terça-feira, outubro 31, 2006

Um disco

Unchained




Uma boa ilustração de um dos melhores álbuns deste ano.

segunda-feira, outubro 30, 2006

«««»»»

Somehow i know
That things are gonna change
New boundaries on the way
Like never were before
Find a meaning to your life
No way to limit our goals
Healing whispers of the angels
Bring the sunrise again

Angra

quinta-feira, outubro 26, 2006

Brava Dança

Lá fomos então ao Doc Lisboa ver o documentário sobre os Heróis do Mar. Realmente há muita gente neste país. Ou então a cultura está na moda! O átrio da Culturgest estava apinhado de gente e não era porque estava a chover a potes. Havia uma fila enorme para comprar bilhete, embora não tenha a certeza que fosse para o "Brava Dança", pois parece-me que os bilhetes já estavam esgotados há uns dias. Ainda bem que a Maria foi lá com muita antecedência.
Enfim, antes de mais, foi um ambiente algo inusitado, cheio de caras conhecidas (quer dizer, só reparei no Rodrigo Leão e no Nuno Lopes e, claro está, nos Heróis do Mar themselves, mas devia haver mais) e bastante 'fashionable', não num sentido pejorativo.
O Grande Auditório da Culturgest ficou cheio naturalmente. A nós bastou-nos entrar 10 minutos antes para conseguir lugares óptimos, claro que o restante pessoal levou mais tempo a entrar, atrasando o início, como já é da praxe para indignação da avózinha sentada ao meu lado.

Atrás de nós estava uma fila reservada para, como viémos a descobrir, os elementos da banda e familiares. Na verdade só o Pedro Aires de Magalhães, o Carlos Maria Trindade e o Rui Pregal da Cunha estiveram aí sentados. O Paulo Pedro Gonçalves não veio, ainda deve viver em Londres e pareceu-nos ver o António José Almeida (o primeiro a sair da banda e o único que se desligou da música) sentado noutro lado do auditório (será que não se falam? No documentário ele deu a entender que se 'fartou'...).
Bom, o primeiro a chegar, atraindo muuuuuuita atenção foi o Rui Pregal da Cunha, no seu, digamos assim, estilo inimitável.

Posto isto iniciou-se a sessão com algumas palavras dos realizadores e do produtor franciú que nos fez o favor de avisar da festa no Lux pós visionamento do doc (pois, pois, já lá vamos).
O documentário em si tinha bastante piada, e as entrevistas descontraídas e as histórias que os entrevistados iam contando eram muito divertidas. A declaração de intenções que citei no outro post está correcta. Não só se trata de contar a história dos Heróis do Mar, mas também a de Portugal, pré e principalmente pós 25 de Abril. As mentalidades, cultura, opiniões e sistemas de pensamento existentes na altura e os quais os Heróis do Mar foram os primeiros a desafiar radical, agressiva e ostensivamente (o nome "Raça" chegou a ser pensado para a banda). Foram dos primeiros a construirem um conceito estético e imagético que passava não só pela música, mas também pela imagem, pelas roupas, e pelo simbolismo da Portugalidade.
As suas actuações fizeram correr tinta. As palavras, suas conotações e uma fortíssima imagem dominada por fardas e pela presença da cruz de Cristo valeram-lhes críticas, conotando-os abusivamente com ideais "fascistas". Preconceito que ainda hoje existe. Menos, mas existe.
Mariquices à parte, a verdade é que a relevância desta banda na música portuguesa é inegável. O conceito inicial, de tão violento e provocador, teve de ser 'amaciado', caso contrário, canções como "Saudade" ter-se-iam chamado "Marchar Sobre Lisboa". Os tempos eram outros, era certamente mais difícil singrar no mundo da música, ainda mais quando se tinha um conceito e ideais tão definidos. Seja como for, saber que os 'hits' dos Heróis foram compostos em horas e 'atirados' para a editora, do género "Vá, tomem lá um single comercial", deixou-me algo perplexo.
"Paixão" foi escrita precisamente para as pistas de dança, porque não havia música portuguesa nesse âmbito. Tem piada que ainda são os Heróis do Mar os mais tocados nessas discotecas.
Enfim, é um documentário interessante, mas, para ser curto e grosso, acho que 1h20 é demasiado tempo se comparado com a informação a que temos acesso. Parece-me que na tentativa de contar não só a história de uma banda mas também a de um país e a de uma época, o documentário acaba por ficar algo aquém. Talvez tenha tentado abarcar demasiado, não sei. Fica-se com a chamada 'panorâmica geral' daquela altura, da perspectiva dos Heróis do Mar e dos próximos a eles. Teria piada ver entrevistas de outros músicos (só o Zé Leonel ex-Xutos é pouco!) que mostrassem a sua perspectiva, a sua opinião acerca dos Heróis.

