domingo, outubro 30, 2005

Monsaraz


Ou então, apesar do senhor Outono, mencionado anteriormente, já se ter realmente instalado com todas as confianças que lhe assistem nesta altura do ano, porque não procurar outras paragens, outras vistas, outros ares? Nem que seja só por uma noite.




PS: um agradecimento especial ao Sr. Guarda-Castelos do Castelo de Mourão, pela lanterna e pelas palavras inspiradoras.

sexta-feira, outubro 28, 2005

E por falar em Outono

Ei-lo que já chegou finalmente. Tempo de ficar em casa a ouvir o vento a assobiar e a chuva a cair. Tempo de puxar os cobertores para cima e voltarmo-nos para o outro lado aconchegados. Tempo para descansar um pouco também...Ainda bem. Já fazia falta.



I love the autumn for its sense of melancholy seems to strike my needs for sadness. There is poetry in the dying of the year and mistery as well
Kyffin Williams

Mostly Autumn.......outra vez!

Como há uns dias disse, é raro encontrar uma banda que me conquiste tão rápida e imediatamente. Quando ouvi esta banda pela primeira vez fiquei tão impressionado que não consegui evitar várias audições sucessivas.
Mas mais raro ainda é a mesma banda conseguir impressionar-me duas vezes seguidas a ponto de eu não conseguir sequer decidir qual é o melhor álbum dos dois que já ouvi. Desta vez ouvi este: "Storms Over Still Water", e mais uma vez tudo o que me fez apaixonar por esta banda está lá....talvez este álbum seja um tanto ou quanto mais 'pesado' que o outro, mas as mesmas influências, ambientes e melodias estão presentes.
Destaque especial para ambos os vocalistas que conseguem dar uma textura impressionante a todas as canções. Sim senhor.....quero mais umas doses, e se possível vou ver se consigo arranjar as doses em formato original!

quinta-feira, outubro 27, 2005

Super FM

Consegui recentemente pôr as minhas ávidas mãos em dois discos de que andava há muito muito tempo à procura. Há mais de 10 anos que procurava nas lojas, segunda mão ou não, no Napster, Kazaa, Winmix,SOulseek, Audiogalaxy, eMule, eMule Bowlfish e sei lá mais o quê e...nada!
Falo destes dois discos:

My Little Fun House - "Standunder"
The Sighs - "What Goes On"

Ambos estes discos transportam-me imediatamente para o início dos anos 90, mais concretamente os anos de 92 e 93, a partir dos quais me começei a interessar realmente por música. Duma forma algo obcecada diriam alguns. LOL

Na altura não tinha dinheiro para comprar cd's, portanto tive de me desenrascar com algumas cassetes originais compradas, com cassetes gravadas e também com a rádio. A rádio era a Super FM. Era do Montijo e estava no n.º 106.2.
Foi nesta rádio que eu descobri uma série interminável de bandas, músicos e canções. O estilo da Super Fm era simples: passavam música pelo prazer de passar. Não havia cá 'playlists', isto é, não corriamos o risco de ouvir a mesma música 50 vezes por dia. E não se limitavam a passar os singles ou 'as do costume'. Houve inclusivamente álbuns que acabavam por ser passados na íntegra. A banda sonora do Last Action Hero foi um deles por exemplo.

Foi tb aqui que eu me habituei a ouvir heavy metal, pois os Megadeth, Anthrax, Iron Maiden, Metallica, Def Leppard (do bom), etc etc, eram comuns a qq hora. E mais: havia a preocupação de passar as músicas completas, ie: sem aquilo que agora parece ser obrigatório, que é o DJ continuar a encher chouriço por cima da música ATÉ o cantor começar efectivamente a cantar. Era, portanto fácil gravar compilações. Cheguei a ter umas 50 cassetes gravadas da rádio.

Os Midnight Oil, Dada, John Mellencamp, The Sighs, Sarcastic (estes ainda consegui encomendar a demo tape na altura), Aerosmith, Extreme, Thunder, My Little Fun House e sei lá mais o quê, tudo passava aí, juntamente com outros géneros, ainda que mais focados no género pop e rock. A música portuguesa tb não era esquecida. lembro-me até que os Peste & Sida chegaram a ter uma hora a cargo deles onde passavam a música que (na altura) gostavam.

Foi então com muito prazer que consegui 'voltar' a esses anos mais uma vez qdo consegui finalmente arranjar estes dois discos. Outros já foram encontrados....Midnight Oil, Dada, Anthrax, Megadeth, Metallica, Maiden....tudo isso me trouxe essa rádio e tudo isso é o que ainda está no top das minhas preferências.


Por isso, acho que devo um agradecimento à Super FM. Arruinou-me financeiramente por um lado (lol), mas por outro....tantas coisas fenomenais me apresentou, que por sua vez levaram a outras.....e a outras...num processo que ainda hoje decorre. A Super FM criou um 'monstro'. E não foi só um, estou certo.


Estão a ver alguma rádio que consiga fazer isso hoje? Não pois não? É pena.

quarta-feira, outubro 26, 2005

The Waterboys

"Spirit"

Man gets tired
Spirit don’t
Man surrenders
Spirit won’t
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives
When man dies

Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit free

What spirit is
Man can be


O Fonseca

Tenho reparado no tamanho algo...grande digamos...dos meus posts.

Talvez não tenha uma grande capacidade de síntese, pelo que me penitencio (mas não muito). No entanto, este sítio apresenta a excelente qualidade de eu poder dizer tudo o que me apetece e sobre tudo o que me apetece. E de uma forma coordenada e conexa. Algo que nem sempre acontece na forma verbal, seja por falta de jeito para a oratória, seja porque há sempre os mais variados factores distractivos à minha volta, e dos meus interlocutores. Portanto há coisas que não são ditas e explicadas como convém. E sim, aquele filme "Rock Star" ficou-me atravessado. lol

Ou seja, é uma boa oportunidade para eu poder dizer tudo o que eu penso sobre algo sem ser interrompido!LOLOLOL

Mas também é mais do que isso.
Na sexta-feira passada estava a ler o suplemento DNA do DN e li por alto a entrvista ao David Fonseca. E o gajo diz uma coisa interessante sobre o seu próprio blog. Diz ele:

"Sou do tempo em que quando se descobria uma coisa engraçada se queria partilhar com todos (...) O que quero dizer com isso? Que quando gosto de uma coisa acho que ela deve ser conhecida por toda a gente. Se descobrir uma coisa de que gosto sinto até que tenho o dever de a partilhar com as outras pessoas. E o blog é uma forma maravilhosa de o fazer. Dou a minha opinião..."

Excelente ponto de vista e direi mesmo mais, este é um sítio por excelência para nós organizarmos e arquivarmos as nossas opiniões, sejam más ou boas. São as nossas opiniões. Podem concordar ou não, mas elas estão aí.


Incidentalmente, esta entrevista ao DN e outra à SIC Radical que vi o outro dia levaram-me a mudar radicalmente a minha opinião sobre o rapaz. Ok, continuo a não conseguir ouvir as canções dele, são chatas, monótonas e lamechas, pelo menos as que eu conheço. Mas pelo menos o gajo mostrou uma imagem muito simpática, descontraída, simples e descomplexada. Nada, mas nada a típica 'star'. Muito lúcido e com uma conversa inteligente. Ao menos isso.

terça-feira, outubro 25, 2005

Álbum da semana

Sou fã dos livros do Nick Hornby. Como tal foi sempre com antecipação que vi as adaptações ao cinema de duas das suas obras: “High Fidelity” com o John Cusack e o “About A Boy” com o Hugh Grant. Ambas as adaptações foram feitas bastante bem, respeitando no essencial o espírito do livro e da história.
Em ambos os filmes ressalta uma coisa extremamente importante que é a banda sonora. Importante porque, sendo o Hornby um freak do pop/rock e antigo crítico musical, a música faz sempre parte da história. Assim, se no “High Fidelity” o próprio Cusack fez uma compilação das canções, umas que são mencionadas no livro e outras que ele achou que se integravam bem, no “About A Boy” encontramos uma banda sonora especialmente composta para o filme. Uma banda sonora pop.
Quando vi o filme surpreendeu-me muito a música, pois estava impressionantemente de acordo com o ambiente e espírito do livro. Na verdade achei a música e as canções sublimes e geniais em toda a sua simplicidade e ingenuidade. Uma simplicidade e ingenuidade enganadoras pq escondem muito mais. E foi esse o meu primeiro contacto consciente com o Sr. Damon Gough, mais conhecido como Badly Drawn Boy (BDB). Tratei de adquirir o cd e ultimamente ouvi-o novamente e pude confirmar como é bom.

