quarta-feira, março 29, 2006

V for Vendetta


Ora bem, se me perguntarem porque é que fui ver este filme a resposta é simples. Não foi por causa do trailer, que mal vi; não foi por causa do realizador, que não conheço; não foi por causa dos irmãos Wachowski, criadores do 'Matrix', cujos dois últimos filmes são algo 'patetas'; e não foi nem pela Natalie Portman ou pelo Hugo Weaving sequer, apesar de serem bons actores. Não. Foi por tudo isso um pouco, mas principalmente pelo facto de se basear numa Graphic Novel escrita pelo Alan Moore, o génio que escreveu os 'Watchmen', 'The League of Extraordinary Gentlemen' e 'From Hell'. De facto o Alan Moore é um escritor fantástico que só não tem mais reconhecimento geral porque escolheu escrever no mundo da banda desenhada ou, se quisermos, das Graphic Novels.
A Liga dos Cavaleiros Extraordinários já foi adaptada ao cinema duma forma terrivelmente desastrosa a meu ver. Está certo que os livros são extremamente complexos e pejados de uma quantidade alucinante de referências históricas e literárias, o que tornaria difícil uma adaptação boa, mas a que foi efectivamente feita foi terrível. Mas adiante.

No caso do "V for Vendetta", a adaptação está soberba e não deixa nada a desejar. Sim, alguns personagens não constam, e alguns aspectos do argumento foram alterados...mas isso em nada prejudica a história.

E é aqui, na história, que reside o mais interessante do filme. Sim, há violência e acção a rodos, mas são bastante secundários. Surpreendentemente o realizador conseguiu resistir à tentação oferecida por uma história deste género e não pôs o enfâse nos efeitos especiais, mas sim na história e personagens. Como li algures: não se trata dum filme de acção, mas sim dum filme com muita acção. Mais ou menos como o primeiro 'Matrix': uma boa história e personagens servida por muita acção. Nada a ver com as sequelas deste: muita acção e pouca história.

E a história diz respeito directamente à condição humana, às ideias e ideologias que comandam o Homem, tanto do seu interior, como do exterior. Diz respeito à dignidade e respeito pelo ser humano, diz respeito à liberdade e luta pelos direitos de cada um e de todos. Diz respeito, no fundo, à luta contra o medo. O medo de tudo que tomou conta da sociedade e a consequente desresponsabilização do indivíduo até à sua quase anulação.

Na linha do "1984", "Admirável Mundo Novo", "Equilibrium", e "Nós", temos a história dum indivíduo que luta contra um sistema organizado e imposto pela força. Pergunto-me se alguém terá apreciado a ironia de ver o John Hurt a desempenhar o papel de ditador máximo, anos depois de ter desempenhado o papel do indivíduo lutador e oprimido no "1984".

Há quem se tenha mostrado chocado como, nos dias de hoje, um filme tem como (anti-) herói um 'terrorista' e 'fora-da-lei' que pretende explodir o edifício do Parlamento Britânico. Mas não vejo que haja justificação no filme, pois aí os verdadeiros terroristas são os detentores do poder que conseguiram 'implodir' com os direitos e liberdades individuais da população. Daí surge a personagem 'V', como um símbolo de justiça, como um símbolo de união e de propósito por alguma coisa maior e melhor. Tal como é dito, não é o povo que deve temer os seus governantes, mas sim os governantes que devem temer o povo. Precisamente por ele ser um símbolo é que nunca se sabe realmente quem é o 'homem' por detrás da máscara, apesar de vários indícios deixarem muita latitude ao espectador para construir a sua teoria. Nunca se sabe, nem é necessário saber. O verdadeiro herói do filme não é 'V', mas sim os seus ideais.

Um filme politicamente cliché ou utópico? Talvez, mas a ideia é válida e actual. O filme chega até a ser assustador quando (passa-se no futuro, depois da III Guerra Mundial provocada pelos EUA) certos aspectos do seu passado apresentam muitas semelhanças com o nosso presente.
Um bom filme sim senhor que promete muito e cumpre muito. E finalmente aprendi quem diabo era o Guy Fawkes, que no século XVII tentou precisamente explodir o Parlamento inglês em resposta às perseguições que a Coroa fazia aos Católicos. Ainda hoje o dia 5 de Novembro é feriado no Reino Unido em comemoração do falhanço dessa tentativa. Mas como alguém escreveu: perguntem às pessoas que se reúnem todas as noites de 5 de Novembro à volta das fogueiras e do fogo de artifício (é a chamada 'bonfire night') o que estão a comemorar. Se o falhanço da tentativa se o facto de ter havido alguém que tentou.



Remember remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot...

terça-feira, março 21, 2006

Party and Party Hard!!!!!

