sexta-feira, abril 28, 2006

Still Believing

Facts
And errors...
They come
And they go
And still i live my life
Without knowing
If i'm right
Or wrong
But i believe
I believe in me
I got to believe...
And maybe
I'll get by

Gunther Dünn

quarta-feira, abril 26, 2006

...

Getting away with it
All messed up
That's the living...











.

segunda-feira, abril 24, 2006

Away is the way!

And I need more!

Some people get by
With a little understanding
Some people get by
With a whole lot more
I don’t know
Why you gotta be so undemanding
One thing I know
I want more
I want more

(and I need all the love that I can’t get to)
(and I need all the love I can get)
(and I need all the love that I can’t get to)




quinta-feira, abril 20, 2006

Jovens actores de Portugal......

.....REGOZIJAI-VOS!!!!!

Eis a resposta para um dos grandes males que afligem muitos de vós!! A notícia é dada pelo Correio da Manhã de ontem:

"Cirurgia inédita para abrir a boca"

No Hospital de São José, médicos resolvem problema de (...) anos em dez horas.
Finalmente alguns dos nossos promissores actores poderão abrir a boca para falarem convenientemente e serem ouvidos adequadamente. Finalmente acabou-se aquele murmúrio arrastado e entaremelado que caracteriza o....e a.... e também o..... desgraçadinhos!
Finalmente!

quarta-feira, abril 19, 2006

Ouçam os rapazes!!

"Roubar a música é matar a música. Sempre que sacas uma música estás a contribuir para que os nossos concertos acabem." - D'ZRT



É impressão minha ou esta 'propaganda' de combate ao chamado 'download ilegal de música' feito por estes jovens auto-intitulados "D'ZRT" é altamente contraproducente para os senhores da Associação Fonográfica Portuguesa?

É que perante tal promessa só apetece fazer download de meio mundo para ver se os rapazitos cumprem a promessa e saem de fininho de uma vez por todas!!!!


LOL




Obrigado ao Gustavo por chamar a minha atenção para este paradoxo dos tempos modernos!

segunda-feira, abril 17, 2006

Amorphis "Eclipse"

Amorphis - "Eclipse"



Os finlandeses Amorphis voltaram este ano com um dos melhores álbuns de 2006. Sim, ainda estamos no início, mas algo me diz que lá para Dezembro este álbum provará que se aguenta muito bem com a concorrência e será um dos 10 melhores. Conheci estes senhores no tempo do "Tales From The Thousand Lakes". Na altura era a coisa mais pesada que ouvia e confesso que as vozes 'monstro das bolachas' me faziam alguma confusão. Mas a verdade é que musicalmente eram interessantíssimos e depois tinham aquela versão do "Light my Fire" dos The Doors.
Fiquei fã da banda e em boa hora o fiz porque o álbum seguinte "Elegy" colocou-os, na minha opinião, na lista das melhores bandas de metal de sempre. Ainda hoje considero este álbum como um dos melhores de sempre. Aqui já contavam com o Pasi Koskinen o qual cantava de maneira limpa e melódica o que trouxe um novo e mais bem definido som para eles.
Seguiu-se o "Tuonela" mostrando uma banda cada vez mais 'retro' e 'seventies', repleta de 'calças à boca de sino' e 'patilhas farfalhudas' (lol). Mais uma vez apuraram o seu som neste disco e podemos ouvir uma síntese muito boa entre rock psicadélico, folk, metal, algum pop, etc etc.
Depois, com o "Am Universum" e o "Far From The Sun" veio uma fase mais confusa e negra segundo alguns. Apesar de gostar bastante destes dois álbuns, com especial ênfase no "Am Universum", reconheço que a banda 'marcou o passo' aqui e não 'andou nem desandou'. Entretanto o vocalista acaba por sair.......

E eis senão quando....."Eclipse" chega a nós. Agora com um novo vocalista, Tomi Joutsen, que consegue ser uns pontos melhor que o anterior, com uma voz algo mais melódica e dinâmica, e ao mesmo tempo capaz de 'debitar' alguns urros tipicamente death metal. Pois é, com "Eclipse" temos os Amorphis de volta à boa e velha forma, não se trata tanto dum 'regresso ao passado', mas há de facto elementos que regressam ao som dos Amorphis. No fundo quase que se pode dizer que "Eclipse" consegue pegar em tudo o que de bom há nos vários álbuns dos Amorphis e 'condensá-lo' neste último. Ou seja...temos uma síntese de tudo o que de bom eles fizeram. Temos uma mistura de algum peso do tempo do "...Thousand Lakes", com algum folk do "Elegy", e com o psicadelismo do "Tuonela". Que mais se pode querer? 10/10


quinta-feira, abril 06, 2006

A Mna. Alberto

VESTIR A CAMISOLA

Nunca fui clubística nem tão-pouco partidária, fico antes naquela linha ténue que separa a ética da estética. Inclino-me para a ética mais por defeito do que por feitio.