“About A Boy” foi o álbum que se seguiu à estreia em 2000 com “The Hour of Bewilderbeast”, considerado um dos melhores discos desse ano. Daqui resultava a famosa “pressão do segundo álbum”. Foi uma opção inteligente e corajosa por parte do Damn Gough fazer seguir o seu primeiro álbum com uma banda sonora. Enquanto discutimos se a banda sonora pode ser considerada o seu “segundo álbum” (eu acho que sim), ou não, teve ele tempo para compôr o seu melhor álbum até á data: “Have You Fed The Fish?” Mas isso é outra história.

Pessoalmente este álbum é o segundo álbum do BDB e, incidentalmente, é a banda sonora dum filme. De facto a música que aqui encontramos não só é perfeita para o filme, servindo com precisão a respectiva acção e ajudando a contar a história, como também é música que se sustenta por si mesma, isto é, não é necessário ler o livro ou ver o filme para apreciar a música (se bem que as referências a um “pato morto” são intrigantes para quem não conheça a história!). Encontrar uma banda sonora composta para um filme, que se adeque na perfeição e ao mesmo tempo possa ser ouvida sem necessidade do suporte visual é algo muito raro no mundo das BS.

Aliás, o próprio Nick Hornby refere no seu livro “31 Canções” que quando soube que iam adaptar o “About A Boy” ao cinema pensou imediatamente no BDB. Não disse por vergonha ou falta de confiança, mas a verdade é que foi surpreendido depois pelo facto de o realizador ter escolhido precisamente o BDB para ‘musicar’ o filme. A opinião que seria ele o melhor a conseguir transmitir a história pela sua música era portanto consensual.

Quanto à música propriamente dita que podemos encontrar? É Pop. Música pop no seu melhor. O álbum tem 16 faixas, sendo 9 canções e 7 pequenos interlúdios instrumentais.
Estas pequenas peças são verdadeiramente deliciosas, captando na perfeição o humor do livro e dispondo-nos para a próxima canção/cena.
Mas é realmente naquelas 9 canções que reside a verdadeira genialidade do disco. São enganadoramente simples. As melodias agradáveis e muito memoráveis escondem um conjunto de excelentes e pensativos poemas e várias harmonias graciosas.
São canções belíssimas que nos surgem pejadas de referência a vários nomes ou épocas da música pop, desde Brian Wilson e Beach Boys, passando pelos Beatles, Bruce Springsteen na sua faceta mais calma, Paul McCartney, The Byrds, Simos & Garfunkel, etc etc. Tudo misturado e apresentado duma forma graciosa e nada forçada com um extremo bom gosto e contenção. Não há show off aqui. É um álbum mais ‘mid-tempo’, pouco rockeiro, assim captando melhor o ambiente meio ‘agridoce’ do livro. Há alegrias e tristezas, momentos contemplativos e humor.

Há, no entanto, duas canções que elevam o álbumainda mais e que justificam o facto de ser um álbum digno de menção.

A extraordinária “Silent Sigh”, uma composição simples mas muito memorável. O video desta canção foi a primeira coisa que eu ouvi do BDB, antes mesmo de saber que ia haver um filme. Ouvindo as letras e vendo o video reconheci de imediato as referências ao livro, mas não tinha a certeza. Mais uma vez o “pato morto” foi uma boa pista.
E depois a “Something To Talk About” que tem uma melodia tão aditiva e ‘orelhuda’ que acaba por funcionar como ‘motivo’ pelo álbum fora, nomeadamente em algumas das faixas instrumentais.

Em suma, um excelente e delicioso álbum de música pop. Impossível não nos deixarmos absorver alegremente por ele. Foi o meu primeiro contacto com a música do Badly Drawn Boy e fiquei convencido. Assim, para quem aprecia boa música pop, este álbum é do melhor que há nos dias de hoje. Muito bem composto e tocado, sem grandes presunções, passa por nós quase em 'low profile'....e só depois de o termos ouvido é que se percebe o quanto dele ficou cá...

Confess!!!!!!!!

Este filme que eu vi ontem, é de 2004. Tem, conforme podem ver 4 'grandes' actores: Jude Law, Clive Owen, Julia Roberts e a Natalie Portman, o que normalmente é uma boa caução de um bom filme. E lembro-me também que mais ou menos pela altura em que este filme esteve em exibição, no ano passado, alguém do meu círculo de amigos me recomendou (ou foi só uma sugestão?) este filme. Infelizmente não me recordo quem foi. É pena.
Gostava realmente de me lembrar quem foi ou que a dita pessoa se acusasse para eu lhe recomendar os serviços da Inquisição Espanhola nos seus tempos áureos.

É que o filme é tão mau que até dói! Totalmente inconsequente, desnecessário, sem sentido, sem piada, sem absolutamente nada que justifique a dor do seu visionamento. É raro eu ter de falar assim, mas desta vez tem mesmo de ser. Mesmo já tendo percebido que não é esta a opinião generalizada pelo que me lembro. Lamento, mas o filme provocou-me aquela sensação de querer 'ir embora', de querer desligar a televisão. É que não percebi qual o interesse do filme. Que ataque de nervos.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Gulbenkian

Para terminar o fim de semana em beleza, e visto que até estava bom tempo, nada melhor que uma bela passeata pelos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. E já que por lá estávamos vimos as exposições que interessavam.

Primeiro, fomos ao Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão, onde vimos uma exposição temporária sob a designação "Algumas Pinturas e Desenhos" de António Carneiro. Pintor, poeta ilustrador, viveu de 1872 a 1930. A exposição é muito interessante mostrando várias pinturas e alguns desenhos. Não consigo mostrar a minha preferida porque não a encontrei, mas esta tb é bem representativa:

Havia outros items bastante mais interessantes no entanto. Parece, segundo a minha Professora, que o percurso deste artista é algo difícil de caracterizar e de difícil inserção numa determinada corrente artística. Gostei. Acresce que aos Domingos a entrada é á borla e para chegarmos lá temos de atravessar os salões da exposição permanente o que é sempre muito bom pois há lá obras muito interessantes e de renome. Vale a pena ir ver também.

Depois fomos ver no edifício principal a exposição "7 Artistas Ao 10.º Mês". Trata-se de, surpreendentemente uma exposição inaugurada em Outubro composta por sete artistas. Quem diria hem? Todos eles são artistas em início de carreira. Deles todos gostei bastante de ver as telas da Isabel Simões (já a conhecia doutra exposição). Mas o mais espectacular de tudo e que vale mesmo a pena uma visita à exposição (a qual, já agora é de entrada livre todos os dias) é o trabalho do Samuel Rama. Lamento não poder mostrar uma imagem melhor, mas essa era a única disponível na net. "Fadiga de Estruturas" é inteiramente feita com água e areia. Fica assim criada uma strutura algo mágica e intrigante, um misto de miniatura de floresta e montanhas com uma espécie de paisagem lunar. Apetece mesmo deixarmo-nos perder por entre aqueles vales e montes e descansar do que nos rodeia. É bem interessante e cativante.

domingo, outubro 23, 2005

Nightwish - End of an era

Soube-se hoje. Os Nightwish acabaram. Ou pelo menos a Tarja nos Nightwish acabou. Surpreendentemente foi despedida pelos restantes elementos da banda através duma 'carta aberta' à vocalista. Se o que eles dizem nessa carta é verdade.....ela mereceu-o.
Independentemente disso....que grande banda se perdeu....para já pelo menos, os Nightwish que conhecemos e que eu conheço desde 1998 com o Oceanborn, acabaram. Esperemos que consigam uma voz à altura da excelente música que compõem.