Sempre achei relativamente interessante o conceito musical de fazer uma 'versão'. Acho piada quando uma banda 'pega' numa canção que não é sua e dá-lhe a sua interpretação. Há versões interessantíssimas e outras que nem por isso. São interessantes quando a banda em causa torna a canção alvo da versão numa canção 'sua', ou seja, quando não há uma colagem demasiado evidente, o que torna tudo mais aborrecido e algo irrelevante. Há outras que adoptam uma atitude intermédia e, embora não se afastando muito do original, conseguem dar algum cunho pessoal à canção. Assim, é sempre interessante ver como a banda aborda, interpreta ou homenageia a canção.

O heavy metal está cheio, mas cheio, de versões. Não é estranho aparecer uma versão incluída nalguma edição especial dum disco, ou como lado-B dum single. E também não é, infelizmente estranho a profusão (que atinge níveis de praga quase) de discos inteiros de versões, em que certas bandas se reúnem para homenagear determinada banda.

Acabam por ser um tanto ou quanto redundantes as versões, é verdade, mas, como disse, às vezes ainda consigo descobrir algum interesse, nem que seja motivado pela curiosidade. Aqui há uns anos a Nuclear Blast lançou um disco em que várias bandas de metal prestavam homenagem aos ABBA, e por mais bacoco e pindérico que isso possa soar (não os ABBA, mas sim as versões!), o facto é que, quanto a mim, funcionou muito bem.

Versões heavy metal de músicas pop ou rock, trazem um interesse acrescido: é que tem de haver necessariamente alguma coisa de diferente, para o bom ou para o mau. Isto mais o facto de ter começado a reparar na existência cada vez maior de versões isoladas de canções pop levou-me a ter a ideia peregrina de as juntar todas...e ao mesmo tempo outra ideia surgiu.

Portanto, sem mais delongas e para gáudio das multidões (ie, eu e a Maria), eis a(s) compilaçãozita(s)!

Pet Shop Boys - It's A Sin - Gamma Ray

Seal - Crazy - Iron Savior

Ultravox - Dancing With Tars In My Eyes - Freedom Call

Irene Cara - Fame - Adagio

Cream - White Room - Demons & Wizards

Skunk Anansie - Brazen - Oliver Hartmann

Supertramp - The Logical Song - At Vance

Bette Middler - Wind Beneath My Wings - Sonata Arctica

Andrew Sisters - Mr. Sandman - Blind Guardian

A-Ha - Take On Me - Vision Divine

Ultravox - Hymn - Edguy

Seal - Killer - Angel Dust

Sandra - In The Heat Of The Night - To/Die/For

Simple Minds - Don't You (Forget About Me) - Steel Prophet

Leann Rhymes - Suddenly - Danny Vaughn

Depeche Mode - Sacred - Moonspell

ABBA - Money Money Money - At Vance

The Beatles - Eleanor Rigby - Pain

Steppenwolf - Born To Be Wild - Slayer

terça-feira, março 14, 2006

Atarfe Vega Rock

Pois foi, pois foi....



Lá fomos em mais uma excursão (ou deverei dizer 'incursão'?) metaleira a terras espanholas. Atarfe desta vez, perto da cidade de Granada. Atarfe Vega Rock foi a razão que levou 7 portugueses a aventurarem-se por essas terras selvagens e perdidas no tempo.
Correu muito bem, tudo muito bem realmente. A viagem de ida e volta, a estadia, o festival, tudo. O pessoal era, como já é costume, fixe. Para além disso havia cerveja, metal, merchandising, etc....tudo nas sete quintas portanto.

Não me vou alongar exaustivamente aqui sobre uma apreciação geral do festival ou uma crítica em particular de cada um dos concertos que vi. Direi apenas que o festival correu bem regra geral e que vi alguns dos melhores concertos de sempre; WASP e Testament por exemplo. Tanto uns como os outros redimiram-se em pleno das anteriores prestações que tinha visto e deram uns concertaços magnifícos. A juntar a isso as surpresas muito boas que foram Moonsorrow e Ten e a actuação dos Gamma Ray que quase que 'irritam' de tão bons que sejam, temos então um resultado final muito bom!

Não vale a pena tentar descrever as sensações que assaltam um fã ao estar a assistir um concerto como o que os WASP deram, ou os Gamma Ray, ou, principalmente os Testament. É uma sensação única de festa em comunhão com todos....uma sensação do género: 'só quem está aqui e agora é que sabe o que está a ver e a sentir!' Por muitos posts que se escrevam subordinados ao tema 'Porque é que eu gosto de Heavy Metal', nunca se chegará perto da verdadeira razão. Só visto.
Muito fixe.

segunda-feira, março 13, 2006

Back!


E foi assim de Quinta a Domingo.....

Heavy Metal para a carola!!!!! \m/

segunda-feira, março 06, 2006

IMBB-The End Of An Era

March, 6th 2006 - Last posting day...


