segunda-feira, julho 31, 2006

%

É um momentâneo desalento
Algo que vai e vem
Que altera o meu comportamento
Quem poderá explicar? Ninguém!
É um grito na alma
Que luta pela liberdade
Mas será que isto me salva?
Não sei se será verdade...
É algo indefinido
Que se sente cá dentro
E que, por vezes, me deixa ferido
Talvez descontentamento
Quem o poderá dizer?
Quando nem eu próprio o sei explicar.
Estranha forma de viver.

Gunther Dünn

sexta-feira, julho 28, 2006

#

Em nada me pesa ou em mim dura
o escrúpulo da hora presente.
Tenho fome da extensão
do tempo, e quero ser eu em condições.
Bernardo Soares

quinta-feira, julho 27, 2006

Born in the UK

Badly Drawn Boy
Live at the Cactus & Music
2004

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À falta de material novo valham-nos as bootlegs e afins. Seja como for, e de acordo com o que circula por aí finalmente acabou o suposto writers block do amigo Damon. Provavelmente graças à invocação do muso Springsteen e à homenagem declarada no título do novo álbum. Cá estaremos à espera.

quarta-feira, julho 26, 2006

*

Penso que é preferível fazer algum Bem do que muitos males. O Mundo que eu desejaria contemplar seria um Mundo liberto da brutalidade dos grupos hostis, e capaz de compreender que a felicidade de todos resultará mais da cooperação do que dos conflitos. Desejaria contemplar um Mundo no qual a educação visasse libertar o espírito da juventude e não aprisioná-lo numa armadura de dogmas destinada a protegê-lo, ao longo da sua existência, das flechas das provas objectivas. O Mundo tem necessidade de corações abertos, de espíritos francos, e não é por intermédio de sistemas rígidos, antigos ou novos, que se poderão obter.
Bertrand Russel

terça-feira, julho 25, 2006

The Art of Rebellion

Suicidal Tendencies

"The Art of Rebellion"

1992

Suicidal Tendencies - The Art of Rebellion

Voltei recentemente a descobrir este álbum, de 1992, dos Suicidal. E felizmente voltei-me a surpreender. Não, obviamente, como aquando da primeira audição, mas ainda assim lembrei-me porque é que o tinha comprado há tanto tempo atrás. Hmmm...uma banda punk/hardcore/skater nas minhas preferências? Pois....mas a verdade é que este álbum é algo diferente. A ligeira mudança já se notava no álbum anterior, "Lights...Camera...Revolution!", mas é com o "The Art of Rebellion" que os ST fazem o seu álbum de metal como deve ser.

A banda adopta aqui uma atitude mais "calma", um tom mais baixo, mas não menos zangado e sarcástico, privilegiando a melodia e a música em detrimento das descragas de raiva musical do passado. Foi uma fase passageira se bem me lembro, pois voltaram às suas raízes mais punky no álbum que se seguiu.

Mas isso foi depois. Aqui temos um Mike Muir preocupado realmente com 'cantar' e muito menos com o desbobinar rápido e raivoso do passado, embora essa faceta também apareça naturalmente. A própria maneira de tocar é diferente, muito mais contida e melódica em vez das descargas habituais de electricidade hardcore. Chegam mesmo a esboçar uma baladita chamada "I'll Hate You Better".

Um álbum que merece ser ouvido, em que às habituais letras corrosivas, sarcásticas e cheias de humor, juntou-se aqui música do melhor que há. "Monopoly of Sorrows", "Gotta Kill Captain Stupid", e principalmente a "Nobody Hears"(o riff!!).

Talvez não seja o álbum mais representativo da carreira dos ST, mas é, definitivamente a meu ver, o álbum a ouvir para quem prefira uma sonoridade mais "metal".



I talk through my eyes, the words pouring down
Nobody hears
You ask me what's wrong, but what can I say
Nobody hears

I try to tell you, I try to show you
How else can I tell you, how else can I show you?

I'm screaming inside, why can't you hear?
Nobody hears
You're looking right through me like I'm not here
Nobody hears

quinta-feira, julho 20, 2006

T+C2 = [F2(P+T)] = 072006

Demasiado Trabalho
Demasiado Cansaço
Demasiado Computador!!!!!



