sexta-feira, dezembro 30, 2005

Tears Of The Dragon

Costuma-se dizer que “ano novo-vida nova”, mas será sempre assim? Nem sempre, claro. A mera transição cronológica que já aconteceu 11 vezes no mesmo ano, repete-se e nem sempre grandes diferenças ou mudanças traz.

A altura da passagem do ano contrasta muito com a do Natal, em mim pelo menos. A chegada do último dia do ano traz-me uma sensação de cansaço algo inexplicável. É como se tivesse chegado ao fim duma longa corrida, a qual me custou ao princípio, mas que, com o avançar do caminho, vai custando menos à medida que se entra no ritmo. Imaginem que estão a chegar à meta e sonham com o descanso merecido e alguém vos diz que a corrida ainda não acabou, que é preciso correr ainda mais para chegar ao fim. É óbvio que esta é uma visão algo idiota, pois o final do ano não é o final da vida e ainda vamos ter de ‘correr’ muito tempo se tudo correr bem. Mas não deixa de ser uma sensação do género ‘respirar fundo, cerrar os dentes e recomeçar a correr’, sem tempo para parar. São mais 365 Km pela frente e às vezes dava jeito parar um pouquinho e ‘descansar’....reflectir e prepararmo-nos para o que vem aí. Mas nem sempre é possível. Temos que correr!!

Enfim, não estou a dramatizar nem nada que se pareça....apenas e só a pôr ‘isto’ cá fora....afinal para isso é que serve esta geringonça.

2006 vai, todavia, ser um ano de mudanças, pelo menos para mim. E mudanças concretas e palpáveis. Mudança de casa, por um lado. Tecnicamente a maior parte do meu tempo já é lá passado. Inadvertidamente estas férias de Natal trouxeram essa decisão. Um corte que será gradual, que não será feito radicalmente, mas ainda assim um corte com a vida anterior até agora. Um corte que trará os evidentes custos financeiros. Há-de correr tudo bem.

Por outro lado, mudança no emprego, seja mudança física, uma vez que parece quase certo que vou mudar de instalações (para onde, serão melhores ou não, mais perto ou mais longe, ainda não se sabe) e mudanças a nível de comportamento e actividade, uma vez que estas últimas eleições autárquicas trouxeram-me um cesto de laranjas bem grandes. Que vai mudar, vai....se vou ficar melhor ou pior ainda não sei. Já houve muitos indícios de que as coisas irão piorar...mas tb já houve felizmente, alguns bons sinais. A ver vamos. Há-de correr tudo bem.

Em último lugar, mudanças pessoais e internas. Velhadas como sou e ainda penso que há muito em que evoluir, e muito por onde ‘puxar’ por mim. É preciso ver onde entretanto. Só posso dar o meu melhor, e fazer o melhor que possa...logo verei. Há-de correr tudo bem.

Mudanças perspectivadas, mais 365 km pela frente, a ver vamos como é que os irei percorrer. 2005 foi um bom ano. Um ano de consolidação. Um ano de ganhar forças para dar o salto neste novo ano. Logo verei se tenho ‘pernas’ para aumentar o ‘ritmo’. Terei certamente. Felizmente tenho muito apoio e ajuda. Obrigado.

Esta ‘patacoada’ toda veio-me de repente à cabeça ontem enquanto ouvia a canção “Tears Of The Dragon” do Bruce Dickinson. É engraçado como já há tanto tempo eu sabia que a canção falava especificamente das mudanças na vida de cada um, e dos medos e receios em lidar essas mudanças, e na coragem decisiva de os aceitar e enfrentar, e só ontem ‘me bateu’ a sério. Adoro Música.

Um Bom Ano para Todos!

Tears of the Dragon

For too long now, there were secrets in my mind
For too long now, there were things I should have said
In the darkness...i was stumbling for the door
To find a reason - to find the time, the place, the hour

Waiting for the winter sun, and the cold light of day
The misty ghosts of childhood fears
The pressure is building, and I can’t stay away

I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me

Where I was, I had wings that couldn’t fly
Where I was, I had tears I couldn’t cry
My emotions frozen in an icy lake
I couldn’t feel them until the ice began to break

I have no power over this, you know I’m afraid
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...

I throw myself into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face the fear I once believed
The tears of the dragon, for you and for me


Slowly I awake, slowly I rise
The walls I built are crumbling
The water is moving, I’m slipping away...

I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me


I throw (I throw)
Myself (myself)
Into the sea
Release the wave, let it wash over me
To face (to face)
The fear (the fear)
I once believed
The tears of the dragon, for you and for me

quinta-feira, dezembro 29, 2005

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AAAAAAAAAAAAAAAARHHHHG!








"Olhares Estrangeiros"

Antes que me esqueça, se quiserem e tiverem tempo dêem um salto à Galeria Chiado 8 - Arte Contemporânea ali no Chiado (é aquele edifício da Companhia de Seguros Fidelidade mais ou menos em frente à estátua do Fernando Pessoa...bom, é o prédio que fica entre a rua do Haagen-Dasz e a rua do S.Luís).
Estará lá até 31 de Janeiro a exposição "Olhares Estrangeiros" que mostra um conjunto de fotografias reunidas pelo critério exigente de Jorge Calado, realizadas por autores de referência cuja comum condição de “estrangeiros ou estrangeirados” nos oferece um “olhar de fora para dentro”, na fronteira entre o documento e a ficção, despertando, quase sempre, a reminiscência involuntária, por vezes dolorosa, de um Portugal-passado.

Ou seja, temos, portanto uma série de fotografias de Portugal, dos seus locais e gentes, nos mais variados anos, desde os anos 50 até 2000, tiradas por fotógrafos estrangeiros na sua maioria, ou por fotógrafos portugueses 'estrangeirados' pelo facto de cedo terem emigrado.

Percebe-se daqui qual o objectivo da exposição. Pretende dar uma visão 'externa' de Portugal, algo que já nos é difícil fazer, dada a nosa proximidade. E pretende também dar a conhecer o modo como fomos e somos vistos pelos estrangeiros. Deste modo, Esta exposição gira à volta de dois grupos: fotógrafos portugueses que emigraram e fotógrafos estrangeiros que visitaram Portugal.

Qual será, porventura, a necessidade de apresentar também a visão dos portugueses “estrangeirados”? Jorge Calado, comissário da exposição, dá-nos a resposta: “O fotógrafo estrangeiro fotografa aquilo que não encontra no seu país; o nacional procura aproximar o seu país do que vê lá fora. O primeiro particulariza; o segundo universaliza. Vale a pena ler o restante texto que acompanha a exposição.
Reminiscência por vezes dolorosa dum Portugal passado, escreveu-se em cima, porque assim é de facto. Durante os anos 40, 50 e por aí fora, a imagem que Portugal emanava e que como tal era captada pelos fotógrafos, era uma imagem duma nação algo atrasada, envelhecida e vestida de preto, sempre ocupada com o trabalho da terra e afins. É preciso chegarmos aos anos 80 e principalmente 90 para vermos uma mudança de imagem.