Mas pronto, não se pode ter tudo. E só a recolha de material (arqueológico) já é de si impressionante!

No fim: aplausos generalizados. A avózinha do meu lado participou activamente soltando uns 'uh-uhs' ferroviários. LOL

quarta-feira, outubro 25, 2006

Se fosse eu a escolher,

não que isso importe muito, seria:


01. D. João I - Click!

02. Aristides de Sousa Mendes - Click!

03. D. Nuno Álvares Pereira - Click!

04. Salgueiro Maia - Click!

05. Luís Vaz de Camões - Click!

06. Eça de Queirós - Click!

07. D. João II - Click!

08. Fernando Pessoa - Click!

09. Paula Rêgo - Click I, Click II

10. José Mourinho - Click I, Click II


Ficou a faltar espaço para o Bartolomeu Dias e para o Fontes Pereira de Melo, paciência, não dá para todos.

Tanto a Paula Rego como o Mourinho têm dois links não por terem alguma relevância especial, mas apenas porque a wikipedia portuguesa é muito escassa em relação à primeira e, ao que parece, muito parcial em relação ao segundo. LOL

terça-feira, outubro 24, 2006

Tonight



21.00 Grande Auditório Culturgest
Brava Dança [SE]
de José Pinheiro e Jorge Pires 75' Portugal 2006



Revisitar a história do grupo Heróis do Mar para analisar o confronto entre as imagens de um Portugal antigo e de um Portugal moderno. As ideias, os ideais e as dinâmicas em jogo na música popular portuguesa da década de 80 e a sua posição no contexto europeu, pela voz dos músicos e não-músicos que se envolveram na fabricação dessa trama conceptual. Um documentário que toma por nexo as relações entre a música popular, a política e a sociedade portuguesas, e a imagem que o país fazia - e faz - de si mesmo.

Programa


Blog Oficial

segunda-feira, outubro 23, 2006

Little Miss Sunshine

Ou:

"Família à Beira de um Ataque de Nervos"




Ou ainda: "Como um filme bastante interessante pode perder imensos espectadores por causa de mais uma das famosas 'traduções' de títulos para português"! É verdade que o filme retrata precisamente, a meio caminho entre o drama e o humor (negro), uma família à beira de um ataque de nervos; é verdade também que o subtítulo original ("A family on the verge of a breakdown") pode ser traduzido assim, mas -MAS- pôr assim este título como o título principal pode ter o efeito perigoso de fazer algumas pessoas pensar que este filme é mais uma comédiazeca americana, quando não é assim tão simples. Ok, pode não ser revolucionário na história do cinema, mas é muito mais do que uma mera comédiazita familiar.
Por outro lado, por entre todo o drama e constrangimento presentes, não deixa de ser um dos filmes mais inteligentemente hilariantes dos últimos meses, na forma como apresenta, constrói e desenvolve cada uma das personagens e respectivas características e as suas inter-relações enquanto família."Welcome to Hell" diz o filho mais velho ao tio (Steve Carell-surpreendentemente contido e contemplativo) acabado de chegar para passar uma temporada após uma tentativa falhada de suicídio.