Quis a bendita que me iniciasse na dança antes sequer de aprender a dançar. Contra conversas de cha-cha-cha de um demagogo enfermo qualquer, vale a inconsciência dos heróis e a vontade das crianças.

Há que aceitar o convite para dançar, ainda que o bolero não seja o nosso forte.

Acabei de rever Cat on a Hot Tin Roof , nervos fora, não sobra nada. Visto a camisola e aceito dançar em pontas num telhado de vidro, qual Cinderela com sapatinhos de cristal. O risco, feito ruga por via do amadurecimento, tece os contornos do dever . "A sina tem que cumprir-se", ecoa Florbela, que desta me Espanca.

Dizem que a idade conquista ponderação, sensatez e sapiência… só ainda não cheguei lá. Percebi que, afinal, a televisão não é assim tão distinta do futebol. Os adeptos são aos milhares. Sempre se segue atentamente a estratégia do adversário e depois há os defesas, os avançados, os pontas-de-lança. Não faltam os que ficam fora de jogo e os goleadores natos. Há ainda os que, vaiados ou não, mudam de clube.

O objectivo é o de sempre: proporcionar o maior espectáculo do mundo. Mudam-se as camisolas, mas os adeptos são os mesmos. O importante é não defraudar o público e, com verdade e clareza, continuar a crescer e a evoluir. Claro que é sempre difícil mudar de casa, mas também é bom reencontrar velhos amigos. Afinal, somos todos uma grande "família", a trabalhar para o mesmo objectivo.

Eu, que nunca fui muito entendida no assunto, vesti a camisola de Dança Comigo para marcar golo, porque nisto do futebol ninguém joga para o empate. E num ápice, o vaivém desenfreado, o ímpeto voraz que tudo arrasta, como diria Honoré de Balzac. "…As luzes, o entusiasmo geral, a ilusão do palco." Cresce a adrenalina, como subiria o pano em noite de estreia. Acção!



Esta pérola da literatura portuguesa viu a luz do dia no Diário de Notícias da passada sexta-feira, 31 de Março. A escriba designada como “Sílvia Alberto” foi convidada para escrever uma coluna de opinião nas páginas referentes à TV. Certamente iluminada pela inspiração divina produziu o magistral texto que acima se reproduz.
Pessoalmente não tenho pretensões de crítico literário ou de especialista em português e, acima de tudo, não me reconheço grandes capacidades para julgar os textos dos outros. Mas, de quando em vez, surgem obras tão fenomenais que têm o condão de me puxar da letargia literária de modo a poder, também eu -embora sem ser convidado- a expressar a minha humilde opinião.

Este pequeno artigo é um desses casos. Ora, se eu digo que não me reconheço capacidades literárias, estou pelo menos a reconhecer as minhas limitações, sejam elas pequenas ou grandes. Mas pelos vistos esse reconhecimento não é feito por toda a gente. Mais uma vez é o caso da Mna. Alberto.

É que, por amor de Deus!! Serei só eu, ou o que a Mna. Alberto escreve é pura e simplesmente um desfilar inconsequente e desconexo de palavras e frases coladas –e mal coladas- presas à parede com cuspo? Parece que a Mna. Alberto quis dar uso ao dicionário de português lá de casa e à enciclopédia, ambos, certamente já meio empoeirados. É que a Mna. Alberto podia não falar de Balzac ou da Florbela Espanca, mas DIZER EFECTIVAMENTE alguma coisa; mas não, no meio de tanta palavra cara e tantas referências acaba por não dizer nada de nada, zero! Não saber é uma coisa, mas não saber e tentar esconder isso debaixo duma capa arrogante de pretensos conhecimentos é do mais ridículo que há.