As fotografias expostas pertencem à Colecção da Caixa Geral de Depósitos, e são exibidas, pela primeira vez, no nosso País. Parte deste acervo foi exposto na Bélgica, no âmbito da “Europália 91”, e, já este ano, no Centro Cultural de Paris da Fundação Gulbenkian.
Nesta exposição, estão reunidos os olhares de 27 fotógrafos - de Cartier-Bresson a Callahan, passando por Sarah Moon, Boubat, Castello-Lopes e Nozolino - que, sob as mais diversas perspectivas, nos mostram a sua visão de Portugal.



Ah...e é à borla.
(cliquem no banner no topo da página)

Rant #1

Que raio se passa com os condutores portugueses? Já é sabido que a grande maioria não tem muita habilidade, mas SERÁ QUE CUSTA MUITO PÔR A PORRA DO PISCA PISCA para assinalar uma mudança de direcção?? Hello "colega condutor"? O pessoal não é ADIVINHO, portanto DAVA JEITO que informasses os restantes humanos das tuas altíssimas intenções rodoviárias de modo a que nós próprios também possamos ter uma vida e planeá-la, em vez de ficar à espera que Sua Excelência se decida.
O problema é que TODOS os condutores se acham com direitos reais e divinos de PASSAREM primeiro, de serem os primeiros, de serem os ÚNICOS, mal reconhecendo a existência de outros seres...ou então apenas os reconhecem como uns míseros e infectos micróbios que pululam pelo asfalto e que necessitam de ser convenientemente ESMAGADOS e ridicularizados!
Assim não pode ser meus senhores!





Rant: do verbo "to rant". Falar alto, de modo excitado e zangado. Exemplo: "He's ranting and raving about the way they treated him...", "The priest ranted on about the devil and all his works". (in Dictionary of English, Longman)

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Bruce Dickinson - "Tyranny Of Souls"

Este album a solo do Bruce Dickinson pode não estar a par da genialidade e inovação que demonstrou em 1997 aquando do lançamento do anterior “Chemical Wedding”, mas há que dar crédito ao homem. Entre regressar aos Iron Maiden, compor e gravar dois discos com eles, entrar nas digressões todas, apresentar o seu programa de rádio, alguns programas de televisão, e andar a viajar dum lado para o outro como piloto comercial, entre tudo isto, ainda conseguiu tempo e inspiração para compor este disco juntamente com o Roy Z, e fazê-lo de forma brilhante. Um álbum descomprometido e descontraído, extraordinariamente bem escrito, composto e produzido, mostrando um Bruce Dickinson em plena forma, quase, alguns disseram, capaz de fazer sombra à sua ‘banda-mãe’.

De facto, a composição das canções é, mais uma vez, bastante inovadora e refrescante e tanto a nível vocal como intrumental pouca coisa há a apontar. É óbvio que se tratou de uma saudável ‘válvula de escape’ para as ‘coisas’ do Bruce que não podiam pertencer ao mundo dos Iron Maiden, um mundo que não é só dele, onde, por conseguinte, tem outras pessoas e ‘coisas’ com que contar.

De realçar “Navigate The Seas Of The Sun”, uma canção praticamente acústica onde a prestação do Bruce é simplesmente impecável e num tom bem diferente do habitual; a própria voz está colocada de forma muito mais low profile do que é habitual para o senhor Air-Raid Siren, o que também contribui para um feeling diferente, mas ainda assim épico.
"Soul Intruders", "Kill Devil Hill" e "River Of No Return" continuam a conferir ao álbum uma aura muito especial. "Devil On A Hog" realça a veia mais humorística do autor (afinal o gajo já escreveu dois livros de humor a partir da personagem que inventou: Lord Iffy Boatrace).
Um álbum feito 'em cima do joelho', como se costuma dizer, mas se calhar o que importa é mesmo sobre qual joelho é feito!

Pena que as edições europeias não tragam a faixa especial para o mercado japonês, "Eternal", mas pronto....há outros processos de arranjar.


domingo, dezembro 25, 2005

Natal 2005

Bom, mais um que quase está a acabar. Espero que todos se tenham divertido e descansado e tenham conseguido tudo o que pediram ao Pai Natal. Obrigado a todos pelos desejos de Feliz Natal que recebi, seja aqui no blog, seja por SMS, por telefone ou em pessoa. Obrigado.

sábado, dezembro 24, 2005

Feliz Natal

A todos os que por aqui vão passando, inadvertidamente ou não, a todos os que lêem atentamente, aos que lêem a correr ou na diagonal ou dão apenas uma vista de olhos, a todos desejo um Bom Natal, com muita paz, descanso, felicidade, prendas e comidinha!




: )

terça-feira, dezembro 20, 2005

Mesmerize/Hypnotize



São dois álbuns no fundo, um lançado no primeiro trimestre do ano e o outro lançado no último, mas é quase impossível desligá-los. Ainda para mais quando se sabe que originalmente eram para ter sido lançados juntos num duplo álbum. Era a ideia original da banda, impedida pela editora de o fazer. Obviamente porque assim mais dinheiro caiu no banco. Mas, na minha opinião, trata-se do mesmo álbum, e não me surpreenderá se daqui a uns tempos sejam relançados juntos (como aconteceu agora com os álbuns do Rufus Wainwright, “Want One” e “Want Two” lançados separadamente pelas mesmas razões aduzidas e agora relançados juntos sob a designação, natural de “Want”).

Tal política não favoreceu os SOAD no sentido de que o primeiro, “Mesmerize”, surpreendeu, enquanto que o segundo já não, por, alegadamente ‘não trazer nada de novo’. Pudera! Trata-se do mesmo álbum, divido em dois! Peguem num álbum qualquer e dividam-no em duas partes para serem lançadas com meses de intervalo. É óbvio que a segunda parte virá na sequência da primeira, pois ambas nasceram do mesmo processo criativo, e ambas deviam estar juntas. Enfim.