= Falta de Paciência+Falta de Tempo

=072006




Em tempos de exames de Matemáticas e afins, eis a minha equação actual.

segunda-feira, julho 17, 2006

And now for something really new!

Finalmente.




Iron Maiden
"The Reincarnation of Benjamin Breeg"
(Murray/Harris)

\m/

sexta-feira, julho 14, 2006

And now.....

...for something completely different:







It's Friday!!!




quinta-feira, julho 13, 2006

...

'Tá a circular!!!















Não há nada para ver aqui!!

quarta-feira, julho 12, 2006

Encomenda #1

Pensei em deixar de lado estas ‘críticas’ cinematográficas por uns tempos. Receio cair em excessos pretensiosistas. No entanto, por um lado a Ana ‘encomendou-me’ a crítica para mais tarde a ler (apesar de me ter perguntado o que é que eu tinha achado do ‘Klimt’. Grrrrrrrrr) e por outro, este intrigante filme merece o esforço de ‘arrumar’ ideias.
Estava agora a ler várias opiniões sobre este filme, e uma delas dizia que “ou se amava ou se odiava”. Achei piada a isto porque o meu sentimento generalizado ontem não foi esse. Antes pelo contrário! A dado passo não podia dizer que estava a ‘amar’ o filme, ou a ‘odiá-lo’. Estava algo intrigado e perplexo pelo filme realizado e protagonizado por Miranda July (como o mês em inglês), sem saber bem o que pensar. O que me deixou algo obcecadito com o filme, principalmente depois de confrontar as minhas ideias com as da Maria, bem mais definidas e arrumadas.

O filme é de uma simplicidade 'assustadora' e talvez seja isso que me intrigou de início. Parece que estamos sempre à espera de mais qualquer coisa, quando, no fundo, estamos a ver apenas aquilo que é. O problema é que me parece que estamos formatados para um determinado tipo de narrativa e quando se nos depara um filme assim estranhamos. Às vezes o melhor mesmo é esvaziar a cabeça.
Mesmo tendo uma narrativa condutora, várias até, parece-me mesmo que o filme deve ser encarado como uma sucessão encadeada de vários ‘sketches’ ou imagens, ou ideias, as quais, cada uma delas, quase poderiam ser curtas-metragens. Mas optou-se por encadeá-las e entrecruzá-las, o que não me parece mau.

Estamos assim perante uma visão original e desconcertante de um quotidiano perfeitamente banal. Um quotidiano em que prevalece a solidão, a solidão de cada um dos personagens. Porém, não se trata de uma solidão deprimente ou negativa, como seria de esperar, pois todas as personagens, à sua maneira parecem lutar contra essa solidão. O filme está repleto de indícios de tragédia, mas que nunca acabam por se concretizar, tal como na vida felizmente. Aí está a pedra de toque do filme: um optimismo e romantismo simples, quase angelical e puro que, esse sim, nos deixa mesmo desconcertados.

Não posso dizer que seja um grande filme; não vou prometer que daqui a um ano me lembre dele, mas acho que vale a pena ver, principalmente pelas várias e boas ideias que percorrem o filme.

Is this good enough? :D

terça-feira, julho 11, 2006

No One Knows

People are strange
They live on pretending
But there's no change
In the way they are living

People are afraid
They don't know their boundaries
But they choose to lay still
In order to stay safe

People are unaware
They keep losing so much
But there's no way of telling them
In a self convincing way

The dumbness and dullness
Of our times
Makes me think
I just wasn't made for these days

All our cares and woes
Must be taken on
But that.....no one knows

Gunther Dünn

segunda-feira, julho 10, 2006

Monday again....

...ready for a new week?

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Rock on!

sexta-feira, julho 07, 2006

Recordação de uma noite

Tom Barman & Guy Van Neuten Live

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Um disco muito bom, não só pelo que contém, mas também, e principalmente, pela recordação que me traz à memória da noite de 14 de Março de 2002 em que o Paradise Garage foi uma das paragens da digressão acústica e a solo do vocalista dos dEUS. Uma noite para recordar mesmo tendo ido sózinho. Mas rapidamente isso deixou de interessar assim que o público foi 'mergulhado' por completo nas simples, porém belíssimas roupagens das várias canções.

