrigada a fazer algumas concessões (a conselho do novíssimo Primeiro-Ministro Blair, então visto como o salvador da pátria e da monarquia), a bem da Nação.

Não é um filme fantástico, mas vê-se com algum agrado e interesse. Principalmente, de facto, pela composição da actriz Helen Mirren.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Irmãos Lumiére....voltem!!

Ainda me lembro quando ir ao cinema custava 500 paus. Sim, ainda sou desse tempo. Entretanto, como seria de esperar, os 500 parrecos já lá vão. Da última vez que fui ao cinema paguei a bela quantia de 1,102.65 escudos, ou 5.50 €. Ou seja mais do dobro. A barreira “psicológica” dos 5 €, ou dos 1000 paus foi quebrada finalmente. É muito dinheiro. Apesar de, mesmo assim, nada bater a experiência que é o ritual de ir ao cinema.

Porém, com estes preços, ou somos ricos, ou não temos mais interesses na vida para além do cinema, ou, por fim, começamos a ser selectivos no que vamos ver. É que dar mil e cem paus para ir ao cinema custa muito quando o filme que se vê afinal não passa duma banhada bem gelada.

O Cine Estúdio 222 fechou as portas há anos, acabando com os ciclos interessantíssimos que por lá passavam regularmente (suficientes para obrigarem um gajo a enfiar-se naquele buraco bolorento). A Cinemateca é agradável, mas nem sempre passa o que eu quero (afinal de contas não sou um cinéfilo puro e duro) e muitas vezes quando passam é a horas impraticáveis. Resta o King e o Quarteto, onde ainda se pode ir com algum prazer, se bem que se volte com alguns ossos moídos.
Bom, isto tudo para dizer que a minha frequência em salas de cinema decresceu tragicamente nestes meses. 3 –três!- foram os últimos filmes que vi.

Comecei com este:


E se há algum sinal que o Mundo está para acabar é quando decidem lançar um filme do James Bond com uma história decente, um argumento credível, com personagens a sério e não super-heróis de animação. O Daniel Craig pode muito bem ser o melhor James Bond de sempre, ou, pelo menos, o melhor desde o Sean Connery. Claro que isso depende dos gostos. Quem aprecia o estilo apalhaçado do Roger Moore, o estilo amorfo do Timothy Dalton ou o estilo pseudo-cool do Pierce Brosnan, não vai gostar de ver um James Bond bruto como uma parede de tijolos, frio, seco, quase insensível às suas actividades profissionais, mas ao mesmo tempo, uma personagem que vai para além disso (afinal ele é um homem, pasme-se). Até a Bond-Girl de serviço faz mais do que pavonear os decotes e as curvas pelo ecrã.
É um filme muito real, violento e credível do princípio ao fim. Talvez um pouco grande demais, mas vale a pena nem que seja pela atordoante perseguição inicial, a pé, que é uma das melhores que já vi.
Em suma, gostei. Gostei que tivessem cortado com a palhaçada anterior. Não é que odeie esses filmes, mas não os consigo levar muito a sério, ao contrário deste. Aliás o tom do filme é dado logo de início no habitual ‘teaser’ pré genérico (também excelente diga-se de passagem), filmado a preto e branco, sem grandes explosões e efeitos afins. Apenas a fria realidade. Uma lavagem total que só veio trazer alguma dignidade.

Uma nota final para a canção tema, "You Know My Name", cantada pelo Chris Cornell, ex Soundgarden, actual Audioslave, que é, no fundo, uma boa canção rock. Falou-se que não era adequada ao 007....pois eu não acho que seja assim tão má. Aliás, para quem ouviu a porcaria que a Madonna compôs e cantou para um dos últimos filmes da saga....enfim.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os 'suplentes'

Imediatamente a seguir, ou em 10º lugar 'ezéquo', ou em menção honrosa ou whatever, ainda vinham estes todos, pois também o merecem e não consigo deixar de mencioná-los:






"Rocket Ride" - Edguy
"Dominate" - Adagio
"Sunstorm" - Sunstorm
"The Locust Years" - Hammers Of Misfortune"
"Rich Man's War, Poor Man's Fight" - Herod
"Blackrain" - Blackrain
"The Scattering Of Ashes" - Into Eternity
"Rage Of Fire" - Redkey
"Pitch Black Progression" - Scar Symmetry
"Between Two Worlds" - I

sexta-feira, janeiro 05, 2007

2006

Bom, e como já vai sendo hábito, desde o mais pequeno ao mais grande, todos fazem a sua lista, portanto cá vai a minha listazeca dos melhores 10 álbuns de metal e afins de 2006. Se inicialmente me custou a lembrar de alguns ao ponto de pensar que não havia nada de jeito em 2006, quando começei a investigar e a lembrar-me, acabei por arranjar uma série deles, de tal forma que foi uma 'luta' para preencher o 10º lugar, pois ainda tinha uma série deles possíveis. Mas pronto, é só uma lista sem importância. Como tal, e mais uma vez, sem qualquer ordem preferencial (excepto o primeiro lugar, claro) eis

O meu TOP 10:


1. "A Matter Of Life And Death" - IM
2. "Aurora Consurgens" - Angra
3. "Eclipse" - Amorphis
4. "Waves Of Visual Decay" - Communic
5. "Monday Morning Apocalypse" - Evergrey
6. "Almah" - Edu Falaschi
7. "Come Clarity" - In Flames
8. "A Twist In The Myth" - Blind Guardian
9. "With Oden On Our Side" - Amon Amarth
10. "Christ.0" - Vanden Plas

quarta-feira, janeiro 03, 2007

2007

E pronto, mais uma vez acabou-se. Passou o Natal, o fim de ano e todos os stresses interentes a estas celebrações, uns bons (dentro do género), outros nem por isso. Enfim, é a confusão instalada. E pensar que já há anúncios a artigos carnavalescos. *suspiro*
Seja como for, é altura de respirar fundo novamente e voltar a mergulhar os remos na água e puxar!
É costume formular nesta altura do ano uma série de desejos e promessas e decisões. Não sei bem porquê, mas nunca fui capaz disso. Ou melhor, nunca fui capaz de especificar e concretizar. O que eu quero é simples e genérico. Pode ser um ano como o que passou mas um bocadinho melhor, para mim para todos os que me rodeiam. Paz e saúde e dinheiro? Um cliché? Talvez, mas dão um jeito do camandro!