Este álbum surpreendeu, e surpreendeu-me pela positiva, pelas diferenças fundamentais que traz em relação aos anteriores “System Of A Down”, “Toxicity” e, em certa medida pelo “Steal This Album!”, apesar deste já traga algumas das linhas fundamentais desenvolvidas nesta obra dupla. Embora já apreciando esses álbuns, é com este “Mesmerize/Hypnotize” que os SOAD desenvolvem aquelas qualidades que, a meu ver faltavam: melodia, harmonia e maior preocupação em composição musical, em detrimento das puras explosões eléctricas de fúria e raiva que os caracterizam.
A temática lírica continua a mesma, crítica, irónica e politicamente preocupada, mas agora isso sobressai mais com estas ‘novas roupagens’. A certeza que tenho deste facto é-me ainda confirmada pelo facto de alguns fãs mais acérrimos da banda considerarem este álbum como o álbum em que os SOAD se ‘comprometem’ à indústria e ao mercado. Porquê? Porque é uma obra em que pontua a melodia e a harmonia, em que já não há tanta preponderância daqueles ritmos e vocalizações ‘loucas’ e ‘alucinadas’ do vocalista em que é dado espaço tb ao guitarrista para cantar, o qual tem uma voz bem mais melódica que o vocalista. Pasme-se, até solos e guitar leads o álbum tem. Nunca integrei os SOAD no ‘nu-metal’, mas seja como for, cada vez mais se afastam da possibilidade de as pessoas poderem fazer essa integração.

Em suma, uma banda que sofre um pouco quer pelo preconceito (de que eu partilhava até há uns tempos), quer pela imagem e estilo que cultivam ou cultivavam. O que é certo é que, na minha opinião estamos na presença duma banda extremamente original e inovadora em muitos aspectos. Não me parece que haja mais qualquer outra banda a fazer o mesmo.



You and me
We'll all go down in history
With a sad Statue of Liberty
And a generation that didn't agree

sábado, dezembro 17, 2005

Peter Jackson's King Kong

Ontem encontrámos subitamente um casal nosso amigo que se dirigia para o cinema para ver o tão afamado "King Kong" do Peter Jackson. Decidimos ir também, não fazendo caso das 3 horas de duração do filme que, numa sessão da meia noite (e meia) podem ser um pouquito pesadotas.

Sinceramente, quando ouvi falar que o Peter Jackson, realizador dessa suprema e majestosa obra-prima que é o "Senhor dos Anéis", iria realizar uma nova versão do King Kong, não fiquei muito entusiasmado. Não é das minhas histórias favoritas. Portanto aguardei para ver.
Mas sinceramente também, digo-vos que mal vi as primeiras imagens de promoção/apresentação do filme fiquei imediatamente conquistado e com o feeling deste ser um filme 'must see'! A acção e aventura, o aspecto em geral tão extraordinariamente cuidado convenceram-me. E ontem, confirmei!!
Caraças, o sacana voltou a conseguir!! Este sacana do Jackson pode bem ser um dos melhores realizadores das últimas décadas. Definitivamente o melhor contador de histórias que vi, extremamente hábil em pegar em histórias antigas e de outros autores, adaptá-las ao nosso tempo em termos de técnica e apresentação e AO MESMO TEMPO sem 'faltar ao respeito' ao original. impressionante.
Pouco percebo de cinema, mas parece-me que actualmente a maneira de filmar deste senhor é 100% eficaz, ponderada e equilibrada. Uma maneira de filmar que, provavelmente, já não se via no cinema há muitos e muitos anos. As cores, planos, enquadramentos, sei lá mais o quê, tornam tudo muito mais realçado quase como se nos 'puxasse' para dentro do ecrã.

Este "King Kong" não é um "Senhor dos Anéis", claro. E fica naturalmente alguns furos abaixo, mas também é preciso ver que o imaginário e o universo, a história no fundo, que subjaz ao "Senhor dos Anéis" é consideravelmente MAIS rica que a do "King Kong". Pois é, e MESMO ASSIM, o homem consegue dar-nos um filme repleto de acção e aventura, algum terror,
alguma comédia e muita, muita ternura na relação entre personagem da Naomi Watts e o primata gigante, desempenhado digitalmente (sim, pode-se dizer isso) pelo actor Andy Serkis, já responsável pelo Gollum do "Senhor dos Anéis".
Os restantes personagens são, a meu ver meramente acessórios, mas comportam alguma importância, nomeadamente o Jack Black (bastante bem no papel do realizador), e o Adrian Brody (no papel do interesse romântico humano, e 'herói' do filme). As restantes personagens, quanto a mim, dão apenas alguma cor local (interessante o papel desempenhado por aquele míudo do "Billy Elliot", q não me lembro agora do nome, que lê compulsivamente o "Heart of Darkess" do Joseph Conrad, para só no final compreender que NÃO se trata dum livro de aventuras).
Podemos afirmar que as personagens não estão suficientemente desenvolvidas e ainda que o 'romance' entre a Watts e o Brody pareça um tanto ou quanto 'artificial'. Pode ser, mas acho que o cerne do filme é outro e o realizador não quis que o espectador se desconcentrasse.

Fantástica também, e só por si vale a pena, a reconstrução ao mínimo pormenor da NY dos anos 30. É de deixar uma pessoa sem fôlego.

O único 'senão' que lhe aponto é o facto de ter resvalado um pouco para o exibicionismo CGI e de efeitos especiais aquando do 'ataque' dos insectos gigantes. Não me parece que acrescente algo ao filme. Mas, também não sei se o filme original tinha este segmento. Sei que o original tinha os dinossauros e a luta com os T-Rex, mas qto a insectos não sei. Anyway, é uma sequência relativamente pequena no oceano do filme, e, bbastante nojenta e arrepiante!LOL

Em suma, um filme definitivamente a VER. Um filme de acção e aventuras? Sim. Mas ao mesmo tempo...muito mais do que isso. Peter Jackson consegue aliar na perfeição entretenimento puro com cinema na sua expressão artística mais apurada.

PS: sempre gostava de saber o que se segue!

PS2: Das obras anteriores do Jackson apenas vi o "Braindead". Não apreciei particularmente. Digo isto apenas para estabelecer uma 'divisão nas águas'. Uma divisão entre o Jackson pré-Senhor dos Anéis, e o Jackson Pós-Senhor dos Anéis.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

E agora para aligeirar um pouco!

Santa KNOWS, kids!!!!!! He just knows.

Arrolamento

O fim do ano está a chegar e é tempo de fazer as costumeiras listas dos 'melhores disto' e 'melhores daquilo'. A minha lista dos'10 Melhores Álbuns do Ano' normalmente cinge-se ao campo do heavy metal, onde, ainda assim vou tendo maior conhecimento.No entanto, esta lista ainda não está definitivamente fechada, portanto há que aguardar.

Entretanto, e para me entreter, 'criei' outra série de'melhores de'. Cá vão.