“Little Miss Sunshine" conta, assim, a história da família Hoover - pai, mãe, dois filhos, um avô e um tio -, uma das famílias mais disfuncionais que se tem visto nos últimos tempos. O pai é obcecado em vencer e odeia tudo o que 'cheire' a perdedor, o avô é mal educado, grosseiro e viciado em cocaína, o filho mais velho odeia a família e fez um voto de silêncio em jeito de promessa, o tio é professor, fã de Proust e odeia a sua vida, a filha vive obcecada com concursos de beleza e a mãe tenta manter tudo isto junto, sabe Deus como.

Pelas mais variadas razões, que agora não vale a pena explicar, todas estas pessoas vêem-se reunidas numa viagem de milhares de kilómetros até à Califórnia, para o concurso “Little Miss Sunshine”, onde a miúda vai poder realizar o seu sonho finalmente.
Ao longo dessa viagem a família vai ter de se confrontar e lidar com sonhos desfeitos, corações partidos, falhanços, morte e uma teimosa carrinha VW ‘Pão de Forma’.

Road movie por excelência, a viagem em si representa, como seria de esperar, um processo de consciencialização para cada um dos membros da família. A viagem irá afectá-los profunda e inesperadamente, sem excepção.


"An hilarious tale about winning, losing and that nether state in between where most of us must learn to live".

sexta-feira, outubro 20, 2006

Friday it is!!

Há quem ofereça telemóveis ao Rei de Espanha



E depois só traga de volta a bela da boina.


Vá, enfia o carapuço!

quinta-feira, outubro 19, 2006

!!!#2

BANKSY II



Mais informações na Wikipedia em Bansky, com especial destaque para a secção "Confirmed Art Stunts". Ao que parece o homem costuma visitar vários museus (e países) deixando obras suas expostas sem qualquer autorização. Em Março de 2005 a obra que ele deixou no British Museum acabou por ser adicionada à colecção permanente deste Museu.
Em Agosto pintou várias imagens no lado palestiniano do muro que Israel construiu, incluindo uma imagem em que uma criança faz um buraco no muro e outra em que uma escada parece sobrepôr-se ao muro.
Mas a melhor de todas foi em Setembro deste ano quando o homem substituiu 500 exemplares do CD da Paris Hilton em várias lojas do Reino Unido por outros tantos 'tratados' por ele. As canções passaram a ter títulos como "Why am I Famous?", "What Have I Done?" and "What Am I For?". Para além disso a moçoila aparece em topless e com uma cabeça de cão. LOL Alguns destes exemplares chegaram a ser vandidos antes que as ljas dessem pela partida. Presentemente já valem mais de 700 libras.

quarta-feira, outubro 18, 2006

!!!!!!

BANKSY




Tinha o site há tanto tempo mas nunca tive tempo de explorá-lo. Agora que o fiz deixem-me partilhar algumas pérolas deste pintor, graffiter, fotógrafo anarco-artista incógnito de Bristol. O link está mesmo ali ao lado.

Clicar nas imagens para ver em grande.


terça-feira, outubro 17, 2006

Off to see who?

Não consigo decidir...este filme,

é:

1. Bom
2. Muito datado;
3. Incompreendido por mim;
4. Fraquinho;
5. Realmente mau;
6. Apalermado;


Na Cinemateca havia bastante gente para ver este filme de 1939. Um clássico do cinema. Havia inclusivamente uma mega fã que se deu ao trabalho de calçar uma quasi réplica dos sapatos da Dorothy. Havia um texto enorme escrito pelo Bénard da Costa onde as mais variadas teorias e interpretações eram afoitamente explanadas. O filme em si tem algumas ideias excelentes (a mudança de cor por exemplo),tem algumas boas imagens, mas em geral, não vi nada de especial nesta historieta que até poderia ser boa se fosse feita doutra maneira. Não vejo o porquê de tanta excitação.