Ocean Soul

One more night
To bear this nightmare
What more do I have to say

Crying for me was never worth a tear
My lonely soul is only filled with fear

Long hours of loneliness
Between me and the sea

Losing emotion
Finding devotion
Should I dress in white and search the sea
As I always wished to be - one with the waves
Ocean Soul

Walking the tideline
I hear your name
Is angels whispering
Something so beautiful it hurts

I only wished to become something beautiful
Through my music, through my silent devotion

Outubro Negro


Afinal, o Festival Outubro Negro foi mesmo o meu evento cultural para a noite de ontem, co'a breca! Ontem foi o segundo dia do festival. Eu não fui ao primeiro dia, mas parece que os Hyubris foram o ponto alto da noite. Ainda bem porque eles merecem.

O festival realizou-se numa das alas (se é que assim se podem chamar) do Mercado da Ribeira no Cais do Sodré. O espaço em si é bom para estes eventos. A única crítica que faço é à altura do palco. Este era muito baixo, mas tb não podia ser mais alto uma vez que o tecto não permitiria. A qualidade do som também não era a melhor, mas em geral foi aceitável e mais ou menos boa. Considerando que não era propriamente José Cid que estávamos ali a ouvir, o pessoal do som até fez um bom trabalho. Um bom sítio em suma, embora não seja muito indicado para bandas 'maiores'.

O espaço era enorme e alguma distância mediava entre a entrada, com o merchandising do costume e os bares para o combustível, e o palco propriamente dito. Mas isso tb era mais notado pq a afluência não era a suficiente para encher aquele lugar. Enfim, vamos ao que interessa:

DAWN RIDER

Estes jovens impuseram respeito logo de início, não só pelo heavy metal que trouxeram, mas tb pelo aspecto’imponente’ de todos os elementos da banda. Era com cada um. Quanto à música.....tocaram muito bem para uma banda que estava a dar apenas o seu terceiro concerto (acho q foi o q ele disse). Boa presença em palco, boa atitude, etc. Um estilo muito thrash/death metal. Bons no que faziam, mas confesso que se tornaram um pouco monótonos e repetitivos. Mas valeu o esforço!

THANATHOSCHIZO
(http://www.thanatoschizo.com/)

Gostei bastante destes gajos, embora reconheça que vai para ali uma pequena confusão na direcção a tomar. Misturam várias coisas: black metal, algum metal tradicional, vozes guturais, vozes limpas, dois vocalistas: um masculino e outro feminino e algumas sonoridades ‘tribais’ ou ‘étnicas’ à la Moonspell circa “Under The Moonspell”. Mostraram algumas ideias muito boas e originais, à mistura com outras já muito batidas. Boa dupla de guitarristas; era aliás um deles que tb assegurava os urros do costume mais as vozes limpas e algum grito mais estridente. Boa técnica. Dispensava os urros e grunhidos. Torna a banda em algo mais banal, coisa que não são tendo em conta a música. Gostei bastante.

SHADOWSPHERE
( http://shadowsphere.no.sapo.pt/ )

Grande base de fãs que esta banda tem. Incidentalmente o gajo gordo e careca que trabalha no metal da Fnac do Chiado, toca guitarra aqui. Toda a gente pareceu concentrar-se lá à frente, MENOS eu, o Fernando, o paulo e o Raimas. A Tânia ainda deu uma hipótese mas voltou para trás.
Eu já tinha ouvido parte do disco na Fnac.....e achei ultra aborrecido. Mas pensei que ao vivo eles fossem melhores, como muitas vezes acontece. Isso não aconteceu. Os gajos tocam um Death Metal Sueco supostamente melódico. MAS o problema é que o registo é sempre o mesmo e melodia é quase nenhuma. Toda as músicas soavam ao mesmo e o vocalista cantava tudo da mesma maneira. Extraordinariamente aborrecido e barulhento.

NIGHTRAGE
(http://www.nightrage.com/)

Finalmente a banda que me tinha feito ir ali. Só tenho álbum “Descent Into Chaos”, mas isso foi mais do que suficiente para me fazer gostar desta banda. Não fazem nada que não tenhamos ouvido há uns anos, mas a verdade é que HOJE já não há quase nenhuma banda assim. A comparação com In Flames é bastas vezes feita, mas eu cá puxaria antes uns At The Gates. São um pouco mais pesados que os In Flames (quando os In Flames faziam este tipo de death metal pelo menos) e muito menos centrados nas tais harmonias’ maidenianas’.
No entanto deram um concerto excelente! Para já, e algo que é sempre digno de louvor, estiveram em palco a tocar para ‘meia dúzia de gatos pingados’ com a mesma força, energia e entrega se estivessem num qq pavilhão a tocar para uns milhares. Isso é sempre bonito e mostra respeito total pelas pessoas que ali foram para os ver. Nada há de mais gratificante do que ver uma banda agir assim. E torna-se muito mais fácil dar-lhes a eles a nossa parte e energia. Só isso já é metade do que faz um bom concerto.

Sempre bem dispostos e comunicativos, ‘exigiram’ sempre a participação do público, no que até foram bem correspondidos. O vocalista tinha uma grande presença em palco (fazia lembrar um Phil Anselmo fixe e simpático...lol) e estava sempre bem disposto. Como aliás o resto da banda. Excelentes músicos, o baterista, o baixista e o guitarrista Gus G que é um verdadeiro virtuoso da guitarra, conforme deu para ver nos temas menos acelerados (e conforme já se tinha visto nos Firewind, Mystic Prophecy e nos Dream Evil, projectos bem mais tradicionais q este). Excelente mesmo este concerto. Prometeram voltar e no final misturaram-se mesmo com o pessoal autografando tudo o que lhes pediam. Boa atitude sim senhor.


Mario Iliopoulos - Guitar
Jimmie Strimmel - Vocals
Gus G - Guitar
Fotis Bernardo - Drums
Henric Carlsson - Bass



PS: Não deixa de ser interessante ver o Gus G citar como influências principais Scorpions, Michael Schenker Group, Yngwie Malmsteen, Black Sabbath, Metallica, Iron Maiden! \m/

sábado, outubro 22, 2005

Evento cultural desta noite

Acho eu.



Festival Outubro Negro. O nome parece dum qualquer grupo terrorista islâmico dos anos 80.....mas pronto, o que vale é a intenção. Destaque especial para hoje dos Nightrage uma excelente banda de death metal melódico à lá sueca.


\m/

2.º Prémio de Pintura Ariane de Rothschild

Inaugurou na Quinta-Feira passada e abriu ao público ontem, Sexta-Feira; e ficará patente até dia 27 de Novembro. O local é o Palácio Galveias no Campo Pequeno.