Melhor Álbum de 2005
"Ghost Reveries" - Opeth

Melhor Banda de 2005
Mostly Autumn

Melhor Canção de 2005
"Falling Sparrow" - Masterplan, álbum "Aeronautics"

Melhor Álbum de 2005 fora do Heavy Metal
"Chaos And Creation In The Backyard"- Paul McCartney

Melhor Capa de Álbum de 2005
"Rosenrot" - Rammstein
(http://photos1.blogger.com/blogger/5877/1719/1600/cover.jpg)

Originalmente este era um post muito bonito e o camandro com as imagenzinhas todas a verem-se como deve ser. Mas aparentemente, isto não aguentou a minha ideia original. Não deve ser à toa que ninguém usa este template. Enfim. Tive de recorrer à solução insípida de colocar meros links para as imagens. Fazei pois o favor de clicar neles para acederem à imagem ilustrativa de cada item, se assim vos aprouver, claro!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Jingó béles!

Pois é. Estamos no Natal.

As montras iluminam-se, a música típica da época invade as ruas,as rádios, as lojas e casas, a TV prepara toda a sua programação especial, as cores dominantes da cidade mudam, etc, etc.

Pessoalmente gosto do Natal. Sempre gostei e penso que sempre vou gostar. Acho que é um ambiente único, divertido e aconchegante. Gosto da música de Natal que começa a aparecer por todo o lado, gosto das montras iluminadas e enfeitadas, gosto das luzes de Natal das cidades, gosto de árvores de Natal e de Presépios, gosto da programação especial da TV, gosto do Natal dos Hospitais (apesar de não o ver, mas gosto que exista, tal como o Coro de Sto Amaro de Oeiras!Lol) gosto, em suma, de todo o ambiente que se cria à volta desta data e nesta época em geral, com todas as suas tradições e costumes típicos. Independentemente do significado religioso, que é importante, acho que é uma data universal e sentida por muitas pessoas como uma coisa boa.

É óbvio que nem todas as pesoas pensam assim e não há problema nisso, claro. Cada um opina o que quer como quiser. Há quem não goste por ser uma época triste ou solitária, outros porque lhes traz recordações não muito boas, outros, porque pura e simplesmente não o sentem da mesma maneira, ou porque é uma época que lhes é basicamente indiferente. Até aqui tudo bem, pronto.

Mas devo confessar que me faz um pouco de espécie a quantidade de críticas que afirmam que no fundo o natal mais não é do que uma época comercial em que as pessoas entram num stress desgraçado em comprar tudo o que vêem.

Sim, é verdade que se trata duma época comercial. Sim é verdade que a maior parte das pessoas entra em parafuso a comprar tudo e mais alguma coisa para oferecer a meio mundo, mesmo quando não podem.
Levanta-se um furor consumista, o corre-corre das pessoas, o encher dos centros comerciais e das lojas. Os comerciantes esfregam as mãos, os consumidores deitam-nas à cabeça enquanto esvaziam, na medida do possível (e às vezes, do impossível) a carteira.
Pois é, isso é tudo verdade. Mas ISSO não é o Natal. ISSO é a maneira como certas pessoas (a maioria ou não) escolheram viver a época. E cada um é livre de escolher a forma de sentir o Natal. Aliás, não faz tanto sentido dizer que o natal é uma época comercial como nos restantes dias do ano. O consumismo desenfreado já não é uma coisa típica do Natal, mas sim de todo o ano; já é uma característica da nossa sociedade cronicamente endividada que tem mil e uma solicitações e oportunidades para gastar o que tem e o que não tem.

Mas há que reconhecer que de facto é nesta época que se dá uma maior concentração deste furor consumista. Pois é. Mas pergunto-me que tipo de incómodos isso poderá trazer a alguém a quem o Natal é indiferente ou que não festeja. E não me venham dizer que é por haver muitas pessoas nas lojas que surge o incómodo. Não estou a falar dessas incomodidades. Estou a falar de outra coisa. Quem não se importa com o Natal também não deveria sentir-se incomodado ou 'ultrajado' com o facto de o comercialismo deturpar ou desvirtuar o Natal.

Outra questão que é levantada é a da hipocrisia sentida num dia (época) em que os 'melhores sentimentos' são destacados e privilegiados, quando na verdade deveriam sê-lo todos os dias do ano. De facto é verdade. A caridade, preocupação e amor pelo próximo deveria ocorrer em todos os dias do ano. Será assim tão hipócrita celebrar algo com mais enfâse num dia ou época do que em outros dias? Não me parece que seja assim tanto.

Pessoalmente não concordo com as críticas apontadas no sentido de que só no Natal é que as pessoas parecem 'obrigadas' a respeitarem e preocuparem-se com o outro. Não só não me parece que o Mundo esteja assim tão mal, como, ainda e mesmo assim, se o Homem se preocupa em festejar uma época que supostamente destaca os melhores sentimentos nele, então acho que é de louvar tal data. Se existe uma data que 'obriga' a Humanidade a 'parar' um bocadinho e deixar de andar às 'cabeçadas', então penso que essa data e essa comemoração já tem algum mérito e deve continuar a existir.
Mesmo que haja pessoas que adoptem determinadas atitudes apenas 'por ser Natal', parece-me que já trazem algum tipo de Bem. As famílias, por exemplo. As famílias, supostamente devem manter-se juntas e apoiarem-se mutuamente, mas o Mundo em que vivemos fez com que as famílias se desagregassem, se afastassem, muitas vezes por motivos económicos. Ora é no Natal que muitas delas se reúnem. Pode ser um mero pretexto, pode acontecer que até nem sejam tão religiosas como isso, mas o que é facto é que se juntam. Nem que seja por uma noite. Não será isso digno de louvor? Pelo menos nesse dia amigos que não se falam há meses lembram-se uns dos outros....

Acho que por tudo isto, o Natal ainda é e será sempre uma época bonita e a celebrar.

Tal como cantava o Freddie, "thank God it's Christmas for one day"....