Didn't get it.

A ver vamos o que é que o Povo diz: CLICK HERE!

segunda-feira, outubro 16, 2006

Retro 80's

Entretanto, e aniversários à parte, no Sábado foi assim


Mais uma festa 'Eighties' organizada pelo Projecto Marginal. A outra foi já nos idos de Fevereiro na Caixa Económica Operária. Como correu bem decidiram-se por encontrar um espaço maiorzito. Lá vem o Ateneu. Ganha-se em espaço (era um ginásio) mas perde-se em ambiente. Mas lá tem de ser a julgar pela quantidade brutal de pessoas que estavam para entrar. Foi giro e tal, mas podia ser melhor. Para uma festa dos anos 80 os DJ's podiam aplicar-se mais, não sei, digo eu. Até eu me lembrei de uma série de canções que teriam caído bem em subsituição daquelas que ninguém parecia conhecer.
Mas, em suma foi divertido. Pessoal fixe conosco, a ir e vir. Calor descomunal, mas esteve-se à vontade.

O menos divertido foi quando o grupinho merdoso de neo nazis que topei assim q entrámos decidiu resolver uma questão qualquer da maneira primata do costume. Nada de grave no entanto. mas estraga um pouco o ambiente. Isto da democracia é muito bonito sim senhor, mas tem estas falhas. Deviam ir bater com os costados na pildra....só porque sim!

domingo, outubro 15, 2006

olha olha!

A brincar a brincar isto completou um ano ontem. Foi no dia 14 de Outubro de 2005 que iniciei esta coisa. E agora parece que é suposto dizer umas palavras numa espécie de discurso cibernético a assinalar o momento. Enfim...como o Lacsivort uma vez disse, não deixa de ser irónico que o 'maior crítico', (ou talvez seja melhor dizer o maior céptico) da onda 'bloguística' do ano passado (iniciada, há que dar crédito, pela Mna. Bolo Caseiro) seja o que depois vem a apanhar as últimas carruagens e, se calhar por isso mesmo, o que se mantém ainda activo diariamente. Não querendo levar isto demasiado a sério, ainda assim eu sabia que só em dado momento e em dadas condições me poderia dedicar a isto. É necessária alguma disponibilidade mental, o que nem sempre existe, principalmente quando todas as pessoas falavam do mesmo uns meses antes! lol
Nem sempre tem muito interesse, profundidade ou inteligência o que aqui aparece, mas há que ter paciência. Tal como antes continuo a fazê-lo para mim, pelo prazer que me dá, e por ser um óptimo repositório do que me interessa pensar, falar, ver ou ouvir. Talvez seja uma espécie de agenda/álbum/diário. Tão simples como isso. Por isso estabeleci e mantive em grande medida as regras que referi no primeiro ou segundo post. Por isso nunca me preocupei se alguém lê ou comenta o que escrevo (embora saber que alguém lê e alguns comentam é sempre agradável, claro).
Anyway, feliz cumpleaños e etc e tal mais o camandro. Aos jovens que aqui costumam vir, mesmo não comentando, um grande bem haja e obrigado.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Timeless+Forgotten Suns+Hunting Cross

Pois foi,lá fomos ver esta rapaziada toda ao Clube Lua. Não foi nada mau!
Estava marcado para as 21h30 e mais ou menos por essa hora havia uma 'meia-dúzia de gatos pingados' às portas do Clube Lua e espalhados pela esplanada do Jardim do Tabaco, o qual, para quem não sabe é um sítio 'beto', ou 'tio', por excelência, repleto de restaurantes finórios e tudo mais. Aliás, nos intervalos dos concertos chegava até nós a 'martelada' que estava a passar lá fora! LOL Coitados, deviam estar assustados.
Bem, encontrámos o Ricardo e lá para as 22h00 abriram as bilheteiras. Apesar de ter ganho o bilhete na Metal Morfose o meu nome não constava da lista de convidados, mas como levava o email impresso a atribuir-me o bilhete lá me deixaram entrar.