Foi um Paradise Garage cheio, metade com cadeiras, metade, ou talvez mais, em pé que teve o privilégio de assistir a um concerto memorável (pelo menos para mim) em que a intimidade e a comunicação com a audiência foram elevadas a níveis que nunca antes vi, ou voltei a ver. Parecia mais um grupo de amigos do que um concerto propriamente dito. Segundo o músico belga, os presentes deviam acender um cigarro, beber um “whisky”, desligar o telemóvel e relaxar. Isto porque este seria o ambiente mais propício para a audição das “canções tristes” (as palavras são de Barman) que iria apresentar. Com o passar dos minutos, Barman foi-se revelando um bom contador de histórias. Dotado de um humor sarcástico, sempre à espreita, o músico ali esteve durante uma hora e meia, acompanhado pelo seu amigo pianista de Antuérpia, na Bélgica, cidade natal dos dEUS, um rapaz de ar colegial que dá pelo nome de Guy Van Nueten.

Barman, umas vezes só com a sua guitarra, outras com o piano de Van Neuten, foi percorrendo várias canções e várias influências, desde Nick Drake, JJ Cale, David Bowie, Serge Gainsbourg, Captain Beefheart, Violent Femmes entre outros. Canções de dEUS também, que aqui surgiram despidas de toda a electricidade e distorção, revelando toda a sua alma.

Pelo meio houve um momento alto e divertido: uma pausa forçada, daquelas que servem apenas para simular a entrada do encore (já programado no alinhamento que os músicos levam para o palco). Barman e o seu amigo Guy ficaram sentados atrás do palco, de pernas esticadas. Barman acendeu outro cigarro e ali esperaram um minuto para voltarem, no meio da risota geral, dado o ridículo da situação. Tom Barman afirmou ter-se inspirado nos Morphine para aquele apontamento de humor. A banda norte-americana costumava parodiar à volta do assunto “encore forçado” e fazia questão de ficar em palco enquanto o público aplaudia para pedir à banda que voltasse, em vez de recolher aos bastidores .

Foi um concerto genial, descomprometido e descomplexado, ideal para relaxar e saborear as canções que desfilavam perante nós. Já ouvi o disco e, como é natural, não consegue capturar nem pouco mais ou menos, o espírito daquela noite. Mas não faz mal...não é isso que se exige também.

Mais informações sobre esta noite neste site, de onde retirei algumas citações:

http://www.voxpop.pt/noticias/ficha.asp?id=98C83202-052C-4F7E-A723-07510C366643

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quinta-feira, julho 06, 2006

X3

"X-Men - The Last Stand"


Finalmente fechou-se a trilogia da melhor adaptação ao cinema de heróis da Marvel. Melhor, mas subvalorizada infelizmente. Melhor porque se trata da adaptação, não de um ou dois 'palhaços fantasiados', mas sim de muitos e vários. A adaptação, com os cortes e 'novidades' esperáveis é, ainda assim, extremamente eficaz na transposição do princípio que presidiu à criação desta série: o medo do que é diferente e desconhecido, a perseguição de indivíduos e a luta pela defesa dos valores humanos. Este último capítulo até nem é o melhor dos três (a saída do realizador Bryan Singer não deve ser alheia a isso), no entanto, continua repleta de boas (e várias histórias) que se entrecruzam bastante bem e, claro, como não podia deixar de ser, excelentes efeitos especiais que se caracterizam especialmente pelo seu uso muito comedido e eficaz qb.

Uma história inteligente e principalmente sem as típicas preocupações de fornecer um 'final feliz' em que todos sobrevivem e vivem alegremente.

Talvez não sejao melhor dos três, mas em conjunto, todos os três fazem uma excelente obra, que vai muito para além do mero filme de acção de super-heróis.
A trilogia parece estar definitivamente fechada. Muitos personagens não sobreviveram. Mas muitos ainda têm potencialidades para serem desenvolvidas. O que é aquilo que aparentemente está a ser feito. Cá esperamos.


quarta-feira, julho 05, 2006

Klimt: o melhor e o pior.