Thank God It's Christmas

Thank God It's Christmas

Oh my love we've had our share of tears
Oh my friend we've had our hopes and fears
Oh my friends it's been a long hard year
But now it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas

The moon and stars seem awful cold and bright
Let's hope the snow will make this Christmas right
My friend the world will share this special night
Because it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one night

Thank God it's Christmas yeah
Thank God it's Christmas
Thank God it's Christmas
Can it be Christmas?
Let it be Christmas
Ev'ry day

Oh my love we've lived in troubled days
Oh my friend we have the strangest ways
All my friends on this one day of days
Thank God it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one day

Thank God it's Christmas
Yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
Oooh yeah
Thank God it's Christmas
Yes yes yes yes it's Christmas
Thank God it's Christmas
For one day

A very merry Christmas to you all

sexta-feira, dezembro 09, 2005

1980-2004

De 8 de Dezembro de 1980 a 8 de Dezembro de 2004 passaram 24 anos. Portanto fez ontem 25 anos que o John Lennon foi cobardemente assassinado. E fez um ano que o 'Dimebag' Darrell foi cobardemente assassinado. Um estava a dirigir-se calmamente para casa para ter com a sua família, o outro estava em cima do palco a fazer aquilo que fazia de melhor: a tocar para o público. Ambos foram alvejados a sangue frio por doentes psicológicos que se disseram seus 'fãs'. De 8 de Dezembro de 1980 a 8 de Dezembro de 2004 parece que tão pouco tempo passou....parece quase a mesma relação que existe entre 'ontem' e 'hoje'. Parece que pouco ou nada se evoluiu.










RIP John e 'Dime'.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Jeff Wayne's Musical Version of The War of the Worlds"

"No one would have believed, in the last years of the nineteenth century, that human affairs were being watched from the timeless worlds of space. No one could have dreamed that we were being scrutinized as someone with a microscope studies creatures that swarm and multiply in a drop of water. Few men even considered the possibility of life on other planets. And yet, across the gulf of space, minds immeasurably superior to ours regarded this earth with envious eyes, and slowly and surely, they drew their plans against us."

Esta é a introdução narrada que abre este disco. E basta estas frases e a forma como são lidas para sentirmos que nos preparamos para assistir a uma bela e épica história. Assim que entra a parte instrumental da primeira faixa ficamos logo ‘apanhados’ pelas várias camadas de teclados e sintetizadores, que dão o tom para tudo o que se seguirá. Um dos álbuns conceptuais de rock progressivo mais influentes de sempre.

Ouvi falar pela primeira vez deste disco apenas há alguns meses atrás, aquando da estreia do filme homónimo do Spielberg. Aproveitando o ‘embalo’, o disco do Jeff Wayne foi reeditado, remasterizado e com algumas faixas extra.
O disco chamou-me a atenção imediatamente por ser uma ópera rock com vários participantes (um conceito que me apraz muito) e pelo facto de um desses intervenientes ser o Phil Lynott vocalista e líder dos grandes Thin Lizzy.
Para além dele conhecia apenas o Sir Richard
Burton (um dos ex-maridos da Liz Taylor, embora seja, felizmente mais do que isso), um grande actor, dono duma voz extraordinária, completamente adequada ao papel que lhe coube, que é o de narrador e personagem principal da história. Não canta, apenas narra e interage com os outros ‘actores’, os quais, alguns, cantam sim senhor. De facto, a voz deste senhor é uma mais valia para o disco. Uma voz poderosa, forte mas contida que consegue eficazmente transmitir o que seria o terror duma invasão hostil.

Fui ler alguma coisa sobre o disco e o que descobri deixou-me espantado com o sucesso e influência que esta obra teve ao longo dos anos.
No entanto, há 30 anos atrás, o autor e músico Jeff Wayne estava certamente longe de supôr o sucesso que este disco teve, quando decidiu fazer uma versão musical dum livro pelo qual se tinha apaixonado. “A Guerra dos Mundos” de H.G.Wells.
Final dos anos 70, o “Star Wars” já tinha levado as pessoas para o espaço, os musicais eram um
sucesso, e o prog-rock, com as suas longas composições orquestrais estavam em plena moda. Wayne pega nisto tudo e escreve um disco onde mistura ‘spoken word’ com partes cantadas, baseado directamente naquele livro. No entanto, não há nunca o perigo de se tornar num disco-livro, uma vez que, apesar de tudo, é a música que assume aqui o papel preponderante. E o que a música nos traz é que é realmente inovador.

Também não se trata duma banda sonora dum filme. E muito menos uma rádio novela, apesar de, em certos aspectos, assumir essa aparência devido às partes narradas e diálogos e também alguns efeitos sonoros que ajudam a descrever a acção. Talvez esteja aqui, propositadamente ou não, uma homenagem ao feito de Orson Welles, que em 1938 conseguiu assustar a América com a sua transmissão radiofónica baseada no mesmo livro.). No entanto, esses efeitos e partes em diálogo são usadas com ponderação, intercalados por entre as magníficas e longas peças musicais que compõem os dois discos.

O álbum vendeu 13 milhões de cópias até hoje e ficou nos Tops do Reino Unido por 260 semanas.
Entrou para os tops de 22 países e chegou a ouro e platina em 17 deles. Várias bandas electrónicas e DJ’s ainda usam hoje samples deste álbum para os seus trabalhos. Há inclusivamente quem diga que as raízes da música electrónica podem ser encontradas neste disco (bem como no The Dark Side Of The Moon dos Floyd), devido à sua enorme gama de experimentações sonoras, uso generalizado de sintetizadores e feeling em geral dançante, bem típico do final dos anos 70.
É uma música que comporta vários ambientes e sentimentos, dos mais tétricos e desesperados aos mais esperançosos e mesmo belos. Aliás a quantidade de instrumentos que foram utilizados é disso boa prova.

Foi um dos álbuns mais inovadores e criativos da sua época, e também dos mais ambiciosos e caros. Demorou 3 anos a ser feito e custou perto de 240.000 libras, o equivalente a um milhão de libras actuais. Foi em parte financiado por Jeff Wayne, correndo grave risco financeiro pessoal. Ele próprio disse que caso não tivesse sucesso, teria de vender a casa para pagar as dívidas. Mas teve. E continua a ter.
Um disco de rock progressivo sinfónico com ritmos de disco sound e alguma electrónica à mistura? Pois, parece que sim!

A música presente tem tem de facto um ‘dance beat’ nunca antes visto num álbum de prog rock, mas é, ao mesmo tempo diversificada com uma orquestração ‘grande’, épica e quase pomposa. É o caso da primeira faixa, "Eve Of The War", em que aquela introdução de Burton dá lugar a uma longa peça luxuriante cujo tema se repete depois em várias partes do álbum.
“The chances of anything coming from Mars are a million to one, but still they come”, canta Justin Hayward (vocalista dos Moody Blues).
As restantes faixas desenrolam o resto da história, sendo que algumas são bem longas e variadas. Mas no fundo, a divisão do álbum em faixas acaba por ser irrelevante pois o álbum flui continuamente como um todo, num crescendo de emoção e suspense.
De destacar a “Forever Autumn”, cantada por Hayward, dotada de uma beleza singular e que, mais tarde os próprios Moody Blues re-editaram e pode ser encontrada nalgumas compilações do grupo; e também a “The Spirit of Man”, onde Phil Lynott dialoga/canta em dueto com Julie Covington (uma estrela da Broadway da altura), num estilo bastante bombástico e teatral.