Forgotten Suns

Os Forgotten Suns começaram às 22h30 e deram um bom concerto. Quase uma hora. Vê-se que não são uma banda propriamente integrada no mundo do metal, mas esforçaram-se por apresentar uma set list mais pró pesadota, pelo que até se saíram muito bem. Aliás, as duas novas canções que apresentaram já são mais pesadas que o habitual, portanto foi um bom concerto. O vocalista falou menos o que também é bom. Menos constrangimento. LOL.


Timeless

A seguir vieram logo os Timeless e aí já havia uma sala mais compostinha, embora se estivesse perfeitamente à vontade. Chamaram as pessoas todas para a frente para gravarem o DVD.
Deram, a meu ver, um bom concerto! Até nem estava à espera de grande coisa, mas surpreenderam-me. É claro que o que eles fazem não tem nada de inovador, mas para Portugal é bastante raro. Power/Heavy Metal melódico muito bem tocado, com energia e (muita) paixão. Eram todos bons músicos, com especial destaque para o guitarrista e o vocalista (afinal é a banda deles). Como de costume o som deles seria beneficiado se tivessem outra guitarra, e, principalmente se revissem o papel das teclas que, em determinados momentos pareciam algo deslocadas, mas pronto, é um dos pormenores a afinar.


Timeless

O vocalista (tb canta nos Arya) tem uma EXCELENTE voz. Lembrou-me o Bruce Dickinson em certos momentos, mas é muito mais histriónico. Boa postura em palco, mas peca pelo exagero, nomeadamente na profusão de beijos e beijinhos que mandava para a plateia. Têm potencial sim, mas é preciso ter calma e não começarem logo a acharem-se os maiorais. Mas, seja como for, gostei em geral da atitude simpática do rapaz e da banda.

Em suma, as canções deles conseguiram cativar-me durante a hora e picos que tocaram. Especial menção para a versão da "Canção do Mar" da Amália (popularizada pela Dulce Pontes, sim), cantada em português e com direito a introdução a inglês para eventuais fãs estrangeiros.

Enfim, via-se que gostavam do que estavam a fazer e se estavam a divertir, o que já é meio caminho andado para chegar ao público.


Timeless

Depois vieram os tais Hunting Cross. Sinceramente não me interessaram minimamente. Tinham duas guitarras sim senhor, mas era o mesmo que terem uma. Musicalmente as 3 canções que vi (entretanto fui-me embora) soaram-me todas iguais e o vocalista (ex-Thragedium onde fazia melhor figura) não me convenceu nada, principalmente com uma voz daquelas. Tive de me ir embora. Já eram quase duas da matina.

Dos Hunting Cross não há fotos, uma vez que o fotógrafo oficial já se tinha ausentado. Por falar nisso, obrigado Ricardo pelas fotos!


Valeu a pena. Os Timeless são uma boa banda e podem vir a ser melhores ainda!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Prrogrrama Kulturral parra heute!

Graças ao pessoal do Metal Morfose esta noite podem encontrar-me aqui:




O aqui...visto que o poster da coisa ficou indisponível e não consigo encontrar um substituto, era o lançamento do álbum "Dawning Light" dos Timeless no Clube Lua.


Edit a17 Abril 2008. Provavelmente a dias de este blog ser fechado. Parece que ao vir aqui escrever isto estou a fazer uma viagem no tempo, como o Hiro dos Heroes.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Now Playing

Communic
"Waves of Visual Decay"



Thrash/Power/Prog Metal nas doses certas.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Macacada geral



Em mais uma passada gigante na direcção da 'modernidade', Lisboa vai ter o prazer de receber alguns espécimes primatas raros. Pois é, já somos uma das privilegiadas cidades que recebem o WWE, Raw, Smackdown, etc e tal (ainda não percebi muito bem qual a distinção entre todas estas designações).
O Pavilhão Atlântico será o palco, a verdadeira Aldeia dos Orangotangos, capaz de pôr os macaquitos na sua aldeia no Zoo no desemprego.