É que é duma pobreza enorme de espírito e de inteligência, tentar afogar e distrair o leitor com esta quantidade incrível de verborreia! Principalmente quando se está a falar dum programazeco de televisão! A qualidade deste não está em discussão, claro, mas é um raio de um programa de televisão! Que relevância tem a Florbela ou o Honoré para isto? A conclusão é óbvia quanto a mim. A Mna. Alberto não tem minimamente nada no recipiente craniano e quis aproveitar a oportunidade para ‘mostrar que sabia umas coisas’. Ora, nada é mais ridículo do que isso. Mostra apenas arrogância e muita falta de tacto. “O importante ‘é não defraudar o público” diz ela. Deve ser a coisa mais acertada que escreveu. Pena é que não siga o seu próprio conselho.

Ó Mna. Alberto, tenha santa paciência e volte lá para o sítio de onde veio! Deixe-se ficar na televisão a fazer as figuras que normalmente faz. Se isso ‘cola’ na TV, lamentamos informar que na forma escrita só a faz parecer parvinha. É que para escrever é preciso ter alguma coisa para dizer. Alguma coisa! Mesmo que não se conheça o Honoré de Balzac ou a Florbela que a Espanca.


quarta-feira, abril 05, 2006

What the f**k again!!! GAIJAS!

Pronto, para aligeirar um bocado e intervalar na série de verborreia cinéfila meio aborrecida, e porque isto já está a ficar demasiado sério, lembrei-me que tinha ficado de mostrar as gajas. Gajas, gajas! Portanto, para vosso deleite ei-las,com especial enfâse na Mariah Carey em topless!!!!

What the f**k novamente! Quem as viu e quem as vê. Ou, como comer a sopa toda enquanto criança pode fazer maravilhas. Claro que uma operaçãozeca plástica aqui e acolá também ajuda!

Felizmente a Julia Roberts e a Jennifer Lopez conseguiram corrigir o pequeno problema dentário que as afligia. Ficámos a saber também que a Shania Twain deve ter desaparecido de casa de seus pais já nos anos 70 e que a Pamela Anderson como a conhecemos hoje é um clone da original, nascida certamente nos anos 60. Mas a coroa de glória vai mesmo para a Sarah Jessica Parker que melhorou consideravelmente a qualidade dos filmes em que entra. Na foto vemos a prova que nos longínquos anos 50, já com 33 anos de idade a menina era contratada para fazer de alien em filmes de ficção científica de série B.

A semelhança é notável:

terça-feira, abril 04, 2006

Ghost World

Quanto ao “Ghost World” a história é algo diferente. É bastante surpreendente, pelo menos para alguém, como eu, que não conhecia a banda-desenhada na qual o filme é baseado. Se quiserem um termo de comparação pensem no filme “American Splendor”, também ele baseado (mais ou menos) numa banda desenhada. Ambas retratam personagens normais no seu dia a dia a lidarem com os respectivos problemas e crises. A diferença está no facto de, enquanto o “American Splendor” se basear na vida do criador da BD e, como tal, apenas indirectamente na BD, o “Ghost World” baseia-se na história propriamente dita, tal como foi escrita pelo Daniel Clowes. Nunca li, apesar de estar disponível por cá pela Devir, mas parece que é uma adaptação bastante fiel. Até os actores escolhidos parecem perfeitos: Thora Birch (a filha do Kevin Spacey no “American Beauty”), a Scarlett Johanssen (num dos seus primeiros papéis, com 15 anos!) e o grande Steve Buscemi.

É um filme com adolescentes, mas não é definitivamente para adolescentes, ou apenas para adolescentes. Os que o são podem, se calhar, comungar de muito do espírito do filme, os que o já foram podem perfeitamente recordar esse espírito. No fundo é um filme que acaba por retratar um sentimento cada vez mais comum num mundo cada vez mais padronizado e formatado, e, como tal, pode ser apreciado por qualquer um, novo ou velho.

O filme começa quando as duas personagens, Enid (Thora) e Rebecca (Scarlett) acabam o liceu, sendo confrontadas então com as inevitáveis escolhas de vida. Ambas sempre se mantiveram outsiders a todo o sistema liceal, mas agora que isso acabou é hora de ‘crescer’, e a forma como cada uma delas o faz é que dá o tom ao filme.