Em suma, um excelente e cativante disco, capaz de nos hipnotizar a ponto de não conseguirmos prestar atenção a mais nada. Para os mais receosos das influências disco, é reconfortante saberem que o trabalho das guitarras é sempre excelente, bem como as orquestrações. Não deixa de ser um álbum de rock, afinal.
Sim, é possível que haja aquele feeling de que alguns dos efeitos e dos arranjos sejam hoje um tanto ou quanto pirosos....mas o trabalho em geral não deixa de ser assombroso. Pessoalmente fui muito surpreendido pela música deste álbum. É algo que realmente impressiona pela qualidade e pela melodia memorável. Bastou uma audição apenas para depois, na segunda, eu já parecer conhecedor do disco há muito tempo.


Track listing

Disc 1: “The Coming Of The Martians”

1. The Eve of the War (9:06)
2. Horsell Common and the Heat Ra (11:36)
3. The Artilleryman and the Fight (10:36)
4. Forever Autumn (7:43)
5. Thunder Child (6:10)

Disc 2: “The Earth Under The Martians”

6. The Red Weed (5:55)
7. The Spirit of Man (11:41)
8. The Red Weed (part 2) (6:51)
9. Brave New World (12:13)
10. Dead London (8:37)
11. Epilogue (Part 1) (2:42)
12. Epilogue (Part 2) (NASA) (2:02)

Total Time: 95:12

Line-up
- Jeff Wayne / synthesizer, keyboards, voices, director, conductor, executive producer, performer, orchestration
- David Essex / vocals, performer
- Justin Hayward / vocals, performer (MOODY BLUES)
- Chris Spedding / guitar
- Julie Covington / vocals, performer
- Herbie Flowers / guitar (bass)
- Billy Lawrie / vocals (background)
- Phil Lynott / vocals, performer(THIN LIZZY)
- Chris Thompson / vocals, performer (MANFRED MANN’S EARTH BAND)
- Richard Burton / vocals, performer
- Ray Cooper / percussion
- George Fenton / zither, taragat, santur
- Ken Freeman / synthesizer, keyboards
- Barry Morgan / drums
- Gary Osborne / vocals (background)
- Jo Partridge / guitar, vocals, performer
- Paul Vigrass / vocals (background)
- Roy Jones / percussion
- Barry Da Souza / percussion

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Candidatos IV

Mário Nogueira

Líder do MIRP – Movimento Independente Recuperar Portugal. Tb é professor universitário, ex-oficial da marinha mercante e consultor de turismo e hotelaria (ou seja, está bem preparado para enfrentar as duríssimas viagens e périplos pelo planeta que o PR de Portugal tem de efectuar).

Menezes Alves

Advogado de Lisboa (isto está mesmo muito mau cá para os advogados.....), que se destacou pela frase de candidatura: “O pior que me podia acontecer era ganhar”. Vê-se portanto que está empenhadíssimo em vencer e mais que preparado para largar a sua vida de advogado, a qual ninguém parece conhecer....ah espera.....agora já não é tanto assim.

Nelson Pereira

Este também queria ser advogado, mas desistiu...desistiu no “2.º ano de Direito da Digníssima Faculdade de Direito de Lisboa”, onde entrou aos 43 anos. Pretende não só ser o Presidente de Portugal, mas também o nosso Paizinho, pois concebe o exercício do cargo à maneira dum chefe de família, considerando que “nenhum povo pode crescer e ser grande se os seus filhos estiverem em guerra uns com os outros”. Como bom chefe de família defende o princípio do ‘bom pagador’ e o “fim gradual do Instituto do Fiado”, o primeira passo certamente duma modernização administrativa.
Portanto, como nosso Pai, podemos esperar um Presidente dinâmico e enérgico, que obrigará o país a comer a sopa e os vegetais, que o porá de castigo qduando se portar mal, e, pior do que isso, não nos emprestará o carro nunca na vida. Será tb ele o grande impulsionador da Educação Sexual no nosso país, quando, como bom pai, tiver aquela conversa sobre os factos da vida, das abelhas e das flores, conosco, seus filhos .

Por fim temos a categoria "Regabofe á Séria", onde pontua o inefável

Manuel João Vieira

O cantor, pintor e alicinado em geral já se candidatou à Presidência em 2001, tendo apresentado as necessárias 7500 assinaturas. Só que devem ter-se esquecido de lhe dizer que tinham de ser 7500 assinaturas diferentes, e não todas do mesmo eleitor. Antes dizia que ´só desistia se ganhasse, mas agora o discurso é outro. Ele afirma ser o verdadeiro Manuel "Alegre", por causa do nome e disposição, e avançou com outras palavras de ordem, como "Se queres dinheiro na algibeira, vota Vieira", e tb "Não faças asneira, vota Vieira". Nitidamente um candidato que se leva a sério.
Tudo isto tem muita piada, mas agora, numa toada mais séria, não posso deixar de saudar e louvar aqui a vontade e empenhamento democrático que todos estes cidadãos demonstram ao avançar com as respectivas candidaturas. :D

Candidatos III

Lança de Carvalho

É de Cascais e é controlador de tráfego aéreo, uma profissão, ao que parece, altamente desgastante. Não afirma nada de bombástico ao que parece, mas parece que, se lermos nas entrlinhas veremos facilmente que este senhor não será uma boa escolha para o Povo. Naturalmente, sendo de Cascais, revela-se averso a arraiais e tudo o que tenha um cariz mais ou menos popular. É o que se depreende quando afirma que concorre para ter um País, em vez dese arraial mais ou menos anárquico em que vivemos.
Será no entanto uma mais valia para os contactos internacionais, uma vez que tem o único nome traduzível em inglês:
“Ladies and gemtlemen. His Excellency the President of Portugal, Mr. Oak Spear!”

Luís Botelho Ribeiro

Este professor auxiliar de electrónica industrial que aprofundar o “espírito de Guimarães”, transferindo a Presidência para aquela cidade, para os Paços dos Duques de Braçança. Não sei o que diria o Afonso Henriques ao ver um tão mau uso dado às reais habitações. Mas quer-me cá parecer que isto é uma subcandidatura encoberta do PPM. Assim que o Botelho se instalasse lá em Guimarães chamava logo o nosso “rei” para tomar conta da lida da casa e do país. No fundo, votar em Botelho é votar no golpe de Estado monárquico. Importante tb é a proposta de incluir as cruzes das caravelas na bandeira nacional. Agora é que vai ser uma confusão.