Adele Bloch-Bauer I
Gustav Klimt, 1907
Lauder Gallery, NY


Desde Domingo passado que o quadro "Adele Bloch-Bauer I" pintado por Gustav Klimt em 1907 é oficialmente o mais caro de sempre, tendo sido vendido pelo preço recorde de 107 milhões de euros. É muito guito. Destronou o Picasso cujo "Rapaz de cachimbo" voi vendido em 2004 por uns míseros 104 milhões de euros. E consta que a família da Senhora Bloch Bauer ainda tem mais outras quatro telas de Klimt que também admitem vender e que estão avaliadas em mais de 80 milhões de euros.

Ainda bem. Sempre compensa o desastre que é o filme que agora estreou sobre a vida deste pintor, protagonizado pelo eternamente agoniado John Malkovich (eu até gosto dele atenção...). É que passa-se que o filme, que fomos ver o outro dia, é uma inenarrável sucessão de disparates alucinatórios, um exercício de estilo pomposo, quasi-arrogante e pseudo-intelectual. Inenarrável literalmente porque...bem, porque não há narrativa! Não há uma "história" para seguir. Caímos de páraquedas no filme, que não tem princípio, meio ou fins aparentes, em que somos confrontados com uma sucessão de nomes, e personagens como se já estivéssemos suficientemente familiarizados com eles, filme em que o personagem principal morre mais ou menos a meio, o que não impede de continuar a ser visto graças ao abuso de flashbacks.
Um filme bom para quem seja um fanático do Klimt. Mas, em boa verdade, parece-me que quem seja fanático não vai apreciar....

Há quem justifique dizendo que não se trata de um filme sobre a vida de Klimt, mas sim uma qualquer alucinação do pintor enquanto estava no leito de morte. Muito bem, será isso certamente, mas não invalida o facto de o filme ser muito aborrecido e, em geral, sem qualquer propósito. A única coisa que se traz deste filme é cansaço, uma ligeira irritação e o espanto do "Como é que é possível? Mas ninguém vê?"

Enfim, duas horas extremamente aborrecidas e incómodas, em que pela primeira vez me senti desconfortável fisicamente num cinema, e não tinha nada a ver com as cadeiras. Eram mesmo os nervos em franja. Não se percebe qual a finalidade ou o interesse deste filme. Mas essa é só a minha opinião.


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Medo!!!!!

terça-feira, julho 04, 2006

Sic(k) Kids??!

O novo segmento infanto/juvenil da SIC dá agora pelo nome de "SIC Kids", com direito a logotipo próprio e tudo. Ena, viva o luxo! É debaixo dessa designação que os putos de hoje se colocam em frente à televisão (se conseguirem 'descolar-se' da Playstation) para receberem a dose diária de Pokemon, Digimon, Hamtaro, Cubix. Megaman, Shaman King, Teenage Turtles, etc etc. A bonecada da actualidade: bichos japoneses esquisitos e personagens deformadas ou ultra musculadas. LOL

Não vou estar aqui a debater o problema já 'velhinho' da qualidade ou não desta bonecada e não sei quê, "no nosso tempo é que era!". Já é mais do que sabido que os desenhos animados de agora, salvo raras excepções (todas no Cartoon Network), não passam de uma grande e montanha de estrume fumegante. Não, não vou debater esta questão.

Mas realmente gostaria de saber quem terá sido o génio que teve a ideia brilhante de chamar a este segmento diário de várias horas "SIC Kids". Será alguém muito burro? Alguém que não conhece o significado fonético de 'sic' em inglês, tão parecido com 'sick'? Ou, pelo contrário, será alguém bem ciente disto tudo e dotado de um afiado sentido de humor irónico?

É que com os desenhos animados que agora se vêem é de admirar como é que os putos não ficam doentes!

Lembro-me muito bem da situação hilariante ocorrida aquando de uma das visitas do Bryan Adams a Portugal. A jornalista, educadamente perguntou-lhe se podia responder a algumas perguntas da SIC ("Can you answer to some questions from Sic Television"). A cara de espanto e gozo que ele fez foi do melhor! lol

Sick people!

segunda-feira, julho 03, 2006

Um filme....

"La Meglio Gioventú"




Italiano. 6 horas de filme. Sem nunca olhar para o relógio. Uma obra-prima genial. Não só não há blog suficientemente longo para tentar sequer falar deste filme, como também duvido que tenha a capacidade de lhe fazer justiça com meras palavras. A ver. Mesmo.