Os Rothschild, uma dinastia verdadeiramente lendária, com origem em Frankfurt, viriam a criar uma reputação de excelência e a exercer um enorme impacto nas mais diversas áreas, desde as finanças, até à produçãp vínicola, passando pelas ciências e medicina.
Um dos principais interesses dos Rothschild tem sido o mundo das Artes, onde construiram uma reputação incomparável enquanto coleccionadores exigentes e entusiastas, filantropos generosos, amigos e apoiantes de artistas.
Chopin e Rossini foram amigos e professores da família, tendo inclusive Chopin lhes dedicado algumas das suas peças musicais. Nos rótulos dos vinhos Rothschild foram representadas obras de Cocteau, Braque, Dalí, Chagall, Miró, Picasso e Kandinsky.
O Barão James de Rothschild, um antepassado directo do Barão Benjamin de Rothschild, cuja mulher, a Baronesa Ariane, patrocina este prémio, era amigo de artistas, músicos e escritores, e possuía uma enorme colecção de quadros notáveis, incluindo obras de Rembrandt, Hals, Van Dyck e Rubens. Foi retratado nos romances de Balzac e Disraeli e era amigo íntimo do poeta alemão Heinrich Heine.
Betty de Rothschild, mulher de James, foi representada num famoso retrato de Ingres. O seu filho Edmond legou uma vasta colecção de peças de arte ao Louvre de Paris em 1934, e o nome Rothschild destaca-se no foyer da National Gallery de Londres, testemunhando assim o apoio da família.
Este Prémio é mais um exemplo do apoio e encorajamento dado pelos Rothschild às artes e aos artistas - um símbolo real e significativo da importância que esta notável família atribui a algumas das mais nobres e sublimes formas de desenvolvimento humano.


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Mas o que é realmente importante no meio disto tudo, e o que realmente é um motivo de orgulho é que a Maria é uma dos apenas 30 seleccionados!!!!!!!Parabéns!

http://bolocaseiro.blogspot.com/2005/10/prmio-rothschild.html

http://www.lcf-rothschild.lu/en/luxembourg/overview/newsevents/events/lisbon/pintura.asp

sexta-feira, outubro 21, 2005

Rock Star II

Err....pois. Abusei no post anterior e acabei por não explicar a minha opinião sobre o filme. Lol. Mas a introdução a um assunto é uma coisa muito bonita e eu gosto muito. Sempre me foi muito útil e safou-me sempre em 12 anos de escola mais 5 de Universidade.

Reparei também que contei, mais ou menos o filme todo no post anterior. Normalmente não faria, mas acho que podem ficar descansados. É que quando eu vi o filme, nada do que apareceu, ou nenhum dos desenvolvimentos me surpreendeu. É, portanto, razoavelmente previsível. Enfim.

Como disse, mesmo reconhecendo que o filme não é nada de especial, gostei de o ver. É sempre interessante ver um filme sobre heavy metal (embora os 'Steel Dragon' sejam mais hard rock pesadote do que propriamente heavy metal. Talvez seja 'hair metal', seja lá o que isso for concretamente), com boa música, bandas, espírito e atitude próprias. Boas imagens dos concertos (pareciam de facto reais!) interpretações credíveis.

Para além disso, o elenco é sem dúvida interessante: Mark Whalberg como Chris Cole, ele que já foi músico e cantor. Nos 'Steel Dragon' temos o Jason Bonham(filho do mítico John Bonham dos Led Zepp), como baterista. No baixo o Jeff Pilson dos Dokken, e numa das guitarras o Zakk Wylde dos Black Label Society e Ozzy. Por lá ainda encontramos o Blas Elias dos Slaughter, o Brian Vander Ark dos The Verve Pipe, Nick Catanese dos Black Label Society, Stephen Jenkins dos Third Eye Blind, Miles Kennedy dos Alter Bridge. E a voz cantada do Whalberg é do Mike Matijevic dos Steelheart.

A namorada do Whalberg é desempenhada pela desenxabida Jennifer Aniston...sabem, a ex do Brad Pitt. Saem-se todos muito bem devo dizer. Salvo a Aniston que não me pareceu credível como grande fã de rock pesado. Mas no fundo, para o que era preciso serviu competentemente. De realçar também que o Zakk Wylde não só tem uma perucazorra ridícula, como também é mostrado como um saloio redneck tipicamente americano. Tem poucos diálogos; normalmente diz umas coisas monossilábicas e é mostrado como aquilo que me parece que ele é na realidade: um americano saloio: vêmo-lo a limpar a sua caçadeira e posteriormente a disparar da janela do autocarro para as placas de sinalização nas estradas, algo que parece fzer o personagem dele feliz. Enfim. Criancices.

No entanto o filme peca por abusar nos clichés dos filmes deste género, e como tal, ser bem previsível. À medida que vamos vendo o filme quase que sabemos o que é que determinada coisa vai provocar, as reacções e resultados dos actores. Tornou-se óbvio que o 'rapazinho' não iria conseguir resistir ao estilo de vida e se iria afundar nele. Tornou-se óbvio que ele teria que acordar e arrepender-se, e tornou-se óbvio que o 'tiro lhe iria sair pela culatra' e que o sonho que ele julgava estar a viver não era na realidade o SEU sonho, mas uma mera ilusão.

Outra coisa que me deixou incomodado e que parte inclusivamente destes clichés, é que, convenhamos: o estilo de música que o filme retrata, seja hard-rock, seja heavy metal, NÃO SAI EXACTAMENTE FAVORECIDO! Ficamos a saber que as bandas deste género são altamente decadentes, controladoras, ambiciosas e egoístas e que a indústria destrói a vida e a personalidade aos poucos inocentes que nela ousam entrar. Ora, sabemos que não é assim. Aliás: não é SÓ assim. Como em tudo na vida, como em todos os estilos musicais, há coisas boas e coisas más. Não é tudo mau, decadente e infantil. Pareceu-me dar a ideia que há coisas e músicas que um gajo deixa para trás á medida que envelhece e amadurece. Ora acho que este pensamento é extremamente errado. O estilo decadente de vida tb me pareceu ser algo exagerado. Nem sempre as coisas acontecem assim, nem sempre é tão mau. Era bom que filmes como este mostrassem outros aspectos da vida destas bandas.

Isto é, não quero dizer que excessos como aqueles não existam de verdade. Basta pensar nos horríveis Motley Crue. Mas já se sabe que existem!!!!!! E a intenção moralizante do filme também pode ser um 'turn off'. É demasiado evidente ao querer demonstrar o lado negativo da fama. E julgo tb que a descoberta por Izzy desse lado negativo ocorre demasiado depressa. Mas pronto, é só hora e meia de filme. Porém, mesmo assim acho que vale a pena ver o filme.

É uma hora e meia relativamente bem passada. E antes de mais há que reconhecer algum mérito a um filme que pretende retratar bandas e um estilo de música que não são propriamente os mais populares. Só por isso vale o esforço. E foi por isso que eu gostei dele.