Já vi uns quantos programas destes (don't ask!) e devo dizer que fico sempre sem palavras. É uma verdadeira telenovela, com vários personagens e sub-enredos, histórias de inveja, ciúme, paixão e triunfo, que normalmente acabam à porrada dentro dum ringue. Alguns dos personagens são inacreditáveis, como um que tem o hábito de comer 'pázadas' de minhocas vivas.
Por sua vez, estas figuras estão rodeadas por milhares de fãs histéricos e ávidos em ver 'porrada de meia noite'.

A quantidade de tempo, dinheiro, esforço e capacidades mentais que são aqui desperdiçadas é imensurável!! É que é certo e sabido que os combates são encenados, mas ainda assim o nível de violência é alto. Principalmente no outro dia em que houve umas litradas de sangue espalhadas pelo ringue e tudo a sair de maca semi-mortos. O que vale é que depois ficam bem.

Enfim...gostos acho eu. Pessoalmente, o MEU gosto anda muito longe destas bestialidades.

sexta-feira, outubro 06, 2006

It has begun

The Beast is back!





Como não gostar de uma banda que com mais de 30 anos em cima ainda prova que tem tanto para dar? Como não gostar e ficar orgulhoso? Afinal era mais fácil ligar o piloto automático e deixar correr...tantos o fazem (e mais novos inclusive). Mas não, os velhotes acharam por bem lançar um álbum genial, o melhor das últimas décadas, diiferente e inovador, mas sem deixar de ter a marca característica. E ainda por cima, decidem tocá-lo na íntegra, todo, completo, o que nunca antes tinham feito. Quem se queixava que um concerto de Iron Maiden era quase sempre a mesma coisa, pode agora calar-se. Ora, se isto não é uma banda confiante, não sei que seja.
\m/

terça-feira, outubro 03, 2006

Um pequeno desabafo

Nunca deixa de me surpreender o nível rasteiro de muitos das pessoas que ocupam posições de chefia. Tenho bastante próximo 3 ou 4 exemplos de pessoas demasiado burras ou apenas sem o estofo requerido para desempenharem essas funções. É um cliché já mais que batido: "toda a merda chega a chefe", etc etc. Deve ser por isso que tal facto já nem é levado em linha de conta quando as coisas correm mal. É sempre o 'mexilhão' que se lixa, quando muitas vezes esta pequena criatura faz o possível e o impossível para se aguentar agarrado à rocha e perseverar enquanto é assoberbado pelas ondas raivosas do oceano da incompetência burocrática.
Muitas vezes o pequeno mexilhão tenta fazer o seu melhor, mas é impedido pelas baleias e orcas preguiçosas e inadequadas. 'Lá fora' não se sabe deste facto em pleno, daí ser mais fácil generalizar a todos. Mas a generalização acaba apenas por afectar os menos culpados de toda a a situação.
Enfim...é o costume. Pelos pecados de uns acabam por pagar todos. Anuncia-se a introdução para Janeiro do demoníaco 'relógio de ponto', o qual passará a controlar ao segundo a assiduidade dos trabalhadores. Ora irá isto ter bons resultados? Talvez, há sempre quem abuse, mas pelo que se me é dado perceber, a maioria dos que abusam são aqueles que, com grande probabilidade vão poder continuar a fazê-lo. Ainda na semana passada fiz o possível pata estar presente numa reunião às 9 da matina. Cheguei mais cedo ainda. Uma das pessoas que tinha de estar presente apenas chegou ás 10h30. É chefe claro. Provavelmente nem terá de 'picar' o ponto qdo ele chegar. Agora aquele 'peãozito' que chega sempre a horas, mas num dia tem um azar qualquer está automaticamente lixado. Situação que mata muito do empenho e zelo do nosso 'peão'.
O que torna tudo isto num circulo muito vicioso e desagradável.