Luís Filipe Guerra

É o secretário-geral do partido Humanista. Um partido bonito mas algo tótó para o comum português. E complexo também. Diz-nos o Advogado (mais um) que a sua candidatura visa “superar os modelos individualistas salvacionistas ou de inspiração neo-liberal”....hãããã? Condena qualquer discriminação e qq forma de violência. É bonito sim senhor. Mas não te esqueças que se fores eleito vais ser o Comandante em Chefe de todas as Forças ARMADAS!

Manuela Magno

Esta senhora é, repito, muito simpática. Professora de música, maestrina, doutorada em música pela Universidade de Columbia, licenciada em Física Nuclear pale Universidade de Lisboa, parece ser bastante inteligente, e parece acreditar que irá fazer relmente a diferença. Se calhar ainda ninguém lhe disse que Portugal não tem poder nuclear, mas pronto. “Educação, Ética e Eficácia” é o cerne do seu programa para a política nacional. Simpática senhora, já vos disse? Esta senhora, quando fez 50 anos ofereceu a si própria uma Constituição Anotada e leu-a de fio a pavio. Parece estar preparada para o cargo e para as grandes secas que o mesmo comporta. É mesmo simpática. E não estou a ironizar.

Os Candidatos II

Carmelinda Pereira.

A candidata Carmelinda é apoiada pelo POUS. Mais uma eterna candidata ‘wannabe’, uma vez que nunca consegue obter as assinaturas suficientes. Quase que poderia ser integrada na categoria do Garcia Pereira, mas a quase total invisibilidade e irrelevância da candidatura e do partido, acabam por relegá-la para esta categoria mais 'segunda divisão'. O DN diz que já escreveu duas cartas a Manuel Alegre, mas que este não respondeu. Qual o teor das cartas é que é um mistério imsondável. Enfim, Carmelinda, seja como for, não augura bons resultados. Qualquer dia temos a Beneditina a concorrer para primeiro-ministro e a Urraca como ministra das finanças. Não pode ser.

Claudino Aniceto.

Bom...LOLOLOLOL.....que dizer do Sr. Aniceto? Que dizer para além do nome!? É um ex bancário e estudante de Coimbra onde ganhou a alcunha “Dr. Zedório” (what the fuck!!!?lol) Parece o nome dum personagem de ficção científica e, de facto, o aspecto do Sr. tb dá azo a isso, com a sua vasta capilosidade branca e grisalha, óculos penetrantes e imponente pêra. É um homem de acção, um “candidato alternativo aos que se perfilam na grelha de partida, com força e convicção para por KO os opositores”. Está indeciso entre convidar o Pedro Lamy ou o Mike Tyson para seus mandatários. Propõem-se “desratizar”(sic) o país, o que é uma excelente ideia, tendo em conta as doenças que esses infectos roedores trazem. Promete ainda lutar contra Espanha e a sua intenção de “Unificar toda a Península Ibérica”. Ah, e muito importante, promete tb, “erradicar de vez a miséria em Portugal”. Deve ser com o raio mortífero que inventou, qual verdadeiro cientista louco.

Gonçalo da Câmara Pereira

Sim, esse mesmo. O ‘pacholas’ bonacheirão que estava lá na TVI a brincar aos quinteiros. É Vice Presidente do Partido Popular Monárquico e vereador autárquico. Diz ele que mesmo sendo monárquico com “direitos sucessores ao trono de Portugal” (hããã?) tem o direito de se candidatar como qualquer cidadão. Está certo. Provavelmente convidará a Bárbara Elias para todos os cargos possíveis no Palácio de Belém. A sua candidatura não será a de um “D. Sebastião” (ainda bem, pq já há a mais) e não promete empregos para todos nem o céu na terra. Isto é que é. Ele só prometeu emprego à família, até ao quiquagésimo primo, aos meninos do PPM e, claro à Bárbara Elias. Quanto ao céu, ainda bem que o vai deixar onde está. É mais bonito assim e o Astérix agradece.

José Maria Martins

Pois. O advogado do Bibi. Não contente com esta fama, ainda quer ser o Presidente de todos os Portugueses e quem mais aparecer tb. Um homem dinâmico que já foi operário, trabalhador rural, funcionário público, agente da PSP, funcionário judicial, neuro-cirurgião, e conquistador do planeta dos macacos (estas duas últimas era só para ver se estão a prestar atenção). Recentemente tb o vimos na TVI a fazer luta livre e boxe free style com uns senhores duma padaria. Pois agora é advogado, e quer ser Presidente. Considera que o sistema político está corrupto e minado pelo tráfico de influências, “imparável e galopante”. Elegeu Espanha como o único e verdadeiro INIMIGO de portugal, que necessita de ser combatido. Para isso começa por propôr a retomada da nossa praça-forte em Olivença!

Finalmente....os candidatos.

Num sem precedentes e inaudito esforço de informação pública, eis finalmente os conhecidos (até agora!) candidatos e candidatos a candidatos à Presidência da República. Ou por outras palavras: há muito maluco solto por aí! O Bola Oito orgulha-se de oferecer um tão digno e útil serviço ao Povo.
Pois bem...temos, primeiro estes que já conhecemos:

Categoria "Prata da Casa"

Aníbal Cavaco Silva – o terror do Bolo-Rei
Manuel Alegre – o Presidente-Poeta
Mário Soares – a almôndega, isto é, a bola de carne
Jerónimo de Sousa – Camarada CD (sim, que as cassetes já lá vão)
Francisco Louçã – O hipnotizador "olhem-me nos olhos" exaltado

Pois sim...estes são aqueles com os quais temos de 'gramar’ e que já conhecemos de ‘gingeira’. Mas ficam a saber que há outros das mais variadas categorias:

Categoria
"Manda mais postais"

Esta apenas tem um elemento. Alguém que ainda assim, apesar de aparentemente ter um cartão vitalício de “passe pela casa partida”, merece ser levado a sério. Mereceria ainda mais se os tempos de antena do seu partido não fossem um atentado à moda actual. Aqueles casacos-video e os pullovers 'em bico' são verdadeiras pérolas do tempo de antena e da própria TV! Nós não vemos, mas eles ainda usam todos calças à boca de sino.

Garcia Pereira

É um ‘habituée’. Concorre pelo PCTP-MRPP. Já se submeteu a estas andanças em 2001 e teve uns surpreendentes 68 900 votos. Naturalmente já apresntou queixa à Comissão Nacional de Eleições por não ter sido convocado para os debates televisivos. Aliás, segundo ele, ‘na grande comunicação social só passam as verdades oficiais e só têm direito a palavra os pregadores do regime”. Alerta-nos ainda para a “anticultura do oportunismo, do oportunismo, do ‘vira-casaquismo’, do ‘lambe-botismo’ e do medo que está instalada de alto a baixo na nossa sociedade”. Cavaco mais não é do que um D.Sebastião de segunda categoria “pretendendo surgir de entre as brumas do nevoeiro e da balbúrdia (...) como um novo salvador da pátria”. Soares agarra-se “desesperadamente à cadeira do poder”, só para garantir “que um Governo traidor das suas promessas possa ir até ao fim da legislatura”.