Dava-lhe um 7/10

http://rockstarmovie.warnerbros.com/index_flash.html


Rock Star

O outro dia, ou melhor, noite, cheguei a casa e estava a dar este filme. “Rock Star”, de 2001. Sempre tive alguma curiosidade em vê-lo uma vez que se dizia que era ‘livremente’ baseado na história verídica de como o Tim ‘Ripper’ Owens saiu do anonimato do Metal para substituir a ‘lenda viva’ que é o Rob Halford nos Judas Priest. O Rob saiu dos Priest em princípios dos anos 90, tendo desde então prosseguido a sua carreira a solo nos Fight e nos Two, que não tiveram grande sucesso. Ah, e aproveitou tb para se assumir como gay.
Entretanto, alguns anos depois, em 1997, a banda recrutou o Tim Owens para vocalista, tarefa que ele desempenhou muitíssimo bem por dois álbuns de estúdio: “Jugulator” e “Demolition”. Ao que parece este último foi um fracasso (e o primeiro apesar de muito bom não foi muito bem recebido), e como tal ‘teve’ de se ir embora para dar lugar ao regressado Rob Halford que entretanto já tinha voltado ao Heavy Metal com os dois últimos e excelentes álbuns a solo, em nome próprio.
O Tim Owens era um empregado de escritório, americano, que cantava numa banda de tributo aos Priest chamada British Steel. Uma noite a namorada do baterista de Priest, Scott Travis, assistiu ao show
e gravou-o por ter ficado tão impressionada com o Owens. A banda viu e gostou marcando uma audição com ele. Bastou-lhe, ao que parece, cantar um verso duma canção para conseguir logo o lugar. Gravou dois álbuns de estúdio e dois ao vivo, tendo inclusivamente a primeira tour passado por Portugal.
O filme em causa retrata esta história. Mas algo livremente como disse. Talvez tenha sido por isso que os Judas Priest estavam inicialmente envolvidos na rodagem, mas acabaram por se desvincular.
O filme. Devo dizer que gostei de ver o filme. Apesar de reconhecer que não é muito bom. Infelizmente é uma sucessão quase interminável de
‘clichés’ do metal/rock and roll life style.
Em poucas palavras temos a romaria habitual do ‘Zé Ninguém’ que chega ao sucesso rapidamente, fica encantado e deslumbrado, cai na rotina ‘sex, drugs and rock ‘n’ roll’, acaba por ser demais e desiste, regressando á sua vida anterior.
O filme retrata uma banda-fictícia-com muito sucesso chamada ‘Steel Dragon’ cujo vocalista, Bobby Beers abandona a banda por não suportar os colegas e a música. Coincidência ou não ele não só é gay como usa uma peruca (para dar o estilo metal provavelmente), e mais tarde é mostrado na sua nova carreira: bailarino de danças folk (lol).

Enter: Chris Cole, empregado de escritório, com uma vida aborrecida salvo quando está a cantar nos Blood Pollution uma banda de tributo aos Steel Dragon onde todos os elementos copiam TUDO na exactidão o que a banda homenageada faz. O Chris Cole vive praticamente tudo o que o Bobby Beers faz e diz. E exige que a banda toque tudo precisamente igual. Ora os seus colegas querem evoluir e serem eles próprios e tornarem-se numa banda ‘a sério’. O Chris não quer e é expulso. É neste entretanto que os Steel Dragon vêem um video dele a cantar, chamam-no e o gajo, completamente nervoso, consegue o sonho da vida dele.
Mas este sonho custa-lhe caro. A namorada, que o costumava acompanhar para todo o lado, não consegue suportar a vida na estrada, sendo tratada por todos como ‘mais uma gaja loira que um elemento da banda anda a comer’. Portanto volta para casa destroçada, ouvindo as juras de amor do seu namorado.
A digressão continua e o Chris vai-se afundando cada vez mais, perdendo a sua personalidade pouco a pouco. Deixa mesmo de se chamar Chris. Todos o conhecem por Izzy e ele quer que todos o chamem assim. O sucesso dele é estrondoso e as digressões são intermináveis, bem como toda a decadência e coisas afins que estes filmes costumam mostrar.
Finalmente a digressão passa por Seattle, terra dele e da namorada. Ela vai ter com ele e não só passa pela humilhação de ter de esperar numa fila de ‘groupies’ histéricas e algumas prostitutas que estavam à ‘espera de vez? Para estar com os gajos da banda, como ainda por cima o namorado aparece-lhe pedrado. Não só se tinha esquecido do encontro como nem sequer sabia em que cidade estava. É o fundo do poço. Ela, muito chorosa, desiste e abandona-o.
É aí que ele começa a cair em si. O facto de tb querer começar a compor e a ser parte activa da banda com as suas composições e ideias, sendo impedido pelos outros (pois ele era um ‘mero contratado’ e que não é insubstituível), tb contribui para isso. Justiça poética: fazem-lhe a ele o que ele fez aos colegas e amigos da sua banda. É aí que ele vê como tem andado errado.
Durante um espectáculo ele vê na primeira fila um jovem vestido como ele, a cantar as letras todas. Põe-lhe o micro á frente e vê que ele canta bem. Irreflectidamente ou não, puxa o rapaz para o palco, cantam os dois o resto da canção e vão para os bastidores. Aí ele OFERECE-LHE o seu lugar. E o concerto continua, com outro vocalista......mais um fã com um sonho tornado realidade.
Ele desaparece e vêmo-lo tempos depois a cantar num pequeno clube com uma pequena banda as suas canções, exactamente como a namorada o aconselhava a fazer.É então que a namorada o encontra, depois de ver um flyer a anunciar um concerto dele, e tudo acaba bem.

Moral: cuidado com o que desejas........

Post test.

Raio das imagens comem o raio do texto!

GRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

quinta-feira, outubro 20, 2005

Porque é que gosto de Heavy Metal I

É uma pergunta que me fazem muito. É feita normalmente com um ar incrédulo do género: "Só podes estar a gozar!" No entanto, a verdade é que não estou. Isto dá pano para algumas mangas... Por isso agora limitar-me-ei a mencionar 16 rápidas razões que me levam a gostar de Heavy Metal. Não serão imediatas para todos é certo, mas a verdade é que gosto de possuir cá em casa estas maravilhas.





Iron Maiden - "Somewhere In Time"
Amorphis - "Elegy"
Dark Tranquillity - "Projector"
Megadeth - "Rust In Peace"
Anthrax - "Sounds of White Noise"
Judas Priest - "Painkiller"
Blind Guardian - nightfall In Middle Earth
Helloween - "Walls Of Jericho"
Gamma Ray - "Land OF The Free"
Opeth - "Blackwater Park"
Nevermore - "Dreaming Neon Black"
Slayer - "Seasons In The Abyss"
Metallica - "Ride The Lightning"
In Flames - "The Jester Race"
Anathema - "The Silent Enigma"
Paradise Lost - "Draconian Times"


Todos eles foram obras que me deram um prazer enorme descobrir. Muitos já há mais de 10 anos. Muitas destas bandas já mudaram e tornaram-se diferentes. Mas para mim, estes álbums serão sempre marcos históricos, tanto na história deles, como também, e principalmente, na minha.

IT IS DONE...

....já deixei uma pista deste sítio. Vamos ver quanto tempo demora agora...

lol

Adeus......................

Aurora

Quem me conhece sabe que eu não sou propriamente aquele tipo de gajo que vá a correr ver um filme a preto e branco, apesar de gostar muito de cinema. Pois não sou, não. Mas ontem fui ver um.
Quem me conhece sabe também que eu não costumo embarcar nas histórias de "É a melhor música do Mundo", "O melhor livro jamais escrito" ou "O mais bonito filme da história do cinema". É que não sou mesmo. Mas tenho de confessar que ontem vi um filme que é provavelmente o mais bonito do Mundo sim senhor. "Aurora". Ou no original: "Sunrise - A Tale of Two Humans".

O filme foi realizado por F.W.Murnau em 1927 e é uma obra artística plena de força, emoção, poesia e de um sentido de pathos e catarsis próprio das tragédias gregas. O que, no entanto, não faz dele uma tragédia ou um drama; bem pelo contrário: está repleto de momentos e grande humor e boa disposição, bem como momentos mais ternos e 'amorosos'. No fundo durante os 110 minutos o filme 'obriga-nos' a atravessar uma vasta gama de sentimentos. E digo 'obriga-nos' porque somos de tal maneira absorvidos pela história que não conseguimos fazer mais nada a não ser concentramo-nos no que vemos e aproveitar ao máximo.

A história em si é simples: um casal de camponeses vê a sua vida conjugal ameaçada quando uma maléfica 'mulher da cidade', de férias na aldeia, 'enfeitiça' o camponês e tenta-o a abandonar tudo e a fugir com ela para a cidade. Mesmo que para isso a esposa tenha de sofrer um qualquer acidente...a partir daqui desenvolve-se o filme em todo o seu esplendor. Durante o mesmo é impossível não ficar desesperado, não ter medo, não chorar, não rir e não ficar aliviado e enternecido. Nunca se sabe realmente o que vai acontecer, e a certo momento o filme é muito negro e assustador.