Enquanto Enid pretende manter esse carácter outsider buscando sempre outras pessoas, freaks ou não, que também o sejam, Rebecca entra na ‘engrenagem’. A partir daqui começamos a ver a forma como as duas amigas progressivamente se afastam dada a grande diferença de vidas que ambas ambicionam. Enid sente-se algo perdida num mundo de plástico e de farsa em que todos sorriem mesmo não estando felizes, consequentemente sabe o que não quer, mas é difícil discernir o que quer efectivamente. Rebecca, entetanto parece que se ‘vendeu’ ao sistema, preocupando-se em arranjar casa, trabalhar e decorar o apartamento. Contar mais do filme significaria estragar de todo em todo a agradável experiência que é vê-lo, por isso o melhor é não contar mais. Mas vale a pena, pela história e pelas actuações. E pelo humor. Um humor bastante sarcástico e cáustico, que sempre aligeira as ‘crises de identidade’ porque Enid passa.

O cerne do filme diz respeito às pessoas que se esforçam para serem normais, para se integrarem, muitas vezes à custa da sua própria personalidade e muitas vezes anulando-se mesmo. Enid faz um esforço sobre-humano para se tentar ‘integrar’ no que a rodeia, o que só lhe traz mais problemas do que os que tinha quando era uma simples ‘outsider. Será essa a ‘mensagem’ do filme (diabo....já meto nojo com estas pretensões)....seja qual for a decisão que uma pessoa tome, não importa se é certa para os outros ou errada, importa sim que seja a que nos faça feliz. Portanto, não é errada a decisão de Rebecca em entrar na engrenagem, pois é essa a decisão que a faz feliz e é assim que consegue perseguir o SEU sonho de infância.



Portanto, nem se condena a decisão de Rebecca nem a decisão (final) de Enid. E não se devem condenar uma vez que são decisões verdadeiras tomadas em respeito por elas próprias e em respeito pelas suas aspirações. O que sim se condena são as pessoas que desistem de si mesmas num esforço anulatório de integração e 'normalidade'. Mais do que a decisão em si, o que conta é como é tomada e onde nos leva.


Bláblábláblábláblá....parabéns a quem ainda estiver a ler e tenha conseguido chegar a este ponto. É que até eu vou ter de parar pois já me estou a sentir algo agoniado com tantos lugares-comuns e disparatagem pomposa em geral.

segunda-feira, abril 03, 2006

You Broke My Back In The Mountain!

Está muito longe do meu objectivo transformar isto num blog cinematográfico. Até porque não sou grande cinéfilo, nem de longe nem de perto. Mas, seja como for, apetece-me ainda falar de outros dois filmes que vi nestes últimos dias: o “Brokeback Mountain” e o “Ghost World”, este último em DVD. Ambos são recomendáveis à sua maneira.

Assim, começando pela ‘cowboyada larilas’, devo dizer que o filme não é mau de todo. Vê-se bem. Tem umas imagens interessantes e uma fotografia relativamente boa. MAS também não é nada de absolutamente fantástico. É um filme simples, interessante pela história que conta e principalmente pela personagem do Heath Ledger. De facto, parece-me que é esta a personagem que está construída em grande profundidade, tanto no que diz respeito á sua vida interior, como à sua vida exterior, nomeadamente na sua relação com a sua família. O outro ‘larilas’, o Jake Gyllenhal surge um pouco como o verdadeiro pervertido, que quase ‘arrasta’ o amigo. No entanto peca talvez por alguma falta de credibilidade ou profundidade na sua personagem. Quase um estereótipo na verdade. Claro que aquele bigode que passa a ter a certa altura no filme não ajuda. Parece um adereço de 3ª categoria mais adequado a um qualquer personagem do ‘Gato Fedorento’.
Na verdade, no seu essencial, é uma história sobre um amor proibido. Uma vez que as cenas mais eventualmente chocantes surgem na primeira parte do filme, podemos depois concentrarmo-nos no desenrolar das vidas de cada um deles, ao mesmo tempo que lidam com o seu ‘segredo’. Enquanto um deles (o Ledger) acaba por ter a sua vida algo destroçada por tudo isso, o outro (Gyllenhal), talvez fruto de ter casado com uma fortuna, faz o possível para manter a situação e ter ambas as vidas. É claro que nunca se pode ter tudo, conforme se verá no final.

Em suma: um filme interessante e a ver, mas, quanto a mim, nada de tão especial ou fantástico quanto o que foi propagado. Vale principalmente, como já disse, pela personagem do Heath Ledger. Uma interpretação francamente boa. Excelente mesmo ao retratar os dissabores não só de uma vida pobre e algo enclausurada, mas também do peso que um segredo daqueles comportava para alguém naquela época.