Categoria Regabofe:

Nesta categoria cabem todos os outros candidatos. Os que ninguém conhece, os que não têm qq expressão ou apoio partidário, os ridículos, os que realmente julgam que podem efectivamente contribuir com alguma coisa, os exibicionistas, etc.

Para já ficam os nomes. Depois, em post posterior elaborarei mais acerca desta categoria regabofe.

Carmelinda Pereira (raio de nome)

Claudino Aniceto (por amor de Deus!!!)

Gonçalo da Câmara Pereira (cruzes credo!)

José Maria Martins (enfim...)

Lança de Carvalho (pelo menos ficamos a saber que a lança é de bom mateiral)

Luís Botelho de Ribeiro (um sólido e autoritário nome)

Luís Filipe Guerra (um excelente nome! Bélico e audaz!!)

Manuela Magno (esta senhora até é bem simpática)

Mário Nogueira (se há um Carvalho, pq não uma nogueira)

Menezes Alves (interessante, mas é preciso um nome próprio para o povo abusar)

Nelson Pereira (Nelson? Isso é para os bifes e o seu Trafalgar)

Manuel João Vieira (um nome da cultura portuguesa e também venusiana)

Para dizer a verdade, este último candidato merece talvez uma subcategoria à parte. Algo como Subcategoria Regabofe À Séria”!

Greve!?

Acabei agora de ser informado que a Administração Local irá fazer uma greve nacional de DOIS DIAS, nos próximos 13 e 14 de Dezembro. "Por aumentos salariais dignos. Pela negociação do caderno reivindicativo. Em defesa dos direitos, da aposentação e das carreiras. Contra a destruição dos serviços públicos". É dito ainda no panfleto que esta greve é "a resposta dos trabalhadores das autarquias à ofensiva do Governo contra os nossos dieitos, a aposentação e as carreiras, os salários, os serviços públicos. A intensificação da luta é o único caminho para derrotar a política da mentira, do fingimento e das falsas promessas tão a gosto do Governo...blá blá blá blá".

Ora mas vamos lá a ver....que raio é isto? DOIS DIAS de greve? Mas será que este pessoal do sindicato vive noutro mundo? Ou melhor: será que vivem na Escandinávia ou noutros países mais desenvolvidos? É que, salvo erro, é aí que os trabalhadores se podem dar a LUXOS de greves de dois dias uma vez que os sindicatos cobrem os salários.....aqui NÃO! Aqui ficamos sem o pelo do pilim. E há muita boa gente que precisa do pilim....muitas vezes para SOBREVIVER apenas. E não será que as greves este ano já foram DEMAIS? Conseguiram alguma coisa? Não me parece. O que me parece é antes:



Meus senhores! Um pouco de ponderação e realismo. E STFU!

It's Monday agaaaaaaain!

Bom, espero não fazer disto uma tradição das Segundas-Feiras, mas a verdade é que ainda mal começou e já é um dia apropriado para:


No Sábado verifiquei que um dos pneus de trás estava um pouco 'flat'. Enchi e pareceu aguentar, o que me levou a supor que se tinha tratado de uma pequena fuga. Ontem estava novamente em baixo, pelo que procedi à substituição pelo pequeno e hilariante pneu sobresselente que o meu carro tem. Hoje de manhã fui à 'coisa' dos pneus, convencido, em toda a minha ingenuidade, que teria arranjo. Não tinha. Já era velho. Nada a fazer a não ser comprar outro. Outros neste caso, visto que acabei por comprar para ambas as rodas de trás.

Ora, isto apenas é motivo de história pela fina ironia. Horas antes tinha estado a congratular-me pelo facto, inaudito, de, nesta altura do mês e ao contrário do que normalmente acontece nos outros, eu ter efectivamente conseguido poupar 100 euros. Afinal, uma hora depois desta constatação, lá se foram os 100 euros...tão depressa como carregar na tecla verde do Multibanco.

Nas palavras imortais de Edmund Blackadder:

Once again the devil farts in my direction.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Testing 1,2,3


Hummmm....nada a dizer pelos vistos. A torneira fechou por agora. É sexta-feira, são 16h00 e falta-me no mínimo hora e meia até poder ir para casa curar-me desta dor de cabeça irritante. Apetece-me ficar de molho hoje.

Over and out!;)









Perdoem o humor negro.LooooooooooL

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Hoje foi um dia bom!

Banda sonora privilegiada neste dia: Jeff Scott Soto, "Lost In The Translation" (2005), com especial enfâse nesta:

BELIEVE IN ME

Just relax & stay a while
I feel the need 2 show u my design (my design 4 u)
Ease concern, my curious child
I plan 2 take u 2 a whole new world (new world just 4 2)

If u believe in me 2night
U're not the vow that I will fight
2 do everything I need 2 make u understand (this I swear 2 u)
Sacred as everything I feel
I am the love that u must steal
& 2gether we can seek the promised land

Nothing I won't do (oh no, my love)
My love belongs 2 u
Say u wanna come along with me 4 a ride
Tell me that u wanna know the meaning inside
U'll never really know
I'll never let u go
All the signs r there 2 let me in
I feel the time is right, now let begin

In the shadows of divine
I live 2 hold your body 2 close 2 mine (each & every day)
I owe it all 2 the wishing well
I used 2 doubt, but any fool can tell (what more can I say?)

If u believe in me 2night
U're not the vow that I will fight
2 do everything I need 2 make u understand (this I swear 2 u)
Sacred as everything I feel
I am the love that u must steal
& 2gether we can seek the promised land

Nothing I won't do (oh no, my love)
My love belongs 2 u
Say u wanna come along with me 4 a ride
Tell me that u wanna know the meaning inside
U'll never really know
I'll never let u go
All the signs r there 2 let me in
I feel the time is right, now let begin

Won't u let me in2 the dreams u know so well
& as far as I can tell?
U can believe in me, believe u me
I could never let u down, I will always b around
Believe in me

If u believe in me 2night
U're not the vow that I will fight
2 do everything I need 2 make u understand (this I swear 2 u)
Sacred as everything I feel
I am the love that u must steal
& 2gether we can seek the promised land

Believe in me 2night
Believe in me 2night
Believe in me 2night
Believe in me 2night