É um filme que usa inteligentemente as virtudes únicas do cinema mudo para criar uma ideia, um ambiente, uma sensação, 'algo' que fica conosco depois de termos visto o filme.
É bem possível que este seja o filme mudo por excelência, a obra-prima, porque é ainda 'mais mudo' que os outros. Mas apenas em termos de palavras, não em termos de sentimentos. Assim, utiliza os normais 'cartões de diálogo' que se vêem em qq filme mudo, mas esses cartões são pouquíssimos, e os poucos que há acabam por fazer parte integrante do filme (basta ver que quando a mulher da cidade sugere ao camponês que afogue a esposa, as letras do cartão tb se 'afogam', animadas como se estivessem a escorrer pelo ecrã.)
Mas, de facto, uma das coisas que ressalta deste filme é a parca utilização desses cartões. É que pura e simplesmente não é necessário. Tudo, mas tudo, consegue ser contado ou transmitido pelas acções e pelas geniais actuações corporais e faciais dos actores.

Janet Gaynor, a actriz que desempenha o papel da esposa mostra toda uma série de sentimentos apenas com a expressão da cara. De tal maneira que parece que estamos a 'ouvir' o que ela está a pensar e os sentimentos que lhe estão a atravessar a alma. Assim, qdo ela está no barco à espera do marido para um passeio (o 'tal' passeio...) vê-se que ela começa a ter dúvidas em relação ao marido, depois vem o medo e a vontade de sair do barco antes que ele regresse, mas acaba por vir o apaziguamento e o afastar do medo....para depois regressar sob a forma de horror e desepero. Ganhou o Óscar por este filme.

George O'Brien, o actor que desempenha o camponês consegue mudar de um jovial e alegre calmeirão para um homem atormentado, enfeitiçado, cuja alma está possuída (sim, a tal mulher da cidade não é mais do que um Diabo tentador). Alguém realmente assustador.
Tudo isto apenas com a expressão facial. Se isto não é ACTUAR, então não sei que seja. O supérfluo cortado, sobra o essencial em toda a sua pureza. O que é um tributo ao talento de Murnau como contador d histórias. Contar uma história se som é o que todos os filmes mudos fazem. Mas contar uma história sem diálogos é algo muito mais difícil.

A música que acompanha a acção também é fundamental na criação de todos estes ambientes. Percebe-se agora porque é que o sub título do filme é "A Song Of Two Humans". É de facto uma canção, e é sobre 'dois humanos', realçando o facto de nenhum personagem ter nome, uma vez que o filme, a temática do filme é intemporal. É uma canção sobre um tema pouco original sim, mas o modo de a 'cantar/contar' é que é extremamente único e fica conosco como uma grande e memorável canção. Por isso é que o próprio filme é ainda hoje actual.

É preciso ainda referir que se trata dum filme cheio de simbolismos, mas não tão óbvios como poderiam parecer á partida: assim, se a cidade é mostrada como um sítio mau e tentador, também é verdade que é a cidade que junta novamente os dois 'humanos'. O campo, apresentado de forma idealizada e idílica, é também um sítio onde se tem de enfrentar a natureza sózinho com todos os perigos que isso comporta.
Enfim, um filme ainda hoje actualíssimo e absolutamente nada datado, nem em termos de história, nem em termos de técnicas cinematográficas. Basta ver a quantidade de 'efeitos especiais' utilizados: sobreposições de imagens, a utilização dos primeiros 'flashbacks', as imagens da cidade, etc etc. Aliás, a imagem da cidade propriamente dita é algo que ainda faria hoje sombra a qualquer das tão famosas cidades do Tim Burton.
Ainda bem que fui ver.

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Você Decide!

Tenho portanto que arranjar uma maneira engraçada e ao mesmo tempo subtil de dar a conhecer esta coisa ao pessoal. A algum pelo menos. Não faço questão de ter um blog concorrido e constantemente comentado. Aliás aviso desde já o pessoal que para comentarem estes maravilhosos posts têm de passar por uma pequena formalidade burocrática. Chato para vocês? Talvez, mas a mim evita-me ter de andar a apagar 'comment spam'. Todos estes posts já tivera, dois comentários cada um, alguns mesmo três! Ná senhor! Assim não pode ser. É verdade.....liguei o 'word verification'.


É uma pena deixar de ter conhecimento desses maravilhosos blogs sobre doenças, kits desmontáveis para escritório e bonsais, mas tem de ser.


Portanto assim sendo....como farei eu? mensagem SMS? Email? Faço um post em cada um dos blogs conhecidos e deixo-os descobrir que é este 'bola oito'? Telefono?

Várias hipóteses! Você decide:

  • Liguem para o 21 767 9890 989 e votem (10.00€/min. Duração média da chamada: 15 minutos).


  • Ou votem por correio, por carta enviada para o Apartado E456, juntamente com cheque no valor de 35 euros (para despesas de ir buscar carta e abrir envelope).


  • Por fim, podem votar na poll aqui no blog e fazer uma transferência bancária em meu nome. (NIB a ser fornecido posteriormente)




Hmmmm....mas.......espera lá....ninguém sabe, logo ninguém votará.......'dããããã'

Eles andem aí....

O cerco aperta-se! Não vou conseguir manter o segredo por muito mais tempo. Aliás, a minha 'grande boca' não vai conseguir. Entretanto pedem-me contribuições para blogs alheios. De bom grado acederia...mas...se calhar essas contribuições pertencem já aqui....não? Talvez seja chegada a hora de sair da 'clandestinidade' e 'vender' o produto???
Tenho de pensar bem no assunto.....





Anyway, fui ver o filme "Aurora" do Murnau com a Maria. Surpreendentemente genial. Não estava á espera. Também vou ter de pensar nisso.

quarta-feira, outubro 19, 2005

19 de Outubro

No dia 19 de Outubro de 2002, um Sábado, o tempo também estava mais ou menos assim. E a luz da lua também. Parecia mágico.

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E foi mágico, de facto.
Um dia muito bom!

Draconian Times...

Tempos difíceis...mudanças necessárias...mas mudanças são sempre difíceis também. Um círculo vicioso?

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Yearn for Change

Approaching a silence
A blur of subsidence

Time may heal all troubles, is that what I've found?
Joy entices all, until death's lonely shroud
But I know it's forever

Praying for a change

Our lives leading onwards
The essence is stronger

Memories of life drifting further away
I must doubt that where there's a will there's a way
But I know it's forever

Praying for a change


Life is all the pain we endeavour

terça-feira, outubro 18, 2005

Hmmm...

...isto tá a correr bem, parece-me. E até tem alguma piada. Não tem nada a ver com Moleskines nem nada que se pareça. A piada disto está precisamente no acto, por mais diminuto que seja, de estar a 'criar' algo. Somos nós que configuramos este espaço virtual à nossa maneira, e assim já mostramos um pouco de nós. Tem a sua piada sim senhor.
Há coisas que ainda não domino....coisas técnicas, mas paciência, logo se verá.
Pode ser que isto ainda venha a público!LOL Mas não faço questão que seja amplamente comentado. Afinal, quanto a mim, o gozo disto está em fazê-lo! O resto é acessório. Claro que se for apreciado por mais alguêm, melhor.
LOL Pareço um músico a falar. Até parece.....LOL

Álbum da Semana

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Mostly Autumn
"Passengers"