Well, March 7th 2006 signals the end of an era with the complete shut down of the IMBB. I know it may sound silly and even childish giving such importance to that event, but as much strange that may sound, the fact is that I found amazing friendship and comradeship and the finest sense of humour in that Bulletin Board, not to mention tons of excellent music.
It helped me during work hours, it helped me when I was feeling bored and it did help me when I was feeling down.

It’s a strange thing talking about friendship that in reality is a ‘virtual’ friendship…it’s something that, I know, many can’t conceive or understand, but it did happen, and it was good and fun. I’m glad I had the chance to meet Nael, who came from the United Arabian Emirates last June, expressly to meet us and watch his first Maiden show. And hmc_777, who came directly from Brazil to see the Portuguese show and go with us into Spain for the Lorca Festival.

I’m glad I got to know the best possible way Martin, John, Staffan, Antti, James, Anna, Suzanne, Ron, David, Stefan, Caroline, Linda, Thomas, Minos, Lewis, Heitor, Vicente, Chiel, Johan, Dave, Thiago, Richard, Hector and Simon. I was allowed to speak and have fun with Finnish, Swedish, Danish, Norwegian, Germans, British, Irish, Scottish, Spanish, Greek, Lybians, Americans, Australians, Polish, Brazilian and Portuguese people. I learned a lot about so many countries and customs. And as a bonus I even improved my English which was a mess a few years ago! LOL I celebrated the marriage of Martin and the birth of his little son, with a new one coming already! I met David’s son and Suzanne’s two sons as well. We talked about everything friends talked about, music, movies, friendship, family, etc etc…..so, as stranger that may sound, I would call it a good friendship. For that I thank you all. And I’m glad that I have all your emails and some of your MSN contacts (Martin: don’t sweat it, I’ll work it out someway!).

Finally I’m glad I got to meet all the guys from the Portuguese thread: Pedro, Nuno, Fernando, Nelson, Gustavo, Tânia, Emanuel, Ricardo, Daniel, João, Sandra, Mário, Logan, and I’m pretty sure that there will be more meetings for us ahead, although they will not be called “IMBB’ers Official Meetings” anymore.

It was truly an honour, privilege and pleasure to have been a part of this online adventure that was the IMBB. I have never seen a BB like this one and I guess I won’t see it again in the future. Like James said: “This whole thing may seem soppy, lame or geeky to you reading it, but I don’t care”, because it was really worth it!
It was really amazing and i know that it'll be hard for someone who's in the outside to even begin to understand what this experience truly meant for everyone in.

Thanks to everyone, for everything.

quinta-feira, março 02, 2006

What the f**k!?

Bem...realmente isto prova que um gajo nunca sabe onde é que vai parar no futuro...

Image hosting by Photobucket

Quem haveria de dizer que esta coleção de cromos daria lugar aos gajos que a gente conhece hoje? Realmente, olhando para alguns destes 'nerds' nunca iríamos dizer que se tratam de pessoas tão 'poderosas' actualmente. Veja-se o Jean Claude Van Damme. É notório que foi bastante gozado na escola, principalmente por ser um caixa de óculos tão perfeito. Deve ter sido depois de ter tirado aquela fotografia que decidiu dedicar-se às artes da porrada e do partir do tijolo. Naturalmente o rapaz precisava de se defender.
E isso certamente foi coisa que não aconteceu com aquele estereótipo de 'nerd', 'geek' ou mesmo marrão, do Marilyn Manson. Obviamente que um gajo com aqueles dentes e colarinhos (e o cabelo...meu Deus!!!) deve ter sido bastante gozado e importunado na sua infância. E muita porrada deve ter levado no toutiço. É compreensível que o jovem tenha crescido e se transformado no ser indeterminável e abjecto que é. Embora lhe reconheça alguma inteligência ainda. Deve ser parte do marrão que ainda não foi absorvida pelo alien.
Por falar em dentes...vejam só o Tom Cruise! Que raio de apêndice dentário solitário é aquele que parece querer fugir do maxilar superior?
O jovem Eminem também piorou com a idade. Felizmente, e para contrabalançar, o mesmo não aconteceu com o George Clooney, cuja idade e cabelos grisalhos conseguiram apagar o 'ar das barracas' que o rapazito tinha.
Enfim. Quem diria?

quarta-feira, março 01, 2006

Yeeeees........

It's Alive!!!


Pois é, pois é. Apesar de tudo it's alive. E kicking de vez em quando. Realmente não tenho encontrado nada que seja digno, ou que me apeteça sequer pôr aqui. Enfim é a vida. Deve ser a isto que se costuma chamar de 'writer's block'. Muito interessante. Mas a verdade é que não se me ocorre nada. Foram dias muito ocupados por vezes e cheguei à conclusão que não perceber de futebol, carros, obras, armamento em geral, vinhos e música de dança electrónica pode efectivamente ser um pequeno handicap social. Felizmente não me preocupo muito com isso. Há outras coisas também. Estava só a pensar.