Descobri esta banda inglesa apenas esta semana, apesar de já ter ouvido falar dela há uns tempos e, inclusivamente, já ter cá o álbum há umas semanas, cortesia do Big Matias. Ainda não tinha tido oportunidade de ouvir (as pilhas de cd's por ouvir têm tendência a aumentar), mas com tantos elogios a minha curiosidade foi acicatada e tive de ir ouvir e 'ver para crer'.
Pois bem. Não estava nada à espera de ser surpreendido da maneira que fui. Fui completamnte 'apanhado' pelo álbum e submergido pela sua excelente música. Antes de mais convém dizer aos espíritos mais desconfiados que não se trata dum álbum de heavy metal. Longe disso. É certo que podemos encontrar um ou outro apontamento desse género em alguns pontos, mas o essencial não isso. Para situar o pessoal vou falar em Pink Floyd.
De facto eles são vistos como os novos Pink Floyd, porém acho que isso é um pouco injusto. Eles são muito mais do que uns meros seguidores de Pink Floyd. É certo que já dedicaram a sua actividade aos Floyd debaixo do nome de Mostly Floyd, mas foi apenas uma homenagem. E aqui fala-se da sua própria música.
Parece-me que os Mostly Autumn pegaram no som dos Floyd e fizeram um 'upgrade', deram-lhe uma nova roupagem, um ar fresco e menos 'pomposo' . Talvez se possa dizer que introduziam um elemento mais pop. Se a isso juntarmos algumas pitadas do chamado Metal com uma dose qb de Folk music, então acho que chegamos perto do que é esta banda. Floyd está presente, mas é apenas um ponto de partida para uma viagem musical muito diferente. E muito rica também.
A vocalista principal, Heather Findlay é um achado! Uma voz adorável, quase angelical e, mais importante, nada forçada ou esforçada. É daquelas vozes simples mas que conseguem cativar o ouvinte. Recentemente foi convidada a cantar uma personagem no último álbum dos Ayreon, o que foi uma boa oportunidade para chamar a atenção para a sua banda.
O resto da banda também ajuda (e muito), criando atmosferas envolventes e de tirar o fôlego. Não podemos evitar ser arrastados para aquele turbilhão emocional, umas vezes calmo, outras com um ritmo galopante.
Em suma uma banda que faz um extraordinário e poderoso rock progressivo muito melódico, com uma vertente céltica, influenciada por Pink Floyd, Deep Purple, The Beatles e Genesis do Peter Gabriel. Mal posso esperar por ouvir o próximo!

Música preferida: "Answer the question".


Heather Findlay - Lead vocals,acoustic guitar, bodhran, tambourines, penny and low whistles and recorders
Angela Gordon - Backing vocals, flute, recorders, low and high whistles
Iain Jennings - Keyboards, synthesizers, Hammond organ, vocals
Bryan Josh - Lead electric guitar, 6 + 12 strings acoustic guitars, e-bow, vocals
Liam Davidson - Electric guitars, 6 + 12 strings acoustic guitars, vocals
Andy Smith - Bass
Andrew Jennings - Drums and percussion

segunda-feira, outubro 17, 2005

Já Confúcio dizia.....

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Os Homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la. Ao pensarem ansiosamente no futuro, perdem o presente, de tal forma que acabam por não viver o presente, nem o futuro; vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se não tivessem vivido.

Confúcio, respondendo à questão: 'O que o surpreende mais na Humanidade?'

Moda Lisboa - Tecnologia de ponta

Esqueci-me de mencionar que no Sábado à noite fomos ver a Moda Lisboa, ali no Armazém 23 da Matinha. Antes de mais obrigado à Maria por me ter levado e obrigado à irmã da Maria, Guidinha por ter arranjado os convites.
Eram convites para ver o desfile da Ana Salazar, mas acabou por ser possível ver também o desfile do 'Não Sei Quantos' Tenente.
Isto da Moda não me diz rigorosamente nada, mas aproveitei com agrado a oportunidade de ver de perto um evento deste género e privar com as celebridades presentes (LOL).
Enfim, o espectáculo em si não é dos que me entusiasma por aí além, mas sempre se usufrui um pouco do ambiente que é diferente do q estou habituado. Valeu a pena para pelo menos saber como é que aquilo é na realidade.
Mas o que mais me chocou e marcou foi uma coisa: os modelos. Raio de profissão estranha. No primeiro desfile não me pude sentar e fiquei perto da entrada a ver. A certa altura do desfile as modelos passaram nesse pequeno 'corredor', muito perto de mim. Os olhos delas chamaram-me a atenção porque nunca antes tinha visto seres vivos e andantes com uma tão grande falta de expressão no olhar....um olhar vazio, como quem olha mas não está a ver...um olhar gélido e perdido. Provavelmente fará parte do treino profissional, mas não pude deixar de pensar em como eram parecidos com autómatos criados especificamente para aquela função e que depois nos bastidores seriam 'desligados'.....spooky.

Do álbum "Heading For Tomorrow"

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HEAVEN CAN WAIT
Too many people, too much trouble,
too many problems in the morn.
Another sunrise in the rubble,
another ship sunk by the storm.
Some little angel tries to tell me that it's over.
It's just a bad reflection from above.
The load upon my shoulder makes me stronger, even bolder.
Oh no no, I haven't had enough.
Heaven can wait, 'til another day.
Cause there ain't no reason to leave.
The world is a stage where we all can play.
Another fine reason to live,
and heaven can wait, heaven can wait.
Each day a new reason to give up,
each day another reason to sigh.
A hundred thousand ways to live up,
a hundred thousan ways to try.
Hey, little angel, don't you tell me that it's over.
You're just a bad reflection from above.
The load upon my shoulder gives me reasons to get older.
Tell the boss I haven't had enough.
Our eyes are close but they should be open wide
Let's listen to the voice that's calling from inside.
Let's stay alive and move on, on our way
And heaven can wait, heaven can wait.
Heaven - can wait 'til another day.

domingo, outubro 16, 2005

O World Press Photo por um canudo...

Hoje cumpri duas tradições que me têm levado ao CCB nos últimos anos: fui ver o World Press Photo. Esta foi a primeira tradição cumprida. A segunda foi chegar, ver a fila e desistir. Mais uma vez foi o que aconteceu. Quando lá cheguei havia fila para comprar bilhete e fila para entrar. O que também já é uma tradição.
Agora é assim: se aquilo fosse realmente um evento único e fantástico que merecesse a pena o sacrifício então tudo bem. O problema é que já há uns anitos que eu não considero este evento tão importante assim. As fotografias estão-se a tornar demasiado previsíveis e as vencedoras são, invariavelmente aquelas que retratam a miséria e a tragédia humana.
A vencedora deste ano foi essa que podem aqui ver em cima. Da autoria de Arko Datto, India, Reuters. Foi tirada na sequência do tsunami do sudoeste asiático. E assim acabei por descobrir que afinal posso ver o World Press Photo. Tem site oficial! Ehehehe. Poderá não ser a mesma coisa, mas pelo menos consigo VER as fotos.
É algo que não deixa de me surpreender, a todos os níveis. A população adere a estas coisas. O World Press Photo cheio. Os cinemas, cheios. Exposições badaladas, cheias (basta ver o caso da Paula Rêgo e do Francis Bacon em Serralves). O único fim de semana do ano em que as ruínas subterrâneas da baixa pombalina estão abertas ao público, concorrido até mais não. Em suma, parece que as pessoas querem ver, saber e participar. Nem que seja só para dizer que estiveram lá. E se o puderem dizer na TVI em pleno Jornal Nacional, melhor não é? LOL


http://www.worldpressphoto.nl/

Rafael Bordalo Pinheiro

Fomos ontem visitar o recém reaberto Museu Rafael Bordalo Pinheiro ali no Campo Grande. Fica um pouco mais à frente da Universidade Lusófona. Sofreu inúmeras obras e foi finalmente reaberto ao público no dia 5 de Outubro. A entrada era à borla até dia 15 de Outubro. Portanto não se perdia nada em fazer uma visita ao novo espaço.
Eu já lá tinha ido há muito tempo quando ainda era miúdo. Não sei porquê essa ida sempre me ficou na memória. Lembro-me perfeitamente da tarde que passei a ver um desfilar interminável de caricaturas e afins.
O edifício em si também vale a pena ser visto, tanto por fora como por dentro. Foi, segundo me constou, construído especificamente para o fim que tem.
Agora foi renovado e para além da moderna loja de merchandising (acreditem que vi lá umas t-shirts do mais original que há. Mesmo muito fixes e irónicas....), possui um espaço para exposições temporárias. É um espaço muito interessante, embora pudesse ter havido mais cuidado com alguns pormenores, nomeadamente as escadas de acesso ao segundo andar que são, aparentemente, feitas de contraplacado branco, e, apenas com 10 dias de serviço, já estão num lindo estado. No entanto o espaço é mesmo interessante e a exposição que lá está também o é. Vale a pena ter este sítio debaixo de olho e aguardar futuros desenvolvimentos.
Quanto ao museu propriamente dito, continua instalado nos dois andares do costume, por várias salas. Mas (talvez seja só impressão) pareceu-me que as obras em exposição eram bem menos do que as que vi há anos. Se assim for acho que é uma boa política, pois evita-se um grande cansaço. Assim temos a possibilidade de apreciar várias caricaturas e desenhos do Bordalo Pinheiro, alguns bem conhecidos de todos nós.
O que eu acho mais interessante é que, se por um lado há quem possa apelidar a arte do Bordalo como um tanto ou quanto 'boçal', por outro penso que não podemos negar alguma inteligência e fino humor no meio dessa 'boçalidade'. Não se pode deixar de sentir algum orgulho ao ver o 'John Bull' inglês (equivalente ao Tio Sam americano) ser ridicularizado na forma de penico ou escarrador, na sequência do Ultimato Inglês de 1890.
Ah! Claro...há por lá "n" figuras do Zé Povinho, desenhado ou esculpido, é a obra principal do Bordalo. O Zé Povinho é a expressão do povinho português, sempre pisado, sempre tramado e enganado pelos outros, mas sempre conservando a sua boa disposição, resignação e estoicidade. A expressão do Zé parece quase sempre dizer: "Pois é...é a vida. Que é que se há-de fazer? É aguentar...". A não ser quando tem a famosa expressão do "Ora tomem lá!!!" .
Há quem diga se calhar que a obra do Bordalo, neste aspecto, é pessimista e derrotista, por mostrar um português típico quase sempre engando, acomodado e sofredor. Mas penso que não é tanto assim. Bordalo parecia reconhecer algumas qualidades no Zé. Tanto assim que disse qualquer coisa como: "Um dia o Zé vai deixar de se chamar Zé Povinho para passar apenas a chamar-se Povo". Mensagem mais optimista que esta não é possível! ; )
O problema é que parece que o Zé ainda não chegou lá.....


sábado, outubro 15, 2005

Moleskine

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Isto dos blogs é realmente estranho. É que, se bem compreendo, o termo 'blog' deriva de 'weblog', ou seja, diário da internet. Tal como antigamente havia os diários escritos em cadernos, verdadeiros confidentes, agora temos os Weblogs. Mas parece que, apesar de tudo estes não vieram substituir aqueles a 1000%. A estranheza disto tudo resume-se numa frase que eu li num blog duma pessoa conhecida; dizia o post qq coisa como: "Apetecia-me desabafar agora! Mas como este blog é público acho que vai ter mesmo de ser na Moleskine..."

O Mundo ainda não está perdido afinal.



http://www.moleskine.co.uk/

sexta-feira, outubro 14, 2005

Arrumando a casa.

Ora bem.

Consegui editar e colocar os links na barra lateral. Fica bonito e arrumadinho.

Personalizei também o meu 'profile'. Sempre detestei responder a este tipo de 'inquéritos'. Livro favorito? Filme favorito? É muito complicado. Falta sempre aquele e o outro e mais aquele....sei lá mais quantos. Fica desde já o aviso que aquelas referências, sendo correctas, não são únicas. Podia ter referido um número muito maior de livros, filmes e música, mas simplesmente não me lembrei. Nunca fui muito bom com listas...isso sempre ficou a cargo do Fernando e da Maria também. :D

Quanto à questão do 'template' do blog. Estou ciente que muitos não apreciarão. Eu tb não adoro, mas há que dizer que, se é verdade que a escolha parece ser muita, tb é verdade que a maior parte deles não vale nada. Este template que eu escolhi parece ser meio confuso e algo piroso, mas se calhar é o que vai ficar. Está de acordo até com a frase 'Uma bola no meio de tantas outras em jogo'.

Esta questão das opiniões dos outros sobre o que aqui vai aparecer lembra-me de outras questões. Então a linha de orientação será assim:

1. Este blog não tem um 'tema' definido. É e será sobre o que na altura me apetecer falar, criticar, comentar, gozar ou irritar;

2. Todos, a partir do momento em que isto for público (?) poderão dizer de sua justiça. Os seus comentários serão preservados, a não ser que sejam manifestamente ofensivos. Ou spam...:D;

3. O que aqui se passar pode às vezes não ter muito sentido (o que eu duvido sendo eu tão certinho). Se assim for o caso, não liguem e nem vale a pena falar sobre isso.

4. Poderá haver regra n.º 4 se assim se justificar.


Porra! E assim se denuncia a formação académica dum gajo!

PRIMEIRO POST!

Primeiro Post.

Ok. E agora? Que vergonha. Sempre disse a quem me quis ouvir que já não tinha paciência para tantos blogs a 'correrem' por aí. Nunca me entendi muito bem com as avalanchas de: "Blog actualizado. Comentem!", "Então não comentam o meu blog?", "Vá lá...vão ao meu blog e deixem um comentáriozito!", e, depois, quando um gajo até lá vai ver e comenta na melhor das intenções, vê o seu comentário" deleted by the author" por o mesmo não ser adequado ou não estar 'integrado' no magno desígnio do blog em causa.
Anyway, isso não constitui problema de monta, mas a verdade é que me causava alguns engulhos toda esta história a ponto de sempre afirmar a pés juntos: "Blogs? EU? Nunca. Tenho mais que fazer!".
Mas a verdade é que ficou uma certa curiosidade confesso. E fiquei a pensar se seria capaz. Por isso lá começei a espiolhar esta treta.

A quantidade de nomes e 'usernames' que eu inseri foram...digamos...bastantes. Não vou aqui dar-me ao trabalho de os enumerar. E fiquei a saber que todos os 'usernames' que inseri ficaram assim a mdos que....tomados...já ninguém os pode utilizar...oooops.
A verdade é que a maior parte dos nomes de blog de que me fui lembrando já existiam! Mesmo que se tratassem de blogs que não eram actualizados desde o tempo da Maria Caxuxa! Um dos que eu queria pertencia a um blog utilizado pelo Infante D.Henrique aquando da tomada de Ceuta. Podem ver ao tempo que não era actualizado! Bom...na verdade era um que tinha 2 posts, sendo o último de Janeiro de 2001 informando o povo que a dona do blog e um tal de Tony iam fazer babysitting do bébé primo deste tal Tony. Depois nunca houve mais nenhum post. A tragédia, o drama e o horror de não sabermos o que aconteceu é avassaladora.
Enfim. Achei portanto que o melhor era arranjar um nome idiota e figurativo e mandar para as urtigas o grande conceito que estava a visionar na minha mente para este blog. Grandes ideias iriam ser explanadas aqui. Soluções para todos os problemas, respostas para todas as perguntas.

Mas, como não foi possível concretizar este glorioso e inovador conceito, nada disso vai acontecer e vou ter de me contentar (e vosotros también) com este arremedo de blog, onde nada de jeito se vai passar.
Ainda bem, por um lado! Assim não tenho grandes responsabilidades e vou meter aqui o que me der na real veneta! Ehehehe!

Outra coisa interessante depois de ter escrito este post, é que isto tudo dirige-se apenas e só para mim mesmo! Pelo menos para já. Eis o blog criado, mas o carácter experimental mantém-se. Até quando? Sei lá eu!